Lower Mind
3 Level 3 - Espelhos
Elizabeth.
O professor fazia a chamada enquanto eu mexia em meu notebook. Olhava para as fotos de meu namorado. Ele era bem mais alto que eu, mas como estava de salto alto naquela foto, aparentava ser baixo. Seu cabelo era longo o suficiente apenas para ter franja, a qual ele sempre penteava jogada para a esquerda.
O motivo de estar olhando as fotos dele agora era porque teríamos um encontro após a aula, e eu estava ansiosa por isso. Estávamos namorando havia três anos, e acho que ele finalmente vai me pedir em casamento...
– Elizabeth Harper! – o professor chamou minha atenção.
– Ah, desculpa! Presente!
Ele me olhou, confuso, mas ainda estava bravo.
– Não é do seu feitio ficar desatenta às aulas, então vou perdoar dessa vez.
– Obrigada – disse, sem olhar para ele. Estava focada no computador.
A próxima foto era da nossa viagem para a Europa. Aquela foto rídicula em que ele fingia segurar a Torre de Pisa, na Itália, o fazia parecer realmente bobo. Mas era um homem inteligente, dedicado e eu o amava demais.
O motivo de virmos para Tokyo fora a transferência dele. Nossa única paixão em comum era a TI. Ele foi transferido para a capital do Japão ano passado, e eu saí da casa de meus pais para vir morar com ele. Pedi transferência de Cambridge para a universiade de Tokyo, e agora curso o meu último ano. Não reprovei nem acumulei nenhuma matéria, afinal, tinha um profissional em casa para me ensinar caso eu tivesse dificuldades em alguma coisa.
Já fazia um ano que morávamos juntos... Nesse tempo, não saímos em um encontro uma vez sequer. Esse convite repentino para um jantar romântico só podia significar um pedido de casamento. A promessa foi de não nos vermos o dia inteiro, somente de noite, na hora do jantar, para tornar o encontro mais especial como no começo de nosso namoro. Achei romântico, mas não imaginava ficar tão ansiosa assim.
A última vez que esperei tanto por algo foi na quarta série do ensino fundamental. A professora, Srta. Jones, prometera levar um hamster de estimação para a turma cuidar. A minha ansiedade era tão grande que chegava a doer o coração. O pobre animal não sobreviveu um mês, pois um menino malvado judiava dele, até que o bichinho não aguentou mais.
A aula acabou. Fechei o notebook e o guardei na mochila, saindo de sala o mais rápido possível. Como não podia voltar para casa, iria até uma lanchonete próxima e ficaria usando o notebook para passar o tempo. Andava apressadamente pelo corredor quando alguém esbarrou em mim e eu caí.
– Desculpa! – disse o rapaz.
Não consegui responder. Soltei algo gultural, como se fosse um animal tentando falar. Ele me olhou com uma expressão de decepção e nojo, e seguiu seu caminho. O que esperava? Que eu fosse o tipo de garota popular de colégio americano só porque sou estrangeira? Que iria pedir ajuda para pegar os livros, e depois conversar com ele por horas até ficarmos juntos?
Levantei-me, sem ajuda de ninguém, e também segui meu próprio caminho. O corredor levava para duas escadas, uma na direita das salas e a outra na esquerda. Costumo ir pela direita, pois é mais próximo para mim. O campus era grande, então o caminho de dentro dele até a lanchonete levaria uns vinte minutos. Desci dois dedos no meu campo de visão: abri o menu do Braincoder.
Decidi ouvir algumas músicas para o tempo passar mais rápido. Eu uso o Braincoder como algo pessoal, como se fosse meu cérebro. O notebook é uma ferramenta para quem faz TI, afinal, até os Braincoders têm seus defeitos. Eles são produzidos a partir de computadores melhores. O que a maioria da população não entende é que o computador que usa seu cérebro não tem a mesma capacidade deste, ele apenas amplia, organiza, e te ajuda a usá-lo. Ele é bem simples, porém se torna algo poderoso a partir do momento que seu cérebro se conecta a ele.
