Notas iniciais
Oi! :3
A inspiração surgiu do nada. Como sempre acontece comigo.
Dedico às minhas amigas virtuais: Adrenaline Motivation, Plust, Larissa e, obviamente, as pessoas que lêem as minhas fics. Já considero vocês praticamente minhas (meus) amigas(os) ^^

Era tarde da noite na residência dos Way’s. Gerard mexia em seu computador, aparentemente com sono. Porém, se recusava a sair da frente da tela luminosa de cristal líquido, por mais que o cansaço lhe dominasse.

O motivo disso?

Um menino cujo nome era desconhecido, mas que era reconhecido apenas como “F”.

Gerard conheceu esse seu amigo em uma rede social qualquer, enquanto procurava imagens para reproduzir no papel. Após muito pensar, tentou se aproximar do tal garoto e os dois descobriram que tinham muita coisa em comum: Ambos moravam em Newark, gostavam das mesmas bandas, dos mesmos filmes... Enfim, os dois podiam conversar sobre praticamente qualquer coisa e, muito provavelmente, teriam uma conversa interessante.

Basicamente, os dois eram melhores amigos, mesmo sem nem saber os nomes um do outro.

F:

Por acaso você já gostou de alguém?

G:

Claro que já. Por que a pergunta?

F:

É porque eu acho que estou gostando de alguém...

G:

Sério? De quem é?

F:

Uma... Pessoa que eu conheci faz pouco tempo. O problema é que eu não sei como falar isso pra... Pra ele.

G:

Ah, é um menino?

F:

Sim...

G:

Simplesmente chegue para ele e fale o que você sente. Tenho certeza de que ele vai ser compreensivo. Além do mais, por que ele te rejeitaria? Você é fofo, engraçado, inteligente e bonito!

F:

Só você que acha isso... Mas e quanto a você? Gosta de alguém?

G:

Na verdade, sim. Um menino lá da escola. Mas ele não é da minha sala. Acho que é um ou dois anos mais novo que eu, mas eu tenho vergonha de falar com ele.

F:

Não deveria ter... Quem sabe ele também te ama?

G:

É... Talvez.

F:

Enfim, eu tenho que ir. Tenho escola bem cedo.

G:

É, eu também. Vai entrar amanhã?

F:

Claro. Você também, não é?

G:

Como sempre! Te vejo amanhã então.

F:

Até.

Com isso, Gerard foi dormir, ainda pensando em seu amigo virtual.

–X-

No dia seguinte, Gerard acordou cedo, como sempre fazia. Arrumou-se e desceu para tomar o café da manhã, encontrando sua mãe e seu irmão na mesa. Seu pai já havia saído para o trabalho.

–Bom dia, querido. – disse sua mãe, beijando sua testa. Gerard murmurou um “bom dia” nada animado e se sentou ao lado do seu irmão Mikey.

Mikey tinha quatro aninhos e era uma criança extremamente fofa e adorável.

–Bom dia, Gee! – exclamou ele, sorrindo de orelha a orelha.

–Bom dia, Mi. – ele bagunçou os cabelos do menor. Gerard era um pouco superprotetor quando o assunto era “Mikey”, e ele admitia isso. Ele amava muito seu irmão menor.

–O que é isso debaixo do seu olho? – perguntou ele, curioso.

–Passou a noite inteira no computador de novo, Ger? – perguntou sua mãe, desapontada e levemente irritada, examinando as olheiras do filho.

–Desculpe. – disse ele.

Ela suspirou e lhe passou o suco de laranja.

–X-

Poucos minutos depois, Gerard e seu irmão saíam em direção à escola, conversando calmamente.

–Gee, por que você passa tanto tempo no computador?

–Porque eu tenho um amigo lá... E ele é importante pra mim.

–Por que você não se encontra com ele?

–Porque eu não o conheço pessoalmente, Mi.

Ele parou de andar e fez uma carinha pensativa.

–Mas devia! Se vocês são tão amigos...

–Eu sei, mas... É complicado, Mikey. Vem, a gente vai se atrasar. – disse ele, puxando o menor, obrigando-o a andar.

–X-

Quando os dois chegaram à escola, Gerard se despediu carinhosamente de Mikey e foi para a sua sala. Subiu as escadas, passando pelo corredor que mais gostava: o corredor da oitava série. Era lá que podia passar e dar uma vislumbrada em Frank, que era o garoto pelo qual estava apaixonado.

Gerard passou lentamente na frente da porta do sétimo ano, observando o menino de cabelos negros e olhos verdes. Possuía um piercing na boca e estava sempre sentado em uma das cadeiras do fundo, aparentemente ignorando toda a balbúrdia em volta e mais concentrado em seu livro, iPod ou qualquer coisa que estivesse carregando.

O maior suspirou e se dirigiu até a sua sala, que era no fim do corredor. Ele sabia que nunca poderia tê-lo.

No meio da aula de história, enquanto quase dormia, Gerard recebeu uma mensagem no celular. Franziu a testa e pegou-o discretamente, sem que o professor visse.

Hey, G! Pode falar?

Gerard sorriu ao ver o número de seu amigo “F” e respondeu:

Claro, só estou na aula de história. O que foi?

Poucos minutos depois, recebeu como resposta:

É que era importante... Eu precisava falar com você...

Gerard respondeu:

Pode falar.

Desta vez, ele demorou um pouco para obter uma resposta:

Lembra daquela vez em que você mencionou que estudava na escola de Newark? Então... Eu queria te encontrar. Tipo, de verdade.

