Love and Choices
12 Capitulo 12
Notas iniciais
King’s Landing
Jon sentou a poltrona do avião e apoiou a cabeça nas mãos, permitindo fechar os olhos por um momento. Estava cansado e estressado. Todos os seus planos deram errado e Sansa não falava mais que algumas palavras com ele.
A conversa que tivera mais cedo com Ned Stark ainda reprisava na sua cabeça como se ainda estivesse ali, de pé, de braços cruzados como se fosse uma criança de castigo. Passou horas ouvindo sobre como poderia ter causado uma briga maior, o quanto não estava preparado e o risco que poderia ter trago para si mesmo, por algo que não tinha nem certeza. E como se não fosse o bastante, recebera a ligação de que Sansa fora visitar Chataya de novo, e estava retornando só agora.
Deixou Winterfell na mesma hora.
O caminho para casa fora mais tranquilo. Nem Jon e nem seus guardas tinham ânimo para fazer qualquer brincadeira, pelo menos não na frente dele.
Encontrou Sansa sentada na cama, com o notebook ligado, provavelmente lendo algum artigo sobre enfermagem ou jogando paciência. Ela tirou os olhos do que estava fazendo apenas para vê-lo e depois retornou o olhar para o computador. Não podiam ficar mais assim, o que tinha feito fora errado, mas ainda sim. Nunca ficaram tanto tempo sem conversar. E para ser sincero consigo mesmo, queria correr para os braços dela e não sair mais.
— Meus homens falaram que você foi visitar Chataya...
— Ela me ligou – Respondeu sem se preocupar em erguer s olhos para encará-lo, como se não fosse importante.
— Não quero você perto dela — Sansa arregalou os dois olhos e cruzou os braços. Um claro sinal de desafio – Já lhe disse isso.
— Como?
— Não quero que você veja ou fale com aquela mulher sem a minha presença — Jon realmente sentia pena da mulher e o acontecido com ela iria assombrá-lo para sempre, mas Sansa era a sua prioridade. Não queria que ela exposta mais do que necessário.
É para a sua segurança. Chataya vai te contar coisas e você vai saber demais.
Porque não pode ver isso?
— Isso é uma ordem? Pois devo te lembrar de que não sou um dos seus homens para você gritar por ai
— Sans-
— Jon, você me arrastou daquele lugar – Era verdade. Sansa ficara horas com Chataya dentro do quarto, e teria ficado mais se Jon não a tivesse tirado daquele lugar. Não sou o que elas conversavam, mas Sansa saiu mais irritada com ele do que quando tinham entrado.
— Estava claramente te afetando-
— Não é sobre mim ou você. Isso é sobre ela. Não se importa?
Não respondeu mentalmente, sabia que não era a resposta certa – Desculpa – Não queria estender o problema mais que o necessário
— Seus homens fazem isso?
— Não que eu saiba — Respondeu de forma sincera. Jon era o chefe e sempre que podia, vigiava cada uma das pessoas que trabalhavam com ele, mas não tinha como ficar 24 horas de olho neles.
— Você não está mentindo? — Negou com a cabeça. Sua voz estava lenta e baixa. — Não sei por que ainda te pergunto isso.
— Não fale dessa forma... – Mas era tarde demais. Sansa passou por ele e desceu as escadas, até sair do seu campo de visão.
Ela não me perdoou notou antes de bater a porta do quarto.
JON
— Investi parte do dinheiro e até agora não vi o retorno — Perguntou sério ao homem a sua frente
— Tivemos alguns problemas, mas creio que até o fim de semana vai estar tudo normalizado — O prefeito Martin respondeu tentando transmitir confiança
— Você crê ou tem certeza?
