Love Playing
7 CAPÍTULO 7- ESTRANHO PARAÍSO
Notas iniciais
2- Pra revisar foi correria então se escapou erros, me avisem e desculpem-me , eu tentei.
3- Eu adoro esse capítulo e espero que vocês também.
4- Novamente,ele é bem grande...
5- Vou ter que pedir de novo, pra vocês ouvirem a música Never Let Me Go - Florence + The Machine ( http://www.4shared.com/mp3/bb9H3OEa/Never_Let_Me_Go_-_Florence__Th.html ) * PRA ESSE CAPÍTULO É MAIS DO QUE ESPECIAL*
ps: juro que é só mais esse e depois dará uma pausa nos soundtracks.
6- apreciem!
'' E de longe, lembro-me de ter visto uma ou duas vezes o paraíso, respirado o ar puro e podia sentir as asas ruflarem mas estava claro que o inferno chegaria, assim como o a noite depois do dia, não era azar, era uma lei da natureza.''
Andamos mais alguns quarteirões e logo estávamos na casa de Frank,ela era simples mas alguma coisa nela a deixava encantadora, a tinta das paredes externas estavam meio gastas assim como a madeira da porta de entrada, em volta havia um cercado branco e alguns degraus encardidos pelo tempo e não por falta de limpeza. O céu estava cinzento , escuro demais para se perceber as estrelas ou até mesmo a lua, continuava a ventar e meus cabelos estavam meio desgrenhados , tremi uma vez mais e olhei para ele.
– Tem certeza que quer me ajudar? — Falei com a voz meio rouca.
– Está tudo bem... Falando assim, até parece que você não quer ser ajudado. — Ele girou seu corpo e arqueou as sobrancelhas.
– Não,não é nada disso. É que, bem, por que? — Falei estando realmente intrigado com tudo aquilo.
– Porque você está precisando, mesmo você tendo me feito passar aquilo, não muda o fato de que precisa.
– Então, bem... Obrigado. — Disse por fim, sem saber como contestar mais.
Ele assentiu com a cabeça e depois andou mais um pouco, comigo o seguindo e revirou os bolsos procurando sua chave, enquanto murmurava algo como ''droga eu sempre faço isso... por que sempre perco essa merda de chave?'',até que um tempinho depois ele achou e suspirou aliviado, meio envergonhado, pôs a chave na fechadura e girou a maçaneta , então a abrindo. Agora minhas pernas começavam a bambiar e meu corpo parecia querer ceder, eu estava com vergonha de entrar ali, de invadir o espaço dele, estava com vergonha de ser ajudado por quem eu prejudiquei.
A casa por dentro também era simples contudo aconchegante , logo de entrada, na sala, havia quadros de paisagens espalhados pela parede cor caramelo, havia também muitos porta-retratos e uma enorme estantes cheia de livros , cds, artesanatos e finalmente uma televisão e um aparelho dvd, o sofá também parecia um pouco velho mas bem conservado, era preto com almofadas vermelhas jogadas por ali, naquele mesmo sofá, estava uma mulher, provavelmente a mãe de Frank.
Ela nos olhou surpresa e levantou com pressa, andou até aonde estávamos e começou a falar.
– Querido, você demorou, pensei que seria rápido... E esse daí, quem é? — Disse fraternal e abriu um sorriso.
– Também pensei mãe, me desculpe. É... Esse aqui é o … O... Ele …. — Se atrapalhou nas palavras e mordeu os lábios.
– Sou Gerard Way, muito prazer. — Disse abrindo um sorriso em retribuição.
– Oh sim... Way, filho dos empresários, não? — Comentou .
–Sim. — Disse meio desconcertado .
– Querido você está tão pálido, parece estar congelando, sente-se aí no sofá! -Ela me disse e se direcionou para ele.
Olhei para Frank e depois me sentei no sofá,aonde ele sentou também, sua mãe sentada ali também, se virou para nós .
– Mas então, Gerard veio aqui para posar ?
–Não , mãe. É que, bem — Iero arfou e depois olhou-a.- Ele se perdeu por aí e eu encontrei ele na praçinha aqui perto de casa, como conheco ele do colégio pensei que podia o ajudar.