Gerard ficou paralisado e arregalou os olhos. Ele queria responder logo, porém, não pôde, porque o professor passou bem perto dele. Ao vê-lo se afastar, Gerard digitou:

Sério? Mas... Nós nem sabemos o nome um do outro, não nos conhecemos de verdade...

O outro respondeu:

Eu sei, parece estranho. Na verdade, é estranho sim... Mas eu só estou dizendo o que sinto. Escuta... Eu só queria te encontrar.

Eu tenho aula de artes agora, portanto, peço que me encontre na saída da sua escola... Não se preocupe, eu não vou fazer nada com você, eu prometo.

–F

Essa foi a última mensagem que Gerard recebeu dele, antes de ser obrigado a desligar o telefone por uma ordem do professor.

–X-

Naquele dia, Gerard esperou pela saída com muito nervosismo. O sinal que iria bater seria praticamente o sinal de sua morte. Sabe-se lá que tipo de pessoa seu “amigo” poderia ser. Claro, havia uma chance de ele ser um garoto normal, mas ele podia ser alguém com... Digamos... “Intenções não tão boas”.

Finalmente, o sinal de saída bateu e Gerard não sabia se devia guardar rapidamente o seu material ou se devia ser o mais lento possível.

Na falta de uma ideia melhor, resolveu simplesmente guardar as coisas em um ritmo normal.

Ao colocar o último livro dentro da mochila, Gerard não pôde mais aguentar e saiu correndo corredor afora, rumo à saída. Ao chegar aos portões de ferro de sua escola, virou o muro e deu de cara com Frank Iero, que estava recostado no muro branco da escola, entediado.

Este último franziu a testa.

–Você é o Gerard Way, não é? Do primeiro ano.

–S-sou... – respondeu ele, com a voz fraca, tentando se controlar.

–O que está fazendo aqui?

–Eu... Estou esp-perando alguém.

–Ah... Eu também. – mais uma vez, ele franziu a testa – Não que seja da minha conta, mas quem está esperando?

–Um amigo... Virtual...

Ele arregalou os olhos.

–G?!

–... F?! – o maior também arregalou os olhos.

–Eu não acredito nisso... – ele parecia não saber o que dizer, assim como Gerard.

–N-nem eu...

–Não, não. Não é o fato de você ser o G. É... É outra coisa.

–E o que seria? – indaguei, sem jeito. Ele suspirou e corou violentamente.

–Eu... Lembra que eu te falei que gostava de alguém?

–Sim.

–Eu... É... Você era essa pessoa. – disse Frank, envergonhado – Bem antes de nós começarmos a nos falar na internet, eu via você no recreio todos os dias aqui na escola e... Acabei me apaixonando.

Gerard não respondeu. Seus pensamentos estavam confusos.

–Se você quiser me ignorar e nunca mais falar comigo, eu vou entender! Juro! Eu sei que isso não é uma coisa normal, e... – Gerard calou-o com um beijo em seus lábios rosados. Os dois ficaram assim, com os lábios colados, por uns bons segundos. Frank correspondia com toda a alegria do mundo, acariciando sua nuca, enquanto Gerard segurava-o pela cintura.

Ao se afastarem, ambos estavam corados. Gerard acariciou a face do menor e sussurrou em seu ouvido:

–Frankie... Eu sempre gostei de você... Mas nunca tive coragem para contar...

Frank estava à beira de lágrimas de tão feliz que estava. Um sorriso bobo estava estampado em sua face.

–Gee... Eu te amo muito. – dito isso, eles juntaram seus lábios novamente.

–Eu também te amo, meu pequeno...

–X-

Vários anos depois

–Chega, Gerard! Eu não aguento mais! Todos os dias você sai com esse tal “amiguinho” seu e me deixa sozinho aqui em casa! Como você acha que eu me sinto?!

–Frank, ele é um amigo meu! Você não entende o que significa “amigo”?! – já era a sexta ou sétima vez que os dois brigavam por causa do novo colega de Gerard. Era um garoto novo que começara a trabalhar junto com ele e, ocasionalmente, os dois saíam juntos à noite. Isso muito incomodava Frank, que se sentia enciumado.

–Entendo, mas parece que você e ele são MUITO MAIS que amigos!

–Sabe por que eu não amo ele? Porque todo meu amor pertence a você, Frank! Meu coração pertence a você!

Lágrimas já escorriam do rosto do menor.

–Voc-cê não sabe o quão grand-de é o m-meu medo de t-t-te perd-der, Ger... – soluçou ele – E-eu não sei o que faria sem v-você...

–Eu sei, meu amor. Eu não vou te deixar por causa de um simples colega de trabalho. Você significa muito mais pra mim. Sei que não tenho te dado a atenção que você merece, eu sinto muito por isso, mas eu te amo mais do que tudo nesse mundo, meu Frankie... – disse o maior, abraçando-o carinhosamente. Frank ainda soluçava, mas já tentava parar de chorar. Gerard encostou seus lábios no do menor e colou suas testas.

–Gee... M-me desculp-pa... Eu agi c-como um idiot-ta... Me desculpe... – Frank beijou o pescoço de Gerard, enterrando o rosto logo em seguida. O menor brincava com o anel de noivado que tinha ganhado poucos dias antes.

–Você não agiu como um idiota, Frankie... Só ficou com ciúmes, eu entendo... Mas nunca se esqueça de que eu não vou te trocar por uma pessoa qualquer que apareça na minha frente... Nós tivemos uma história juntos, e você sabe disso...

Frank riu baixinho ao se lembrar de como os dois se aproximaram.

Sim, Frank amava a internet.

Notas finais
Argh, não consigo deixar o final como eu quero. Que ódio.
Bom... Vai ficar assim mesmo porque a imaginação não deixa eu avançar.
Beijo -q
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!