Love Story

164 Relacionamentos XXVI - Preocupações, Conflitos, Despedidas...


Notas iniciais
Hey pandinhas! Tudo bem com vocês? Cá estamos com mais um capítulo :3 Agradeço todas que ainda estão lendo e comentando ♥♥ Como de costume, dei uma boa resumida nos episódios que tinham alguma relevância e o resto saiu da cabeça mesmo hsauhsaj boa leitura! ^^

Depois de passarem um tempo na montanha, lá pela parte da noite, eles foram pra casa e Grissom preparou um jantar maravilhoso pra ela. No dia seguinte, Gil foi embora pra Paris enquanto Sara voltava a se concentrar no caso Jekyll.

Mais uma pista surgiu. Heidi Custer, uma repórter que cobria os assassinatos seriais do Dr. Jekyll, foi estrangulada até a morte e o marido dela acusou o Ray do crime e de outras mortes no passado que a esposa investigou. Provaram a inocência de Langston, mas ele foi afastado do caso, primeiro por conflito de interesses, segundo por estar omitindo coisas, principalmente que estava fazendo sua própria investigação. Diante de tudo isso, Catherine teve que colocar seus subordinados a par do que estava acontecendo.

― Eu entendo não querer compartilhar os detalhes da sua vida pessoal com os colegas de trabalho…- começou Sara indignada, porém tentando ser compreensiva. ―… Mas quando você não compartilha os frutos da sua investigação...

― Ele vai a partir de agora.- disse Catherine. ― Não estava nos excluindo de propósito.

― Olha só…- continuou Greg. ― Eu gosto muito do Ray, eu acho ele um ótimo perito. Mas ele não confia na gente. Como é que vamos protegê-lo?

― E como ele pode nos proteger?- Sara finalizou.

Seguinte, Langston não seguiu as recomendações que lhe foram dadas, continuou investigando e acabou por ser suspenso e levar uma bronca de Catherine. Ela estava p da vida porque ele estava montando sua própria investigação e isso demonstrava que ele não confiava em sua equipe.

Enfim, acabou que Jekyll não teve nada a ver com a morte da repórter, mas ele com certeza estava atrás de Ray, de pouco em pouco, afinal, ele tinha sua identidade, já havia ferido ele. Catherine garantiu que ia conversar com Brass para conseguir segurança pra ele.

Mas não parou por aí. Nate Haskell “deu as caras” novamente e ligou para Ray, dizendo que sabia quem era o Doutor Jekyll. E lá vai um bando de policial buscar Haskell pra deixá-lo sob custódia no departamento deixando Brass furioso por não ter sido avisado, e alfinetou Catherine pelo fato de ser filha de San Braun e conseguir tudo o que queria.

Uma coisa engraçada que aconteceu depois disso, foi quando Nick estava perto de Catherine e Vartann e escutou ambos conversando sobre querer ter ficado na cama e tal. Ele vai até a supervisora depois e pergunta por que ele sempre é o último a saber das coisas. No caso, sobre ela e o detetive estarem tendo um romance secreto. A reação da ruiva foi a melhor.

Bom, Haskell de fato ajudou, acharam a sala de operação do Jekyll, o lugar que ele trabalhava, tudo, mas pra pegá-lo foi um pouco mais embaraçoso, meio que foram pegos de surpresa, Jeckyll estava quase matando sua próxima vítima. Ele trocou tiros com Nick que foi atingido no peito e no braço esquerdo. Mas mesmo baleado conseguiu atirar no serial killer cujo nome era Charlie, que morreu no local. A última vítima foi salva e levada para o hospital junto com o perito.

Reunidos no quarto de hospital com Nick repousando, eles conversavam.

― Melhor saírem daqui antes que tenham um local de crime pra investigar.

― Você assustou a gente, Nick.- disse a supervisora.

― Ah.- ele fez careta. ― Eu vou ficar bem.

