Lovestoned

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá amores! Sejam bem vindos. Estou aberta a sugestões e críticas construtivas, sempre. Enjoy!

Alexia era uma diretora de uma grande marca mundial de veículos. Era uma mulher independente e completa. Morava sozinha em seu apartamento de frente para o Mar, andava em um carro excelente e recebia um salário melhor ainda. De manhã ia para o trabalho que ela fazia com paixão e a noite sempre saia. Odiava ficar em casa. Era uma mulher com cerca de 1,70 de altura, cabelo preto cacheado e olhos verdes como de um gato e é claro, tinha qualquer homem na palma de sua mão. Mas uma coisa era certa: sempre terminava a noite acompanhada. Mandou mensagem para sua melhor amiga Thalia perguntando se ela já estava pronta, pois iriam para a balada juntas. Thalia respondeu sua amiga dizendo que já estava a caminho, então Alexia saiu.

POV Alexia

- Boa noite, Tha! – Alexia disse abraçando sua amiga Thalia.

- Boa noite, amor. – Respondeu Thalia. Alexia e Thalia eram melhores amigas desde o ensino médio. As duas tinham 27 anos e Thalia , assim como Alexia, era independente e nunca se apegava a ninguém.

Eu adentrei a boate junto com Thalia e fomos em direção ao bar. Pedi 8 shots de tequila e logo tomei quatro e Thalia tomou os outros, afinal, a noite estava apenas começando. Thalia começou a conversar com o barman que sinceramente, era o maior gostoso.

- Tha, vou rodar beleza? Aproveita. — Fiz uma cara pervertida para ela.

- Irei. – Ela respondeu piscando o olho para mim

Quando eu estava quase me afastando do bar avistei um cara moreno, com uma barba bem feita e com um terno que com certeza era feito sob medida. Ele estava bebendo um copo de Whisky enquanto conversava com o garçom. Por um momento eu parei, encostei no bar novamente e pedi outra bebida enquanto o observava. Acho que o observei tanto que ele percebeu e ergueu um pouco seu copo de whisky para mim. Eu em resposta dei um sorriso que logo o fez se aproximar de mim.

— Boa noite. – Ele falou e sorriu para mim com aqueles dentes incrivelmente brancos.

- Boa noite. – Eu sorri de volta.

- Lucas, prepara dois drinks para a gente, por favor. – Ele pediu ao barman.

- Pra já, chefe. – O barman respondeu.

- Então, muito prazer...?

- Alexia. – Respondi

- Muito prazer, Alexia. Me chamo Salvador. – Ele respondeu com um sorriso que mostrou covinhas.

- Salvador é... Veio me Salvar hoje? – Perguntei com a voz embargada de segundas intenções.

- Só se você precisar ser salva. – Ele disse em volta.

Lucas, o garçom, trouxe nosso drink e começou a tocar Sweet Nothing. Meu Deus como eu amava aquela música. E como se lesse meus pensamentos, Salvador perguntou:

— Amo essa música. Quer dançar ela comigo? – Salvador perguntou.

Sem mesmo que eu responda, ele já havia pegado minha mão e estava me guiando para a pista de dança. Homem de atitude. Eu gostava disso.

A mão de Salvador era grande e gelada. Começamos a dançar e ele me virou de costas para ele. Começou a acariciar minha nuca e pelo toque de sua mão gelada, eu me arrepiei. Ele percebeu e deu um sorriso baixo. Quando chegou no início do refrão, ele começou a beijar meu pescoço. E naquele momento, com a música, seu hálito gelado e aquele perfume, eu não era mais eu mesma. No mesmo segundo virei seu rosto para próximo do meu e ele foi se aproximando. Beijou meu queixo e depois chegou na minha boca. O beijo dele era calmo, delicado e logo depois foi tomando mais agressividade e logo ele introduziu sua língua. Ele segurava meu cabelo e eu acariciava sua nuca. Nós nos beijávamos tão profundamente que nem notamos quando a música parou de tocar. Ele soltou um comentário quando o ar nos faltou:

— Por mim eu faria isso a noite inteira. – Ele disse

Eu sorri e aprofundei o beijo. Encostei meu corpo mais próximo ao dele e no final do beijo dei uma mordida de leve no seu lábio inferior.