– Claro, claro. — Sorriu. Mas diga-me Gerard, como você veio parar aqui ? Por que não ligou para seus pais?
–Ah... Eu... Estava em uma cafeteria e depois quis andar um pouco mas acabei andando demais e quando vi já tinha parado aqui, só que , bem, eu não conhecia nada daqui. Eu acabei deixando meu celular na mesa da cafeteria, foi sorte o Frank morar aqui perto.
–Ah sim, entendo querido. Você pode ligar pro seus pais , tem um telefone lá encima, Frankie mostre pra ele. — A mãe dele disse e suspirou.
– Muito obrigado Sra. Iero . — Agradeci enquanto via Frank levantar e fazia o mesmo.
– Linda, apenas Linda e por nada Gerard.
Segui o garoto baixinho até uma escada e depois a subi, nesse intervalo de tempo pude reparar que ele realmente estava tão diferente, seu visual novo, tinha o deixado totalmente intimidador e encantador,andamos por mais um corredor e meio e havia um telefone sobre uma mesinha branca, em sua parte debaixo era lotada de revistas de culinária, de assuntos da atualidade e científicas, ele pegou o telefone e me deu. Agradeci mais uma vez e disquei o número, ninguém atendeu, então disquei de novo... e de novo... Quando percebi já estava me prolongando demais e ficando aflito.
– O que foi? — Perguntou Frank .
–É que, droga... Ninguém está atendando o telefone.
– Você já tentou algum outro número?
– Sim. E também não está atendendo, não acredito, estou encrencado.
– Calma. Tenta de novo. Quem sabe... — Incentivou.
Tentei mais algumas vezes e finalmente alguém tinha atendido, uma voz que eu não reconhecia.
Alô? — Disse a voz arrastada de uma mulher.-
– Oi.. Esse número é do Sr.Belvord , não?
– Sim,quem pergunta?
– Aqui é Gerard Way.
– Oh sim, Gerard. No que posso ajudar?
– É que bem.. Eu estava precisando do serviço dele e o número dele não atendia...
– Ah...Lamento menino, o Alfred está de cama, com uma virose terrível, então não vai poder dirigir por hoje.
– Hmm. Está bem então, tchau.
– Tchau Sr. Way.
Desliguei o telefone e suspirei pensando estar em uma enrrascada. Tudo estava dando possívelmente errado, encarei Frank sem saber como lhe dizer.
– Meu motorista está doente... Eu até pediria um táxi mas eu estou sem dinheiro algum.
– Fica calmo, agente dá um jeito.
–Não, eu vou... Eu vou embora apé, é só você me falar como chego aonde eu estava, me dar algumas direções, não quero abusar mais .- Argumentei rapidamente.
– Deixa de ser tosco , Gerard. Você vai é se perder, isso sim , está de noite e lá fora está um gelo,já disse que daremos um jeito.- Retrucou .
– Não, eu já estou invadindo demais , só preciso de alguns comandos,por favor.
– Nem pensar, sem chance. Agente vai descer lá e ver o que minha mãe sugere,essa ideia sua é tolice, até você sabe disso! — Disse por último e começou a andar de volta pra sala.
Quando já estávamos lá,sua mãe se levantou.
– E então, conseguiu falar com seus pais? — Perguntou docilmente.
– Na verdade não. E o pior é que meu motorista está doente ,justo hoje.
– É mãe... E o cabeça dura aqui, quer ir embora andando , quer porque quer que eu dou o endereço de como voltar na cafeteria.
– Meu bem, que ideia sem cabimento. Está de noite e um frio horrível , não é mais fácil chamar um táxi?
– Acontece que , eu não estou com dinheiro. — Disse sem graça .
– Isso não é problema , querido. Eu posso te pagar um táxi.
– Não! Quer dizer, bem, eu agradeço mas isso já é abuso de sua boa vontade, eu posso voltar andando, é serio.
– Gerard para de ser tonto, caramba. — Frank revirou os olhos.
– Olha os modos Frankie.. E, Gerard, deixe disso, eu lhe pago um táxi e você vai pra casa, não há problemas.
– Eu lhe agradeço Sra.Iero mas realmente penso ser melhor que não. — Repeti.
