Love on top
5 Poderoso e elegante
Notas iniciais
Descemos e lá embaixo estava o carro dele. Um ranger rover era lindo, preto e os bancos com alguns detalhes cinzas. Todo cavalheiro, ele abriu a porta para mim.
– Onde vamos? — Perguntei apreensiva.
– Conhece o NoMad?
– Claro.
– O que acha?
– Perfeito.
– Que tal irmos lá então? — Ele perguntou.
Fiquei meio chocada, tipo, o NoMad é um dos restauraantes mais badalados de Nova York, é super difícil conseguir uma reserva lá. Ele fica dentro do hotel NoMad, na Broadway. Não acreditei que Micael havia mesmo feito uma reserva lá.
– Como assim? Tem que fazer reserva, e bom, isso pode demorar até semanas. — Disse descrente.
– E se eu disser que já fiz as reservas? — Ele estava mesmo convencido.
– Mas como? É tão... demorado.
– Eu sei. Por isso fiz questão de fazer as reservas no primeiro dia que te vi. — Ele olhou em meus olhos.
– Mesmo assim. Não faz muito tempo. — Eu continuei.
– Mas você aceita ir lá comigo?
– Claro. — Eu jamais recusaria.
Ele ligou o carro. E em alguns minutos lá estavamos nos, no NoMad. Ah, eu simplesmente amava aquele lugar. As poucas vezes em que estive ali foram surpreendentes, cada uma melhor que a outra, entre tanto era a primeira vez acompanhada.
Novamente ele abriu a porta do carro para mim. Me ajudou a sair do carro. Incrível cavalheirismo, quando entramos, ele ainda puxou a cadeira para mim. Assim que nos sentamos chegou um garçom.
– Boa noite. — Ele nos cumprimentou.
– Boa noite. — Eu sorri para ele.
– Boa noite Tedy. — Micael o cumprimentou pelo nome.
– Já decidiram o que vão querer?
– Bom eu quero Black Label, Royal Salute.
– Pode ser Black Label para mim também. — respondi.
Assim que respondi o garçom saiu. E me pus a pensar, aquilo estava muito estranho, para começar Micael havia marcado reservas no NoMad com menos de uma semana de antecedência. Depois ele já conhecia o garçom. Estava muito curiosa.
– E aí? Vai me contar como conseguiu marcar reservas aqui tão rápido? — Eu insisti.
– Bom, digamos digamos que eu venha aqui todos os dias. E também tenho meus contatos. — Ele finalmente respondeu.
– Humm. — Eu olhei dentro de seus olhos. Não parecia mentir, mas ainda sim, escondia algo.
– E como anda o trabalho? Vendendo muitas gravatas? — Nós rimos.
– Digamos que aquela tenha sido uma experiência única. — Nós rimos novamente. — E o trabalho anda cantivo. Como tem que ser não é mesmo?
– Exato. — Ele respondeu carismático.
– E você, trabalhando muito? — Perguntei.
– Todos os dias. Sempre que nos vemos no shopping pela manhã eu estou a trabalho. Mas eu acordaria cedo todos os dias só para te ver. — Ele beijou minha mão o que me fez arrepiar devido ao enorme tesão.
Eu sorri para ele um pouco tímida, embora eu jamais fizesse o gênero de garotinha envergonhada.
O garçom voltou com nossas bebidas.
– Já escolheram o que vão comer? — Perguntou o garçom.
– Vou deixar que Giselle escolha. — Ele olhou todo sedutor dentro dos meus olhos.
– Tudo bem. — Eu abri o cardápio, rapídamente escolhi. — Vou querer massa ao molho de ervas finas com filé de peixe.
– Ótimo! — Exclamou Micael. — O mesmo para mim Tedy, por favor.
O garçom rapidamente saiu nos deixando "a sós" novamente.
– Você tem bom gosto. — Ele disse.
– Tenho? — Sobre o que ele estava falando?
– Tem. — Ele não respondeu o que eu queria saber, então presumi que ele se referia a comida.
– Você também tem. — Eu o elogiei, eu na verdade me referia a ótima escolha do restaurante, à aquele delicioso Black Label e também ao seu terno Boss Hugo.
– Obrigado.
Eu balancei a cabeça num gesto como "de nada".
– Você está maravilhosa. — Ele segurou minha mão novamente.
– Obrigada. — Eu sorri sexy.
Ele começou a acariciar minha mão.
– Você é daqui memso? — Perguntei.
– Sim. Atualmente estou morando aqui, mas vim do Brooklyn e você?
– Ah, eu sou Brasileira, do Rio de Janeiro. Eu e minhas amigas viemos para cá tem uns três anos. — Respondi um pouco relutante.
– Pelo que vejo as brasileiras são as melhores. — Ele me olhou todo safado.
– Obrigada. — Nós sorrimos.
– E onde você mora? — Perguntei.
