Love Playing

15 CAPÍTULO 15- A LUZ


Notas iniciais
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SOUNDTRACK ( OPCIONAL MAS RECOMENDO)
One Republic - Secrets
( http://www.4shared.com/mp3/vBZdIUkK/One_Republic_-_Secrets__2010_.html )
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1- Heeeeeeey. Consegui postar hoje mas já tenho que advertir vocês que eu posso demorar na semana que vem e o motivo já sabem: ESCOLA!
2- Esse capítulo é enooooorme,fiquei até com medo de alguém se cansar lendo mas decidi manter no tamanho original.
3- Eu não tenho muito pra dizer hoje, só o mesmo de sempre, espero que vocês gostem e boa leitura !

'' Intensa e significante , a luz podia cegar meus olhos, ela estava ali para me orientar e me retirar de toda aquela escuridão embora muitas vezes me confundisse também.''



O sol ainda não tinha se posto mas definitivamente já não era tão cedo, ventava um pouco e isso fazia com que os galhos das árvores batessem uns contra os outros e caísse uma enorme quantidade de folha que voava carregada pelo vento , sem destino algum, apenas eram levadas por uma força maior.Apesar de estar sol, não era um belo dia, o céu não estava muito azul, na verdade estava mais para cinzento e depressivo, eu poderia ter pedido que o motorista me levasse até a casa de Frank mas não aquele dia, eu queria sentir um pouco da brisa em meu rosto, eu queria respirar e ter um tempo só para mim e meus pensamentos vagando dentro de mim, eu gostava da solidão ás vezes, na maior parte do tempo, eu gostava de dividir tudo só comigo mesmo, ter minha intimidade reservada porém era diferente com Iero, ele me fazia confiar nele, me passava uma calma que nunca ninguém tinha tido esse efeito, se não Mikey, ele realmente era especial. Ele era especial mas eu não sabia se queria dividir aquela situação de mais cedo com ele, meu peito estava pesado e meu corpo cansado, estava esgotado mentalmente , suspirei e respirei fundo . O caminho para sua casa não era longe mas também não era perto, uma distância considerável, quando sai de meu bairro e de todas as casas que eram extremamentes belas e decoradas, muitas até compostas de mármore , meu celular vibrou no bolso e eu o peguei lendo o nome de Ray na tela. Oh , problema.

– Oi? — Atendi a chamada .

– Oi? Que diabos de inferno é oi? — Toro gritou no telefone e parecia realmente irritado. Que merda , Way, você estava fazendo que porra para sumir total ontem e ignorar as quinhentas chamadas? Comendo alguém por aí?

– Você pode parar com o ataque , por favor? — Revirei os olhos e o xinguei mentalmente. Eu não pude ir e não deu pra avisar, tá legal?

– Hmmm. Muito convincente. Você '' não pode ir e não deu pra avisar'', então me diga Way, o que de tão importante você estava fazendo ?

– Panaca. Eu estava numa maldita reunião daqueles negócios dos meus pais, da empresa. — Péssima ideia Gerard, péssima ideia mas a única mais cabível.

– Ah, corta essa , eu sei que você nunca aceitaria fazer parte de uma reunião dessas... Você odeia. — Falou descarregando verdades sobre minha desculpa e a fazendo desmoronar.

– E continuo odiando. O que não quer dizer que eu não possa ser obrigado a fazer parte dessas porcarias. — Retruquei esperando que ali acreditasse.

– Hmmm. Quer saber Way, você está muito estranho, cada vez mais,alguma coisa está acontecendo e você sabe que vai acabar me contando.

– Você que está todo estranho, todo veado. Agora deu pra tirar satisfações de onde estou é?

– Não fui eu que beijei o Bert ! — Revidou acidamente. E além do mais, só perguntei porque me fez esperar que nem um imbecil naquele lugar. E tem mais... Você não vai acreditar. — Ele riu consigo mesmo.

– Vá se danar, Toro. — Bufei com a recordação. Já disse que não avisei porque não deu ! O que mais? — Perguntei receoso.

– Esse é o Gerard ! — Ele riu e depois continuou.- Acontece que fiquei esperando você lá e aí , adivinha quem chegou ? Quinn Allman. Cara, acredita que ele se sentou e ficou sozinho na mesa mais de uma hora? Tava na cara que ele ia se encontrar alguém e fico me perguntando quem diabos sairia com ele, além do mais ele saiu todo estressadinho de lá. — Ele gargalhou .