– Então bem... Durma aqui esta noite, eu converso com seus pais, é loucura ir andando essa hora, sem condições!
– Sra.Iero, não posso aceitar isso, não quero invadir mais do que já fiz, o táxi em si já era um, imagine dormir aqui.
Desta vez, até Frank ficou espantado com a sugestão da mãe contudo não disse uma palavra se quer.
– Então meu querido, aceite o táxi. — Insistiu e seus olhos cintilavam.
– Tudo bem... Mas na escola eu pagarei o Frank .
– Deixe de tolice, não precisa pagar nada. Agora vou ligar pra um táxi vir lhe pegar.
– Muito obrigado senhora Iero,.de verdade.
– Linda,já lhe disse. Não foi nada..
– Você quer.. Subir, enquanto espera o táxi? — Frank perguntou enquanto seus olhos vagavam por todos os lados e depois para o meus olhos.
– Sem problema? — Disse ainda o olhando .
– Sem problema. — Assentiu e subimos novamente , andamos até o fim do corredor e ali ele abriu uma quarta, seu quarto.
Foi ali, bem ali, que eu mais me surpreendi, era tudo como eu nunca tinha imaginado que o quarto dele seria.Em uma parede tinha tantos posters que era quase impossivel ver a cor da parede ali, na outra havia prateleiras embutidas lotadas de livros , sua cama estava com vários livros e cadernos espalhados e as roupas numa estante, organizadas. Entrei junto com ele e me senti desconfortável por estar ali, no quarto dele,invadindo o seu íntimo.
– Pode sentar na cama... Se quiser. — O baixinho falou e depois tossiu.
– Tudo bem... — Sentei em sua cama e fiquei o olhando por um tempo, ele se sentou também.
Vaguei os olhos pelo quarto todo, deta vez percebi que em sua estante tinha também, um porta-retrato com a foto dele e de Quinn, realmente eram grandes amigos.
– Que dia maluco... — Comentei quebrando o silêncio.
– É o que parece. — Sorriu sem saber muito o que responder.
– Sabe Frank, eu venho pensando... Eu tinha que te falar uma coisa.
– Me falar o que? — Indagou arqueando as sobrancelhas.
– É complicado. — Suspirei .
– Também sou.. Então, achei que entenderei bem.
– Espero que sim. — Respondi ainda fugindo.
– Então vai... Me conta. — Ele insistiu e seus olhos agora penetravam nos meus.
– É que... Bem, não é bem contar, seria mais... explicar. Frak eu sei que você não deve nem ao menos querer ouvir sobre o que vou falar mas porfavor não me interrompa até eu terminar. É... Aquela noite, na festa, quando eu fiz aquilo com você, eu tenho que lhe explicar... Todo ano, você deve saber , eu fazia alguma grande loucura nas festas de Ray mas esse ano eu não estava lá com muita expectativas, na verdade, nenhuma – Suspirei e vi ele estático. — Então, Toro disse que tinha uma suspresa para mim e eu não sabia o que era, eu fui pra festa e eu vi você lá, estava perdido naquela festa, eu percebi... Então eu quis te ajudar, quis conversar com você, conversar com alguém que estava em outro mundo, queria me permitir estar em um outro mundo támbém, agente conversou e … Foi legal, muito legal, acho que nunca tinha pensado que me daria tão bem assim com você, afinal você era queto, inteligente e parecia odiar pessoas como eu e eu pensava não gostar de pessoas como você mas não...Quando o Bert e o Toro chegou ali querendo falar comigo, agente foi pra um banco e o Ray disse que a surpresa era tramar uma pra cima de você, eu recusei , recusei muitas vezes e lhe disse que ele era louco, eu não queria fazer aquilo contudo eu tinha uma raiva surgindo dentro de mim, eu não sabia porque com você tinha que ser diferente, eu tinha que aceitar o desafio dele e então eu fiz toda aquela burrada com você, depois eu tentei correr atrás de você pra me desculpar mas eu pensei que era idiotice, que eu não devia... Na escola vi as pessoas te zuarem e o Quinn brigar comigo e o Ray e ele estava ceto, eu sou um babaca Iero, sei disso, ainda mais com você me ajudando agora... Eu não mereço nada disso, você não devia ter feito nada por mim porque eu só prejudiquei você e mesmo sabendo que é impossível, me desculpe Frank, eu realmente não devia ter feito aquilo. Eu não acho você um idiota nerd, nem nada disso... Na verdade, você é incrível . — Terminei e agora meu corpo tremia, não de frio mas sim de nervosismo, eu queria sair correndo dali, não tive coragem suficiente para encarar seu rosto de novo.
