Lovely Item
1 LOVELY ITEM
Notas iniciais
Comentários iniciais:
Esse é o tipo de fic que você olha só depois de vomitada em 5min (de fato) e se pergunta, enfim: “O que eu bebi?... O.o”. Mesmo.
Não a levem a sério. É total e irrestrita perda de tempo.
E não acho que precise necessariamente conhecer a série Tekken, nem especificamente o 6 (até porque é pra PS3... Eu mesma não conheço direito 8D).
Simplesmente saiba que esses personagens existem e NÃO SÃO canon. Sim, admitir é amargamente triste, mas não são. Aliás, não são sequer um casal... São apenas o fruto de uma mente doentia e morrendisono. 8DDD
Btw, nosso colega Tamaki Suoh, de “Ouran High School Host Club”, no episódio 22, fala do fato de que Honey-senpai é o “lovely item” do Mori-senpai. Sim, essa fic é, basicamente, uma idéia parecida, com outros personagens...
Maa, maa, o que posso fazer se eles pedem pra serem zoados assim?...
...Enfim, divirtam-se. Mas se não o fizerem, vou entender.
Essa fic, e posso dizer depois de relê-la sem estar num transe louco e inspiratório, realmente assusta. XD
LOVELY ITEM
Petit Ange
A janela provavelmente devia estar aberta. Ou melhor: só podia estar aberta! Não é possível estar tão frio com a mesma fechada!
Nem nos dias mais frios dos mais gelados períodos ele sentira tanto frio daquele jeito...
...Será que ia precisar descer mais um cobertor de lã?
...Ah, mas estava tão frio! Não queria se mexer!
Mas, diabos, por que tão frio? Não é só levantar-se, ir fechar a maldita janela e voltar para a cama?
...Ah, mas isso é o suficiente para estragar o sono.
...
Deuses, ia ter que fechar a janela!
Leo Kliesen abriu os olhos imediatamente após perceber que estava morrendo de frio enquanto conjecturava sozinho.
E percebeu num átimo de segundo após isso, com um horror indizível, que estava (um pouco) coberto... Bem, afinal, ele se mexia à noite, não podia fazer nada quanto a isso.
Mas, ao menos, o suficiente coberto para definitivamente sentir calor em termos normais!
Que diabos, então...?
Ah, é claro. Bastou um esfregar de olhos, uma olhada para a janela fechada e para lá fora para perceber o que estava acontecendo.
- ...Maldito pedaço de continente gelado. -- resmungou.
E lembrou-se.
Pouco tempo depois que sua mãe morreu, a Polícia havia fechado a investigação sem mais nem menos, com a explicação oficial de falta de provas. Isso deixara Leo sem chão.
Ele, então, fizera sua própria investigação, na qual Kazuya Mishima, da G Corporation, a mesma na qual sua mãe trabalhava, subitamente parecia o mais culpado de todos.
É claro que, como um membro importante de uma corporação famosíssima como a G Corp., Leo sabia estar diante de um impasse por não ter nenhuma chance de chegar perto de Kazuya.
...Isso, é claro, até o The King of Iron Fist Tournament 6 ser anunciado.
Leo sabia que seria sua única chance de chegar perto do assassino de sua mãe, que apareceria em pessoa, já que a sua corporação estava patrocinando o evento, e vingá-la definitivamente.
Por isso, sem nem mesmo hesitar ele entrou no torneio.
E, no fim, depois de uma não tão sucedida tentativa de assassinato, veio parar ali. Rússia...
A RÚSSIA GELADA DO CARAMBA!
- Como alguém consegue viver aqui...? -- o loiro se perguntou, coçando a cabeça, ainda confuso.
Era mesmo uma pergunta que incomodava o jovem Kliesen.
Porque ele só tinha vontade de ficar enrolado nos cobertores o dia inteiro e literalmente hibernar.
Mesmo assim, oh vida, tinha de trabalhar!...
Porque agora já não era mais um jovem com um futuro garantido, alguém que seguiria a carreira de spelunker do pai.
...Agora era uma pobre alma enfurnada num esquife de gelo.
Enfim, não era hora de dramatizar!
