Love Playing

9 CAPÍTULO 9- DESPERTADO


Notas iniciais
1-Estou postando esse capítulo em plena madruga então acho bom vocês amarem, kkkk brincs.
2- Não tenho muita coisa pra dizer hoje.. Só que segunda minhas aulas recomeçam e bem, vai ficar complicado postar mas não abandonarei aqui, então sejam pacientes.
3- Uma dúvida que eu sempre tenho quando estou escrevendo a fic, é se o ritmo está agradável sabe? Não quero fazer nada muito lento e nem nada muito rápido, espero que estejam gostando.
4- Apreciem o capítulo.
ps: como sempre digo, ortografia, tento revisar, se escapar algo,me avisem por favor e me desculpem !

'' Ás vezes adormecemos dentro de nós mesmos, apenas o que ouvimos é a nossa respiração falha apontando ainda uma existência, precisamos acordar,precisamos sentir a dor , precisamos provar do mais doce sabor e do mais amargo , precisamos estar vivos, novamente.''


Eu estava certo, sabia que estaria, realmente o dia não fora nada favorável. Além de ter levado um gelo do Iero, havia tanta materia para copiar que minhas mãos doíam, para piorar uma dor de cabeça daquelas... A única coisa que me restou foi ficar desenhando coisas aleatórias no caderno, em um resultado final medíocre demais para algum reconhecimento, uma arma dilacerando um coração ao meio, dando contraste maior a arma e deixando o coração um tanto apagado. Diria que pior do que tudo isso, era ter que suportar Ray e toda a turma me fazendo perguntas assim como Mikey que não parava de perguntar como tinha sido, quase deixando escapar ali mesmo, para o pessoal, aquele assunto. Depois, na saída, eu vi Iero saindo, ele ainda parecia distante, calado, Quinn estava ao seu lado mas eles não conversavam, eu queria ir até lá e falar com ele mais uma vez, no entanto, não queria ser mandado embora daquele jeito de novo, nem mesmo sabia porque aquilo me importava tanto, tinha sido apenas um beijo afinal.

Estava em meu quarto, deitado , vendo MTV, como sempre quando ouvi alguém bater na porta.

– Entre. — Disse indiferente.

– Ger? — Mikey chamou abrindo um pouco da porta.

– Sim?

– Podemos... Conversar? — Pediu.

– Entre. — Repeti e abaixei um pouco o volume da TV.

Ele adentrou o quarto com cuidado, rondeou minha cama e depois se sentou, suspirou e me encarou, era difícil vê-lo assim.

– Não, o que quer que seja. — Adiantei já com um mal pressentimento.

– Por favor deixe-me falar. — Seus olhos foram firmes.

– Tudo bem. — Bufei e já ficara impaciente.

– O papai e a mamãe querem que eu vá numa viagem da empresa, representar um novo produto. -Falou paciente.

– Eles querem... É lógico que eles querem! — Aumentei meu tom de voz. — Querem é tirar a única pessoa que me entende nessa casa.

– Calma , Gerard. Não é isso, eles precisam de mim lá e vai ser rápido.

– Eles precisam de você lá? Precisam que você consiga o investimento e dê dinheiro para eles! Como sempre! Não acredito que você vai se portar a isso. — Levantei com o sangue fervendo nas veias.

– Gerard, calma aí. Vamos conversar.

– Conversar? Pra quê? Já sei que você vai me deixar mesmo. — Corri em direção a porta.

– Peraí, Ger! Não é nada disso.

– Sei bem o que é. — Fechei a porta com força.

Andava rapidamente pela casa, até chegar em um quarto de hóspedes, me tranquei lá e me pus a desabar na cama, aquele dia definitivamente não estava sendo bom, nada bom. As lágrimas caíam quentes por meu rosto, eu estava com raiva, estava triste, estava me sentindo um tolo,não queria chorar, fazia muito tempo que estava acumulando tanta coisa dentro de mim mas eu não podia me permitir ser fraco daquele modo, eu estava sendo infantil e doía admitir aquilo. Não demorou muito para que Mikey batesse na porta e insistisse para que eu abrisse para falar com ele, me vencendo pelo cansaço, abri a porta ainda de cara fechada e me sentei na cama.