Sara sorriu com isso e olhou para os demais. Quase teve um ataque cardíaco quando informaram que seu irmão postiço tinha sido baleado.

― O caso Jekyll está encerrado!- comentou Greg.

― Até o próximo né.- o texano lamentou.

Catherine suspirou.

― Infelizmente sempre tem um próximo.- tocou o ombro dele. ― A gente se vê.

Sara fez o mesmo.

― Eu volto e te dou uma carona.

― Ah, sem chance! Você é péssima motorista.- riu fazendo ela rir também.

Mas e Haskell?

Pois é, todo mundo achou que os problemas tinham acabado, que tudo voltou a ser as mil maravilhas. Só que ainda tinham um serial killer vivo né, e Haskell mesmo em uma cela, conseguiu acertar Ray. Mais um CSI ferido.

E dale correria pro hospital de novo, todo mundo desesperado.

Sara recebeu uma ligação de Grissom quando estava no cemitério com Catherine, onde houveram três explosões enquanto estava acontecendo o enterro do policial Clark. Porque foi pouco o que já tinha acontecido né. Enfim, elas estavam periciando o local, quando Sara sentiu a vibração e ouviu o primeiro toque. Ela pegou o aparelho rapidamente.

― Ai, é o Gil. Cath, eu posso atender? Não falei com ele desde a ligação do Haskell.

― Claro, pode sim. Não tivemos tempo pra nada desde aquilo.- riu de nervoso. ― Manda um beijo pra ele.

― Tá, valeu.- Sara também sorriu e atendeu a ligação. ― Oi amor.

― Oi linda, tudo bem?- ele sorriu ao ouvir a voz dela. ― Deve estar muito ocupada, nem nos falamos esses dias.

― Pois é, eu mal parei em casa, não tive tempo nem de comer. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

― Turnos muito movimentados?

― É que nós pegamos o Jekyll.

― Mesmo? Ah, viu só? Eu disse.

― É, mas…- ela fez uma careta ao dizer. ― Não foi de um jeito muito seguro.

― Por quê? O que houve?- ele se preocupou um pouco com o jeito que ela falou.

― Nick e Ray foram parar no hospital.

Aí ele se preocupou de verdade.

― Meu Deus, como assim, honey?- ele até se sentou. ― Foi grave? Eles estão bem?

― Nick foi baleado no peito e no braço, mas não foi grave, inclusive esse teimoso já está trabalhando, mesmo impossibilitado de mexer direito o braço.

― Êh Nick! Mas que bom que não foi grave.

― Já o Ray foi mais sério. Lembra de Nate Haskell?

― O assassino Dick e Jane. Claro, já falei com ele. Por quê?

― Foi ele que nos ajudou a pegar o Jekyll. Ele sabia quem era.

Gil arregalou os olhos.

― Estou chocado. Ele ajudou vocês??

― Com vários joguinhos né, se aproveitando da situação, mas sim, ajudou. E de dentro da cela conseguiu atingir o Ray várias vezes pela grade. Griss, ele perdeu um rim.

― Santo Cristo!- ele colocou a mão na boca ao dizer. ― E como ele está?

― Olha, eu não sei dizer, não consegui vê-lo ainda depois da cirurgia. Ele está de repouso. E depois disso ainda houve um atentado aqui no cemitério, no enterro do policial Clark. Três explosões.

― Clark morreu?- a cada nova informação Gil ficava mais chocado.

― Jekyll o matou enquanto ele estava dando cobertura pro Nick. Ele está se sentindo tão culpado, Griss.- comentou com pesar. ― Eu estou com tanta dó. A família do Clark pediu pra ele ir embora. Ele estava perto da explosão, está com dificuldade de escutar, vomitando, abriu os pontos, o carro dele já era... Sério, ele está péssimo.

― Coitado… Fala que eu vou ligar pra ele depois, tá?

