Love Starts With A Drink
13 Capítulo 13
Ficamos mais um tempo por ali, aproveitando aquela brisa gostosa até o por-do-sol, uando Adam me convidou para jantar com ele. Fomos a um pequeno restaurante ali perto e, enquanto esperávamos a comida chegar, conversamos um pouco sobre o almoço com a família dele.
— E então, o que você achou dos meus pais e da minha irmã?
— Sua irmã parece ser uma pessoa bem... animada, só espero que ela não sofra como eu sofri por aquele... aquele... – disse, já com lágrimas nos olhos.
— Calma meu amor, aquele canalha nunca mais vai chegar perto de você – Adam falou tentando me acalmar
— Eu sei, é que só de lembrar pelo o que ele me fez passar... – disse, tentando me acalmar
— Acalme-se querida, não vale a pena chorar por quem não te merece – disse carinhosamente – por que você não vai ao banheiro limpar esse rostinho? – falou acariciando meu rosto
— Tu-tudo – disse me levantando e tentando esconder minhas lágrimas.
Fui andando calmamente até o banheiro por medo de cair se fosse mais rápido. Assim que cheguei lá dei graças a Deus por estar vazio. Lavei bem o meu rosto e tentei me acalmar. Logo que me acalmei, voltei até a mesa onde Adam me encarava preocupado.
— Você está melhor agora? – foi a primeira coisa que Adam me perguntou quando voltei à mesa.
— Sim, já estou melhor, mas ainda assim não quero falar... dele – falei, tentando evitar pensar naquele que me fez tão mal.
— Tudo bem, eu entendo. – disse Adam com uma voz que demonstrava que estava com... raiva, talvez.
Logo nosso jantar chegou e comemos no mais completo silêncio, um silêncio desconfortável. Terminamos de comer e ele me perguntou se eu queria mais algo. Respondi-lhe que não e ele se levantou e disse que iria pagar a conta.
Assim que Adam voltou, fomos em direção ao seu carro. O caminho até minha casa nunca me pareceu tão longo, tão torturante. Adam dirigia rapidamente sem trocar sequer uma palavra comigo. Quando o carro parou na frente da minha casa tentei quebrar aquele silêncio incomodo.
— Meu amor, por que você está tão bravo comigo? – perguntei-lhe calmamente.
— Quer dizer que agora eu sou o seu amor?– ele perguntou-me com raiva – não pareceu que me amava quando começou a chorar por seu ex!
— Mas...mas eu chorei por relembrar tudo o que ele me fez passar...eu não o amo, eu amo você Adam! – exclamei desesperada.
— Ah, estão por que você está chorando com ele se você não o ama?
— É que ve-lo me lembrou de todas as coisas ruins pelas quais ele já me fez passar
— Que coisas ruins? Você nunca tocou nesse assunto
— Ah, é que são coisas que eu preferia esquecer
— Mas o que ele fez de tão ruim?
— Eu nunca te contei antes, pois esse é um assunto do qual eu prefiro não falar, mas quase no fim de nosso namoro Charlie acabou por me bater por eu me negar a ir para a cama com ele.
— Nossa, mas eu não tinha ideia. Isso é caso de polícia.
— Mas isso já é passado, é uma coisa da qual eu prefiro esquecer. Só me senti mal por ve-lo.
— Você não quer que eu entre e fique com você até você se sentir melhor?
— Se você não se incomodar?
[...]
Namoramos firme durante 7 meses, porém eu sentia que nossa relação não era o suficiente para Adam. Afinal, em todo o tempo que namoramos, nunca fizemos sexo. Resolvi que era hora de darmos um tempo em nosso relacionamento.
— Adam? – chamei-o enquanto ele estava quase dormindo deitado em meu colo – E-eu preciso falar algo muito importante com você.
— O que foi, meu amor? – perguntou ele se sentando rapidamente.
— Eu acho que é melhor darmos um tempo no nosso relacionamento...
— O QUE? MAS POR QUE?
— Eu acho que nós começamos a namorar muito rapidamente... antes de nós termos certeza de que queremos ficar juntos mesmo devemos conhecer outras pessoas...
— Mas a nossa relação não está sendo o suficiente para você?
— Não. – doeu-me muito dizer aquilo e antes que as lágrimas começassem a rolar, sai rapidamente dali.
Acredito que tenha sido mais fácil assim, daria mais chances de Adam ser feliz mesmo sem mim. Chorei muito trancada em meu quarto naquele dia e Lilly veio me consolar, mas mesmo assim permaneci chorando até o outro dia.
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