– Juro que você tem que revisar seus conceitos de coisas interessantes, palhaço. — Disse e me lembrei que Frank ia sair com Quinn naquela noite, ele realmente deveria ter ficado bravo, imagine então se descobrisse o motivo.

– Foi engraçado aquele loiro idiotinha esperando inultimente. Agora, Gerard, já que você furou ontem, aonde vamos hoje? Eu posso ir pra sua casa e agente joga video-game.

– Toro imbecil. — Suspirei e depois fui tomado pela surpresa, não sabia como iria me justificar dessa vez.- É que... Hoje não dá cara.

– Ah te fode Gerard Way, que porra que está acontecendo? Isso tudo está muito estranho, você realmente está me escondendo algo.

– É que não dá, vou ter que fazer algumas... Coisas hoje. Não estou escondendo porcaria nenhuma, seu paranoico.

– Está sim e eu vou descobrir, se não me contar. Afinal, que diabos você me esconderia?

–Você vai é se danar. Toro, é melhor se preocupar com a sua vida, acredite. — Suspirei e hesitei a hipótese daquilo acontecer.

– Você primeiro para de ir as festas,não comenta mais nada, depois fica estranho com todo mundo e monossílabo, fica evitando contato com a galera e agora até comigo! Alguma coisa tem...

– Ah Ray, vai dormir caramba. E agora, eu tenho que desligar, depois nos falamos e espero que quando isso acontecer, sua paranóia já tenha passado ! — Desliguei a chamada e já estava contornando a penúltima rua até chegar na casa de Frank.

Eu realmente não sabia lidar com aquilo, era complexo demais até para a minha complexidade. Eu estava gostando de alguém, saindo com alguém e eu não podia contar isso para ninguém, ninguém poderia saber pois se acontecesse esse relacionamento poderia se complicar de uma maneira irrevertível. Por outro lado, eu nunca escondera nada de Toro mas seria difícil demais ele entender, além de que... Era Frank Iero, para ele e o grupo o garoto mais otário da sala, para mim... Ah.

De dia , com a claridade iluminando tudo , não era muito difícil encontrar aonde o menor morava, me lembrava aos poucos conforme ia passando nas ruas, o trajeto que eu tinha feito aquele dia... Aquele dia, oh, como ele representava tanta coisa, como ele significava tanto,eu jamais esqueceria a compaixão e a doçura que ele e sua mãe tiveram por mim e o como modo depois, nos beijamos. Passei finalmente pela última rua e andei reto, observando agora de dia, como as casas eram um pouco desgastadas e o ambiente meio hostil para um bairro mas nada desconfortável ao extremo, ele provavelmente estranharia minha presença ali, estava muito cedo para eu aparecer por ali contudo não tínhamos marcado hora e eu precisava vê-lo.

Caminhei o restante da rua, feliz,por finalmente ter chegado e parei respirando um pouco afinal fora cansativo o caminho, apertei a campainha de sua casa e esperei que atendesse. Não demorou muito até que a mãe dele atendesse a porta, ela estranhou mas sorriu e abriu a porta , saindo um pouco para fora.

– Olá , Gerard?

– Ér...Oi. — Eu não imaginava que aquilo seria tão constrangedor como estava sendo mas de repente minhas bochechas coraram.

– Posso lhe ajudar, hoje? — Ela riu docilmente .

– Não, não é nada disso. — Sorri sem graça.- E aliás, mais uma vez, obrigado pela ajuda aquele dia, Frank não quis que eu lhe desse o dinheiro. Mas enfim, eu estou aqui para... Bem, eu ... Passei aqui por....

– Que isso querido, não precisa agradecer e quebom que ele recusou, não é preciso disso. — Sorriu e me olhou.- Bem, acho que já entendi... O Frank está lá em cima, então entre.

– Obrigado. — Sorri em retribuição e minhas pernas pareciam começar a tremer.

Entrei juntamente com ela e ela fechou a porta e assim que isso aconteceu, vi Iero descendo as escadas meio descuidado, correndo pelos degraus até me ver e ficar estático ali.

– Ge-rar-d ? — indagou incrédulo com os olhos arregalados.

– Oi? — Disse sem saber ao certo o que devia ou não falar.

Ele me encarou mais um momento, perplexo, até terminar de descer os degraus e ir até aonde estava eu e sua mãe.

– Querido, não me disse que ele viria, foi uma surpresa ! — Sua mãe falou passando a mão por seu cabelo, que estava todo bagunçado e engraçado, amassado de um lado.

