Notas iniciais
Essa é minha segunda fic aqui, sendo que a outra ainda não está terminada e nem com previsão de terminar tão cedo.
Como faço na outra vou postar bem devagar então se estiver lendo desculpe antes de tudo pela demora... Essa historia é de minha autoria baseada na musica de mesmo nome de Lana Del Rey, espero que gostem!

Morávamos em uma casa isolada em uma reserva perto de Rome, na Geórgia. É claro que não morávamos na reserva em si apenas a poucos metros dela menos que a distancia da casa ate a cidade. Nossa casa que na verdade parecia uma mansão pobre era rodeado de arvores, um jardim com flores, vários quartos, um quintal bem grande com uma plantação artesanal (que na verdade era o sustento de muitos), um rio depois de alguns minutos de caminhada e o meu sótão.

Minha mãe Betty Jane mais conhecida por Peddy foi hippie antigamente o que explica as roupas malucas, os incensos de alecrim porque afasta a depressão purificando todos os locais da casa e a incrível mania de trazer pessoas desconhecidas. Ela disse que como a casa era grande sempre cabia mais um e por isso eu dividia o sótão com Ester uma menininha de cinco anos muito fofa mais que gostava de pegar as minhas bonecas sem pedir. Pode parecer estranho mais eu adorava as pessoas novas, se ela conseguisse ficar cinco meses já era considerada parte da família! Tive varias irmãs durante esse período e isso me distraia mais do que o cachorro Puppy de um morador de rua que agora não me lembro o nome.

Tive uma educação bem liberal, ou seja, em casa ate o oitavo ano quando meu pai apareceu e exigiu uma educação descente para a filha dele, uma que não incluíssem pessoas sem nenhuma formação acadêmica contando historias ou lendo livros do primeiro ano do ensino médio para uma garotinha. Jones também era um ex hippie e tinha passado esse tempo todo ganhando dinheiro e fama na Europa, é claro que ele não pensou que eu era a filha da hippie maluca que chamava qualquer pessoa para casa e iria sofre por causa disso!

No final de tudo fui para uma escola e ela era tão péssima, isso apenas me deixou civilizada sem aquele ar bruto e selvagem que Jones tanto reclamava para Peddy dizendo que como poderia me levar para alguma festa de gala se eu só vivia descalça e com o cabelo em tranças malucas, bem as tranças eram feitas por Lucy e eu as achava estilosas! Nunca dei bola para o que aquelas garotas com os cabelos lambidos diziam sobre minha mãe ser louca, do meu nome ser feio ou algo do tipo, acontece que elas pagavam para ter algumas coisas que eu tinha de graça como musica e felicidade.

Toda quarta, sexta e sábado à noite fazíamos uma fogueira no quintal, sentávamos em rodinha e cantávamos com o violão do Peter um ex advogado, às vezes desligávamos todas as luzes e observávamos o céu estrelado da Geórgia e eu me sentia feliz porque do sótão dava para vê-las, era impressionante. Aos dez anos, pelo menos eu acho que tinha dez nunca ligamos para essa coisa de idade, eu tinha uma certidão de nascimento e isso é o que importa! A maioria das pessoas estava comendo enquanto me divertia fingindo pegar estrelas do céu Peddy chegou e deitou comigo na cama.

- Sabe que quando conheci seu pai estava tão estrelado, mais tão estrelado e acabou caindo uma estrela do céu, eu acho que foi você. – Peddy beijou minha testa – Você é uma indomável sonhadora gosta de viver aqui?

- Gosto, é melhor que as outras casas que só tem algumas pessoas. – olho sorrindo – Ninguém canta ou olha as estrelas deve ser tão triste!

- Deve ser Safia, sabe o que dizem quando as estrelas se alinham no céu enquanto um jovem casal observa é porque eles estão muito apaixonados, eles são sortudos. – ela apontou para alguma constelação – Vão viver para sempre juntos, mas só existe uma chance se eles se afastarem ou algo assim tudo acaba.

- Mas se eles estão muito apaixonados, porque apenas uma chance? – perguntei confusa.

- Ninguém sabe, às vezes não podemos concertar as coisas depois de quebradas.