Sentei em uma mesa na área externa da lanchonete. Tirei o notebook da mochila e o liguei. Uma garçonete vestida de empregada veio me atender, e me perguntei como que a pobre moça aguentava usar aquela roupa nesse frio. Neste momento, estou com um moletom cinza e calça jeans.
– Gostaria de fazer um pedido, mestre? – perguntou a garçonete, um pouco constrangida. Dava para perceber que era nova no trabalho, pois não tinha confiança e sua maquiagem não combinava com o personagem.
– Eu quero um café preto. Se possível bem quente...
– O.K., mestre.
Decidi que seria perfeito escrever meu romance enquanto tomava o café. Abri o aplicativo para escrever no notebook. Dava para escrever bem mais rápido no Braincoder, porém era complicado postar. Muitas vezes você acabava esquecendo de guardar algum arquivo no backdoor e coisas embaraçosas sobre sua vida podem ser expostas.
Meu romance era sobre um homem que desenvolveu o melhor sistema operacional da atualizade. Uma das facções criminosas da cidade sequestrou, estuprou e matou sua namorada, e desde então ele busca por vingança, invadindo o próprio sistema para obter informações e lutar contra o crime.
A garçonete trouxe meu café, e assim que dei o primeiro gole, também escrevi a primeira palavra do capítulo três. Escrevi por horas, cheguei a fazer algumas pausas para pedir mais café ou comer um bolinho, até que deu a hora de voltar para casa. Era quase sete horas, e precisava me arrumar. Por volta daquele horário, meu namorado disse que iria sair com o carro, vagando a casa para que pudesse tomar banho.
Peguei o primeiro táxi que passou. Pesquisei fotos de vestidos bonitos no caminho de casa. O carro fazia muitas curvas, solavancos e frenagem repentina, mas não me importava. Estava admirada demais com os vestidos, queria todos para mim. O motorista parou em frente a minha casa. Paguei pelo serviço, e subi as escadas da entrada.
A porta era de madeira, mas ao redor desta, havia ornamentos de madeira enfeitando a entrada de mármore da residência. Por mais incrível que pareça, deixei minhas chaves cair quando tentei abrir a porta. Desajeitada, peguei-as e tentei novamente. Estava frio, meus dedos não respondiam com a velocidade normal, mas ainda assim fiquei incrédula com o tanto que eu era desastrada.
Minha casa era toda arquitetada conforme a arquitetura moderna de Bauhaus. Possuía muitas formas geométricas, porém mantinha o cenário limpo. As paredes eram brancas, havia janelas e vidros enfeitando quase todas as partes. Caminhei em direção ao banheiro, tirando a roupa no caminho, apressada. Se continuasse nesse ritmo, iria me atrasar.
Liguei o chuveiro em uma temperatura quente, porém não muito. Observei a água escorrer pelas curvas de meu corpo enquanto tinha uma ideia para meu romance. Passava a bucha por minha pele, sentindo seu arranhão tirar as impurezas de mim. Ao sair, o espelho estava embaçado e o ambiente estava bem mais quente. Enxuguei-me com a toalha amarela – pois a azul era do meu namorado. O reflexo de meu corpo nu no encoder de espelho me apresentava uma mulher comum. Tinha um rosto bonito, mas o corpo não era sarado. Não tinha um traseiro grande e nem uma cintura fina. Era muito pálida, mas os olhos verdes compensavam este defeito. O cabelo era louro e curto.
Do banheiro, fui para o closet escolher um vestido. Branco, vermelho, azul, verde... Todos combinavam, era tão difícil escolher... Mas ele nunca me viu de branco, e acho que seria uma decisão simbólica se ele realmente me pedisse em casamento. Peguei um salto alto dourado e um cinto de mesma cor. O cinto eu vesti na barriga, pois não tinha uma cintura fina e um corpo tão bonito para aquele vestido – mas dava para enganar. Agora era a parte complicada... A maquiagem.
Fitei a maleta colorida em cima da pia do banheiro. Deveria usar algo sutil ou maquiagem pesada? Acho que minha noção para essas coisas está realmente enferrujada. Mas o que podia fazer? Havia mais de um ano que não saía em encontros. Decidi pela maquiagem sutil, afinal, era um jantar romântico e não uma festa.