– É... Eu esqueci. — Mentiu virando o corpo para mim.

– Sem problemas. Fique a vontade Gerard, agora vou para meu quarto terminar de ler meu livro. — Ela sorriu e depois se dirigiu á Frank. — Se precisar de alguma coisa, estarei em meu quarto.

Ela se retirou calmamente e meu coração parecia querer explodir no peito,que situação embaraçosa fora aquela.

– Seu maluco surtado de uma fíga. — Iero bufou e disse entre dentes.

– Que foi? Não era pra ter vindo? — Perguntei e minha cara se fechou.

– Não é isso ! Por santo Deus Gerard ! — Ele suspirou e apontou para o cabelo, — Olha o meu estado, eu estou parecendo um monstro terrivelmente monstruoso e você vem bem agora pra me ver. — Pôs a mão no rosto .

– Você é um monstrinho gostoso. — Eu ri e tirei a mão dele de seu rosto .

– Isso não tem graça. — Fez uma careta. — É sério, eu não estou apresentável.

– Pra mim parece ótimo o suficiente. — Sorri, reparando que realmente, apesar do exagero dele, ele estava muito bonito até porque ele era, estava com uma roupa branca um pouco colada ao corpo e uma calça confortável num tom bege claro.

– Ah, você é um... Idiota. — Bufou e começou a andar. — Eu vou tomar um banho e você sobe lá pro meu quarto. Só você mesmo Way, maluco. — Disse enquanto subia os degraus apressadamente.

Ele era engraçado, parecia irritado mas não estava bravo e estava meio desajeitado o que me fazia segurar um riso do que falava. Segui seu comando e fui para o seu quarto, mesmo com vergonha, abri a porta e então parecia que uma onda de lembranças caíam sobre mim, sorri comigo mesmo e adentrei o quarto. Era bem diferente do meu, arrumado e com um cheiro totalmente agradável que se misturava com fragância de perfume e cheiro típico de livros,por todo o quarto além de livros tinha HQ'S, CD'S, revistas de bandas, posters, peguei uma delas ,do Batman e comecei a ler ali, sentado em sua cama .

Me distrai um tempo com ela mas depois avistei os travesseiros de Frank e peguei um deles, o cheirando, sentindo o cheiro do menor me invadindo nas narinas, sorri e o larguei antes que ele me pegasse naquela situação. Tinha sido um pouco constrangedor tudo aquilo mas compensava, eu estava ali, na casa dele e logo iríamos sair.

Fiquei um tempo ali, em sua cama, o esperando. Demorou um pouco para que ele abrisse a porta,agora totalmente diferente mas estonteantemente lindo. Ele vestia uma camiseta cinza,igualmente grudada ao corpo, ela tinha alguns detalhes em branco e definia um pouco de seu corpo pequenino, uma jeans escura e apertada e por fim um all star preto.

– Quem é você e o que fez com o Frank cabelo amassado e bagunçado? — Ri o observando.

– Tonto. — Revirou os olhos e riu também, se aproximando. — Demorei muito?

– Uma eternidade. Sabia que eu quase tirei um cochilo na sua cama? — Brinquei.

– Ah para, eu não demorei tanto. — Falou e se sentou na cama também. —

– Vou fingir que não. — Ri e o olhei. — Frank deveria ser alguma espécie de anjo na terra pois sua beleza era tão grande, ainda mais olhado de perto, a centímetros de mim.

– Agora, vem cá, me explica essa sua ideia doida de vir pra cá, digo,a essa hora.

E agora? Eu deveria contar para ele ? Deveria desabafar aquele momento ou guardar tudo aquilo só para mim ? Era tão confuso decidir, ainda mais quando aqueles lindos olhos pousavam sobre mim e faziam minha mente girar.

– É que... Bem... — Ele já havia confiado tanto em mim e se exposto tanto, eu não deveria me acanhar.- Aconteceu algo muito chato hoje e eu nem sabia se devia lhe contar,aquela noite que a gente saiu era pra mim ter ficado em casa para um jantar de negócios da empresa, com meus pais e outros negociadores, eu os enfrentei e saí, agora hoje de tarde meu pai chegou em casa aprontando uma cena, ele disse um monte pra mim e ainda rasgou todos os meus desenhos, se dizendo contra e que aquilo só faria de mim um merda na vida. — Terminei um pouco tristonho lembrando daquilo.