– Aqui mesmo.
– Hã? Você mora aqui no hotel?
– Sim.
– Agora está tudo explicado. — Afirmei.
– O quê? — Ele me olhou, parecia um pouco assustado.
– O fato de você ter conseguido uma reserva tão rápido, e também de conhecer o garçom. — Expliquei.
– Hum. Eu já conheço o seu apartamento. Quer conhecer o meu?
Oh meu Deus, ele realmente não perde tempo.
– Pode ser. Depois. — Eu estava meio assustada mas ao mesmo tempo uma das coisas que eu mais queria era transar com ele. O mais rápido possível de preferência.
O garçom voltou com nossa comida. Realmente deliciosa. Comemos, e quando terminamos o garçom já estava lá para buscar os pratos.
– Sobremesa? — Ele perguntou.
– O Micael escolhe dessa vez. — E deixei que ele decidisse, mas não foi o que ele fez.
– Então é só isso. Traga a conta por favor. — Ele disse. E o garom rapidamente saiu. — Já que você é brasileira, então tenho uma surpresa para você.
Eu pensei, o que ele estava planejando naquela mente maliciosa.
O garçom voltou com a conta e ele pagou.
– Venha. — Ele se levantou estendendo-me a mão.
Me levantei com sua ajuda. Então ele me guiou para dentro do hotel. Pegamos o elevador. Ele apertou o ultimo andar, a cobertura.
– Olha lá o que vai fazer menino. — Falei.
– Não se procupe, não farei nada que você não queira. — Ele disse.
Oh, nesse momento ele agarrou minha cintura e me puxou, colando meu corpo ao dele. Ele mordeu meu lábio inferior. Eu me assustei por isto estava ofegante. Passei minhas mãos em sua nuca, senti ele se arrepiar. Ele me virou, me prensando na parede, começou a passar as mãos em minhas pernas,as levou até minha cocha em seguida colocou-as sobre minha bunda. Eu desci minhas mãos ao seu peitoral, tirei seu terno e comecei a desfazer o laço de sua gravata. Eu passava a mão em seu peitoral, como eu o desejava, levantei minha perna e ele a segurou.
Logo em seguida desci minha perna. Paramos de nos beijar. Sussurrei em seu ouvido:
– Aqui tem câmeras sabia? — Perguntei ofegante.
– Sabia. — Ele respondeu também ofegante.
Assim que paramos de nos beijar o elevador parou. Duas mulheres estavam a espera do elevador, mas Micael ainda estava com a gravata desarrumada e o terno dele estava jogado aos meus pés, a boca e o pescoço dele estavam sujos de batom, e quanto a mim, eu estava com o vestido um pouco levantado, mas apenas isto. Saímos do elevador. As duas mulheres nos olharam, pareciam um pouco assustadas.
Ele me levou até o seu apartamento. Era enorme, escuro e tinha um cheiro de perfume bem masculino. Adorei. Eu me sentei no sofá e ele foi para a cozinha, ele estava indo fazer minha surpresa. Micael me serviu uma batida de morango, ligou o rádio.
– Gosta de que tipo de música? — Ele perguntou.
– Pop, jazz, rap, ah são muitos.
Ele colocou um CD de jazz. Era Billy Banks.
– Não tente espiar o que vou fazer tudo bem? Somente curta a música. — Ele pediu.
– Está bem. — Eu assenti com a cabeça.
Depois de uns minutos ele voltou.
– Estou voltando. Abra a boca e feche os olhos. -Ele disse.
– Tudo bem. — Naquele momento, eu pensei nas inúmeras coisas que ele poderia colocar em minha boca.
Ele colocou algo em minha boca. Humm, estava morno, era doce, gosto de chocolate, logo reconheci, brigadeiro.
– Hum, brigadeiro. — Abri meus olhos.
– Ótimo paladar. Quando você disse que era brasileira eu logo lembrei de brigadeiro. Minha mãe quem me ensinou a fazer. — Ele explicou.
– E ensinou muito bem. — Eu abri a boca pedindo mais.
Ele pegou mais uma colher e pôs em minha boca.
– Se fosse outra garota estaria me xingando, dizendo quantas exatas calorias eu estava fazendo ela ingerir. Mas você não. Você é diferente. — Ele passou a mão em meus cabelos.
Eu peguei a outra colher que estava na panela, e dei a ele também em sua boca. Ele fechou os olhos apreciando o doce e quando abriu novamente eu estava bem a sua frente eu lhe dei um selinho. Continuamos a comer, e quando todo o brigadeiro acabou, ele se deitou colocando a cabeça em meu colo. Eu acariciei seus crespos cabelos curtinhos e o beijei. Ficamos ali a olhar um nos olhos do outro. Era uma coisa tão gostosa. Depois ele se levantou e estendeu a mão para mim.
– Venha que te mostrar minha casa.
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