― Falo sim. Brass estava perto da explosão também, Conrad, Vartann, Akers… A maioria se feriu, mais três policiais foram mortos, Jim e Cath ficam batendo boca toda hora. Aqui está um caos, amor.- ela suspirou ao relatar.

― Realmente um caos.- ele disse imaginando como todos estavam. ― Mas e você, está bem? Se machucou?

― Não, não se preocupe, não estava perto em nenhum desses momentos.

― Graças a Deus!- ele suspirou aliviado. ― E a Cath? Como está lidando com isso?

― Griss, eu não sei como ela consegue. É muita responsabilidade nas costas. Mas ela segura as pontas, ela é a rocha da equipe, sabe? Sempre tomando conta de tudo, cuidando da gente, independente da situação.

― Ela é incrível né?- sorriu orgulhoso.

― É sim.- também sorriu e olhou pra amiga. ― Ih, ela está me chamando. Eu estou com ela no cemitério periciando tudo. Tenho que desligar, mas juro que te ligo assim que a poeira abaixar.

― Ok, amor, não vou te atrapalhar. Manda um abraço e melhoras pra todo mundo, e pelo amor de Deus, Sara, toma cuidado.

A morena sorriu.

― Pode deixar, vida, vou tomar cuidado sim.

― Beijo, te amo.- ele se despediu.

― Beijo, também te amo.

Os CSI’s continuaram investigando quem colocou as bombas lá, e isso os levou ao Justin Bieber, quer dizer, ao Jason McCann, um garoto problemático e revoltado, e seu irmão Alex, que era o culpado por ter colocado as bombas no enterro. Foram encontrar Jason em um centro comunitário, onde os membros resolveram sair no soco com os policiais. Brass e Sara estavam entre eles, o que resultou em um olho roxo, no caso de Brass, e uma mão enfaixada, no caso de Sara.

No hospital, depois de ter sido atendida, Sara passou no quarto de Ray pra ver como ele estava.

― Ouvi dizer que tem um gancho de direita poderoso.- ele comentou ao ver a mão dela.

― Como Gandhi eu ofereço a outra face, só que não a minha.- ela respondeu achando graça na situação.

O irmão de Jason foi morto um pouco antes dele conseguir colocar o plano de explodir a delegacia em ação. Inclusive, foi Nick quem atirou nele. Teve toda uma conversa entre Catherine e Nick antes disso, com o fato dele ser teimoso e estar trabalhando em vez de estar em casa descansando, que ele precisava fazer terapia depois de tudo o que houve. E foi onde Catherine finalmente falou sobre a morte de Warrick, como tentativa de convencê-lo.

― Depois de perder o Warrick... achei que se eu… desse duro o suficiente, se… eu me concentrasse nos casos, eu… não teria que… pensar na morte dele.- com dor no olhar e na voz ela concluiu: ― Não há trabalho suficiente pra isso.- seus olhos quiseram marejar, mas ela segurou. Nick também. ― Percebi que eu… não podia trabalhar sem falar com alguém.

― Eu nunca soube disso.

― Bom, é que eu sou boa em omitir coisas. Você também é.

Depois de mais alguns argumentos, ela lhe entregou o contato do psicólogo e o deixou sozinho. Nick relutou muito em acatar, em sua sala ele refletiu com o cartão em mãos, mas ao olhar pro lado viu o feto de porco de Grissom na prateleira. Sorriu. Aquilo meio que deu um impulso, e ele marcou a consulta.

Com esse caso solucionado, todos foram liberados. Sara estava no locker criando coragem pra levantar e ir pra casa, pensando em tudo o que tinha acontecido nos últimos dias.

Catherine então entra no locker e se surpreende ao vê-la ali.

― Achei que já tinha ido.

― Ah, estou tentando.- Sara riu de nervoso. ― Estou tão cansada.- realmente estava um caco, o corpo todo clamando por uma cama, a cabeça a mil, a mão doendo…

Foram interrompidas pelo celular de Catherine, mais um caso. Sossego? O turno da noite não conhece.

