Love Story

168 “— Adivinha quem eu encontrei”


Notas iniciais
Hey pandinhaaas! Tudo bem com vocês? Capítulo especial, resolvi não postar ontem pra postar hoje já que LS está completando 4 aninhos! Yaaay! ^^ Quero agradecer a todos que estão lendo, todos os comentários, elogios, visualizações... Essa fic é meu orgulhinho, eu fico feliz que esteja agradando vocês ^^ Esse eu dedico a todos que já clicaram nessa história com o interesse de ler ♥ Não é um capítulo muito feliz, mas né shaushaj Vamos para mais um resumão! Boa leitura :3

Chegamos em abril e com ele veio um caso um tanto estranho para Sara e Ray. Primeiro que o corpo que acharam foi atacado por um leão da montanha, segundo que a vítima estava com roupa de gato, e terceiro, tinha um ferimento de arma de choque. WTF?

A vítima, Iona Vail, fazia parte de um abrigo de mulheres que Sara visitou pra colher informações e as coisas dela. No laboratório, enquanto examinava tudo atrás de pistas, achou uma agenda com a última anotação sendo “Dra. K. 17h” e o que parecia ser o endereço. Quando Sara pesquisou onde era e quem seria essa doutora… Pimba! Doutora Heather Kessler e seu consultório.

Sabia que mais cedo ou mais tarde voltaria a se encontrar com ela. Sem perder tempo, pegou Ray e foi até o consultório.

Bateu na porta e esperou que fosse aberta. Não foi recebida com surpresa também, ela certamente sabia que iriam aparecer.

― Lady Heather!- a “saudou”. Sabia que ela não era mais uma dominatrix, mas não resistiu.

Heather até sorriu com isso. Sara não ia deixar a oportunidade escapar de dar aquela sacaneada básica.

― Na verdade, é doutora Kessler agora. É bom te ver, Sara! Como está o Gil? Como estão os Moches?

Mesmo surpresa por ela saber disso, respondeu séria.

― Os dois ainda no Peru.

Heather assentiu e olhou para Ray.

― E você deve ser o doutor Langston.- Ray confirmou com a cabeça. ― Estava esperando vocês.

Heather deu passagem para eles entrarem e falou de Iona enquanto Sara e Ray olhavam em volta..

― Iona veio me ver depois de não conseguir nada com a psicoterapia convencional. Um diagnóstico de exclusão, se preferirem.

― De acordo com isso, doutora...- enfatizou. ― Você é terapeuta sexual. Qual era exatamente o problema da Iona?

― Iona teve a infância roubada. A mãe morreu quando era criança, o pai começou a beber, e Iona teve que criar os quatro irmãos.- se sentou ao finalizar. Ray e Sara também se sentaram.

― Naturalmente, ela foi levada a cuidar e proteger outras mulheres.

― Durante a vida toda, Iona tomou conta dos outros em detrimento de suas necessidades. Meu trabalho era ajudá-la a expressar o seu desejo profundo, por amor e cuidado.

― E como você fez isso?- claramente Sara perguntou sorrindo.

Heather não gostou. Importante mencionar que sempre que falava ou respondia a alguma pergunta, Heather se dirigia a Langston e não a Sara. Olhou pra morena de forma séria e respondeu.

― Eu não prescrevi três noites na masmorra da Lady Heather.- voltou a olhar para Ray. ― Eu só sugeri que ela se expressasse através da interpretação de papéis.

― E qual foi o papel?- perguntou ele.

― Depois de uma psicoterapia preliminar, ela se imaginou como um gato.

― Um gato?!!- disse Sara sem acreditar. Tipo “ah, para, fala sério!”. Parece que conseguiu atingi-la.

― Esse foi o ponto de partida.- Heather respondeu de forma séria novamente, mas dessa vez sem nem olhar pra ela. Sara sorriu discretamente com isso.