– Não queria que você encarasse as coisas assim. — Disse lamentando e me fitando.

– E como você queria? Fogos de artíficio? — Sorri sarcástico despejando minha ira.

– Que estivesse feliz por mim. — Suspirou e seus olhos focaram nos meus.

Eu já tinha ido longe demais, já tinha estragado muita coisa, mesmo com tanta raiva dentro de mim e estando chateado eu precisava concertar aquilo,ele não era outra pessoa, era Mikey, meu irmãozinho.

– E eu estaria... Mikey — O chamei o encarando. — Eu estou feliz por você, só queria que não fosse nossos pais sabe? Eles são tão... Capitalistas. Você é um ótimo garoto, tem habilidade para negócios e eu sei que vai se dar bem e isso fará com que nossos pais continuem colocando você nessas viagens até você estar totalmente infiltrado nesses negócios e qualquer um diria que é ótimo contudo eu penso que não, eu imaginava algo diferente pra você.- Suspirei e não conseguia mais o olhar.- Se quer saber, você sempre terá sucesso nas coisas que você faz, acredito em você! Eu só não... Não quero perder você, eu já não tenho mais ninguém nessa casa. — Admiti por fim vencendo minha barreira emocional.

Ele sorriu e se aproximou, me abraçou com força e eu soube que era exatamente daquilo que eu precisava, agente não tinha um contato assim desde... Muito tempo e por mais que eu não reconhecesse eu sentia falta e agora eu nem ao menos teria chance, quando finalmente as coisas estavam melhorando.

– Ge, lembra daquele dia ,quando crianças,que agente estava brincando de pega-pega aqui em casa e eu quebrei um vaso da coleção da mamãe? Eu sabia que ela iria ficar furiosa e chorei de medo dela descobrir tudo, você me prometeu que nunca contaria nada e disse que sempre teríamos um ao outro e depois... Quando ela exigiu que contássemos quem foi, você assumiu a culpa por mim, levou toda a bronca e ficou de castigo e mesmo assim você não se arrependeu do que tinha feito... Aquilo, eu nunca vou esquecer. Então, é como você disse há anos atrás, agente sempre terá um ao outro.

Aquelas lembranças invadiram minha mente e lembrei daquele episódio, eu não tinha medo do que podia me acontecer mas temia por meu irmão que estava desesperado na sala, com as lágrimas no rosto, lhe disse para ficar calmo e sabia que levaria uma bronca daquelas e ficaria de castigo por um bom tempo mas eu sempre soube que valeria a pena e eu nunca hesitaria em fazer de novo.

– Lembro... Você lembra a cara da nossa mãe quando contei ? — Ri um pouco – Ela parecia um fantasma e depois estava com tanta raiva... E sabe, eu não me arrependo. Só tenho medo de como as coisas ficarão sem você por aqui.

– É claro que eu lembro, foi um verdadeiro horror — Riu também.- Ge, eu sei que eles são linha dura com você e aliás com todo mundo mas você vai ficar bem e antes que perceba, eu terei voltado.

– Espero que sim... Aliás, quanto tempo? — Fiz uma careta como quem temia a resposta.

– Dois meses. — Disse calmamente.

– Vou ser massacrado, Mikey. — Resmunguei.

– Longe disso. — Sorriu.- Quando eu voltar, teremos muito tempo juntos, eu prometo. Você vai ver, iremos brigar por passar tanto tempo juntos até. — Gargalhou.

– Se aquela maldita empresa não te engolir. — Ri e revirei os olhos.

– Agora... Gerard, o que aconteceu hoje? — Disse ficando mais sério.