― Pra onde vamos?- perguntou a morena.

― Você vai pra casa.- disse a supervisora vendo o estado da amiga. ― Eu vou levar o Greg.

A ruiva saiu e Sara suspirou. Levantou e foi pra casa.

E mais uma bomba explodiu. Greg e Vartann quase foram explodidos também. Oh povo que tem sorte! Antes disso, Catherine deu mais um indício de “Lou e eu estamos namorando” o que fez Greg perceber também. “Sou boa em omitir coisas” aham, tá.

Ao chegar em casa, Sara tomou um banho relaxante, aliás, quase dormiu na banheira. Ligou para Grissom em chamada de vídeo assim que se acomodou na cama.

― Oi honey!- ele a saudou assim que a viu. ― Nossa, você parece péssima.

― Estou um caco.- ela admitiu suspirando. ― Estou muito cansada, amor. Mas precisava te ver antes de dormir, e te atualizar como eu disse que faria.

― Conseguiram resolver toda aquela coisa das explosões?

― Ao que parece, sim.- ela então tirou o cabelo do rosto, mas fez isso com a mão que estava machucada, só por isso Grissom viu.

― Ei, o que houve com a sua mão?- perguntou preocupado.

― Ah, isso?!- ela olhou para o próprio curativo. ― Fomos prender algumas pessoas, e essas mesmas pessoas decidiram que seria uma boa ideia trocar socos com os policiais. Uma mulher veio pra cima de mim e eu soquei a cara dela.

(Foi um soco lindo, vamos combinar! Sempre dou replay, ainda mais pela jogada de cabelo dela. Rainha faz assim u.u Vamos prosseguir...).

Grissom não queria rir, mas riu, fez aquele barulhinho de garganta e tapou a boca.

― Você socou uma pessoa, Sara? E teve que enfaixar a mão?

― Amor, você acha que eu ia deixar alguém me bater sem motivo nenhum?? Está doendo, mas valeu a pena.

Grissom riu balançando a cabeça.

― Brass estava no meio também, saiu com o olho roxo.

― Vish!- Gil fez careta. ― Ah, como está a situação entre ele e a Cath?

― Não sei, mas deve estar melhor.

Conversaram por mais um tempinho e Gil deixou ela dormir, disse que ligaria na manhã seguinte. Sua viagem para o Peru estava marcada para dali três semanas. Ainda teria tempo de vê-la antes de ir.

~ ♥ ~

Passaram-se dois dias, e o turno da noite pegou mais um caso bizarro. Uma mulher foi atacada por um tubarão na piscina do Golden Nugget Casino. A equipe descobriu que a mulher já estava morta quando foi mordida. Enquanto os CSI’s tentavam resolver o caso, eis que Wendy anuncia que vai sair do laboratório de Las Vegas para trabalhar no laboratório de Portland, o que deixa Hodges ― que era apaixonado por ela ― sem chão. Eles até estavam tentando ficar juntos depois do beijo que trocaram no laboratório. Ecklie se soubesse ia achar ótimo todo mundo quebrando as regras depois de Gil e Sara.

Uma semana se passou e a equipe, achando que já tinha visto de tudo, se chocou com uma convenção de vampiros e lobisomens que foi marcada pela morte de um rapaz que foi decapitado. É importante mencionar que além de Catherine e Vartann não serem nada discretos, conseguiram fazer com que HODGES escutasse uma conversa deles, justamente falando sobre a noite de amor que tiveram. Excelente, parabéns!

Aconteceram várias coisas engraçadas, incluindo uma conversa entre Nick e Sara enquanto estavam subindo uma montanha atrás de evidências.

― Sabia que uma palavra de doze letras pra “através da floresta” é “transilvânia”?- a morena comentou.

Nick não perdeu a oportunidade de zoar.

