Love Story
83 É Tudo Muito Novo
Notas iniciais
Uns três dias depois do que aconteceu, Nick recebeu alta totalmente curado dos machucados, pronto pra voltar a ativa.
Na sala de espera, os cinco investigadores aguardavam o amigo aparecer.
Assim que Sara o viu, de pé de novo, sem machucados, novinho em folha, não conteve a emoção e correu até ele o abraçando forte e pronunciando “Maninho!” quando já estava em seus braços.
Nick soltou um suspiro cheio de saudade e retribuindo o abraço dela.
— Achei que nunca mais fosse te ver, maninha! — ele murmurou.
Foi um momento tão lindo que até Grissom ficou um pouco emocionado. Durante esses cinco anos, Sara conseguiu conquistar a amizade e o amor de todos eles. Talvez não de Catherine ainda, mas de Greg, Nick e Warrick conseguiu. Ver o carinho que ela e Nick tinham um pelo outro, como se se conhecessem há séculos, era bonito de ver.
Sara se afastou um pouco e segurando seu rosto, secou sua lágrima e perguntou:
— Você está bem?
— Agora estou. — ele respondeu sorrindo e fez o mesmo com ela.
Sara retribuiu o sorriso e lhe deu um beijo na bochecha se afastando para que os amigos pudessem abraça-lo também.
Grissom decidiu abraçar Nick por último e percebendo isso, Sara foi até ele. O abraçou pela cintura e permaneceu ali. Gil encostou sua cabeça na dela e acariciou seu braço com o dedão. Ninguém achou estranho, pois como Sara era muito emotiva, Gil só estaria a consolando ou acalmando. Não, não, queridos! Hahah.
Depois de abraçar todo mundo, Nick quis saber em que prisão Kelly, a filha de seu sequestrador, estava. Gostaria de falar com ela antes de voltar ao trabalho.
Não quis licença e assim que voltou da prisão, foi direto ao laboratório.
...
“Como um anjo você apareceu na minha vida
Como um anjo repleto de ternura e de paixão [...]
Que me cobre de amor e carícias vencendo a solidão
Só você pra me fazer feliz [...]
Anjo, não quero abrir meus olhos
Quero seguir vivendo um sonho
De sermos só você e eu” ― César Menotti e Fabiano
Fim de turno não muito cansativo, os CSI’s esperavam os chefes liberá-los. A conversa que rolava era sobre se achavam que Ecklie iria ou não juntar a equipe de novo como Grissom pediu.
Sara não se sentia bem e foi até a sala de Grissom para pedir autorização para ir embora.
Chegou na porta e o viu concentrado nos papéis.
— Griss?
— Oi Sara. — ele olhou pra porta e respondeu.
— Posso entrar?
— Claro, entra.
Sara chegou perto de sua mesa e olhou o que ele estava fazendo.
— Muita papelada?
— Nem tanto.
— Olha... Eu sei que ainda falta meia hora pro turno acabar, mas pode me dispensar agora? Eu não estou me sentindo bem.
— O que você tem, honey? — ele se preocupou.
— Só um mal-estar. Catherine me deu uma aspirina há algumas horas, mas não passou.
— Certeza que é só mal-estar?
— Uhum. — ela murmurou e balançou a cabeça.
— Pode ir pra casa sim. Quer que eu te leve?
— Não precisa, obrigada. Meu relatório vai estar com o Greg.
— Ok.
— Se quiser ir pra lá quando terminar, a chave reserva vai estar na planta, tabom?
— Tabom. Dorme um pouco tá?
— Tá. — sorriu de lado. _ Tchau.
— Tchau. — ele retribuiu o sorriso.
Ela passou na sala de descanso avisando que já iria e pediu a Greg para entregar seu relatório a seu chefe – e namorado u.u.