— Vamos sair daqui? – Ele me chamou.

— Pensei que você não perguntaria nunca. – Respondi.

POV Salvador

Que mulher era aquela! Porque eu não conheci ela antes?

Conduzi ela até meu carro e fomos em direção ao meu apartamento. Logo no elevador já retomamos a nossa sessão de beijos que havíamos começado na boate. Ao adentrarmos o meu apartamento ela logo entrelaçou suas pernas na minha cintura e começou a beijar meu pescoço. Segurei ela até leva-la até um balcão que havia próximo a minha cozinha e ela começou a tirar o cinto da minha calça e naquele momento eu já havia tirado sua blusa. Ela, com uma pressa gigantesca, logo tirou minha camiseta e conforme me beijava, passava a unha com agressividade nas minhas costas. Essa garota me levava ao delírio. Ainda nos beijando eu a levei até meu quarto e lá com pressa procurei um preservativo. Procurei o fecho do seu sutiã e com rapidez o abri e ela com a mesma rapidez tirou minha cueca.

E naquele momento, eu juro. Aquela mulher tinha sido a melhor com quem eu já estive.

POV Alexia

Acordei com um pulo gigantesco! Lembrei que hoje seria o meu primeiro dia na nova companhia que eu havia entrado e aqui estava eu, na casa de um desconhecido em cima da hora de entrar no emprego novo. Nossa Alexia, que ótimo exemplo uma chefe chegando esse horário logo no primeiro dia. Logo me levantei e procurei meu sapato para sair logo e voltar para casa, porém, para minha má sorte, o gosto que eu havia transado na noite passada havia acabado de acordar.

— Espera, eu te levo. – Ele disse.

- Já sou bem grandinha, obrigada. – Respondi me calçando.

- Me dá seu número para nos encontrarmos de novo. – Ele pediu.

- Desculpa, gato. Mas não sou mulher de prolongar as coisas. – Deu um selinho nele e sai.

Peguei um taxi o mais rápido possível e fui para casa pensando em Salvador. Caralho, que cara gostoso. Acho que até hoje nunca tive uma transa melhor. Pena que homens não são confiáveis se não com certeza nós repetiríamos a brincadeira de ontem.

Finalmente cheguei na porta do condomínio e Seu José, o porteiro, me avisou que Thalia havia deixado o meu carro no estacionamento noite passada, agradeci e subi o mais rápido possível para meu apartamento. Tomei um banho e me arrumei em menos de 10 minutos com uma falsa esperança de ainda chegar a tempo no serviço. Peguei meu carro, sai dando cavalo de pau da garagem e peguei algumas ruas afastadas do centro, afim de sair do engarrafamento.

Ao perceber uma rua mais vaga do que o engarrafamento que eu iria pegar, resolvi passar o mais rápido possível em uma esquina. Estava tudo certo até um babaca em um Audi sair de um estacionamento sem dá seta e bater no meu carro. Aquele dia com certeza tinha sido fadado ao erro pois quando eu vi aquele cara gostoso de óculos sair de dentro do carro, percebi que conhecia aqueles traços : Era o cara com quem eu havia transado noite passada. Sim, era Salvador. Quais as chances, meu Deus?!

- Olá senhor babaca que não dá seta ao sair de um estacionamento. Qual seu problema, cara? Comprou a habilitação, foi? – Eu disse estressada.

- Calma, princesa. – Ele disse sorrindo. – Parece que agora posso te cumprimentar direito. Bom dia. – Ele disse na maior naturalidade do mundo.

- Olha aqui, eu quero o concerto do meu carro pago. Eu estou extremamente atrasada para o meu emprego, será que podia parar com a gracinha e resolver logo isso. – Eu disse

- Claro, pode ir resolver seus problemas. – Ele disse.

Eu entreguei para ele o meu cartão com meu número para ele entrar em contato a respeito do concerto do meu carro que agora estava sem um retrovisor.

- Ei princesa. – Ele me chamou. – Parece que eu consegui seu número, não é mesmo?! Ele disse colocando seus óculos de sol e com aquele sorriso cafajeste para mim. E eu só pude pensar novamente no quão bonito aquele cara era.

Notas finais
Comentários?
XoXo