– Como assim? — Respondi alheio.

– Você sabe, quando foi conversar com o Iero, depois você não me disse mais nada...

Aquele assunto. Eu não queria ouvir aquilo, não queria mais pensar naquilo, não sei por que tinha me incomodado tanto levar aquele grande fora mas eu ainda não tinha encarado aquilo, estava evitando, fugindo, como fazia com quase tudo.

– Não disse mais nada porque não tem mais o que dizer. — Desconversei.

– Então as coisas não foram boas... — Insistiu.

– Não teve '' coisas''. — Suspirei alto e me deitei.- Não teve.

– Explique isso direito, Ge. — Pediu.

– Não vale a pena.

– Claro que vale, eu quero saber e você pode me contar, vamos!

– É só que eu sou um idiota, tá legal? Eu disse pra você que tinha sido só um beijo e também devia ter sido só isso pra mim.

– Então ele não gostou?

– Pior. Ele nem quis conversar, ele simplesmente me ignorou falando que estava ocupado e saiu andando. — Disse lembrando daquilo.

– Caramba. Eu pensava que ele... Bem, e agora?

– E agora nada, eu vou seguir em frente. Só tenho que fazer uma última coisa e depois não estarei mais ligado a Frank Iero e pronto!

– É uma pena... Vocês davam um belo casal.- Sorriu.

– Não tem a mínima graça, Mikey. — Bufei.

– Estou falando sério. Isso é tão estranho, ele só deve estar confuso.

– Oh claro, tão confuso que me deu um fora que deixou bem claro algo como '' não quero sua presença ''.

– Espero que vocês se acertem , até eu voltar.

– Não temos nada pra acertar. Ele vai seguir o caminho dele e eu o meu, difícil entender isso?

– Tudo bem. Só penso que ele seria alguém que vale a pena.

– Você nem o conhece, bestão.

– Não preciso.

– Agora , chega desse assunto, seu irritante. Quando você parte ?

– Essa é a parte delicada. — Correu os olhos para mim.

– Não. Não acredito. — Disse inconformado.

- Eles me querem lá o mais logo possível, Ge.

- Mas tinha que ser hoje de madrugada já? Que merda.

– Infelizmente sim. Pense que estarei de volta mais rápido se for agora.

– E que amanhã acordarei e você não estará aqui por dois meses. O que falta piorar, por aqui?

– Calma, Gerard. Por favor, não se altere com nossos pais e tente encarar tudo isso, está bem? Me prometa.

– Ok, prometo, tentar.

– Já é alguma coisa. — Sorriu e se levantou. — Agora vem, me ajude com as malas.

– É só demonstrar que me importo e já faz de mim uma empregada? — Arqueei as sobrancelhas rindo.

– Difícilmente você conseguirá ser uma. — Riu alto e começou a andar.

– Ah , se fode, seu nerd imbecil. — Ri o seguindo até seu quarto.

Fomos para seu quarto e ali começamos a arrumar as malas dele, ele era tão organizado que já sabia, mesmo sem ter sido avisado antes, exatamente o que levar , já sabia o clima que faria e o que usaria, então não tivemos muito trabalho e em pouco tempo tínhamos acabado. Aproveitamos o pouco tempo que teríamos juntos até a hora e ficamos vendo alguns filmes de terror , até que nossos pais fossem bater na porta e acabar com tudo.

– Mikey? — Chamou meu pai .

– Sim..Entre.

– Você está pronto? — Minha mãe perguntou nos encarando.

– Estou. Já vamos? — Perguntou surpreso.

– Já. Você não pode atrasar o vôo, o próximo é só daqui a duas horas e você sabe como tempo é precioso nesses casos. — Advertiu nosso pai.

– Tudo é importante ,quando se trata de dinheiro pra vocês. -Sorri sarcástico.

– Gerard, querido, por favor não comece com isso, de novo. — Nossa mãe pediu embora soasse mais como uma ordem.