Sara foi direto pra casa. Chegou e se jogou na cama. Assim que fez isso, a coragem de levantar evaporou. Tinha que tomar um banho e fazer pelo menos um chá pra poder relaxar, mas acabou cochilando. Acordou duas horas depois e o mal-estar havia passado um pouco. Resolveu levantar-se e tomar uma ducha.
Espreguiçou-se e seguiu em direção ao banheiro. Despiu-se e entrou no box. Ligou o chuveiro e deixou que a água morna molhasse todo seu corpo. Estava quase terminando de se banhar quando ouviu batidas na porta e, uma voz conhecida e que amava chamou por ela.
— Sara?
— Oi!
— Posso entrar?
Ele não pediria se não estivesse apertado, e como ele sabia que lá havia um box, então não teria problema, pois não a veria tomando banho. Não que não quisesse, mas...
— Pode. — ela respondeu.
— Desculpa, é que estava apertado. — diz depois de dar a descarga.
— Não precisa se desculpar, Griss. Pode entrar quando quiser. — disse tirando todo o sabão do corpo.
— Você melhorou? — encostou-se na parede.
— Melhorei um pouco depois que dormi. Por isso só estou tomando banho agora.
— Você tem se alimentado direito?
— Mais ou menos.
— Mais ou menos, Sara? — perguntou indignado e repreendendo-a.
— Ah Griss. Eu fico sem apetite.
— Mesmo assim, honey. Tem que se alimentar direito. Vou ficar de olho em você.
— Super protetor, é? — sorriu e desligou o chuveiro.
— Sempre. — sorriu também.
— Poderia me dar minha toalha?
— Claro. — Gil pegou a toalha dela, abriu o box e apenas estendeu o braço para entregá-la, sem olhar pra dentro.
Sara riu.
— O que foi? — ele perguntou sem saber o motivo de seu riso.
— Até parece que nunca me viu nua. — sorriu.
Ele sorriu também.
— Eu só não quero invadir sua privacidade.
Sara se secou ali mesmo, enrolou-se na toalha e saiu do box. Soltou o cabelo e foi até ele. Gil adorou vê-la enrolada na toalha, mostrando aquelas lindas pernas. Sara lhe deu um beijo curto e foi até o porta toalha pegar suas vestes.
— Quer que eu saia?
Ela sorriu.
— Não precisa se não quiser. — para poder vestir a lingerie, ela deixou a toalha cair no chão.
“Me ganhou com seu sorriso, me conquistou com seu olhar, me enlouqueceu com seu corpo de mulher, que não consigo parar de olhar. Seu sorriso é perfeito, seu olhar encantador, seu corpo uma beleza, e com tudo isso me conquistou.” ― Desconhecido
Sentiu-se um pouco envergonhada com seu olhar sobre ela, mas sentia-se bem com isso. Saber que ele a admirava, a desejava e a achava perfeita pra ele, era uma sensação incrível. Aliás, ele podia olhar. Não só olhar como tocar. Ela era namorada dele, e se tinha uma coisa que a deixava saciada era as mãos dele em seu corpo.
Sara vestiu a calcinha e quando foi colocar o sutiã, pediu a ajuda dele. Não precisava, mas ela quis. Posicionou em seus seios e ficou de costas pra ele.
— Fecha pra mim?
Ele se aproximou devagar e quando foi fazer o que ela pediu, tocou em sua pele macia. Sara sentiu um arrepio e puxou o ar.
— Pronto.
— Obrigada. — sorriu.
— De nada. — ele retribuiu.
Sara pegou seu pijama e reparou em uma coisa que não reparou quando o pegou.
— Droga.
— O que houve?
— Peguei o pijama errado.
— Qual o problema desse aí?
— Esse está rasgado. — fez careta.
Ele riu.
Sara tinha que pegar outro, mas estava frio pra sair só de lingerie do banheiro.
— Poderia ir pegar outro pra mim?
Antes dele dizer algo, ela logo tratou de acalmá-lo.