Virando-se, a mão automaticamente rumou para as costas largas do homem que ocupava o lado direito da cama...
- Ei, Sergei! Hora de acordar!
...Mas tudo o que fizeram foram bater no colchão.
Erguendo a sobrancelha, o loiro percebeu que seu companheiro não estava na cama.
Aliás, o lado da cama de Sergei Dragunov era meticulosamente arrumado, enquanto o de Leo era bagunçado até demais.
...Como é que podia isso?
- O infeliz já acordou?... -- perguntou-se, subitamente sentindo ainda mais preguiça por pensar que, agora sim, teria de levantar.
Praguejando em todas as línguas que conhecia, o loiro levantou-se, e quando colocou o pé no chão gelado, teve vontade de recolher-se de novo, se cobrir até a alma e mandar o serviço para aquele lugar.
- AAAAHH, QUE FRIO DA PORRA! POR QUE É TÃO GELADO??! -- berrou aos quatro ventos.
Como se isso fosse adiantar alguma coisa...
...
...Mas, bom, ao menos, liberava um pouco da sua frustração.
Passando a mão pelo rosto, Leo andou até seu closet, procurando, então, a maldita farda.
Era incrível como o uniforme militar da SPETSNAZ se destacava em meio às suas outras roupas.
Afinal, era a coisa mais sem-graça que tinha ali.
Jogando-o sem nenhuma consideração (mais tarde, quando estivesse um pouco mais acordado, ia pensar no que seus superiores diriam dos amassados do mesmo) em cima da sua parte (ainda bagunçada) da cama, Leo dirigiu-se ao banheiro.
E lá dentro (AH, ENFIM! CALOR!) estava Sergei.
...Certamente já sabendo que seu companheiro Kliesen estava acordado desde que o mesmo gritara.
O moreno estava amarrando seus cabelos daquele jeito que sempre fazia (até mesmo em casa! Será que não conhecia nenhum outro penteado?), encarando-se no espelho e parecendo até alheio à presença de Leo.
Sorrindo diante da cena, o rapazinho jogou-se nas costas do outro sem nenhuma cerimônia, definitivamente perdendo todo o sono.
- Bom dia!~ -- aproveitando-se por ser baixo, ele levantou as pernas e pendurou-se no pescoço do russo.
- Hum. -- mas o maldito sequer parecia se abalar com isso.
...Mentira, agora ele não conseguia terminar de amarrar os cabelos. Então, virou-se e olhou firmemente para Leo.
As sobrancelhas erguidas (e mesmo aquilo ainda não fazia o rosto dele ter uma expressão! Dragunov era mesmo tão... Sem sal!) indicavam que ele sentira tudo, menos alegria.
(Mas, talvez, era isso que desse medo nos outros).
- ...Tá bom, não faço mais. -- prometeu Leo, soltando-se dele.
- Tome banho.
- Por que só fala usando monossílabos? -- beicinho. -- Até comigo!
Sergei, que aproveitou o tempo em que Leo Kliesen estava implicando com ele por algum motivo irritante qualquer para terminar de amarrar seu cabelo, apenas dignou-lhe outro olhar tão gelado quanto a terra russa.
- Banho. -- repetiu.
E saiu dali.
Leo mostrou-lhe a língua logo após.
Dando-se por vencido só naquele dia (porque realmente estava atrasado), o loiro entrou na velocidade da luz para baixo daquele chuveiro. A água quente o fez lembrar-se momentaneamente da América, do Japão, das coisas boas (e quentes) da vida...
E perguntou-se, de novo, por que abandonou tudo para vir àquele país gelado e para a vida de alguém ainda mais gelado.
Quando percebeu, já havia gastado tempo demais ali debaixo da água. E, pela segunda vez na manhã, quase morreu de frio ao desligá-la.
Correndo o mais rápido possível o quarto, para vestir-se e não morrer de hipotermia, não necessariamente naquela ordem, ele encontrou Sergei fazendo o nó de sua gravata.
Quando tinha mais tempo para fazê-lo, Leo gostava de observar Dragunov arrumando-se. Era uma verdadeira aula de como ser chato em tudo; em perfeccionismo, em arrumação, até mesmo em escolha de roupas. A parte do soldado, disso o loiro bem lembrava, só tinham as mesmas cores.