― Ela tinha um gato na infância?- Ray tentava não prestar atenção nas alfinetadas discretas delas e continuou no foco.

― É, enquanto crescia.- assentiu. ― O único membro daquela família destruída que jamais quis o carinho dela, foi um gato gordinho e malhado.

― Não está falando sério!- para aquele tipo de assunto, Sara não tinha a mente muito aberta. Gil tinha, acho que por isso eles se deram tão bem.

A terapeuta se dirigiu e ela novamente.

― Interpretar um papel é uma forma legítima de terapia. Uma forma segura de acessar os desejos de alguém. E seus medos também.- disso isso olhando para Ray. ― Certo, doutor?

― É a especialista.- respondeu ele.

Heather o olhou de forma profunda como se tentasse lê-lo, ao que parecesse conseguiu e Ray franziu o cenho.

Sara notou no que aquilo ia dar, e chamou a atenção dela.

― Na interpretação de gato da Iona…- Heather foi obrigada a olhar pra ela. ―… ela expressou o desejo de ser comida por um leão da montanha? Porque foi assim que ela morreu.

E Heather mais uma vez, ao responder, não olhou pra ela.

― Veja você mesma.- levantou-se e seguiu com eles até a TV do consultório. ― Eu trabalhei com Iona durante vários meses. Ela estava fazendo progressos, finalmente era capaz de pedir e receber afeição. Então sugeri que ela trouxesse o namorado Carter para a nossa sessão.

Heather mostrou a sessão pra eles e quando começou a rodar a fita, Sara franziu o cenho. Aquilo era muito estranho.

― Foi uma sessão bem produtiva… até o final.- acelerou o vídeo e foi pro final onde encerrava a sessão, mas Iona não saía do papel. Continuava imitando um gato. Quando o namorado Carter falou que aquilo era loucura e tentou levá-la embora, Sara levou um susto, pois Iona mordeu o braço do namorado.

― Essa foi a última vez que eu vi a Iona. Ela nunca mais voltou, não atendia minhas ligações… Se quiserem, tenho os contatos do namorado dela.

― Claro, queremos sim.- Sara respondeu e respirou fundo, tentando digerir o que acabou de ver. Claro que a terapeuta percebeu isso, e falou com ela calmamente, sem querer provocar nem nada do tipo.

― Pode não ser comum pra você, mas é absolutamente normal. Gil tem a mente um pouco mais aberta que você.

Sara ergueu uma das sobrancelhas.

― Talvez tenha sido a convivência.- respondeu a morena.

Heather apenas levantou um pouco mais a cabeça e deu o papo por encerrado. Deu o contato de Carter a eles e se despediu, mas não sem antes deixar Sara ciente que sabia de tudo o que rolou depois da Costa Rica, pois Grissom lhe contou, já que ela havia lhe ajudado.

― Estou feliz que tenham conseguido ficar juntos, depois de tudo.

Sara pela primeira vez naquele consultório sorriu sem deboche ou provocação.

― Eu também.

Eles então saíram do consultório enquanto Heather os observava partir.

Sara foi falar com indivíduo, pediu que a encontrasse na delegacia. O rapaz estava furioso. Disse que amava Iona e eles moravam juntos até seis semanas atrás quando ela foi embora.

― Eu culpo a doutora Kessler. Ela era uma dominatrix. Eu me pergunto como uma mulher daquelas pode ser uma terapeuta.

Sara se absteve de comentários.

Fora ter ido visitar uma mansão cheia de pessoas se comportando como animais, igual Iona naquele vídeo que Heather mostrou, e ter “ameaçado” Hodges com uma arma de choque igual a que usaram na vítima, foi tudo na normalidade finalmente. Apenas um acidente terrível, até bem intencionado, que acabou em tragédia.

Em casa, Sara conversava com o marido e escutava suas histórias. Não se cansava de vê-lo daquele jeito sorrindo, entusiasmado com cada nova descoberta e aventura.

― Parece que realmente se divertiu.- sorriu.