Aprovei o resultado assim que me vi pelo encoder. O rímel nos cílios, a sombra nas pálpebras, tudo estava em perfeita harmonia. O tom preto ao redor de meus olhos destacavam seu verde escuro. O dourado em contraste com o branco realçava meu tom de pele em relação a meu cabelo, sendo que ambos possuem as cores correspondentes ao vestido e ao calçado. Eu estava linda.
No entanto, ainda não estava pronta. Precisava escolher um perfume também. Optei pelo francês, pois a escolha parecia certa para um encontro que deveria nos relembrar do começo de nosso namoro. Agora sim estava cem por cento. Sentia-me como uma modelo e ao mesmo tempo me sentia como uma garotinha de nove anos: sempre ansiosa com a fantasia de casar. Não havia encontrado um príncipe, mas provavelmente serei mais feliz com minha vida agora do que se fosse como eu sonhava.
A campainha tocou, e soube que já estava na hora sem precisar olhar o relógio do Braincoder. Apressei-me até a porta e respirei fundo antes de abri-la. Ele vestia um terno azulado muito bonito. A gravata era vermelha e a blusa social era branca. O carro... Era claramente alugado, pois era um Porsche vermelho modelo europeu. Talvez ele quisesse lembrar de nosso tempo na Europa.
– Desculpa, perguntei a Deus onde poderia falar com um anjo e ele me passou este endereço... – disse ele, corando um pouco com o que disse. Não costumava ser tímido, mas aquilo foi algo embaraçoso e lindo de se dizer.
– O endereço está certo, mas o anjo saiu de casa faz algumas horas. Ele disse que iria buscar a namorada dele para um jantar romântico com um Porsche importado – respondi, sorrindo tanto ao ponto de achar que minha boca ia rasgar.
Achei, a princípio, que era impossível que ele ficasse mais vermelho ainda, todavia, isto aconteceu. Ele extendeu a mão, pedindo pela minha, e a ofereci. Guiou-me até o carro, abriu e fechou a porta para mim. Um perfeito cavalheiro, assim como era quando nos conhecemos. Depois de começarmos a morar juntos, não tinha porque continuar com tudo isso, e eu acho que não gostaria disso também. Seria um pouco irritante ter um homem que faria tudo por mim o tempo todo. Gosto da minha independência.
O maior motivo de violência contra a mulher e até mesmo feminicídio é a dependência que a mulher tem para com o homem, seja emocional ou financeira. É legal que ele seja um cavalheiro, mas apenas o suficiente, afinal, tudo em excesso é ruim.
Senti o vento passar sobre o conversível e bagunçar o cabelo que levei horas para arrumar. A cada minuto eu verificava o espelho acima do parabrisa do carro, a fim de ver o estado do penteado. Meu namorado dirigia despreocupado, com um sorriso bobo no rosto. Era raro vê-lo assim, pois o trabalho lhe consumia muito tempo. Ele decidiu tirar uns dias de folga para passá-los comigo, mas ainda que ele faça isso, não posso matar aula na faculdade. Quero chegar ao nível dele o quanto antes, e já estava no último ano da graduação. Claro que eu já sabia todo o conteúdo, estudava em casa e ele me ensinava o que sabia sempre que podia.
Era sexta-feira, então a rua estava movimentada. Havia vários casais andando de mãos dadas, muito provavelmente em encontros, e senti meu rosto quente. Estava enrubescendo. A cidade brilhava com as luzes dos postes e das casas. Ainda fazia frio, mas estava nervosa e isso mantinha meu corpo aquecido. Eu não sabia exatamente para onde ele estava me levando, mas não saímos do distrito ainda.
Ao virar em certa avenida, o carro começou a desacelerar, até que por fim parou.
– Chegamos – anunciou. – Pensei em fazer algo especial então... Que tal um restaurante europeu para relembrar os bons tempos?
A entrada era inspirada no Arco do Triunfo, na França. Foi um dos primeiros monumentos que visitamos em nossa turnê pela Europa, antes mesmo da Torre de Pisa. Como um cavalheiro, ele saiu do carro e veio abrir a porta para mim novamente. Guiou-me para dentro do restaurante, sorrindo timidamente.