– Nem preciso.

– Sei disso , pai. Já fiz as malas e estou pronto, podemos ir. Você vem né, Ge? — Meu irmão indagou confiante.

– Para quê?Será rápido Mikey, não há necessidade. — Nosso pai argumentou.

– Não importa. Eu vou. — Confirmei e me pus de pé.

- Como queiram. — Desistiu por fim.

Descemos e fomos para o carro, logo estávamos no caminho do aeroporto e eu pensava que aquilo era tão difícil de suportar, já era difícil demais aguentar meus pais com Mikey ali, para me conter, imagine agora, que ele ficaria dois meses fora, as coisas ficariam bem feias. Não conversamos muito no carro pois eu odiava falar qualquer assunto com ele com meus pais por perto, eles sempre davam alguma opinião idiota ou algo típico deles, então tive de suportar minha mãe histérica dando dicas de como o Mikey deveria se portar e meu pai falando sobre negócios e de como ficaria orgulhoso se ele conseguisse fechar aquele contrato. Eu estava odiando tudo aquilo e não estaria ali, se não fosse pelo meu irmão. Pegamos um engarrafamento de vinte minutos e teria atrasado o vôo, se não tivéssemos adiantados, depois, já estávamos no grande aeroporto e meu corpo quis recuar, ficar ali e não encarar aquele momento porém era preciso.

Saí do carro,junto com meus pais e Mikey, o acompanhei por todo o processo de embarque, check-in e todas essas coisas, enquanto estávamos lá podia observar a imensidão de sentimentos que aquele lugar carregava, era angústia pela volta de alguém, era felicidade por embarcar em novos lugares, era esperança de uma nova vida para alguns , alguns seriamente envolvidos em negócios e outros apenas queriam uma viagem boa, em famíia. O processo também demorou um pouco, odiava toda aquela enrolação de embarque mas quanto mais rápido fosse mais rápido ele partiria e eu voltaria para casa, sozinho, com meus pais ou o que dava na mesma.

Pouco tempo e tinha chegado a hora, agora eu iria realmente ter que deixá-lo ir.

– Eu vou sentir sua falta,Gerard. Até mesmo dos seus xingamentos. — Riu.

– Eu sei que vai. — Fiz uma carranca. Também vou, sentirei muita falta de você.

Nos abraçamos forte e eu sabia que ele realmente estava certo, que eu estava certo, quando tinha dito que sempre teríamos um ao outro.

– Volte logo.

– Voltarei... Não se esqueça da promessa e de tudo que conversamos hoje. — Pediu atenciosamente.

– Não esquecerei. — Sorri e nos soltamos do abraço.

– Eu tenho que ir.- Disse com malas em mãos.

– Até mais , irmãozinho.

– Até. Gee. — Assentiu e começou a andar para o embarque, conversando com meus pais.

E ali, começaria o verdadeiro desafio, enfrentar tudo aquilo. Acordar e perceber que tudo aquilo era real.



Notas finais
1- E aqui acaba mais uma tonelada de '' Drama de irmãos , sentimentos de Gerard e ... As coisas só desabam pro lado do Gerard, o que acham que vai acontecer agora ?
* Gerard vai falar com Frank? Frank vai falar com Gerard?
* Agora sem Mikey a casa vai cair ?
2-E... estou preparando um capítulo mega especial, está chegando, fiquem atentos !
3- Como eu dizia nas notas iniciais, meu tempo se complica a partir de semana que vem, essa semana postei dois capítulos então posso dar uma atrasadinha no 10 né ? * aumenta a expectativa, ou não hihi.*
4-Espero que estejam gostando, essa fanfic significa tanto pra mim... Espero que com ela, consiga passar alguns dos sentimentos quando a escrevo.
5- Não deixem de comentar e obrigado a quem comenta, isso ajuda e muito !
6- Até o próx. capítulo!