― Muito! Você nem imagina. Além de que também é legal ficar na civilização.

― Isso é bom.- manteve o sorriso.

― E a sua semana, honey? Como foi?

― Foi ótima. Adivinha quem eu encontrei.

― Quem?- perguntou curioso.

― Sua amiga terapeuta.

― Heather?- Sara assentiu. ― Onde encontrou ela?

― No consultório dela. Ela estava “envolvida” no meu caso. Minha vítima era paciente dela. Era o último compromisso na agenda da vítima, foi assim que cheguei nela. Aliás, não sabia que estavam mantendo contato.

Grissom ficou surpreso por ela saber disso, mas não mentiu, tinha mesmo voltado a falar com a amiga.

― É, estamos trocando e-mails há algumas semanas já.

― Ah, interessante.- disse ela. ― E sobre o que vocês conversam?

― Sara, para de ciúme.- pediu fazendo o possível para não rir.

― Quem disse que eu estou com ciúme? Só perguntei.

― Eu te conheço e sei quando está sendo irônica.- Sara revirou os olhos. ― Vocês duas bem que podiam se conhecer melhor, sabia?

― Está brincando né?- Sara riu sem acreditar.

― Por quê?

― Ter algum tipo de relacionamento com a mulher que transou com meu marido? Não dá.

― Qual é, Sara! Isso foi há muito tempo, foi antes de nós ficarmos juntos, é passado. Eu nem lembro dessa noite mais.

― Ah, claro que não.- ironizou mais uma vez. ― Transou com uma dominatrix e nem lembra mais.

― Sara!

― Olha, eu não quero ficar lembrando disso, já sofri o bastante no dia que descobri.- Grissom suspirou. ― O fato é que fui lá com o Ray, ela abriu a porta, disse que era bom me ver e perguntou como estava você e os Moche. Eu fiquei tipo “tá, como ela sabe disso?”

Grissom colocou o indicador e o polegar no nariz, entre os olhos, e suspirou de novo.

― Vocês não se provocaram não né?

― Rolaram algumas faíscas, confesso, mas nada sério. Não podia perder a oportunidade.- Gil balançou a cabeça sorrindo. ― Eu não sou de julgar as pessoas, você sabe disso, mas o trabalho dela é muito estranho. Terapeuta sexual, ok, mas a sessão que eu vi… foi bizarra.

― É, ela tem um jeito diferente de fazer as coisas.

― Ela quis que eu soubesse que vocês dois ainda mantém contato e que ela sabe de tudo o que rolou entre a gente.- antes que ele falasse alguma coisa, Sara se adiantou. ― E ok, eu não acho que tenha sido pra me provocar, acho que foi só pra me deixar ciente que a amizade de vocês ainda é a mesma. Disse até que você tem uma mente mais aberta do que eu.

― Não tem com o que se preocupar.- ele garantiu.

― Eu sei.- sorriu de lado.

Mesmo tendo ciúme de Heather e não gostando do passado dela com Gil, Sara sabia podia confiar nele. Gil nunca a trocaria por ninguém, nem mesmo Heather.

― Ray com certeza voltou lá pra falar com ela depois. Ele está precisando de terapia, a normal, eu digo.- Grissom sorriu. ― E ela sabia quem ele era, soube assim que abriu a porta.

― Ele deve ter percebido que precisava falar com ela, especificamente. Heather é intensa, faz você conseguir refletir que providências tomar.

― Tenho que admitir, ela é esperta, claramente deve ter lido sobre ele e o caso Haskell. Olhava pra ele de um jeito que sabia seus segredos.- Grissom assentiu já presumindo isso. ― E eu vou ignorar o fato de você dizer que ela é intensa.

― Ai meu Deus…- Grissom suspirou e tapou o rosto com as duas mãos balançando a cabeça.

Sara riu.

― Não adianta, Gil, vai ser sempre assim. Não somos amigas, nem inimigas, só… tolerantes uma com a outra. Isso basta, né?

