Love Portal
2 Capítulo 2 - We do what we must because we can.
Notas iniciais
Pra esse capítulo, o mesmo video (http://www.youtube.com/watch?v=j0jxana7SEc) do minuto 2:00 até 7:30.
Só quem quiser ver pra acompanhar, claro. Eu não coloquei todas as falas da robô nem descrevi todos os testes, senão não sairia disso nunca '-'
Boa leitura :)
Saí do elevador e passei por um corredor onde uma placa enorme e luminosa na parede se acendeu, exatamente como a que eu já havia visto, dessa vez com um grande número "01". Aproximando-me, eu pude ver, em uma letra pequena, os números "01/19", e agora entendi. Então eu teria dezenove desses testes para fazer?
Continuei andando e vi que teria de pular para um lugar mais abaixo quando o chão acabou. Fiquei um pouco apreensivo, mas fui mesmo assim, e percebi que não sentira nada com a queda. O tal equipamento em minhas pernas não me deixou sentir. Seguindo essa lógica, eu poderia pular de alturas enormes sem me machucar!
Até agora ainda estava tudo bem. Olhei para os lados e vi a porta de saída à frente, um cubo de um lado e um botão do outro. Só que paredes de vidro me impediam de chegar em todos esses lugares. Vire-me para trás e percebi um portal laranja novamente.
— Por favor coloque o Cubo sobre o Muito Importante Super-Botão Super-Colisivo de 1500 Megawatts da Aperture Science.
Eu ri. Pelo menos isso eu ainda conseguia.
O portal azul estava aparecendo alternadamente nos três lugares que eu teria que ir. Esperei que ele aparecesse na parede em frente ao cubo, entrei, peguei o objeto e voltei. Aguardei até ele aparecer junto do "super-botão" – que era igualzinho ao da primeira sala – coloquei o cubo lá e depois só precisei esperar que ele aparecesse na sala da porta para conseguir sair.
— Perfeito. Por favor saia rapidamente, pois os efeitos de exposição prolongada ao Botão não fazem parte desse teste.
Ri novamente. Será que colocaram essas frases na robô para me animar ou não perceberam o senso de humor nelas?
Novamente passei por um corredor, pela parede de partículas sei-lá-o-que e entrei em um elevador. Na próxima sala, uma tela luminosa igual à anterior me avisou que eu estava no teste 02. Através de uma parede de vidro, eu pude ver um equipamento... algo como uma arma, no centro da sala, girando e jogando uma luz azul para todos os lados... não, não era uma luz. Estava jogando portais!
— Você está indo muito bem! Por favor esteja avisado que gosto de sangue na boca não faz parte de nenhum protocolo de teste, mas pode ser, em casos semi raros, um efeito colateral da Grade de Emancipação de Material da Aperture Science.
Ah... que ótimo. Acho que eu ganharia mais se ignorasse o que ela fala na maior parte do tempo.
Uma porta se abriu, eu desci por uma escada e um portal azul apareceu, atirado lá pela arma. Entrei por ele e continuei, pulando para baixo ao ver o “atirador”. Peguei-o imediatamente e o analisei; era grande, branco e um tanto esquisito, mas confortável de se segurar.
— Muito bem! Você agora está com a posse do Aparelho Portátil de Portal da Aperture Science. Com ele, você pode criar seus próprios portais. Essas passagens interdimensionais são comprovadamente seguras. O aparelho, por outro lado, não é. Não toque no fim do Aparelho. Não olha diretamente para o fim do Aparelho. Não coloque o Aparelho sob líquido, mesmo parcialmente. E mais importante, sob nenhuma circunstância você deve...
A voz falhou de novo. É, é isso, vou ignorá-la.
Cheguei ao teste número 03. Do outro lado de um enorme buraco, estava um portal laranja. Pensei por um momento e puxei o gatilho do tal aparelho, mirando-o na parede ao meu lado. Um portal azul se abriu e eu fui para o outro lado, repetindo então o processo quando descobri outro buraco antes da porta de saída.
— Muito bem! Lembre-se, O "Dia de Trazer Sua Filha para o Trabalho" da Aperture Science é uma ótima oportunidade para testá-la.
Por que diabos eu traria uma filha para um negócio desses?
Prossegui para o elevador novamente.
— Bem-vindo à câmara de teste quatro. Você está indo muito bem.