– Eu te desculpo. — Ele disse com a voz falha.
– O que?Tão rápido? Por que ?- Dessa vez consegui olhar seu rosto, ele estava meio abalado.
– Não sei. Se você quer saber... Eu não fiquei com raiva de você, se quer um dia, eu fiquei … Bem, me sentindo um tolo, triste por tudo aquilo ter acontecido e por pensar que você estava rindo de tudo aquilo.
Você devia me odiar, você devia mesmo. Não sei como você consegue me desculpar e ainda me ajudar. — Disse balançando a cabeça inconformado.
– Na verdade não... Sabe, foi bom você ter falado tudo isso, eu pensava não querer ouvir sobre essa noite mas acabei me surpreendendo, não muda o fato de que você fez mas muda totalmente o modo que encarei. — Ele disse sorrindo.
– Eu quis lhe dizer isso fazia algum tempo mas sempre perdia a coragem, me sentia fútil. Eu quis mandar que calassem a boca quando estavam te zoando mas não o fiz, eu sou um idiota, Frank.
– Você é uma pessoa que comete erros... Erros que me magoaram mas como eu disse, eu te desculpo.
Ele era tão doce, tão compreensivo, era como um anjo, ele tinha me absolvido daquela culpa, que era tão grande para uma pessoa só desculpar, era inacreditável o modo como tinha lhe dado com aquilo. Me aproximei dele e minha cabeça toda revirava com as ideias latejando lá dentro, eu não sabia mais o que poderia lhe dizer, ou fazer, meus olhos procuravam os deles .
– Frank, obrigado … Por tudo, mesmo.
– Gerard... -
Seus olhos estavam tão próximos dos meus, seu corpo, seu rosto, eu queria … Eu queria incrivelmente o beijar, queria o ter em meus braços e sentir o seu calor, meu corpo ansiava aquilo mas que tudo, minha cabeça despejava essa ideia em mim com intensidade.
– Frank... Eu...
– Gerard...
Eu precisava daquilo, precisava o beijar. Aproximei meus lábios do dele e segurei em sua cintura, logo estava procurando por sua língua e podia sentis nossos lábios se comprimindo um no outro, o calor da sua boca juntada a minha, parecia fazer tudo aquilo fluir magicamente, tudo estava tão leve, eu conhecia aquela sensação, de quando o tinha o beijado pela primeira vez porém agora era melhor, só era eu e ele, aquele quarto e eu queria de verdade aquilo, queria muito... Minha língua se pressionou sobre a sua e puxei seus lábios com força nos intervalos alternados do beijo mas nossas bocas foram separadas, ele tinha o feito.
Frank ficou estático na cama, não olhava para mim e eu tinha medo de olhar para ele, afinal que porra eu tinha feito, me desculpado e depois estragado tudo.
– Me desculpe... Eu não... Eu não devia ter feito isso.- Disse atônito .
Ele nada respondeu, apenas ficou parado ali. Sua mãe abriu a porta do quarto, para avisar que o táxi tinha chegado, então me levantei e antes de sair dali, disse baixo o suficiente para só ele ouvir:
–Por favor me desculpe, obrigado por tudo.
Ele não tinha respondido de novo, então segui e desci para ir embora, agradeci mais uma vez a Sra.Iero e disse que a pagaria, ela apenas sorriu e disse também de novo que não precisava, depositou um beijo minha bochecha e eu entrei no táxi e ali, meu mundo entrou em colisão.
Notas finais
2- Espero que tenham gostado, eu adorei escrever esse capítulo.
3- O que vocês acham que vai acontecer? E agora quando Gerard e Frank ficarem frente a frente novamente? E esse beijo? Prox. capítulo!
4- Obrigado pelos review, isso incentiva muito, adoro partilhar essa loucura toda minha com vocês.
5- Até o prox. capítulo!
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