Love me like you do
1 Prólogo
Notas iniciais
Bem,com o quase fim da minha última fanfic ( http://fanfiction.com.br/historia/582475/Nothing_is_a_before/ ),estou postando uma história nova para não perder o ritmo!
Como a descrição diz,não postarei co tanta frequência devido a faculdade.
Agradeço a todos que passaram aqui para dar uma olhadinha no prólogo,

Capítulo 1-Prólogo
Essa história não é como as outras, que no primeiro dia a jovem e indefesa moça conhece seu príncipe encantado, e apesar de muitos obstáculos eles acabam ficando juntos no final de tudo, e vivem felizes para sempre.
Eu acreditava em contos de fada, acreditava em princesas e em príncipes, melhor, eu vivia em um conto de fada, meio conturbado, mas era o meu conto de fadas, onde eu e meu príncipe conseguíamos superar todos os obstáculos, exceto um.
A morte.
Essa é mais uma típica história onde a princesa é obrigada a se casar com o príncipe malvado só para ele poder assumir o trono, e reinar.
7 de Junho de 2013,domingo.
08:32 am.
A manhã daquele domingo estava nublada, e uma leve névoa caia naquele cemitério, os presentes ali não gostavam de mim e na verdade eu estava de penetra naquele funeral. Os entes queridos de Alex me olhavam com desprezo e nojo. Sabiam que aquela vida havia sido tirada por Germán Castillo, meu pai.
Coloquei-me a caminhar lentamente pelas ruas de Buenos Aires, pintadas de branco. Parecia que toda vitalidade que habitava meu corpo havia sido arrancada dele, e eu acredito que uma facada no peito teria doido menos que perder o homem com quem eu me casaria dali quatro meses e cinco dias.
A data já estava marcada, o vestido de noiva que eu vestiria já estava quase pronto, o salão já estava locado e as decorações estavam por vire já havia me conformado pelo fato de meu pai não apoiar este casamento, se minha mãe estivesse viva seria tudo diferente, mas Germán chegou longe de mais.
Enquanto caminhava por uma rua qualquer, tentava imaginar como fora o acidente que arrancara a vida de Alex, ele havia subido a serra há uma semana para um trabalho, e estava voltando na noite anterior. Meu pai me disse que ele havia mandado cortarem os freios do carro de Alex, e eu o odiei profundamente.
Ao chegar ao sobrado que eu habitava sozinha, adentrei aquele local e me olhei no espelho grande que havia na sala, uma marca escura estava visível abaixo de meus olhos, devido à noite em claro e o incessante choro, meus músculos doíam e meu peito também. Meus cabelos castanhos estavam em um coque, e o vestido preto estava amarrotado.
Banho.
Necessitava de um banho naquele instante.
Saquei meus scarpinsde meus pés, e tirei a meia-calça em tom branco que cobria minhas pernas, juntei tudo e subi as escadas em ziguezague largando tudo no meu quarto, e retirando o resto de minha roupa lá, jogando-as no cesto de roupa suja.
Ao adentrar ao banheiro, pensamentos começaram a atingir meu cérebro. Meu pai só planejara o acidente de Alex, para não ter mais obstáculos em seu negócio de me casar com o filho de Leonard.
Desde meus dezoito anos, ele colocou essa ideia em sua mente e não havia nada que a sacasse de lá, naquela época eu já estava cursando a faculdade de arquitetura e urbanismo a muito contragosto, não pelo curso, mas por meu pai ter uma obsessão para que eu tomasse as rédeas daquela empresa algum dia, mas não era isso que eu queria.
Eu estava com vinte e cinco anos, possuía uma galeria de arte em sociedade com Ludmila, e nunca mais havia ido à empresa de meu pai, desde que eu briguei com ele e León há dois anos.
—Você deveria repensar, na minha proposta e de seu pai. —O Vargas filho me incomodava enquanto eu tentava desenhar o condomínio que a empresa construiria.—Se casar comigo não é a pior coisa do mundo!
—Você não entende mesmo, não é?—Larguei o lápis brutalmente encima daquela folha e me levantei, ficando olho a olho com Vargas devido ao salto que eu estava usando. —Eu nunca irei me casar com você!
—Por que não?—Aquele demônio escrupuloso passou as costas de sua mão direita pela minha face e eu me esquivei na mesma hora. —Existe algo melhor?
—Até suicídio seria melhor que me casar com você!—Respondi, pegando minha bolsa no intuito de sair daquela sala, mas fui barrada por meu pai que adentrava aquele recinto.
—Atrapalho o futuro casal?—Ótimo.
—Não, eu já estava de saída. —Anunciei enquanto novamente tentava sair daquela sala.
—Violetta! Espere. —León segurou em meu pulso e me deteve, girei meus calcanhares ficando frente a frente com ele.—Me daria a honra de um almoço?
—Óbvio que não!—Soltei sua mão de meu pulso e balancei minha cabeça negativamente.—Quer saber?Eu estou saindo dessa empresa,pra nunca mais voltar!
Aquele havia sido realmente meu último dia naquela construtora.
Sai do chuveiro colocando um moletom qualquer ,me deitando na minha cama e ligando a televisão procurando uma série descente para assistir.Fazia tempo que eu não tirava um tempo só para mim.
Estava desfrutando de friendsquando ouço a campainha tocar me fazendo levantar da cama e descer as escadas em um pulo,pelo vidro da porta pude ver a imagem de Francesca no portão,minha amiga de infância.
—Fran!—Exclamei abrindo a porta e a abraçando.—Precisava de uma companhia neste momento.—Francesca Vargas,exatamente.Sua mãe Esmeralda e ela,eram duas pessoas extremamente gentis e bondosas,ao contrário dos homens da família que eram dois meticulosos e insuportáveis seres.
—Vilu!Eu sabia,sentia isso!—Assim que nos soltamos convidei ela para subir até meu quarto e assistir o resto da temporada comigo.—Como você esta,amiga?
—Mal.Muito mal!Não acredito que meu pai teve coragem de fazer o que fez.—Lamentei.
—Nunca pensei que o tio Germán seria capaz de algo assim.
—Tão pouco eu,Fran!Ele conseguiu me decepcionar mais uma vez.Isso tudo só pra eu me casar com seu irmão.
—E o que vai acontecer daqui pra frente?
—Eu não vou voltar para a construtora de jeito algum!—Disse me ajeitando.—E sobre minha vida amorosa...
—Sobre sua vida amorosa o que?
—Eu tenho vinte e cinco anos,Francesca.Não tenho muito tempo para poder conhecer pessoas novas ,muito menos para ter um relacionamento de no mínimo um ano para enfim poder me casar.
—Isso quer dizer que sua única opção é casar com meu irmão?
—Não sei.Juro que não sei.
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