Lua de Sangue
52 Capítulo 6
Notas iniciais
Perdoem mesmo a demora mas minha vida está complicada
PDV Jane
2 anos depois Eu me acostumei a viver aqui no Brasil, e meu pai não me achou, ou achou e estava esperando a hora serta de dar o bote.Mas eu não me importo com isso, não agora que eu estou feliz com Grego, os amigos dele são divertidos e a "família" como ele considera e eu também. Hoje um lindo Domingo estamos aqui na tia Eva, é um lindo dia,porém um pouco quente. Enquanto eu e Mari ajudamos a dona Eva com as coisas do almoço, Benjamin Grego e Danda facaram jogando em um vídeo game lá no quarto. E os filhos de Mari brincavam no tapete da sala– Onde está a Danda?- Perguntou Eva– No quarto jogando com os meninos– Vá lá Jane, chame ela por favor.- Eu lavei as mãos e subi as escadas, mas antes de chegar ouvi o barulhos de várias coisas se quebrando, não é possível que Benjamin e o Grego estão brigando de novo. Eu abri a porta apenas a tempo de ver um vulto pela janela e tudo estava de pernas pro ar, corri até a janela e olhei para baixo, e vi uma van preta, vários homens colocando Benjamin desacordado lá dentro, presumi que Grego e Danda também estavam lá. Me apavorei. Saí correndo do quarto e desci as escadas as pressas– Jane o que foi?- Ouvi Mari me perguntar mas não respondi, apenas corri para a porta,abri e dei de cara com um homem de terno preto e óculos escuros segurando um notbook dourado. Ele me empurrou para dentro da casa, eu tropeçei em algo e caí.– Mas o que significa isso?- Eva veio de trás do balcão encarando o homem. Mari me ajudou a levantar e se pôs entre os filhos e o homem,outros cinco entraram. Eu apenas seguia o movimento do primeiro,ele plugou o notbook na TV e ligou, nesse instante apareceu meu pai.– Oi Jane,deixei você se divertir, mas agora chega, se quiser que seus amiguinhos e seu namorado, fiquem bem e voltem para a casa deles, você tem que me encontrar aqui em Forks, até o mês que vem, bom quanto mais rápido você vier, mais rápido tem eles de volta. A TV se desligou e os homens saíram. Eu não conseguia me mexer, meu pai estava com os três. Uma lágrima rolou por meu rosto. Eva e Mari me encararam. Queriam explicação– Esse... Do vídeo é meu pai ele, levou o Grego, a Danda e o Benjamin- Elas também se desesperaram. Mari abraçou os bebês.– Mas eu.... Vol trazer eles de volta... Eu vou fazer o óbvio, encontrar com ele em Forks e manda-los de volta.- Eu tremia de medo– Mas e se você estiver correndo perigo? Eu vou com você.– Não... Mari, sou filha dele,ele não tem pena de ninguém mas, isso deve valer de alguma coisa.– Eu vou sim Jane, meu marido está com ele- Ela disse com os olhos cheios de água– Eu sei, mas eu posso manda-los de volta e você não vai precisar se arriscar- Ela me olhava e eu sabia que não mudaria de ideia .– Tudo bem, você venceu, vamos!Aquele dia nós arrumamos as malas,deixamos os trigêmeos com a avó deles a Soraya e partimos rumo a Forks. Assim que chegamos em um hotel, eu peguei meu celular e liguei para um policial que eu conhecia e que sabia dos planos de meu pai.– Alô?– Oi, é o Jasper?– Oi sou eu– Aqui é a Jane, você se lembra do que eu te falei sobre o meu pai, acho que sua namorada falou com você também.– Ah claro sei.– É, eu preciso que você me ajude, meu pai já pegou eles e já sei onde eles estão.– Eu vou falar com Emmett e nós veremos o que fazer.– Eu quero ir junto.– Ok- Ele desligou o telefone e Mari me olhava sem saber o que estava acontecendo– Você sabe onde eles estam, você sabia que isso ia acontecer?– Sabia, só não sabia quando. E sim eu sei onde meu pai colocou eles.– Como?– Eu dei ao Grego uma corrente de ouro com um rastreador. Eu já sabia que meu pai tentaria alguma coisa.- Ela baixou o olhar fitou o chão. Pedi comida do hotel e tomei um banho depois de comer,vemos TV e fomos dormir.Acordei com meu celular tocando,estendi a mão e o peguei.– Alô?– Oi Jane, nós vamos atrás deles agora você vai mesmo querer ir?– Claro que vou e...Vou levar uma pessoa comigo.– Tudo bem,estamos te esperando aqui na delegacia.- Com isso ele desligou, me virei para Mari– Vamos?- Ela se levantou num pulo,trocamos de roupa,colocamos,calça,tênis blusas de manga comprida e casacos quente,Forks etava mais frio do que o normal. Fomos para a delegacia,os encontramos encostados nas viaturas, muitas estava ali. Antes de partirmos,Emmett me entregou um colete a prova de balas e algumas armas, fez o mesmo com Mari,porém não lhe deu armas.Depois de vários minutos encontramos a casa isolada no meio da reserva,por meio de drones vimos que haviam apenas quatro seguranças um em cada extremidade da casa. Quatro policiais desceram primeiro e abordaram os seguranças. Outros entraram e fiquei esperando dentro da viatura. Depois de intermináveis 20 minutos eu decidi entrar, disse a Mari que ficasse ela concordou relutante.Cautelosamente entrei na casa,observando tudo e empunhando o que eu julguei ser um revólver de calibre 38, eu ia bem devagar abrindo as portas,quando abri uma delas vi,Grego, Danda,Benjamin e por incrível que paressa,Jasper também estava ali,ele estava tonto. Corri até eles e tirei comecei a desamarra-los,Grego me sensurava com o olhar,eu não estava entendendo, senti algo gelado em minha nuca.– Você veio mesmo querida!- Engoli seco, escondi a arma na parte de dentro da minha blusa e me virei vagarosamente. Ele tinha o olhar sombrio, me levantei e o fitei. Ele começou a falar e especular pelo que eu havia feito, mas eu não dei atenção,foi quando ele deixou a arma em uma mesinha e se virou de costas que eu saquei a minha,apontei para ele, ele se virou surpreso.
– Eu não tenho medo Jane,sua irmã teria mais coragem de atirar do que você– Não me subestime..."Papai".- O olhei desafiadoramente. Ele riu– Então... Vamos ver... Estou aqui,vamos atire- Ele estava se divertindo. Atirei em seu ombro o fazendo cambalear tempo suficiente para eu correr até a mesinha e pagar seu revólver.– Jane...Como você pôde?- Ele estava arquejando– Eu disse para não me subestimar..- Desamarrei Grego e ele terminou de desamarrar os outros. Todos se levantaram Dei uma das armas para Jasper.– Aqui,toma eu não estou em...Condições de manusear- Ele entregou para Grego, que assentiu e foi na frente. Meu pai havia se levantado e seu rosto transbordava em surpresa e ódio,atirei em sua perna para ele não correr atrás de nós. Encontramos Emmett, olhando para cinco homens desacordados no chão. Corremos para os carros e partimos dali. Durante o trajeto até o hotel em Forks eu não disse nada, apenas abraçei Grego, ele me abraçava também, porém estava fraco. Nós decidimos ficar no hotel mesmo, depois que ele recebeu atendimentos médicos.
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