– O senhor tem reserva? – perguntou o recepcionista, gesticulando para pegar o blazer dele.
– Sim, está no nome de... – eu não conseguia lembrar seu nome. Toda vez que penso nele, minha mente fica embaralhada e não consigo pensar em mais nada.
– Certo, por aqui, senhor.
Era um restaurante estrangeiro, então estávamos falando em inglês. Meu japonês havia recém-perdido o sotaque, então foi um choque trocar de idiomas assim. Meu namorado puxou a cadeira para que pudesse me sentar, e logo sentou-se na própria cadeira, em frente a mim. Ele pediu um guardanapo de papel para o garçom, e logo entendi o que aquilo significava.
Eu conheci ele em um restaurante na Inglaterra. Estava com minhas colegas de classe da faculdade, e ele, com os colegas de trabalho em outra mesa. Ele se interessou por mim e pediu para que o garçom me entregasse um recado escrito em um guardanapo. O recado dizia: se quer sair comigo, dê um sorriso. Se for recusar, resolva a integral. E havia uma fórmula que apenas estudantes de Cálculo I saberiam solucionar. Como este era o meu caso, respondi a ele o resultado correto. Logo abaixo, escrevi: fofo, mas inocente demais. Estou no segundo semestre de Engenharia de TI e achei seu esforço bonitinho. Resolva a integral abaixo para achar o número de meu telefone. E devolvi a ele uma integral no mínimo três vezes mais difícil.
Quando o garçom trouxe o guardanapo, ele escreveu para mim uma integral bem mais difícil, onde o resultado daria com números e letras. Dava para saber, havia mais incógnitas que o necessário para resolver. Fiquei uns três minutos calculando e desenvolvendo a equação, até que achei a resposta: I + u = 1000.(L.o.v.e). "Eu mais você é igual a mil vezes amor". O sorriso que dei foi tão sincero e natural como o de uma criança quando recebe um presente.
O garçom veio a mesa com um espumante caro, e o restaurante parou ao som de nossa música. Antes que pudesse reagir, meu namorado se ajoelhava diante de mim, forçando-me a ficar em pé com as mãos no rosto. Queria me esconder, estava muito corada e nervosa, mas não podia deixá-lo ali esperando. Forcei-me a olhar em seus olhos, e não consegui mais tirar meu olhar dele.
Estava sério, firme. Parecia certo de que esta era a escolha dele, a escolha certa a se fazer. Estava seguro de que eu era a mulher da vida dele, e estava confiante que me faria a esposa mais feliz do mundo. Tirou uma caixinha preta do bolso da calça e a abriu: um lindo anel prateado com uma pedra azul no centro jazia ali dentro.
– Elizabeth Watson Harper, você aceita se casar comigo?
Naquele momento, quis dizer que sim, quis gritar para o mundo o quanto o amava, mas não foi possível. Nada daquilo era real.
Quando acordei, pude sentir o moletom grudando em minha pele. A cama estava encharcada de suor e minhas roupas, também. Meu dedo anelar da mão esquerda parecia latejar com o desejo de ter um anel ali. Mas não tinha. Tudo não passava de um terrível pesadelo. O que aconteceu de verdade foi que, enquanto estava escrevendo meu romance na lanchonete, fiz uma pausa para ver as notícias na rede global e achei um botão de Log Out. O encontro nunca aconteceu. Ele nunca me pediu em casamento. E eu sequer lembrava seu nome.
Afastei os pensamentos sobre a vida passada. Ao ponto que as coisas estavam, a realidade estava clara. Levantei da cama e tirei o casaco ensopado. Precisava de um banho, mas comecei a chorar ali por alguns minutos. Alguém bateu à porta, e disse que o tempo na sala segura estava se esgotando. Pela voz, não sabia dizer quem era, não sabia diferenciar o timbre de cada um deles ainda. Por palpite, acho que era Chihiro. Respondi:
– Já estou indo. Vou tomar um último banho, acha que dá tempo? – percebi que meu japonês saiu com mais sotaque do que o normal por causa do sonho.
