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11 CAPÍTULO 11 - A ESCOLHA


Notas iniciais
1- Oi pessoal, consegui um tempo pra postar aqui, felizmente.
2- Agora vocês vão matar a curiosidade, sim? Só não me matem junto, please.
3- Se tiver erros, já sabem, me avisem e desculpem-me, revisei na correria pra poder postar pra vocês.
4- Espero que gostem:

'' Tudo em nossas vidas estão cercados pela escolha, pela decisão, quer seja boa ou ruim, ela prósperará para um caminho , aquele que você escolheu e talvez seja bom se adaptar a caminhar por uma estrada sem luz porque você descobrirá coisas novas em cada caminho, cada escolha.''

Eu estava fazendo aquilo de novo. Eu definitivamente me achava um tolo, novamemente eu estava olhando para o Iero sem saber como respirar e começar a falar , seu corpo estava tão próximo ali, ele estava tão calado e seu rosto sereno, levei algum tempo para me recompor e lembrar do meu objetivo. Andei pela sala e peguei minha mochila, o olhei e respirei fundo, eu tinha que acabar com aquilo.

- Iero, eu preciso fazer uma coisa e lhe dizer outra coisa mas ambas estão interligadas. — Saquei minha carteira da mochila e algumas notas de lá de dentro.

- Não estou entendendo. — Disse confuso e seus olhos pousaram sobre o dinheiro .

- Bem... Aquele dia, você me ajudou e sua mãe pagou um táxi para mim, lembra? Eu disse que só aceitaria se eu pudesse pagar depois, então estou cumprindo minha palavra. — Lhe estendi o dinheiro e olhei em seus olhos atônitos.

- Não precisa disso, Gerard. Minha mãe não iria aceitar e muito menos eu, isso é bobagem. — Me devolveu o dinheiro .

- Claro que precisa, por favor, Frank aceite esse dinheiro, se sua mãe não o querer, pegue pra você. Eu só quero lhe pagar o que devia. — Suspirei e percebi como era difícil fazer aquilo.

- De jeito nenhum.Para de ser estúpido Way, não vou aceitar dinheiro nenhum , não te ajudei por dinheiro. — Bufou e seus olhos faíscavam.

- Eu estou pedindo que aceite. — Me aproximei e meus olhos estavam conectados aos dele.

- E eu estou falando não. -Retrucou e sorriu ríspido.

- Você é tão teimoso, que diabos. — Reclamei e me aproximava ainda mais, ele não recuava.

- Você é um estúpido , sabia. Devia ter lhe deixado perdido naquele frio.

- Mas não deixou.

- Acho que deveria mudar meus conceitos.

- Quem sabe, talvez.

- Agora , se não se importa, o que é que você tinha pra me falar ?

Era a hora. Eu tinha que ter coragem suficiente para fazer aquilo, sabia que era difíci contudo necessário,eu deveria resolver aquilo, por um basta. Ele já tinha feito a escolha dele, aquele dia, então eu aceitaria.

- Eu... Bem, Frank... Eu quero dizer que ... Sabe, eu não sei como começar dizendo isso, eu sou péssimo então me desculpe. — Suspirei e todos meus pensamentos oscilavam.- Quero dizer que eu sou um estúpido e que fez algo realmente errado com você e se não bastasse uma vez, foram duas, então creio que desculpas não são mais algo a considerar então só quero que saiba que... Tudo bem, eu entendi, você quer esquecer aquele dia no quarto, esquecer o contato que tivemos e — Eu não queria dizer aquilo,minha mente me repudiava — está tudo bem para mim sabe, agradeço você e sua mãe pela ajuda e lamento pelos danos que lhe causei, lamento por ter estragado tudo , de novo.

Ele ficou quieto,muito quieto. Não se mechia um centímetro se quer, exatamente como tinha sido aquele dia em seu quarto mas agora, depois de alguns minutos, ele recobrava a consciência e se levantou da carteira em que estava sentado. Ouvi um barulho vindo do corredor e não demorou muito para aparecer sua origem, era Bert, ele entrou na sala e nos encarou, parecia fuzilar Frank com os olhos e se aproximou de mim.

- Gerard, que demora da porra. Vamos logo para o intervalo, você já não terminou a conversinha com ele ? — Esbravejou .

- Eu... Eu... Bem, na verdade, sim. — Suspirei e pensei que não queria sair dali mas eu precisava, tinha que mostrar que eu também não me importaria.

- Então vamos logo, caramba ! — Pediu impaciente.

- Já estou indo... Bem, então está tudo resolvido. Nos vemos depois, Iero.

Ele apenas assentiu com a cabeça e continuava a me olhar, de um modo que eu não conseguia desvendar,depois seus olhos pareciam assumir uma expressão icógnita também e ele saiu da sala, antes de nós, com passos apressados.Aquilo ,então, significava o fim, o fim de algo que nem ao menos tinha começado e eu nem sabia a razão de eu imaginar um possível começo, só sabia o quanto tinha sido difícil fazer isso e encarar a situação, agora as coisas iriam se acertar, eu estava respeitando a decisão dele e tomada a minha própria, tudo iria ficar bem... Tinha que ficar.

- O quê está resolvido com o Iero, Gerard? — Bert Perguntou saindo da sala comigo.

- Algumas coisas aí, nada demais. — Disse pensando como aquilo era uma estúpida mentira.

- E levou esse tempo todo pra resolver algo que não era nada demais? — Arqueou as sobrancelhas.

- Eram mais de uma. — Suspirei e olhei.- Que foi, vai me questionar agora?

