Lovey Dovey
4 진짜 좋아해 (Really Like You) – PARTE II (FINAL)
Notas iniciais
O sol brilhava quente lá fora e refletia na janela, uma estrela... Os pássaros cantarolavam ritmicamente numa orquestra gentil e doce. Ao abrir os olhos, a primeira coisa que Ren notara era que não estava em sua cama e, que, o quarto estava completamente vazio; a cama de BaekHo – sua cama – estava arrumada. Estranho – no mínimo.
Levantou-se num pulo e correu em direção à porta, girou a maçaneta e abriu-a. Nada.
– Olá, docinho – Disse JR de repente, sorrindo. Naquele momento não podia imaginar como ele viera parar ali, mas depois dos seus últimos dias, estava acostumado às coisas estranhas que lhe aconteciam – destino? É possível.
– Ah... JR, o que você... – Nada mais saíra de sua boca. Revirou os olhos e deu as costas para o garoto. – Esquece.
JR respondeu-lhe com um considerável sorriso, e, adentrou no quarto cautelosamente; andando pela ponta dos pés. Ren sentou-se na cama e bufou: dormira por mais de dez horas, mas mesmo assim parecia mais cansado do que nunca. Tateou o criado mudo e procurou na gaveta algo que lhe faltava, mas não tirava os olhos de JR – que parecia se divertir com isso tudo.
– Me acha bonito? – Indagou JR. Ren deixou o que segurava na mão cair com um baque surdo no chão, e ruborizou rapidamente.
– Como é? – Retrucou Ren, entre risadas nervosas. Suas bochechas ardiam em fogo, e a cada minuto que se passava se envergonhava mais com toda a situação. Inclinou-se e pegou do chão o pente que deixara cair e começara a pentear os cabelos loiros nervosamente.
– Você estava olhando para mim. Não parava de olhar, na verdade – A expressão de JR pareceu mudar de repente, agora parecia mais distante, com os olhos focados num lugar só. Pensativo. – Fique comigo, não com ele.
Seu peito estufou de ódio, parou aos poucos de pentear os longos cabelos loiros e virou-se para JR, forçando uma expressão de desprezo – embora sentisse mesmo. Não se mantinha ocupado com esse tipo de sentimento; desprezo, era tolice viver com sentimentos ruins. Mas seu ódio não podia ser irrelevante.
– A aposta acabou. Eu não sou um brinquedo, não vou fazer nada com você e muito menos com ele – Disse Ren rispidamente.
JR deu uma risada gutural, arrepiante – os pelos de sua nuca se eriçaram.
– Tolinho – JR depositou um beijo no rosto de Ren e deitou-o na cama, deitando-se por cima e sorrindo, maliciosamente. – Acha que fiz aquilo só por causa da aposta?
Ren tentou lutar contra, não podia dizer que JR era forte, já que o mesmo não colocara força nenhuma. Parecia ter deitado por vontade própria, mas na verdade perdera o movimento de seus membros, incrédulo.
Ren assistia JR beijar sua pele e onde o fazia, parecia deixar rastros... Parecia queimar. Assistia tudo aquilo inquieto, no entanto, não conseguia pará-lo, sentia ódio e desprezo, e, nojo de si mesmo. Porém, não sentira isso na noite passada e isso o atormentava mais do que qualquer beijo ou sorriso pervertido de JR. Chega. Tinha de provar a si mesmo que BaekHo não era diferente de ninguém, não poderia viver assim... Mas como... Será?
O farei ♡ ~
Ren tocou o rosto de JR e o garoto parou o que fazia de imediato. Os dois se entreolharam: JR parecia em êxtase; Ren, no entanto, fitava-o com o rosto vazio, sem expressão. O loiro envolveu o pescoço do moreno com os braços e puxou-o para um rápido beijo, JR pediu passagem com a língua, mas Ren parou o beijo antes de fazê-lo.
Doce, diferente e um tanto estranho – era JR, afinal. Poderia se comparar ao de BaekHo? – JR afastou-se para poder vê-lo por inteiro, como se esperasse uma resposta. Podia sentir o garoto cheio de expectativas, isso era triste, não queria magoá-lo – embora não conseguisse acreditar que seus sentimentos fossem verdadeiros. Nada parecia mais verdadeiro... Ren encolheu-se na cama e suspirou, aflito, enquanto se encostava à parede.
JR parecia ter substituído a expressão de prazer por um misto de confusão, achava também que fora usado e agora seria jogado fora. O que faria? Não sabia nem o que falar... Aquele beijo roubara suas palavras.
– Ren... – Começou. – Por que fez isso? Você me usou... Mesmo sabendo dos meus sentimentos...
O loiro ergueu a cabeça e arqueou a sobrancelha levemente, virando o rosto em seguida.