— Eu espero que-
— Veja bem, não gosto de enrolações. A construção da estação é para o bem da sua campanha e dos meus negócios — A linha que metrô ligaria King's Landing ao Norte não era um projeto atual, mas nunca tinha saído do papel. Inicialmente, não era um assunto que o preocupava, mas ultimamente tem sido cada vez mais complicado o transporte das cargas do material e a polícia tem marcado cada vez mais, apesar das conexões que Jon formara com o capitão. A sua ajuda na construção da linha serviria. Para que tivesse sua passagem facilitada e o prefeito conseguisse se reeleger — Você não vai gostar se eu não obtiver um relatório dos gastos e o meu retorno esperado.
— Eu sou o-
— É o prefeito porque eu o ajudei. Não esqueça que você governa King's Landing apenas em nome. — Qualquer coisa que Martin fosse dizer, ficou esquecida — Agora saia, essa reunião está acabada. E espero, para o seu bem e o da sua família, que eu tenha noticias do meu investimento até sexta feira.
Guerra estava vindo e não estava cego para isso. Antes, não estava preocupado, pois não tinha nada a perder, mas agora tinha Brynden e Sansa, e os protegeria a qualquer custo. Até mesmo Sansa, a pessoa que pensava em matar a cada segundo do dia.
— Senhor — Tormund aproximou-se silenciosamente que não tinha percebido — Recebi algumas noticias e-
— Disse para o meu irmão sobre a Sansa, por quê? – Recebeu uma ligação do mais velho falando que sabia sobre tudo e que estava voltando para King’s Landing. Não era preciso nem encara-lo para saber que estava branco. Tormund era o único com coragem suficiente para desafiá-lo dessa forma e o único que esteve com eles tempo suficiente para ainda nutrir alguma relação com sua esposa-
— Eu o fiz porque estava ficando demais. Sansa errou, mas ainda é sua esposa e mãe do seu único filho.
— Não justifica -
— O que aconteceu no avião... Você tinha um arranhão e ela um roxo -
— Não bati nela -
— Foda-se — Jon riria se ainda soubesse como o fazia — Se não a tratar bem na frente dos homens, dá oportunidade para outro Janos aparecer entre nós. O que pretende fazer com ela?
Jon o encarou e ergueu as sobrancelhas — Poderia perder a língua por falar comigo desse jeito... Ou a vida, por ter me desobedecido.
— Vá se foder Jon! Conheço-te tempo suficiente, e tomei balas demais para salvar sua pele. Isso me dá o direito de falar como desejo e alem disso, sou mais velho, isso me dá o dobro do direito — Tormund coçou a barba e voltou seu olhar para Sansa e depois o encarou novamente — Jon, coloque seu orgulho de lado e -
— E os novos homens? Como são? — O interrompeu. Sabia exatamente o que ele diria e não queria escutar.
Tormund pareceu entender, visto que respirou fubdo e escolheu responder o que lhe fora perguntado.
— Alguns são bastante experientes e outros meros meninos verdes, mas nada que um bom tempo comigo resolva. Uma mulher apareceu entre eles — Aquilo o pegou de surpresa. Já existiam algumas mulheres que trabalhavam com a segurança, mas era algo raro — Brienne de Tarth, uma mulher impressionante, arrisco dizer que é um dos melhores — Achou aquilo cômico. Tormund nunca usava a palavra impressionante para descrever uma pessoa
— Quero uma lista de nomes, os melhores, eles serão responsáveis por Sansa e meu filho. Somente os melhores Tormund.
— Brienne também? — Jon apenas acenou positivamente com a cabeça — Droga — Murmurou
— Quais são as noticias que queria me dar?
— Acabei de receber uma ligação, parece que os Freys se uniram aos Baratheons. Quem iria querer alguma coisa com os Freys?
— Eles possuem uma força considerável, não se pode ignorar. Você e eu sabemos disso.
— E os Tullys? Porque não fazem nada? São soberanos dos Freys
— Porque o fariam? — Mais provável que se unam para me matar. Os Tullys uniram-se aos Starks durante a disputa entre as famílias, tiveram perdas iguais ou maiores.