Ele piscou meio admirado com aquilo tudo e depois pareceu se recompor até então, começar a falar.

– Que loucura Gerard... Não creio que ele fez isso, pelo pouco que vi você é incrível desenhando e pode ter um futuro brilhante !

– Fale isso pra ele. -Ri meio forçado.

– Mas e aí, você está melhor? Se você não quiser sair, está tudo bem porque eu entendo e...

– Não ! É serio, eu quero. E eu estou melhor, quer dizer, sua monstruosidade melhora tudo. — Gargalhei.

– Tontão. — Bufou e fechou a cara.- É isso que da tentar ser agradável com você.

– Hey. Foi brincadeira. — Sorri e depois voltei a minha expressão normal.- Mas falando sério, depois daquele episódio, eu queria vir correndo pra cá, eu queria conversar com você e queria ver você, na verdade queria ver você desde ontem quando foi embora.- Minhas bochechas voltaram a corar.-

Ele me olhou e abriu um sorriso, desfazendo a careta de irritado.

– Isso não vale. — Gesticulou.

– Só a verdade. — Falei encarando seus olhos.

– Sabe... Eu acho bom você querer falar comigo e... Você pode falar comigo sempre que quiser, sobre qualquer assunto, eu não sou muito bom em resolver problemas , mal resolvo os meus mas eu vou estar aqui, pra te escutar.

– Isso também não vale. — Disse querendo o apertar em meus braços.

– Só digo a verdade. — Riu baixo e passou a mão pelo cabelo, que estava perfeitamente arrumado.

Ouvi um barulho de toque de celular, que não estava muito longe e não era meu, Frank se levantou e correu até a escrivaninha, o atendeu e voltou até perto da cama, fazendo uma cara nada agradável.

– Quinn. — Ele falou e eu imaginei o que poderia ser, com a respiração pesada, agora.

– O que foi? — Falei labialmente .

– Estou ferrado. — Ele respondeu do mesmo modo e depois voltou a falar com o amigo. — Me desculpe Quinny mas eu realmente vou ter que cancelar hoje, eu estou estourando em dor de cabeça e pra falar a verdade, com um pouco de dor no corpo, amanhã te explico tudo sobre ontem.

Era audível a voz do loiro, daonde eu estava, ele parecia inconformado e o menor ficou um tempo a mais o convencendo de que falaria direito com ele , no dia seguinte, até então conseguir desligar e sentar na cama novamente.

– Ah caramba, eu odeio mentir pra ele. — Suspirou e fez um bico.

– Desculpe... Se quiser, agente sai outro dia, não tem problema, eu realmente não quero te atrapalhar.

– Não é isso Gee. É de tudo... Quero dizer, eu quero sair com você mas eu quero, quero contar pra ele, ele é meu melhor amigo e odeio esconder as coisas dele, nunca escondi nada. — Falou correndo os olhos pelo quarto.

– Eu te entendo. E você, pretende contar? — Perguntei enquanto me ajeitava na cama.

– Pretender eu pretendo. Já pensei em milhares de forma de contar mas o problema é que — Suspirou e falou rapidamente.- Ele meio que não gosta de você, implica e tudo.

– É notável... Mas eu não o julgo, você pode ter me perdoado por aquele episódio contudo ele é seu melhor amigo. — Relembrei.

– Eu sei , eu sei. Tento pensar assim também mas eu realmente queria lhe contar tudo, ele precisa saber, sempre foi o primeiro para quem contei tudo , só estou com medo da reação dele. — Sentou-se na cama com as pernas cruzadas.- Ah, eu estou ferrado!

– Calma Frankie. Olha, se te consola eu também não contei nada ainda para o Ray e sei que ele é um idiota mas apesar de tudo, meu melhor amigo. Eu não quero contar porque também tenho medo da reação dele, ele é um estúpido e bem, eu costumava ser assim também. — Admiti.

– Acho que temos muita coisa pra resolver. — Ele disse fazendo uma cara de cansaço e se deitando na cama.

Ri calmamente deitei do seu lado, o olhando, sentindo meu corpo arrepiar aos poucos.

– Vamos deixar tudo isso pra mais tarde, então? Os problemas, as soluções, o resto...

– Sim, você tem razão. — Sorriu exibindo o belo sorriso que me tirava o ar.

Aquilo era real e aquilo era bom, me fazia flutuar com a felicidade que me causava, quando estava com ele tudo podia ser tão simples, palpável e sútil, o modo como ele encarava as coisas e o modo como eu ficava, perto dele, perto de seu corpo, do seu sorriso tímido e encantador, eram coisas que eu queria lembrar por muito, muito tempo.