– Não era isso que você queria? – Indagou, rispidamente. – Bem, isso não foi muito diferente do que fizeram comigo, certo?
– Por que está sendo tão frio? – Mas Ren ignorou. JR levantou-se num pulo da cama e se recompôs, evitando cruzar olhar com o loiro.
JR caminhou em direção à porta, mas parou antes de tocar na maçaneta. De esguelha, deu uma rápida olhada pelo ombro em Ren, que permanecia do mesmo jeito; quieto e ostentando um olhar arrogante.
– Sabe, BaekHo não participou da aposta porque queria te magoar – Ren ergueu a cabeça e parou para ouvi-lo. – Ele fez isso porque te amava, mas a relação de vocês não passava de amizade. Ele queria aprofundar isso, assim como eu.
JR deixou o local calmamente, mas batendo a porta ao sair. Ren afagou o rosto com as mãos e em seguida, tapou os ouvidos: as palavras do moreno ainda ecoavam em sua mente. Mas uma em especial: amava. Não ama mais?
Ren sorriu. Embora achasse que BaekHo não o amava mais, já amara, isso é um tanto reconfortante... E quanto a mim? Posso dizer que sinto o mesmo? Pergunta interessante... Devo me preocupar com meus sentimentos?
Devo? Continuava a se questionar, contudo, não havia uma resposta, apenas podia dizer que algo mudara. Talvez para melhor, quem sabe para pior... Saberia se visse o brilho de seus olhos, saberia até mesmo se seus olhares se encontrassem. Mas enquanto isso não acontecia, teria que sobreviver – ou tentar, arderia de curiosidade a qualquer momento. Ren tamborilou o dedo magro pelo queixo e alisou-o, arregalando os olhos de repente.
Por que com BaekHo era diferente? Perguntou-se. Minutos atrás acabara de alguma forma rejeitando os sentimentos de JR, magoando-o, mas porque com BaekHo é diferente? Faria o mesmo? Aliás, por que estou sempre perdido tentando decifrar o enigma dessas perguntas repentinas? Que droga. Disse a si mesmo, derrotado.
Levantou-se da cama e se recompôs, dando leves batidinhas nas pernas e ajeitando suas roupas, inclinou-se e pegou da cama o pente que ali deixara e voltara a fazer os mesmos movimentos antes de ser bruscamente interrompido. Passou a mão entre as mechas e, por fim, parou. Não se deu ao trabalho de mudar as roupas, felizmente era sábado e poderia ter um tempo para descansar, ou não fazer nada, que era o que pretendia fazer.
Desceu as escadas, mas não viu ninguém, fora que, estava tudo muito calado, era uma pegadinha?! Ren virou o rosto em vários ângulos; estava pronto caso viesse a acontecer algo. Era muito mistério, ainda mais com JR ali... JR... Definitivamente não há uma pegadinha diária – havia magoado o mesmo. Olhou por todos os lugares e, não havia ninguém, para falar a verdade...
Ren ouviu passos e um misto de vozes familiares. A maçaneta girou e a porta se abriu: Aron, MinHyun e BaekHo vinham com um monte de sacolas e gritavam por ajuda, mas Ren só teve olhos para um BaekHo desconfortável e incomodado que depositava as compras na mesa. Sorriu. BaekHo fitou-o por uma fração de segundo e corou rapidamente. Fofo.
– Ren, me ajuda, idio...t...a – MinHyun estava sem ar, Ren correu para ajudá-lo mas fora inútil; só aliviara o ataque de MinHyun.
Ren deixou as sacolas no chão e perguntou um tanto incrédulo:
– O que vocês compraram? Chumbo? – O loiro revirou os olhos e dirigiu-se para Aron, que sorria como se nada estivesse acontecendo.
– Aron! Por que está sorrindo? MinHyun quase morreu, eu quase morri – MinHyun riu. – Eu vou bater em vocês.
– Eu sei – Murmurou Aron antes de cair na gargalhada – Ren permanecia sério, não cederia a esse jogo. BaekHo começou a rir e isto o deixou mais nervoso ainda, talvez não estivesse rindo nem por MinHyun quase morto ou Aron tendo uma crise, e sim para desafiar; provocar. É por esse garoto infantil que meu coração bate forte?
– Argh – Grunhiu. – Você que sofra sozinho, MinHyun, não teve graça! Eu estava te ajudando! – Ren pousou os olhos em BaekHo e seus olhares se encontraram. Intenso. Não conseguia desvia-los até em então, só notara a presença dos outros quando MinHyun agarrou-o e fingiu choro.
– Não! Me ajuda, por favor, eu te amo, me ajuda, me ajuda, me ajuda, me ajuda, me ajuda, me ajuda, me ajuda, me ajuda, me ajuda, me aju-... – Ren tapou a boca do garoto e afastou-o.