― Grissom? É você, Grissom?- Sara riu e mandou ele calar a boca. Nick continuou. ― Gil? Gil?

― Ele não ia gostar de ser chamado assim.

― Você não acha?

― Não.- respondeu de forma engraçada.

― Depois de todo esse tempo? É uma pena.- pegou um aparelho, apertou e passou pra ela. ― Certo, lá vamos nós. Te vejo daqui 700 metros.

― Isso se conseguir me alcançar.

Nick riu e a seguiu. Sentiu falta de trabalhar com ela e encher o saco dela.

~ ♥ ~

Na semana seguinte ela viajou pra Paris para passar os últimos dias com Grissom. Ele viajaria no dia quatorze de outubro e Sara conseguiu viajar no dia onze, e com isso ela perdeu o caso bizarro que a equipe investigou, sobre Sqweegel, um assassino que ataca sem deixar evidências. Ele usa um traje especial de látex que não deixa para trás nenhuma molécula de vestígios de sua passagem. Quando Nick relatou tudo pra ela em chamada de vídeo junto a Greg, Sara quase não acreditou e Grissom ficou empolgado.

― Caramba! Que interessante! E eu não estou aí pra investigar, olha que droga!- os três mais novos deram risada. ― Que cara genial!

― O Gil está falando sério mesmo, Sara?

― Pior que está, Greg.- ela riu.

― Sabe o que isso me lembra? Do seu primeiro ano em Vegas, Sara, aquele estrangulador strip que se depilava inteiro para não deixar evidências.

― Eu lembro.- disse a morena em resposta ao marido. ― Que até te atacou antes de morrer né?- ele assentiu.

― Pelo menos aquele a gente conseguiu pegar.- comentou o texano.

― Você não se fascina mesmo com isso né?- Greg se dirigiu a Grissom quando perguntou.

― É assustador, porém empolgante. É um desafio maior, e eu amo desafios.

Sara sorriu, ele realmente amava os enigmas e quebra-cabeças mesmo longe do CSI.

― Bom, gente, eu vou desligar. A gente se fala depois tá? Tenho que aproveitar meu marido antes que ele vá embora.

Os três homens sorriram.

― Vai lá, Sarinha, e por favor, nos poupe dos detalhes.

Nick e Sara gargalharam, Grissom só balançou a cabeça com um sorriso escondido.

― Até mais!

E Sara realmente aproveitou, não se desgrudou dele um minuto sequer nesses quatro dias e parece que assim foi mais difícil de se despedir no aeroporto depois.

― Vou sentir saudade.- declarou ela em seu abraço.

― Eu também, meu amor. Mas não se preocupe, vai dar tudo certo, a gente vai conseguir se ver.

Já tinham combinado tudo para aqueles quatro meses. Sara levaria Hank pra ficar com ela em Las Vegas na ausência de Grissom; eles iriam se falar todos os dias, sem exceção; e se encontrariam em Paris uma vez por mês pra ficarem juntos e matar a saudade. As datas foram selecionadas de acordo com as ocasiões. Em novembro se encontrariam no dia de ação de graças, em dezembro no natal, em janeiro no aniversário de casamento, e em fevereiro no dia de sua volta mesmo, marcada para o dia três que, coincidentemente, iria cair no dia da festa da Fundação Gilbert Para Surdos que sua mãe, gentilmente, havia convidado ele e Sara para irem.

― Me promete uma coisa?- ela pediu desfazendo o abraço apenas o suficiente para olhá-lo.

― O quê?- perguntou tirando uma mecha do cabelo do rosto dela e a olhando com ternura.

― Que vai aproveitar essa experiência por você e por mim, e que vai se divertir. Eu sei que é um trabalho sério, mas ser um CSI também é e você se divertia resolvendo os crimes mesmo assim.

Grissom sorriu com o pedido dela. Ela queria que ele se sentisse feliz mesmo estando longe dela, era muito fofo.