― É né.- ele concordou arqueando as sobrancelhas e deram o papo por encerrado.

~ ♥ ~

Três semanas depois, Sara e Gil se encontraram novamente para o encontro do mês. Sara conseguiu achar um comprador para o apartamento e nesse encontro com Gil no fim de abril eles preparam tudo para a mudança. Abby quis ajudar e fez a mudança com eles.

― Adivinha quem também vai ganhar um quarto na nova casa?!- Sara disse sorrindo olhando pra menor.

― Sério? Aqui também?- seus olhinhos brilharam ao perguntar.

― Claro.- Gil quem respondeu. ― Não é oficial, mas você faz parte da família, de uma forma ou de outra.

Sara sorriu com o que o marido disse. Abby tinha de fato conquistado ele.

Fizeram toda a mudança numa diversão só, pouca coisa pra levar, pois a grande maioria dos móveis do apartamento já era de lá, mas a cama, o criado-mudo, a mesa redonda… foram com eles.

Abby arrumou seu quarto como fez em Paris, para sempre que fosse dormir lá já ter seu cantinho, como Grissom disse.

Foi como a primeira faxina de Gil e Sara, divertida e regada de risadas e zoeiras.

Enquanto estava com Grissom em seus dias de folga, Sara perdeu a volta da “ex rival” Sofia Curtis no departamento. A loira que agora era sub-xerife de New York voltou para Vegas temporariamente, pois Haskell havia dado sinal de vida por suas bandas e ela estaria “assumindo o caso” junto com os federais. A volta de novas evidências sobre o serial killer deu-se pelo vídeo que ele enviou para o pai de uma de suas noivas, ameaçando matá-la. Porém o vídeo foi meio que indiretamente para Ray, de certa forma provocativa, confrontando, do tipo “prenda-me se for capaz, doutor”. Ray ficou puto, quase descontrolado. Pelo menos até a volta de Sara.

Catherine pediu que ela voltasse para ajudar, mas que voasse pra Los Angeles. Sim, o caso Haskell chegou em L.A.. O CSI teve que trabalhar com o SID (Scientific Investigation Division), especificamente a investigadora que pediu para chamá-los, a SID Brody.

Morgan Brody, investigadora nível 3, loira dos olhos verdes e 26 anos de muito carisma. A loira cativa por ser divertida e fofa, além de inteligente. Sua mãe e seu pai se divorciaram, e como ela pegou ranço do pai, adotou o sobrenome de seu padrasto, Jerry Brody. Durante seu primeiro ano em Los Angeles, ela trabalhou em casos de fraude e agora ajudou a equipe de Vegas a rastrear Nate Haskell contra as ordens de seu supervisor. Se deu mal? Sim, mas depois chegamos lá. Morgan é uma figura, quando Catherine e Ray chegaram na cena do crime, ela estava em cima de uma caçamba de lixo comendo pasta de amendoim com um rato do lado como evidência.

Catherine sabia que Brody não lhe era estranha e confirmou assim que lembrou.

― Morgan?! Acabei de ligar os pontinhos, você é filha do Conrad.

Pimba! A filha de Conrad Ecklie!

Morgan assentiu e disse: ― Antes do divórcio.

― Da última vez que te vi você era uma garotinha.- sorriu. ― Seu sobrenome não é Ecklie.- ficou confusa.

― Uso o sobrenome do meu padrasto.- disse a loira sem querer tocar no assunto. Não gostava de falar sobre o pai e como ele foi babaca.

Enfim, Sara teve que ficar no lugar de Ray no caso, pois havia conflito de interesses ― sua ex esposa Glória havia sido sequestrada por Nate, e o atual marido dela, Phil, foi morto ao tentar defendê-la. Langston não conseguiu controlar seu instinto e sumiu, ignorando as ordens de Catherine de voltar para Las Vegas, querendo agir por conta própria. Nick ― que foi chamado para tentar encontrá-lo ― acabou entrando na onda dele ao invés de levá-lo de volta. Catherine descobriu e ficou furiosa. “Mas será que ninguém nessa merda me obedece??” Ela sabia que uma hora ou outra aquilo ia acabar sobrando pra ela, e esse momento estava próximo, infelizmente.