– Ah, que drama, nem estão pesadas assim... Pelo menos as minhas – Disse Aron, pensativo. – Deixamos as mais pesadas pra MinHyun.
BaekHo e Aron riram, maliciosos.
– Que maldade, sem corações, não esperava isso de você, Aron – Ren cruzou os braços e balançou a cabeça negativamente. MinHyun imitou-o. – Se virem com essas sacolas, nós vamos ver um filme.
BaekHo abaixou a cabeça e suspirou, maldade era uma coisa típica sua? Ren realmente não esquece as coisas... Isso é bom? Parece que não... Aron resmungava solitário, perdido em seus próprios pensamentos, os dois contaram até o três e se abaixaram para pegar a sacola de MinHyun, que, de fato, estava realmente pesada. Estavam um pouco arrependidos, mais do que deviam, MinHyun não era um anjo... Mas agora tinha a proteção, era o que pensavam.
–... Então, finalmente acabou. O que vai fazer? – Aron perguntou, suspirando cansado enquanto servia-se de um copo de água e chocolate.
– Eh? Ah... – Disse BaekHo, distraído, ainda não pensara nisso. Seus pensamentos estavam focados numa pessoa só. Ele. – Não sei... Acho que nada, filme talvez com os dois, se não tiver acabado.
– Certo – Aron terminou seu chocolate e lavou as mãos na pia rapidamente, enxugou-as e deu leves batidinhas em suas costas. – Certo, vou tomar banho, então. Boa sorte.
BaekHo não entendeu – talvez soubesse, mas nada lhe vinha no momento –, então relevou. Deixou a cozinha em passos longos e rápidos, passou pela sala, mas não havia ninguém, embora a TV ainda estivesse ligada. Caminhou na direção do quarto de Aron, MinHyun e JR e colocou somente a cabeça dentro do mesmo, as camas estavam desarrumadas e duas pessoas as ocupavam: MinHyun e... JR. E todos acharam que ele havia desaparecido...
Em seu quarto, Ren despia-se lentamente a espera de BaekHo. Talvez ele goste desse tipo de jogo, pensou, parecia que perdera de vez sua timidez, mas ainda assim estava receoso, achou melhor desligar a luz, embora ele não conseguisse ver nada as...
A porta rangeu, seu coração bateu tão rápido que parecia ter sido a última batida, a maçaneta girava lentamente e a cada rangido seu estômago gelava. Por fim, a porta se escancarou e o garoto fora pego nu e um tanto assustado, perdera até a fala. Na teoria pareceu mais fácil...
– Ren?! – BaekHo exclamou. E agora? – O que está fazendo?
– Estava me trocando – Ren abaixou a camisa e tentou caminhar em direção a cama, tremia tanto que parecia que suas pernas iriam quebrar. – O que foi?
Felizmente, conseguira sentar-se na cama. Não saberia se agüentaria mais um minuto em pé de frente com o garoto...
Que sensação é essa? Estou tão mal, estranho, se ele me beijar vai parecer que está roubando minha alma... Não era para ser assim!!!
– Me... – Ren respirou fundo, e colocou todo seu esforço de horas se preparando emocionalmente – embora não adiantasse nada –, seus sentimentos tão fortes que chegam a ser cruéis. – Beija...
BaekHo arqueou levemente as sobrancelhas e afastou-se um pouco, dando alguns passos atrás. Ren apertou as mãos, nervoso; estava escarlate.
– Por fav... – O loiro estava à beira das lágrimas quando fora surpreendido por um beijo doce, mas ao mesmo tempo intenso. Um beijo de BaekHo. ♡
O garoto automaticamente envolveu seu pescoço com os braços e puxou-o para si, BaekHo pediu passagem para a língua e Ren concedeu rapidamente. As línguas entrelaçadas pareciam dançar conforme a música, BaekHo alisava o corpo trêmulo de Ren e o loiro, gemia entre dentes para não acordar os outros. BaekHo tateava o corpo do parceiro intensamente, como se fosse a última vez – esperava que não –, o loiro pousou as duas mãos sobre as costas do garoto e deslizou-as pelo local.
BaekHo parou o beijo bruscamente e terminou de despi-lo, jogando as roupas para o lado, sem se importar. Ren correu com a mão para dentro da camisa do garoto e arranhou seu abdômen, passeou com as mãos gélidas pelo local e pousou-as no tórax, apertou levemente os mamilos do garoto e este gemeu.
Inclinou-se em direção ao pescoço do loiro e cravou os dentes ali, fazendo-o gemer e morder os lábios, consequentemente. Lambeu a região com a ponta da língua e intercalou entre leves mordidas e chupões demorados, fazendo o garoto ir à loucura.