Mas, hoje, eles estavam realmente um pouco mais atrasados do que de costume.
Aquele momento teria de esperar...
Vestindo-se ao ponto de quase rasgar alguma coisa, o jovem Kliesen empurrou Sergei da frente do espelho com um bater de quadril para ele próprio arrumar a sua gravata.
E praguejou pela milionésima vez.
- Por. Que. Essas. Gravatas. São. Tão... DIFÍCEIS? -- a voz subiu trilhões de oitavas na última palavra, mas enfim.
Era por isso que odiava-as! Por isso que só usava, no máximo, um lenço!
Morte às malditas gravatas e aos malditos militares que só usavam isso!
...Aliás, morte à Sergei Dragunov, que fazia tudo aquilo parecer tão fácil quanto mascar chiclete!
Os olhos azuis de Leo focaram-se nos dedos do russo, que roçavam na cicatriz nos lábios dele (o seu famoso tique) e, em seguida, nos também azuis de Dragunov, que por sua vez faziam o mesmo.
E, dessa vez, quem ergueu a sobrancelha foi Leo. -- O que foi?...
- Errado. -- ele respondeu (novidade!) com mais um monossílabo que mais parecia um grunhido.
- Hã?
- A gravata.
E as mãos enluvadas do militar seguraram os ombros do loiro, virando-o e puxando-o para si.
Assim, as mesmas fizeram o favor de arrumar aquela bagunça desordenada que era a gravata de Kliesen, transformando-a no mais perfeito dos nós.
- ...Assim. -- resmungou.
Ao olhar para seu companheiro de novo, notou-o sorrindo abertamente, encarando-o com aqueles olhos azuis brilhantes.
- ...Que foi? -- desta vez, foi sua vez de perguntar.
- Você sorriu.
- Não. -- porém, para os mais experientes em Sergei Dragunov, estava óbvio que ele demorara 0,4s a mais do que o normal.
-Sorriu sim, que eu vi! -- insistiu.
Leo Kliesen podia ser um idiota para várias coisas, mas aquilo ele podia ver bem: quando Sergei sorria.
Porque era como se um mundo inteiro se abrisse diante de si, através de um sorriso muito tímido e praticamente imperceptível.
(Um mundo bem mais agradável que a Rússia, diga-se de passagem).
Era apenas uma curva um pouco mais acentuada, um levantar rápido na cicatriz, naquela linha reta de sempre que era sua boca. Algo que só os mais experientes conhecedores do moreno, os mesmos que perceberiam os 0,4s de atraso, poderiam notar.
- Obrigado, Sergei... -- sorriu ainda mais. -- Juro que não sei o que faria sem você.
As duas mãos enluvadas de Dragunov continuaram na gravata de Leo (e, aparentemente, ele nem estava percebendo isso).
E o loiro sabia que aquilo, nos termos do militar (principalmente pela manhã, afinal, ele também era tão humano e sonolento quanto qualquer um), era como uma carícia explícita.
- O chapéu formal. -- “grunhiu” ele de novo.
E, soltando-o, deixou que o rapaz ao menos arrumasse-a decentemente em seu uniforme.
- Certo, vou procurar! -- posição de sentido.
- Os cabelos.
- Vou penteá-los!
Correndo para fazer tudo isso antes que recebesse outro olhar cortante do moreno, Leo parou ao ver Dragunov parar diante da porta do quarto, de repente, e chamá-lo.
- Leo? -- seu tom era totalmente neutro.
...Ah.
Era por isso que Leo Kliesen havia abandonado tudo para se enfiar naquela Rússia que gelava até a medula dos ossos.
- Hã? -- lá vinha...
- Depois, desça. -- e sua voz era um pouco menos resmungada agora. -- Ainda não comemos.
...Por aquele pequenino e quase inexistente sorriso que, ainda sim, era capaz de aquecer tudo ao seu redor.
- Sim! -- assentiu, com mais animação do que pretendia.