— Não vai estar invadindo minha privacidade, eu juro.
— Certo. Onde está?
— Segunda gaveta... à esquerda.
— Segunda gaveta à esquerda. — ele repetiu.
— Isso.
— Tem algum específico?
— Não. Pode pegar qualquer um.
— Ok. — Gil saiu do banheiro e foi até o quarto dela.
Abriu a segunda gaveta em questão e não era a dos pijamas, e sim de camisolas. Sara preferia usar pijamas, mas isso não significa que ela não tinha camisolas, uma mais sexy que a outra. Gil até engoliu a seco. Pegou uma preta quase transparente pra olhar e abriu um pouco a boca um tanto admirado. Imaginou Sara a usando. Levou a peça até o rosto e aspirou o tecido. Que cheiro maravilhoso! Uma das coisas que Gil mais amava em Sara, além do sorriso, da voz e de muitas outras coisas, era seu cheiro. Ela tinha um cheiro que o deixava embriagado, um cheiro que o deixava louco. Tratou logo de devolver a peça ao seu devido lugar e olhar a outra segunda gaveta. E lá estava os pijamas. Observou alguns deles e sorriu. Alguns tinham ursos, cãezinhos, flores, bolinhas, e alguns sem estampa alguma. Ela de fato adorava pijamas. Pegou um da calça azul marinho e blusa cinza com o desenho de um panda estampado no meio, e voltou ao banheiro.
— Não estava na da esquerda.
— Ah, eu sempre confundo. A esquerda é das camisolas né?
— É.- sorriu meio envergonhado, pois tinha aspirado o perfume de uma delas, mas ela não precisava saber. Resolveu não olhar nos olhos dela quando respondeu, ela podia desconfiar e até ter a certeza do que ele fez. _ Pode ser esse? — entregou a ela.
— Pode sim. Obrigada.
— Dei uma olhada neles. — sorriu.
— Parecem infantis né? — ela riu.
— É, mas acho que combinam com você.
— Sou infantil? — ela brincou.
Gil não tinha ideia de como ela era de verdade, no fundo Sara parecia uma criança, adorava desenhos – o que ele já sabia – e gostava de brincar de algumas coisas também. Pegou esse gosto de brincar e jogar de Rayle em São Francisco, antes de ir morar em Vegas. Coisas que melhores amigas malucas faziam juntas.
— Não, claro que não. É que são fofos.
— Me acha fofa? — ela abriu um lindo sorriso. Ele quase não resistiu.
— Acho. — sorriu mostrando sua timidez.
Sara vestiu o pijama e calçou o chinelo. Pendurou a toalha no porta toalhas e foi até ele. Ela sabia o quanto ele estava inseguro. Ela tinha medos como ele e era tímida também, mas estava aprendendo a lidar com isso, assim podiam levar o relacionamento mais naturalmente e sem medo.
— Relaxa Griss. Sou sua namorada, lembra?
— Eu sei, é que... É tudo muito novo pra mim.
— Pra mim também é. Com o tempo a gente se acostuma.
Trocaram um sorriso e Sara lhe deu um beijo na testa. Ele fez o mesmo com ela.
Sara pegou sua mão, o levou até o quarto e foi até seu guarda roupa passar seu perfume. Em seguida foi até ele enlaçando seu pescoço.
— Vai dormir aqui?
Ele abraçou sua cintura.
— Adoraria.
Sorriram e trocaram um beijo longo.
— Vem. — ela pegou sua mão ao finalizarem o beijo e ambos se deitaram na cama.
Sara apoiou a cabeça e uma das mãos no peito de Gil e suspirou. Com uma das mãos, Gil acariciou seu braço e com a outra seus cabelos.
Não demorou muito para adormecerem.
Era tudo questão de tempo. Logo, logo eles se acostumariam com a rotina de um casal e aprenderiam a dividir o tempo pra poderem ficar juntos.
Fale com o autor