Notas iniciais
Oi, oi, pessoal! Queria muito agradecer a todas que comentaram no capítulo anterior, amei todos eles! E, agora, Vocês vão descobrir se o León levo o tiro ou não. Espero que gostem!


VIOLETTA

O tempo pareceu parar quando eu escutei o tiro, meu mundo foi ao chão ao mesmo tempo em que eu vi o León cair, minhas pernas vacilaram e eu cai de joelhos no chão, aquilo não podia ser verdade, não era ele, não podia ser, as lágrimas vieram e a vontade de ser eu no lugar dele era enorme. Victória se virou para mim e veio caminhando na minha direção como se nada tivesse acontecido, ela pôs o cano da arma na minha cabeça e apertou o gatilho, mas nada aconteceu.


-Adeus, Violetta.- falou com um sorriso vitorioso no rosto, ela passou por mim, para ir embora.


-Victória.-chamei me levantando, me virei para ela e a vi de braços cruzados.-Reza para eu não te encontrar.-ameacei e ela arqueou uma das sobrancelhas.


-Estou morrendo de medo.-zombou indo embora. Eu me virei e fui correndo até o León, a perfuração da bala foi na barriga, eu coloquei sua cabeça no meu colo e afaguei seus cabelos.


-Eu sinto muito.-murmurei com a voz embargada pelo choro.-Desde que eu voltei, eu não... eu não te disse o que você mais queria ouvir, eu queria muito dizer, mas estava com medo... tinha medo de não ser verdade, tinha medo de descobrir que era mentira e acabar sofrendo... León, eu te amo e te odeio... eu te odeio por me fazer sentir isso, eu te odeio por me fazer te amar tanto... volta pra mim.

Encostei nossas testas e depositei um breve selinho nos seus lábios, é aí que eu esperava um milagre, não que eu acreditasse que com um beijo eu o acordaria, mas porque eu tinha esperança e estava desesperada, só que não aconteceu nada.


-Droga, León, acorda, acorda, por favor. — murmurei pondo a mão no seu peito. — Se você acordar, eu prometo que vai ser tudo diferente, que eu vou me esforçar mais para lembrar, eu quero lembrar, León, mas eu preciso que me ajude, quero você ao meu lado.-falei abraçando o seu corpo, chorava com mais intensidade, quando escutei passos na minha direção.


-Violetta, o que aconteceu? — escutei a voz de Tomás e eu levantei a cabeça, estavam o Tomás, Federico, Broduay e Maxi diante de mim.


-Não. Cheguem. Perto.-sibilei entre dentes abraçando mais o corpo de León.


-Violetta... — Tomás tentou se aproximar.


-Não!-gritei, ele se afastou e eu escutei um grunhido, olhei para o León e vi ele abrindo os olhos devagar.


-Ai.-murmurou e eu o abracei.


-Você está vivo.-sussurrei ainda o abraçando.


-Precisa... precisa mais que uma... bala... para se... para se livrar de... de mim, Vilu.-falou com dificuldade e eu ri me afastando.


-Precisamos levar ele, está perdendo muito sangue. — falou Maxi e eu deixei que eles levantassem o León.

[...]

LEÓN

Abri os olhos devagar e percebi que eu estava no meu quarto, olhei para o lado e vi a Violetta dormindo em um poltrona, ela parecia cansada, me sentei lentamente na cama e fiquei observando ela dormir, ela era linda, incrivelmente linda, como é que já pude odia-la algum dia?


-Tira uma foto, dura mais.-murmurou ela com a voz fraca, seus olhos se abriram devagar e ela se espreguiçou.


-Eu prefiro olhar você-você, não você-foto.-repliquei e ela sorriu.-Quanto tempo eu apaguei?


-Um dia.-respondeu se levantando e vindo na minha direção.-Você me assustou.-murmurou segurando a minha mão.-León, o que eu faria se você tivesse morrido?


-Provavelmente, morreria junto.-briquei e ela deu um murro no meu braço.-Ai, era brincadeira. Desde quando ficou tão forte assim?-perguntei alisando o meu braço.


-Nem foi tão forte.-falou e eu sorri, ela sorriu e abaixou a cabeça.-León, eu...


-Eu também te amo.-falei e ela me encarou surpresa.