Ele mecheu seu corpo e se pôs sentado novamente, apoiando as mãos sobre a perna .

– Então, qual o grande plano para hoje?

– Hoje você quem manda. Me faça conhecer seu mundo. — Falei arqueando uma sobrancelha.

– Hmmm. Tá legal, só não espere grandes coisas, lamento lhe informar que no meu mundo não temos toda essa sofisticação. — Riu se levantando e eu o fiz juntamente com ele.

Ele avisou sua mãe que sairíamos que concedeu permissão rapidamente, dizendo apenas que nos divertissémos. Pegamos um táxi para algum lugar que eu nunca tinha ouvido falar e ele não quis dar pistas do que era, me fazendo matutar com aquilo na cabeça até chegarmos no local que era bem diferente. O sol já tinha se posto e começava a escurecer , do lado externo do local havia pessoas vestidas com vários metais pregados a roupa, crucifixos e lógicamente roupa preta, tinha algumas pessoas de vestimentos normais e desleixados mas eram a minoria. Saímos do carro e o olhei atônito.

– Uma reunião gótica?

Bateu a mão na testa e riu, me empurrando para o lugar.

– Não é nada disso que você está pensando. Aqui é meu refúgio, vem. — Indicou me puxando pelo braço e eu o acompanhei.

Entramos no lugar, que tinha um som alto de rock, com uma banda cantando no fundo do local, logo na entrada tinha uma lanchonete e depois mais adiante Guitar Hero e alguns jogos de fliperama. Andamos até a lanchonete e ali nos sentamos pois nós dois estávamos com fome, fizemos nossos pedidos e depois comentei algo.

– Admito que o lugar é bem legal, para um nerd. — Ri.

– Ah , cala a boca. — Ele riu também.- É sim, esse lugar é ótimo, tem um som massa, os jogos são bons e a comida.

– E você.

– E você. — Falou pausadamente.

Tentei arrancar alguma coragem de dentro de mim e pousei minha mão sobre a sua e ele sorriu, deixando que ela ficasse ali, eu o olhava e não conseguia me manter sério por muito tempo,aproximei meu rosto do seu e ele encostou sua cabeça em meu peito. Eu o tinha ali, comigo, em meus braços e aquela era a melhor sensação que eu podia sentir,sorri e deixei que meus lábios tocassem o topo da sua cabeça, ele me olhou e sorriu.

– Eu já disse o quanto tudo isso é loucura? — Comentei rindo baixo.

– Já.... E eu concordo. Mas você é ainda mais louco, eu estava horrível. — Lembrou e seus olhos se estreitaram.

– Você estava lindo. — Sorri deixando as palavras fluírem.

E então ficamos em silêncio mas não foi por timidez, por falta de assunto , apenas queríamos estar um com o outro e aproveitar aquele momento, eu podia sentir que meu coração pulsava fortemente e que quando ele me olhava nos olhos era como me cegar da melhor forma possível. Nossos pedidos ficaram prontos e em meio a conversa, comemos e bebemos nossa Coca-Cola, decidimos que iríamos jogar guitar-hero e eu fui comprar as fichas enquanto Frank terminava seu hamburger, o lugar estava lotado mas tinha como se locomover , ali havia pessoas de todos os jeitos imagináveis,emos, góticos, roqueiros, metaleiros, cada um andava com uma turma ou havia alguns casais se pegando pelos cantos. Andei até um balcão , onde em seu fundo, na parede havia vários posters de banda e discos pendurados, pedi algumas fichas para o jogo e depois caminhava para voltar.

Foi como se meus olhos tivessem sido consumidos por ácido, quando voltei vi um garoto de cabelo longo e preto, com os olhos azuis que eu conhecia, ele segurava um cigarro e soltava sua fumaça com força e o pior de tudo, ele estava ao lado de Frank.


Notas finais
1- Oi, então, não me matem... Ainda tem uma boa parte de pós-encontro mas acho que essa primeira parte já deu pra satisfazer um pouco, ou não? É, Bert e o seu retorno.. O que vocês acham que vai acontecer agora?
2- Assim que tiver tempo, eu posto.
3- Eu quero agradecer as pessoas que comentam e leem minha fic, cara vocês são demais e eu fico muito feliz com os comentários, sério..
4- até o próx. capítulo !