Claro que não se livraram da bronca. A ruiva pediu que Sara a esperasse no carro e foi conversar com seus insubordinados.

― Eu mandei você achá-lo, Nick!

― E eu achei ele.

― Eu deveria saber que você iria protegê-lo, tinha que dar uma de cowboy numa missão de vigilância! Eu entendo ele, mas você não tem desculpas!

― Vai me mandar embora também?

― Bem que eu queria, mas eu não posso. Preciso de você, e a polícia de Los Angeles está te dando outra chance.- olhou para Ray que também a olhou com cara de cão sem dono. ― Ray, você volta pra Vegas. Preciso pôr um policial na sua cola??

― Não, não será necessário.

Catherine suspirou e deu as costas.

~ ♥ ~

Sem sinal de Nate em Los Angeles, os CSI’s voltaram para Las Vegas e cadê Ray?

Hodges viu que ele tinha achado uma pista onde possivelmente Gloria estaria e contou pro pessoal. Pouco tempo depois Jim estava invadindo a casa.

Ray havia matado Nate. O serial killer estava morto na escada da casa, e o CSI estava no andar de cima soltando Gloria das correntes.

O caso Haskell estava quase encerrado, só faltava enfrentar a danada da corregedoria.

Gloria foi levada para o hospital e Ray foi com ela. Enquanto Catherine analisava Gloria, e Nick analisava Ray, Sara e Greg periciavam a casa. As evidências sugeriam que Langston dominou Haskell, espancou ele e depois o jogou pelo corrimão da escada. Porém, Nate tinha marcas nos pulsos, compatíveis com algemas de lacre fléxivel, iguais as que Sara se livrou quando foi sequestrada. Mas ela e Greg não encontraram nenhuma na cena.

Após conversar com Catherine, Sara foi de fininho até o locker pegar a maleta de Ray e checar se os lacres estavam lá.

Assim que ia abri-lo, Greg a pegou no flagra.

― Está fazendo o quê? Esse é o kit do Langston.

― Viram marcas nos pulsos do Haskell, compatíveis com algemas de lacre.- ela explicou.

― E agora você está querendo conferir se no kit dele ainda tem as três algemas?

― É.- ela afirmou.

Greg chegou mais perto dela.

― E se fosse eu? Meu kit?

― Eu abriria.- respondeu sem fazer rodeios. ― Nós todos já passamos pela escuridão, tivemos que lutar pra sair dela e quando lutamos, cabia ao resto da equipe acender uma luz pra ver o que aconteceu. Esse é o nosso dever. Só preciso saber com o que estou lidando, e aí eu vou lidar com isso.

Greg assentiu.

Sara abriu e as três estavam lá.

― As três estão aí.- sorriu. ― Satisfeita?

Greg saiu e Sara ficou pensativa. Teriam que fechar o relatório sem a explicação do lacre. Mas Catherine juntou os pontos e sabia exatamente o que tinha acontecido depois do assassinato. A ruiva entregou o relatório a Brass e, deixou claro que sabia que ele tinha sido o primeiro a chegar na cena, que pegou o lacre e se livrou dele, para proteger Ray, abastecendo o kit dele para que os três estivessem lá quando alguém ― no caso, Sara ― checasse. Mas não dedurou, pois faria o mesmo. Ficou registrado que Langston agiu em legítima defesa, poupado da acusação de homicídio.

E assim, o caso Haskell foi encerrado. Depois de horas falando com a corregedoria, um por vez, cada um foi pra sua casa.