-Você escutou?-perguntou e eu assenti.


-Cada palavra. E... Violetta, eu já menti para você e vi como você sofreu, eu não vou fazer isso de novo.


-Te adoro muito. Ah! Eu escrevi uma música para você, quer escutar?- perguntou animada e eu sorri.


-É claro que quero.


-Tudo bem, eu vou pegar o violão, já volto.-depositou um beijo na minha testa e saiu, depois de alguns segundos, o Tomás entra na sala.


-Olha só, sei que a Lia te perdoou e tudo mais, só que eu não esqueci que foi você quem sequestrou a Violetta.


-É, e se não fosse por mim, a Violetta iria lutar com unhas e dentes para ficar com o Nicholas e passaria a te chamar de monstro.-replicou sorrindo cínico e eu revirei os olhos, o pior é que ele tinha razão.


-O que quer aqui?


-É o pai da Violetta.


-O que tem ele?


-Ele morreu.-falou e eu arregalei os olhos.-Lia não sabe como contar para a Violetta, já que não passou muito tempo com ela, ela queria que você contasse.


-Não é uma boa hora, Tomás, diga para a Lia que é para esperar só mais um pouco, não quero ninguém comentando nada sobre a morte dele com a Violetta, eu vou arrumar um jeito de contar para ela.-quando eu terminei de falar, Violetta entrou no quarto e o Tomás se retirou.


-O que ele queria?-perguntou Violetta se sentando na poltrona ao lado da minha cama.


-Só me irritar.-respondi e ela sorriu.-Então, estou louco para ouvir a música. — falei e ela começou a tocar.


No se si hago bien, no sé si hago mal
No se si decirlo, no sé si callar;

Que es esto que siento tan dentro de mí,
Hoy me pregunto si amar es así

Mientras algo me hablo de ti,
Mientras algo crecía en mí,
Encontré las respuestas a mi soledad
Ahora sé que vivir es soñar.

Ahora sé que la tierra es el cielo,
Te quiero,
Te quiero.

Que en tus brazos ya no tengo miedo,
Te quiero,
Te quiero.

Que me extrañas con tus ojos,
Te creo,
Te creo.

Y cuando te acercas no se como actuar,
Parezco una niña me pongo a temblar,
No se que me pasa, no se si es normal,
Si a todas las chicas les pasa algo igual.

Mientras algo me hablo de ti,
Mientras algo crecía en mí,
Encontré las respuestas a mi soledad
Ahora sé que vivir es soñar.

Ahora sé que la tierra es el cielo,
Te quiero,
Te quiero.

Que en tus brazos ya no tengo miedo,
Te quiero,
Te quiero.

Que me extrañas con tus ojos,
Te creo,
Te creo.

Que me extrañas; que me llamas,
Te creo,
Te creo.

Te quiero,
Te quiero...
Ahora se que la tierra es el cielo...
Te quiero,
Te quiero...

En tus brazos ya no tengo miedo,
Que me extrañas con tus ojos,
Te creo,
Te creo...

Que me extrañas, que me llamas,
Te creo,
Te creo...
No se si hago bien, no se si hago mal,
No se si decirlo, no se si callar...


Terminou de cantar e eu sorri, não era a primeira vez que eu ouvia a Violetta cantar, mas eu sempre ficava encantado com a voz dela, a música era linda e ela fez para mim, não foi para o Nicholas, foi para mim.


-É tão ruim assim?


-O quê?! É sério, Violetta?! A música é linda e a sua voz é incrível.


-Foi fácil escrever a letra, eu só pensei em você o tempo todo.-falou abaixando a cabeça, corando.


-Você nunca ficou vermelhinha desse jeito quando falava comigo.-reparei e ela riu nervosa.


-É?


-Vem cá.-chamei, ela pôs o violão em cima da poltrona e veio até mim.-Te amo, pequeña.-sussurrei pondo uma mão no seu rosto.


-Eu também te amo.-falou e eu selei os nossos lábios, fazia tempo que eu ansiava pelos lábios dela e eu pretenderia aproveitar cada segundo desse beijo.

[...]

Notas finais
E, então? O Germán morreu e todos estão querendo empurrar a missão de contar à Violetta pro León. Espero que tenham gostado. Bjs e até o próximo capítulo!