― Eu prometo que vou. Estou entusiasmado!

― Dá pra ver.- ela riu e acariciou o rosto dele. ― Abby pediu pra eu te dar um abraço por ela e dizer que ela também vai sentir saudade.

― Princesinha linda.- ele sorriu ao lembrar da menina e super imaginou ela dizendo aquelas palavras. ― Dá outro nela por mim.- trocaram mais um abraço forte e ouviram a segunda chamada do voo. ― Te ligo assim que chegar lá, tá?

― Tabom, se cuida.- Sara desfez o abraço e lhe deu um beijo terno e longo. ― Eu te amo.- disse ao encostar sua testa na dele após o beijo.

― Eu também te amo.- lhe deu um beijo na testa pra finalizar, pegou as malas e seguiu pro portão de embarque.

Antes de sumir de sua vista, ela viu Grissom virar e dar uma última olhada pra ela, acenando e sorrindo. Fez o mesmo e mandou um beijo. Logo o veria de novo.

Pode o mundo acabar, pode o tempo parar

Tudo acontecer, que eu não vou te perder

Pode o céu desabar, pode secar o mar

Só não pode morrer meu amor por você” ― Leonardo

~ ♥ ~

A semana seguinte veio regada de treta entre irmãos. Sim, Nick e Sara discutiram durante um caso que estavam investigando, mas era sempre um morde e assopra, só pelo fato de Sara se envolver demais e Nick ser o oposto dela. E Greg, coitado, não tinha nem como amenizar a situação.

O caso em questão era de vários corpos que foram encontrados em uma casa de uma acumuladora. Até começou bem, com Nick pisando no corpo sem querer, melando todo seu pé de decomposição e Sara zoando da cara dele, tirou até uma foto pedindo pra ele sorrir. Ou quando estavam os três periciando a casa e uma espingarda disparou sem querer assustando eles que se jogaram no chão. Assustada, Sara perguntou se estava tudo bem e Nick ao olhar pra cara dela começou a rir, o que fez ela rir também.

Beleza, tudo bem, tudo tranquilo, descontraído... Até Sara começar a ficar do lado da dona da casa, certa de que ela não teve culpa de nada, que era só uma mulher com distúrbios.

― O que essa mulher tem que deixa você tão cega?- foi a pergunta que Nick fez quando ela tentava contra-argumentar com ele.

― O que esse caso tem que te faz agir como um idiota?- ela rebateu.

― Ah, eu sou o idiota agora??

― Existe a possibilidade de que Julian tenha matado esses garotos pra mantê-los longe da irmã, usando a mãe e a casa dela pra esconder as provas!

Nick cruzou os braços quase revirando os olhos.

Ray ― que estava com eles na sala de análises assistindo a briga ― tentou amenizar a situação, todo fofo.

― Tem toda razão, existe a possibilidade. Então por que não ficamos com as provas que temos? Podemos tentar?

Ambos concordaram enquanto se fuzilavam e Ray disse que tinham novamente que conversar com a senhora Santiago, a dona da casa. E mais uma discussão rolou quando Sara disse que ela mesma iria, pois passaram um tempo juntas e criaram um vínculo. Foi quando Nick riu debochando disso.

― Nem pensar.- Sara já olhou pra ele incrédula. ― Eu falo com ela.- disse sério e saiu da sala.

Sara respondeu com raiva e ironia um “Boa sorte com isso, Nick” antes dele sair para que ele pudesse ouvir.

Ray deu risada e ela não gostou.

― O que foi??

― Já passei pelo que está passando, Sara. E as vezes é melhor…- ela nem o deixou terminar de falar.

Sério que ele ia vir com esse discursinho? Ela estava cansada de ouvir. Revirou os olhos e saiu da sala antes que ele pudesse terminar.