Sei, sei.
Dessa vez tive que pensar por mais um minuto antes de compreender o que fazer. Descobri uma opção no aparelho de portais que “segura” objetos, fazendo-os flutuar à minha frente. Assim eu não precisaria deixar a arma de lado para carregar cubos e outras coisas. Muito bom. Mas então, como passar desse teste? Tinha um cubo em um buraco, um portal laranja próximo a um botão... Bingo.
— Mais uma vez, excelente trabalho. Como parte do protocolo de teste, nós não iremos monitorar a próxima câmara de testes. Você estará inteiramente por sua conta. Boa sorte!
Isso me assustou um pouco... mas eu estava até me divertindo, de certa forma. Ainda queria entender o que estava acontecendo comigo, mas cada teste estava sendo um desafio interessante. Percebi que estava com vontade de provar para a robô que eu conseguiria passar pelo próximo sem a ajuda dela. Não que ela estivesse me ajudando até agora, claro.
Esse foi um tanto mais demorado. Dois botões para abrir a porta, dois cubos em locais diferentes, um portal laranja sobre uma plataforma. Mas por fim, eu consegui, e caminhei para a saída com um sorriso orgulhoso no rosto, esperando que a robô me elogiasse.
— Como parte do protocolo, nossa última afirmação sugerindo que não iríamos monitorar essa câmara foi uma fabricação.
Ahn... ela quer dizer mentira? Por que ela mentiu?
— Bom trabalho! — ela continuou enquanto eu andava. — Como parte do protocolo, nós iremos parar de embelezar a verdade em três... dois... um.
Certo, que seja. Teste 06.
Agora as coisas estavam ficando diferentes... as paredes não eram as mesmas. Pareciam um metal preto ou algo que o valha. Joguei um portal em uma dessas paredes somente para constatar o que eu já imaginara; não funciona. O portal só se abre nas superfícies lisas pelas quais eu estava passando até agora. Elas deviam ser feitas de algum material especial.
Analisei a câmara; eu só poderia jogar o portal no chão e no teto. E bem no meio do lugar, um tipo de bola de energia flutuava para cima e para baixo, batendo em um portal laranja que estava fechado... A robô me avisou para não tocar nessa bola, pois seria perigoso. Mas eu não precisava tocar.
Bam. Um portal azul no teto, e a bola passou por ele para um aparelho no chão que a aprisionou e fez uma plataforma se mover. Não me importava como isso acontecera; fui até a plataforma, esperei-a subir e lá estava eu indo para mais um elevador.
— Inacreditável. Você -nome do sujeito aqui— deve ser o orgulho de –cidade natal do sujeito aqui.
Que lindo. Eles poderiam ter pelo menos colocado meus dados no código de fala da robô, não? Pelo menos assim eu descobriria qual era minha cidade natal. Apesar de que isso não iria me ajudar muito agora.
Câmara de Teste 07. Era possível ver uma sala logo acima, atrás de uma parede de vidro. Lá estavam algumas cadeiras, mas... alguém não devia estar lá, observando? Não existia absolutamente nenhum sinal de vida naquele lugar, apesar de eu ver inúmeras câmeras em todo canto por onde eu passava. Mas tinha que ter alguém, como a robô estaria funcionando e falando comigo? Não é como se ela tivesse vontade própria... não, claro que não.
Tive mais uma vez que usar o portal para transferir uma bola de energia para o lugar certo e uma plataforma para sair, mas não foi tão difícil. Ela até me elogiou.
O que estou pensando? Não importa se ela me elogiou, ela está programada para fazer isso. Ignore-a, Gerard.
Teste 08. Fui andando e descobri um enorme buraco... cheio de um estranho líquido verde ou marrom, não consegui distinguir. Mas ele não parecia ser nada bom.
— Por favor saiba que nós adicionamos uma consequência para falhas. Qualquer contato com o chão da câmara resultará em uma marca de "insatisfatório" na sua ficha oficial de teste, seguida por morte. Boa sorte!
Certo, então eu tenho que...
Espera. O quê?
Morte? Morte?
Notas finais
Gerard forever alone respondendo mentalmente a uma robô -q
Qualquer pergunta, falem, ok?
Beijos, espero que tenham gostado.
Agora eu vou passar o dia lá na casa do meu pai, faz tempo que não passo um tempo com ele *-*
Até o próximo ♥
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