— Sansa é sua esposa e o filho de vocês -
— Até aonde sabem, ela deu as costas para família e Brynden é um estranho para eles. Esqueça. Seremos nós e ponto – Tormund pareceu pensativo mas não disse mais nada. Ficou mais um tempo antes de partir.
Passou o dia revendo alguns documentos até que fosse a hora de buscar o filho. Era uma atividade que não precisaria fazer, mas precisava criar alguma conexão com seu filho. Alguns momentos sozinhos e que não tenha nada haver com a mãe, mas era difícil, muito difícil.
Nos seus sonhos, seu filho surgiria no portão da escola e correria em sua direção, como nos filmes bobos que Sansa costumava gostar, mas Brynden ainda não estava acostumado a tê-lo por perto e sempre o comparava com alguém em Tree Hill, Jon sentia seu sangue ferver, mas tinha que se controlar. Não queria perder o controle, não agora, com seu filho perto.
— Você é meu pai — Brynden virou-se para ele, pensando no que dizer. — E ela é minha mãe. Vocês estão juntos? Como papai e mamãe?
— Sim — Respondeu de forma natural. Não estavam juntos no sentido literal da palavra, mas ainda eram casados e permaneceriam assim.
— Então porque a faz chorar? — A pergunta o atingiu como uma bala. Nunca pensou que Brynden percebesse tal coisa.
— Não a faço chorar — Agachou-se até ficar na altura do seu filho — É complicado demais para uma criança como você
— Eu não gosto quando a minha mãe chora — Não tinha uma resposta para aquilo. Anos atrás, somente a ideia de fazer Sansa chorar o assustava, mas atualmente não se importava, muito.
— Como está a escola? Gostando? – Perguntou mudando de assunto
— Legal – Brynden respondeu voltando o interesse para a rua – Por que minha mãe não vem me buscar?
Por que eu não deixo.
— Por que esse é o nosso tempo – Brynden forçou um sorriso e prestou atenção na janela enquanto o carro andava.
O que viu em casa quase foi a melhor coisa em anos. Assim que chegaram, Sansa os recebeu com um sorriso no rosto, que Jon pode notar que era Brynden, mas não seu importou quando viu o cabelo ruivo de volta.
— Não é a mesma cor de antes, mas com o tempo vai voltando ao original – Virou-se para ele, sua voz era doce e calma, quase como se estivesse com medo de ele fosse brigar com ela — Está bom?
— Você está tão linda — Brynden pulou nos braços dela – Mais bonita do que com o preto
— Sim — Tentou soar distante, como se não fosse importante, mas sabia que estava parecendo um idiota encarado aquele glorioso cabelo vermelho.
— V-Você vai me levar para visitar minha família? — Perguntou, esperança transbordando da sua voz.
— Sim — Sansa abriu um sorriso largo e tão bonito, que Jon sabia que ela pedisse qualquer outra coisa agora, ele daria, rindo.
Esse sorriso é verdadeiro?
Ela está sorrindo para mim ou pelo o que fiz?
Perguntas difíceis levam a respostas difíceis, não queria ter nada disso agora.
— Família? – Brynden perguntou confuso
— Prometo que te explico depois – Sansa respondeu – Agora vá tomar banho e guardar as coisas.
Vê-la passar na sua frente com os cabelos vermelhos durante o resto do dia não ajudou em nada nas suas fantasias. Uma noite, sonhara que sua boca estava nela, com pernas bem abertas e sua boceta o encarando, bem rosa, quente e molhada. A fodia com sua língua enquanto Sansa gritava por mais. Quando chegou ao ápice, Jon bebera todo o seu mel, como tinha feito outras mil vezes. Acordara no meio da madrugada, tão duro que chegava a doer. Olhou para Sansa ao seu lado, dormindo, estava tão encolhida como se tivesse medo de tocá-lo durante o sono. Levantou da cama para tomar banho e relaxar, não conseguiu dormir mais naquela noite.
Estou perdido.
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