Sara não falou mais com Nick depois disso, só foi falar com ele depois que o caso foi concluído, após falar com Julian, filho da senhora Santiago. Estava orgulhosa de si mesma, pois fazia muito tempo que não tocava no assunto “passado”, e ela sentiu a necessidade de falar sobre isso com o garoto que estava achando que a doença da mãe levou a irmã a matar.

― Minha mãe era esquizofrênica.- ele logo paralisou. ― Uma noite ela pegou uma faca na gaveta, caminhou até o quarto, e enquanto o meu pai dormia ela o esfaqueou no coração, várias vezes.- Julian logo arregalou o olho cheio de lágrima quando ouviu isso. ― Dizer que minha infância foi difícil é muito pouco, mas… eu sobrevivi. Assim como você.

Machucou, mas não tanto como antes. E isso era uma coisa boa.

Não queria ir pra casa sem antes fazer as pazes com seu irmão postiço, odiava ficar brigada com ele, e poucas vezes isso aconteceu. Foi até a sala dele, a que era de Grissom, e o encontrou arrumando a bagunça de sua mesa.

Chegou mansinha e disse oi, que ele mesmo surpreso respondeu com outro.

― Eu estava saindo e… vi a luz acesa.- justificou sua ida até ali.

― Quer saber, esse caso me deu vontade de limpar essa mesa de uma vez por todas.- ele explicou a bagunça sorrindo.

Sara também sorriu e se aproximou.

― E como é que está indo?

― Eu estou indo bem. Eu quase joguei fora uma coisa que o Grissom me deu.- ele respondeu caçando essa tal coisa.

Sara ficou curiosa ao ouvir o nome do marido.

― Uma bola de gude.- ele mostrou a ela, com uma expressão divertida, uma bolinha azul.

― Ah!- ela pegou a bolinha e admirou.

― Sabe o que ele disse quando me deu isso?

― Uma coisa profunda, com certeza.- ela respondeu fazendo seu biquinho em seguida. Gil era daquele jeito, profundo.

― Ele disse “Nick… se a vida ficar maluca…”

― “Deixe rolar”?- ela completou e Nick ficou sem entender. Ele fez uma cara tipo “como você sabe?” e ela respondeu fazendo uma careta divertida. ― Ele me deu uma igual.

Ambos deram risada e Sara devolveu a bolinha segurando a mão dele.

― Devia se apegar a isso.

― Tá certo.- sorriu.

É, a bandeira branca foi levantada, eles estavam bem agora.

Em casa, Sara relatava ao marido, que já estava no Peru todo animado, a experiência que teve naquele caso, mas não sem antes ouvi-lo contar com entusiasmo tudo o que já tinha feito e como era lá na civilização. Ficou contente em vê-lo animado daquele jeito.

― Não sabia que tinha dado uma bolinha azul pro Nick também, com a mesma frase de efeito.- ela comentou depois que contou tudo a ele.

― Ah, eu dei uma pra cada um.- ele respondeu.

― Nossa… achei que eu fosse única e especial.- ela fez um draminha básico e ele sorriu.

― Você é e sempre vai ser, meu amor.

Sara abriu um lindo sorriso e mandou beijinho pra ele.

― Mas está tudo bem mesmo entre vocês dois né?

― Está sim. Não consigo ficar brigada com ele.

― E nem comigo.- ele sorriu fechando os olhos, nada presunçoso.

― Ai ai, convencido!

~ ♥ ~

Duas semanas se passaram, tudo ia as mil maravilhas exceto por Hodges que ainda sofria com a ausência de Wendy, e Sara que infelizmente relembrou do caso que a deixou fedendo um turno inteiro. Por quê? Porque ela ficou fedendo de novo.

Um corpo foi triturado e a missão de Sara, Greg e Hodges era de achar os pedaços no lixão.

― Parece que vamos ter um longo dia.- disse a morena ao ver a montanha de lixo que teriam que vasculhar.

― Você se candidatou mesmo pra fazer isso?- Greg perguntou ao técnico, pois não entendia os motivos. Ele se pudesse escolher ficaria longe daquele lixo todo.

