Lovely?

1 Capítulo Único: O Garoto dos Sonhos


Notas iniciais
Lord Voldemort não existe nessa história, portanto todos os eventos desencadeados por ele não farão parte dessa fanfic.

Isn't it lovely, all alone/ Heart made of glass, my mind of stone/ Tear me to pieces, skin to bone/ Hello, welcome home

Hoje era o dia de folga de Harry Potter, não teria nenhuma aula o dia inteiro. No sexto ano em Hogwarts, os alunos tinham mais tempo para estudar para o NIEM, sendo este uma prova difícil que requeria muito tempo de estudo.

Sentado em sua cama, Harry pensava no que ia fazer com esse dia livre. Planejou estudar o dia inteiro para as provas, mas depois de quase meia hora estudando, ele desiste. Ler as diversas páginas dos livros didáticos era tão tedioso quanto as aulas de poções.

Cansado, ele se levanta e sai de sua sala comunal. Ainda pensava no sonho que tivera na noite anterior. Se sentia envergonhado por ter sonhado com aquilo, se sentia pior por queria que aquilo tivesse acontecido de verdade.

Sonhara com Draco Malfoy. Aquele mesmo menino que implicara com ele desdo o inicio de sua vida estudantil em Horgwarts. No sonho, Harry estava andando por um dos corredores da escola e sem querer esbarrava em Malfoy. O menino de cabelo lambido e cara pálida estava chorando em um canto escuro.

Ao se aproximar de Draco, Harry vê o menino pulando em seus braços. Malfoy o beijava apaixonadamente, de uma forma que fazia o jovem bruxo perder a noção de tempo e espaço. Um beijo tão ardente e cheio de paixão que forçava o corpo de Harry a ficar cada ver mais próximo de Draco. Potter se sentia feliz, radiante. Foi quando Malfoy agarrou-lhe a bunda que Harry acordou.

Mesmo depois de ter passado quase três horas desde que tinha acordado, Harry ainda se sentia abalado por conta do sonho!

— Arg! Não posso pensar nisso! Tenho um jogo decisivo de quadribol amanhã!

— Está falando sozinho, Potter? Está doido, pois está longe da mamãe? — Fala uma voz conhecida

Potter, por estar desnorteado por conta do sonho, não percebera que havia adentrado no território inimigo. Estava perto da Sala Comunal da Sonserina. Estava exatamente na frente das portas das Masmorras!

— Ah! Essa não... — Bufou o aluno da Grifinória

— O que há, filhinho da mamãe? Você não aguenta comentários maldosos? — sorri a antiga doninha

— Draco, por favor! Ainda é cedo!

— Foi você que começou! Entrando em território inimigo!

— Ok! Não precisa falar duas vezes, já estou indo embora! — Diz Harry dando meia volta.

Seu caminho é barrado por Draco Malfoy que se aproxima do menino. Harry se sentia desconfortável com a situação, Malfoy estava perto demais de seu rosto e o provocava com olhares maliciosos.

Potter ainda não entendia o porquê de gostar daquele menino. Ele é irritante, maldosos e tinhas os olhos que Harry não conseguia parar de olhar e lábios que pareciam ter sido esculpido pelo melhor dos artistas...

— Droga! — resmunga Potter

Malfoy guincha, essa era sua risada. Harry começa a analisar a situação, mas sem querer foca toda a sua atenção no corpo do sonserino.

Draco se vestia com as roupas de verão, calça social preta e uma camisa social com três botões desabotoados. O loiro cheirava á madeira, seu perfume de sempre. O odor que emanava do corpo do magrelo deixava Potter enebriado e, se dependesse dele, o loiro estaria sem roupas em questão de segundos.

Em um movimento súbito, Malfoy segura o maxilar de Potter e selas seus lábios em um beijo vagaroso e sensual. O corpo de Harry parecia um vulcão: perigosamente quente. Nada nem ninguém seria capaz de fazer com que o moreno deixasse de beijar aquele homem. A língua de Draco invade a boca do mais baixo, meio incerta no começo, mas quando Harry lhe permitiu um beijo mais ardente, o loiro investiu com prazer contra o menor.

Quando Draco se afasta, deixando se formar uma linha de saliva que ligava as duas bocas, Harry sente suas pernas bambearem. Estava sem fôlego, sem noção de tempo ou espaço. Malfoy sorri maliciosamente e começa a caminhar para longe do menino.

— Boa sorte no jogo amanhã, Potter!

Potter cambaleia até a Sala Comunal da Grifinória e se joga em um sofá qualquer.

— Harry, você está bem? — pergunta Ronald Wesley

— E-Eu... Não...

— O que aconteceu? — Ron indaga sentando perto de de seu amigo

— Draco...

— Ah! Aquela doninha! O que ele fez agora?

— Ele... Ele..

— Ah! Eu vou matar aquele garoto!

— Ele me beijou... — Harry finalmente consegue falar

— O que?! — Ron fala quase gritando

— Shh, Ron!

— Desculpa... Mas... Como? Onde?

— Por que você quer saber?

— Poque você é meu amigo!

— Eu... não sei como, mas eu fui parar na frente da Sala Comunal da Sonserina e ele começou a me insultar e eu ia sair dali, mas ele ficou no meio do caminho e...

— Ele simplesmente te beijou? — Indaga o ruivo, perdido com toda essa história

— Sim!

— Finalmente!

— Como assim? — Pergunta Harry indignado com a resposta de seu melhor amigo

— Eu durmo no mesmo quarto que você e escuto você chamando ele em seus sonhos, fora que é visível que você gosta dele!

Harry fuzila o amigo com o olhar e se levanta de supetão.

— Mas é a verdade!

— Eu sei!! — Harry grita e se isola em seu quarto

Nesse dia Potter não conseguiu estudar e mal conseguiu dormir. No dia seguinte estava exausto e mal conseguiu se levantar para se preparar para o jogo.

Depois de quase duas horas tentando se levantar e quase morrendo para colocar a roupa do jogo, Harry consegue se arrasar até o campo, ele estava super atrasado.

O jogo começa e nenhum sinal do pomo de ouro. A partida era contra a Sonserina e Malfoy também estava atrás da bola dourada veloz. Potter o encarava procurando algum sinal de que ontem fora algo importante para ele, mas a expressão dele era a mesma: um completa idiota presunçoso.

Finalmente Harry viu o pomo de ouro e com maestria o seguiu pelo campo. Potter estava bem perto de pegar o pomo de ouro, mas ele não tinha visto o enorme obstáculo em sua frente: a arquibancada.

Com o coração acelerado e sua mente focada em apenas pegar aquela bolinha voadora e dourada, Harry fez com que sua Nimbus 200 aumentasse a velocidade e se atirou contra o seu alvo.

A ultima coisa que ele lembra foi de ter segurado o pomo!

Para Potter foi muito difícil abrir os olhos, a luz era muito forte. Aos poucos ele foi se acostumando com a claridade e quando finalmente abriu os olhos, viu a figura mais inusitada: Draco Malfoy dormindo em uma cadeira perto da cama onde estava.

— Draco? — Ele chama baixinho

— Harry! Pelas barbas de Merlin! — Draco acorda e se aproxima da cama.

Os lábios dos dois se encontram num beijo apaixonado e sincero.

— Nunca mais me assuste assim, Potter! Eu amo você...

Todos aqueles anos de implicâncias mútuas desaparecem. Eles não se odiavam, apenas confundiam os sentimentos.

Era amor em sua mais pura forma.

Notas finais
Espero que tenham gostado
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!