– Dá sim, falta uma hora e meia – respondeu ele. – Bem, bom banho. Estaremos esperando você para decidir algumas coisas...
Não estava com cabeça para discutir sobre o que quer que fossem essas coisas, mas eu tinha um dever para com o grupo. Comecei a tirar a roupa molhada e a coloquei em cima do aquecedor. Fui até o banheiro e fitei o espelho. Dessa vez era um espelho de verdade, não um encoder. Minha aparência era diferente da mesma no outro mundo. Estava mais magra, mas era algo esperado. Nutrientes injetados na veia não criam músculos ou gordura. Meu cabelo era maior também, iam até minha lombar, e meus seios pareciam maiores. Talvez não estivessem realmente tão grandes, mas eu estava tão pequena e magra que pareciam ter crescido. E usava óculos... No outro mundo, ninguém precisava de óculos.
Entrei para o chuveiro, e diferente do sonho, o banho foi frio. Estava com muito calor, pois podíamos regular a temperatura dentro das salas seguras, e a deixei bem alta. Era muito frio fora daqui, então para me aquecer achei que devia por o mais quente possível.
Ao sair do chuveiro, as roupas já estavam secas. As vesti e abri o pequeno frigobar que ficava na parede oposta da cama. Verifiquei o bracelete que era usado para injetar os nutrientes em minhas veias e, em sua telinha, dizia: taxa de nutrientes baixa, repor imediatamente. Peguei o último frasco que continha um líquido cinza na porta do frigobar. Era cilíndrico e havia uma espécie de plug na ponta, onde a entrada era no bracelete. Era assim que nos alimentávamos agora. Injetávamos os nutrientes pelo plug do bracelete.
Peguei a última garrafa PET de água e comecei a bebê-la. Saí do quarto e todos estavam sentados à mesa de centro, discutindo algo sério. Notei que Kurono estava consciente e aparentava melhor. Seu moletom estava manchado de sangue.
– Elizabeth, ótimo, junte-se a nós. Estamos discutindo como agir de agora em diante – disse Iwase.
Estavam falando sobre nos comunicarmos por codinomes durantes os desafios, dividir o grupo em quem fará os testes táticos e quem fará os físicos. Claro, os mais jovens ficaram responsáveis pelos desafios físicos, e os mais experientes, pelo desafio tático. Meu codinome era Alpha, pois eu era a voz do grupo, a líder. Iwase Horizon foi nomeada Beta. Todos chamavam Chihiro de Kurosaki agora, então Kurosaki Chihiro – suponho eu – é Delta. Igarashi Taira é Gama, Mashiro Ryouta é Sigma, Katsura Kazuto é Phi, Tachibana Mayuri é Lambda, Kurono Shu é Zeta e, por fim, Irie Mea é Teta.
Os grupos foram separados em dois: time A e time B. O time A realiza os desafios físicos e é composto por Kurosaki Chihiro, Iwase Horizon, Kurono Shu e Irie Mea. O time B realiza desafios táticos, e é formado por mim, Igarashi Taira, Katsura Kazuto, Mashiro Ryouta e Tachibana Mayuri como enfermeira. Ela ficaria sempre com Mashiro, seria a assistente dele, pegando as ferramentas necessárias do kit de primeiros socorros.
O tempo estava quase esgotado. Faltava quatorze minutos, então retornei ao quarto para pegar o moletom. Todos pegaram tudo que achavam ser útil, mas não havia muita coisa. Além do que trouxemos, apenas frascos de nutrientes, garrafas de água e o kit de primeiros socorros eram relevantes. O moletom me seria útil, pois fora da sala segura fazia frio. Eu o amarrei na cintura e cortei um pedaço do lençol da cama com a faca de combate. Improvisei um laço de cabelo, tendo em vista que precisaria dele amarrado.
Fazia uma trança em minha cabeleira loura enquanto nos preparávamos para os desafios que nos aguardavam fora da sala segura. Quando saímos desta, a porta se fechou com violência e o sensor acima da mesma ficou escarlate. Não tinha mais volta. Estávamos por nossa conta e risco agora.
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