Sara estava exausta e preocupada com Ray e Gloria, temerosa com o que iria acontecer em seus psicológicos e esperava que ambos conseguissem seguir em frente.

Falou com Grissom apenas duas vezes durante a semana. Estavam atarefados já que Ray estava afastado e tudo indicava que ele não voltaria. Nick e Greg estavam ajudando Catherine com o que podiam, então Sara conseguiu folga para encontrar com Grissom naquele mês. Voltaria rápido, pois Nick também precisava se afastar.

Gil e Sara decidiram não ir pra Paris pra aproveitar um pouco mais a casa nova em Vegas, então foi só Grissom quem voou.

As coisas não estavam indo muito bem depois de toda essa confusão com Haskell, e Sara desabafou com o marido enquanto estavam deitados no sofá de frente pra TV. Contou tudinho pra ele, desde Los Angeles, só esqueceu de mencionar Morgan.

― Eu imagino como ele deve ter se sentido.- comentou Grissom depois do relato. ― Haskell abusou dela sexualmente?- referiu-se a Gloria.

― Sim, infelizmente.- Sara lamentou enquanto estava deitada nos braços dele, aquecida e protegida, o jeito que Gloria agora iria ficar depois do inferno que passou. Ray cuidaria dela.

― Nossa, deve ter sido horrível pra ele encontrá-la daquele jeito e depois de ler o resultado do exame de estupro. Imagino a dor e a raiva dele, eu faria a mesma coisa. Não quero nem imaginar você numa situação dessas.

Sara sorriu com o canto dos lábios e se aconchegou mais em seus braços.

Pra quebrar esse clima pesado, Sara fez um comentário um pouco mais alto astral, pra descontrair.

― Olha, parece que não somos os únicos que não vamos com a cara do Ecklie.

― Por quê?- perguntou rindo.

― Conhecemos a filha dele.

― Conheceram a Morgan?- ficou surpreso de ainda lembrar o nome dela.

― Sim. Você a conhece?- ela também se surpreendeu.

― Catherine, Brass e eu já a vimos antes. Ela era uma garotinha na época. Deve estar muito diferente.

― Que se tornou uma mulher muito bonita e inteligente, ninguém pode negar.- disse Sara ao lembrar do tempo que passou com ela em Los Angeles.

― Ah, eu não duvido.- finalizou o assunto, foi trocando os canais e… ― Ah honey, vai passar aquela animação que você falou que eu tenho que assistir: Vida de Inseto. Começa daqui a pouco.

Falando em inseto, Sara lembrou de uma piada e teve que contar.

― Ah! Amor! Quais são os únicos insetos que podem ter 3,14 olhos?- Grissom ficou com uma interrogação na cara tentando achar sentido para aquela pergunta.

― Sei lá. Isso é uma piada?- Sara assentiu sorrindo. ― Quais?

― Os pi-olhos!- caiu na risada sem nem dar tempo de Grissom reagir à piada.

O ex supervisor, ao entender a piada e ver a reação dela, também riu.

― Você ri das próprias piadas, amor, é maravilhoso…- comentou ainda rindo. ― Pode nem ser engraçada, mas você torna engraçada…

Sara fez aquele barulho de porquinho e riu mais ainda com isso.

Grissom balançou a cabeça sorrindo, amava o riso dela e não cansava de ouvir. Lhe encheu de beijos no pescoço para que ela continuasse rindo, mas parou ao ver que o filme já ia começar.

― Ala, começou.

Enfim um momento feliz e descontraído, depois de toda a desgraça dos últimos dias.

Notas finais
Heather reapareceu! Season 11 concluída! Morgan apresentada! Ray e Nate finalmente fora! hsuahsaj Pra quem gosta do DB (e quem não gosta né? :3), no próximo ele já aparece ♥ O que acharam do capítulo? Espero que tenham gostado ^^ Abraço de urso e até o próximo :3 Happy Bday LS! ♥♥♥ Happy Bday Griss! ♥♥♥