- Não... Mas começo a pensar que realmente está tendo muito contato com o Iero, como Ray dizia. — Revelou e moveu seu corpo pelo corredor.

- Bobagem.

- É mesmo?Pois pra mim, parece que aquele idiotinha está caidinho por você. — Disse entre dentes.

- Ele não é idiotinha! E ele não está afim de mim. Não sei por quê você está implicando com isso, que porra. — Descarreguei meu ódo.

- Agora você está o defendendo? — Ele riu e seus olhos azuis cintilaram. — Não acredito nisso. Estou implicando porque... Gerard,nós ficamos, tá legal? E agora você simplesmente me evita.

- Ele apenas não é idiota... — Respondi mais calmo , pego de surpresa com suas palavras. — Agora você realmente está falando uma bobagem, estou normal com você.

- Oh, é mesmo? — Disse e empurrou meu corpo contra a parede me fazendo parar. — Então me explique por quê você não olha mais nos meus olhos? Por quê você fala com toda a galera normal e quando é comigo você fica queto, me explica por quê está me evitando e porra,por Deus, Gerard,não diga que não está porque você sabe que sim. Você não gostou de ter ficado comigo , é isso? — Olhou para mim e passou sua mão em meu rosto. -Você não gostou de ser tocado por mim?

Aquilo era o que eu menos precisava. Meu corpo todo queria se livrar das mãos dele, eu simplesmente não conseguia encarar seu rosto e dizer que tudo aquilo era verdade embora fosse, eu já tinha encarado coisas demais hoje e minha respiração estava ofegante por não saber como sair daquela situação.

- Não é isso, ok? É que... O clima ficou estranho Bert, ficou estranho. Éramos amigos e aí ficamos, eu estava bêbado e foi estranho, não sabia como falar com você depois disso e simplesmente foi se estendendo, não estou te evitando droga nenhuma. — Argumentei desejando que aquele assunto encerrasse ali.

- Bem , então se realmente é isso, me prova, Way. — Desafiou.

- O que você quer que eu faça para que fique convencido? — Perguntei com medo da resposta.

- Me beije. Quero que me beije. — Sorriu. — Me prove que estou errado.

Eu parecia estar no meio daqueles tempestades em que você fica totalmente sem rumo, aquelas palavras ecoaram dentro de mim e pareciam absurdas, eu não podia fazer aquilo,não mesmo, negar verbalmente era uma coisa mas eu realmente não podia provar pra ele algo que estava errado.

- Nã...Não dá, Bert.

- Ah, Gerard. — Revirou os olhos. — Não dá por quê? Você por um acaso está em um relacionamento com alguém?

- Não! Não é isso.... É que somos amigos, entende? E a coisa já ficou estranha da última vez. — Tentei o persuadir.

- Hmmm. Tolo, ficou estranha porque você permitiu, Gerard você sabe que não me importo com agente se beijar. — Aproximou seu rosto do meu.

- Realmente não posso, Bert. — Me afastei me desprendendo de seu corpo.- Eu não posso lhe provar isso, desse jeito.

- Tudo bem, Way. — Bufou e parecia tremer de raiva. — Eu sei que um dia você vai acabar se dando conta de que é inútil fugir do que aconteceu, do que pode acontecer...

- Lamento Bert, eu só... Não posso. — O olhei e depois começei a desconversar.-Temos que ir para o intervalo... Está quase acabando.

Até chegarmos lá, fomos em absoluto silêncio, o clima tinha pesado depois daquela conversa e era tudo que eu não queria,já não bastasse meus problemas suficientes para aquele dia. Era uma das situações que eu iria chegar em casa, ficar abatido e provavelmente Mikey insistiria até eu contar e eu assim o faria, mesmo que negasse no início e depois ele faria tudo ficar melhor, com algum filme estúpido e com suas palavras que me confortavam de alguma maneira porém ele não estava mais ali e eu teria que enfrentar tudo aquilo sozinho.

O pessoal reclamou da demora e não expliquei muita coisa, assim como Bert não comentou e demorou apenas dez minutos para termos que voltar para a sala de aula, estava sem apetite então não tinha afetado muita coisa. O resto do dia escolar passou demoradamente, aulas de física e cálculos, em que eu era péssimo , Frank poderia ter me ajudado mas eu seria incapaz de solicitar sua ajuda depois da nossa conversa, além disso ele conversava com Quinn, que o olhava sério e despertava meu interesse em saber o assunto mas tive que me concentrar nas contas e tentar resolver pelo menos.Quando finalmente as aulas acabaram, Frank fora embora antes mesmo que eu tivesse notado sua ausência, assim como o amigo, talvez realmente fosse melhor assim, sem contatos, sem lembranças, sem ressentimentos. Ainda chovia lá fora e isso me trazia um clima de melancolia, me lembrando de como minha vida estava amargurada e ferrada, peguei minhas roupas agora secas na lavanderia do colégio e depois fui para casa, finalmente para casa, um refúgio de todo aquele dia.

Notas finais
1- E aaaaaaaaaí, o que acharam? Por favor não me matem pela decisão do Gerard e pelo Bert ter aparecido... OK, podem me matar um pouquinho.
2- O próximo capítulo é aquele ESPECIAL que estava dizendo pra vocês, não sei se vai dar tempo de eu postar ele ainda essa semana mas fiquem atentos.
3- Agora a porra ficou séria , não? O que acham que vai rolar ainda ?
4- Espero que tenham gostado do capítulo, de verdade.
5-Vejo vocês no próximo cap.( e como quero postá-lo ) !