― A diversão do trabalho no campo é a única coisa que me distrai.

― Ainda pensando na Wendy né?- Sara perguntou recebendo uma resposta positiva. Todos ficaram tristes com a saída dela, mas Hodges foi o mais afetado. ― Acredite, eu entendo. Dois navios passando, leva um tempo pra névoa passar.

Ela entendia e muito bem, afinal, ela e Grissom passaram por maus bocados.

Hodges assentiu, ter os conselhos de Sara neste momento e nesse assunto era bom.

― Certo gente, temos papel, plástico, metal… e eca. Vamos sortear, que tal?

Pra quê ela foi dar a ideia? Tiraram no pedra, papel e tesoura e Sara perdeu.

― Eu fico com o “eca”.- disse nada satisfeita recebendo risadas dos meninos e aquele foi o resultado. Ficou fedendo mesmo depois de tomar banho. A sorte é que Nick não curtiu com a cara dela daquela vez.

Claro que o momento que Sara de fato mostrou ser esposa de Grissom não podia passar batido. Estava numa cena de crime com David, uma morte relacionada ao caso inicial, onde um cara levou um tiro na cabeça e a bala ainda estava no chão. Sara fez o caminho dela.

― A bala correndo pela esquerda… indo… indo… pega na faixa de advertência.

― Uma referência de baseball.- observou o legista sorrindo. ― Que encantador.

― Culpa do Grissom.- ela respondeu também sorrindo. Ele adorava assistir baseball, sobrava ela assistir também.

E ainda teve o momento “Sara Sábia” no fim do turno onde a morena estava entrando no locker pra pegar sua bolsa e ir embora, e deparou-se com Ray olhando sua cicatriz. Resolveu descontrair.

― Eu podia mostrar as minhas, mas acho que é inapropriado.- sorriu. ― Você mal nota.

― Cicatrizes?

― Uhum. Claro… algumas se curam mais rápido que outras.- sabia do que estava falando, sentiu na pele, literalmente.

Sara já ia saindo da sala quando ele resolveu se abrir com ela.

― Recebi uma carta de Nate Haskell, ele queria que eu soubesse que ele estava pensando em mim.

― Não deixa ele mexer com você, Ray.

― É, mas ele já mexeu.- lamentou.

Sara suspirou.

― O que acontece com a gente, seja bom ou ruim, é parte de nós.- disse ela recebendo a atenção dele. ― Levou muito tempo pra eu perceber que isso não tem que definir quem somos. Nós podemos decidir.

Sidle, Sara. 2010.

Ao chegar em casa, Sara foi tomar outro banho, com limão dessa vez, pra se livrar do cheiro daquele lixão. Gil e sua receitinha não falhavam. Não lavou o cabelo de novo porque ele já estava limpo e cheiroso. Assim que terminou, como de costume, acomodou-se na cama e ligou para o marido.

― Oi amor! Como está indo aí?- ela perguntou assim que a chamada de vídeo foi aceita.

― Olha só! Alguém tomou um banhinho e deixou o cabelo secar naturalmente!

Sara deu risada. Não havia escovado o cabelo e ficou daquele jeito mesmo, até porque não dava pra escovar no laboratório, tinha coisas mais importantes pra fazer, e agora em casa nem precisava.

― Isso se chama preguiça.- ela respondeu.

― Isso se chama beleza natural.- ele a corrigiu.

Sara sorriu querendo esmagá-lo num abraço apertado.

― Você é lindo, sabia?

― E isso se chama miopia.

Sara gargalhou.

― Cala a boca, Gil!

Notas finais
E lá se vai Gil pro Peru, vamos torcer suahsaj ai, eu tô rindo, mas é de nervoso Espero que tenham gostado do capítulo ^^ Eu amo imaginar esses momentos descontraídos deles ♥ Abraço de urso e até o próximo :3