Leo Kliesen ergueu a sobrancelha. No rosto, ao invés do nojo, estava muito mais do que isso, o medo.
- ...Lili, por acaso cê tem idéia do quão nonsense foi isso?
Emilie Rochefort, pensativa, teve vontade de virar-se e concordar inteiramente com o rapazinho. E, aliás, prometer de pés juntos que nunca mais iria pensar em nada daquilo.
Mesmo assim, tudo o que fez foi jogar os longos e lisos cabelos loiros para trás, e rir despreocupadamente.
- Ora... Você acha mesmo, Leo?
O loiro ainda parecia muito chocado com as imagens mentais.
- É claro! Eu jamais iria para a Rússia! Eu jamais desistiria do meu sonho de ser um spelunker como meu pai! Eu jamais... -- passou as mãos pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais. -- Argh! É tão nonsense que eu mal consigo argumentar...!
- Mesmo...? -- pensativa.
- ...Tenho certeza! -- gota. -- Dragunov e eu somos opostos! Totalmente opostos! Universalmente opostos! Nunca isso daria certo.
- Será?... Tenho a impressão de que ele seria fofinho perto de você...
- Ei, ei, ei! -- gota ainda maior. -- Não sou nenhum lovely item pra fazer um cara, principalmente um cara daqueles, ficar “fofinho”...
Pausa dramática.
- ...Aliás, de onde o Dragunov é “fofinho”?! -- isso, para Kliesen, era ainda mais chocante do que as imagens mentais. -- Nem se for em sinfonias!
A jovem herdeira do “império” Rochefort apenas sorriu ainda mais, mas dessa vez, de genuína diversão.
- Pois eu acho que vocês dois fariam um parzinho lindo.
O jovem loiro e a “princesinha mimada” cruzaram ambos os braços, voltando a encarar o soldado Sergei Dragunov, que (graças aos céus) parecia alheio àquela conversa dos dois estranhos a seu respeito.
E, dessa vez, quem se virou e ficou em dúvidas foi o próprio Leo.
- ...Será mesmo?
Omake ou Epílogo Ainda Mais Nonsense:
Muito tempo depois, Leo e Lili ainda encaravam Sergei Dragunov, que estava de braços cruzados e olhos fechados, parado no mesmo lugar e do mesmo jeito há muito tempo, mais parecendo uma estátua.
Ambos estranhamente mais corados que o normal, devido a algum assunto misterioso ou imagem mental ainda mais digna de ser levada ao túmulo.
- Continua nonsense... -- Kliesen teve, enfim, coragem de murmurar.
- Você é um adversário difícil de agradar. -- constatou Rochefort. -- Então, que tal isso...
Os dois, porém, pararam quando viram, enfim, Sergei abrir um de seus olhos para encarar a pessoa que por ali passava.
Raven, o ninja. O moreno (que Leo constatou mais se parecer com uma versão oxigenada de Blade) pareceu, por trás daqueles óculos escuros, encarar o russo da mesma forma que o mesmo fazia.
E trocaram aquele olhar gelado como o próprio Ártico até o ninja desaparecer de vista.
Em seguida, o soldado voltou a fechar ambos os olhos e parecer pensativo.
- ...
- ...
Momentaneamente sem palavras, os dois loiros, repentinamente, se encararam. E expiraram.
- Pensou no mesmo que eu?...
- ...Será que com o Raven dá certo?
- Eu acho que seria ainda mais assustador.
- ...É, tem razão.
Comentários finais:
É óbvio que eu ia escolher a versão americana dos fatos. Leo é um bishie lindo demais pra ser mulher. Ainda não acredito que os japoneses cometeram essa heresia. 8DD
Mas... Really... Tenho medo.
Apesar de eu gostar muito do pairem Dragunov&Leo, foi assustador imaginar tudo isso acontecendo de fato. Acho que Sergei é o tipo de pessoa tão dumalz que é impossível ser fofo até com um lovely item. G_G
Ok, agora que o trauma já está estabelecido de qualquer forma, espero que tenham gostado. E me apedrejem, é claro. Porque eu mereço...
Btw, again, muito obrigada à ma dear Kane-ou, por ter lido e aprovado. ^^b
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