BaekHo despiu suas roupas íntimas e ajudou a Ren fazer o mesmo – encarou-o como se estivesse lhe dizendo: “Está certo sobre isso?”, o loiro balançou a cabeça positivamente e fechou os olhos, engolindo em seco, ainda receoso. Embora não soubesse se era certo ou não, o olhar de Ren era o bastante para iludi-lo.
Ah, ah, ah, ah... Baek... AH! – Na escuridão da noite, era a única coisa que se escutava. Era uma noite bonita, Ren pensou. A lua brilhava nas trevas como uma lâmpada num quarto escuro.
~ ♡ ~
Estava tão cansado que nem parecia que dormira direito, embora tenha dormido como um anjo noite passada. Ren levantou-se e arrependeu-se no mesmo instante, sentiu uma forte dor na região de trás, latejava. BaekHo ainda dormia como um bebê, então tapou a boca para não fazer barulho, caminhou na ponta dos pés em direção a porta e deixou o quarto silenciosamente, não era somente seu quadril que doía, mas seu rosto também. Não conseguia parar de sorrir, estava tão feliz.
Fora uma noite tão intensa e feliz, tão... Tudo. Sorriu mais uma vez. Caminhou em direção a cozinha de braços cruzados, perdido em seus próprios devaneios e com um doce sorriso no rosto. Estava tão distraído que não se dera conta de nada, esbarrou em algo e caiu no chão com um baque surdo e assustado, o tombo fora como um choque de realidade naquele momento. Ergueu a cabeça e corou:
– JR... Me desculpe, não te vi... – Desculpou-se enquanto tentava se levantar, cambaleou e caiu de novo no chão.
– Tudo bem – JR estendeu-lhe a mão e Ren pegou-a, por fim teve muito trabalho para ficar de pé. Estava meio tonto. – Você está bêbado?
– Quê? Não... Claro que não... – Passou a mão pelo rosto e ficou por uma fração tempo abrindo e fechando os olhos, como se estivesse dormindo, ou quisesse despertar de uma vez. – O que faz aqui numa hora dessas? – Fez um bico e pensou. – Que horas são?
Como não acha-lo lindo?
– Ah... E-E-Eu... Nada... Fome... – Droga. Gaguejei. Sou uma anta. – Não sei...
Ren arqueou levemente as sobrancelhas e sorriu. Aproximou-se de JR e abraçou-o, se estava realmente tonto, deveria aproveitar do momento e se desculpar por tudo.
– Sinto por muito por te magoar, não quero isso, mas... – Ren pausou e suspirou, por fim. – Já existe alguém que gosto muito, e não quero que as coisas fiquem as estranhas entre nós, você é como um irmão... Senti sua falta quando vi que meu shampoo não tinha cola.
JR riu. Embora o que sentisse por Ren fosse diferente, aceitaria as coisas como são, lidaria com aquilo, mas não esqueceria seus verdadeiros sentimentos. Os garotos se afastaram e Ren seguiu em direção ao seu quarto, mas antes deu uma breve olhada em JR, que lacrimejava e fazia bico.
– Ah não... JR chorando... Onde está o Aron quando se precisa dele?! – Ren gritou, entre risadas.
– Idiota.
Ren seguiu de volta para o quarto e quando por fim chegou, teve de fazer o mesmo ritual de antes; sabendo ou se o garoto estava acordado. Girou a maçaneta cautelosamente e abriu a porta: o garoto continuava a dormir – e alguns dizem que sou que durmo demais. Entrou no quarto pela ponta dos pés e deitou-se na cama cuidadosamente, para por fim, fazer o que devia. Aproximou-se e selou os lábios do menino.
Fraco – ele continuava a dormir. Selou novamente – sem resposta. Revirou os olhos e empurrou BaekHo, que acordou assustado e em alerta. Ren riu.
– Oi pra você também – BaekHo sentou-se na cama ao seu lado e passou o braço em volta do pescoço do loiro.
– Sem oi, você dorme feito uma pedra... Não acorda nem com beijo... Que falta de romantismo – Resmungou Ren.
BaekHo deu uma risada gutural e mordeu o ombro do loiro.
– Só fingi que tava dormindo... Dois beijos, legal – Sorriu maliciosamente.
– Idiota. Inútil... O garoto selou os lábios do loiro e afastou-se, com um sorriso zombeteiro no rosto.
– Você me ama.
– Não.
– Sim.
– Não.
– Nunca vou admitir isso.
– Vai sim.
– Não.
– Como você é chato...
– Não.
– Para de falar não!
– Não – Ren riu.
– Eu te amo. Sei que você me ama.
De fato... ♡ ~
끝 (Fim)
Notas finais
Enfim, obg por tudo!
주니어
Fale com o autor