Love Or Power?
7 Completamente inesperado
Notas iniciais
These four walls - Miley Cyrus & Teardrops On My Guitar - Taylor Swift.
Após se despedir de Justin, Julieta entrou em seu quarto e trancou a porta, se encostou na mesma deslizando até o chão, colocou as mãos no rosto e começou a chorar.
Não era um choro de alegria, nem de orgulho, era um choro de tristeza, de arrependimento. As lagrimas não hesitavam em cair de seus olhos e ela sentia um aperto enorme no coração. Porém, logo teve que se recompor. Se levantou e limpou o rosto, tentando tirar do rosto o fato de ter estado chorando.
Agora você se pergunta, depois de dias ótimos, por que Julieta estaria chorando? Aparentemente ela conseguiu tudo, uma família ótima, uma escola ótima, um namorado ótimo. Poderia parecer assim nos olhos de outros, mas para ela, era tudo diferente.
Após se recompor, Julieta foi até o banheiro, respirou fundo e trancou a porta novamente, mesmo que sem necessidade. Se olhou no espelho, odiou o que via. Respirou fundo e balançou a cabeça, logo levou a mão para o espelho, tocando-o e então disse em voz alta:
- Pietro de Ville.
O espelho se modificou em apenas um segundo, aparecendo logo depois o rosto de um homem provavelmente em seus 40 anos, com olhos verdes e um longo cabelo negro.
- Julieta, ma vie. Que bom que logo veio dar notícias, estava começando a me preocupar... — O homem disse, com um sorriso sarcástico nos lábios e um tom de pura ironia.
- Por favor Pietro, me poupe de sua insolência. — Julieta revirou os olhos, não estava com mais paciência para aguentar o jeito dele.
- Parece que alguém está de mau humor ou ainda não se adaptou ao fuso horário da américa do norte... — Ele deu uma risadinha extremamente sarcástica e irritante.
- Me desculpe... — Julieta suspirou.
- Sem problemas, ma petite. Agora, me conte como o meu plano está se desenvolvendo. — Ele sorria, vitorioso. — Mal posso acreditar que estou na ultima parte... Me sinto tão vivo!
- Está indo como o senhor ordenou. Enfeiticei Jerry e sua filha Alex Russo, a humana Teresa e o caçula Max. Estão todos enfeitiçados como você ordenou para que me vejam como um perfeito anjo. Literalmente. — Julieta foi direto ao ponto.
- E está tudo dando certo? Estão reagindo bem ao feitiço? — Pietro perguntou, curioso.
- Perfeitamente bem, Alex Russo está me tratando como sua melhor amiga e ainda dá conselhos para o Escolhido de como se aproximar de mim. Jerry e Teresa me tratam como uma filha e bom... Max é flexivel. — Respondeu.
- Ótimo, ótimo. E como anda sua atuação com o jovem Justin Russo? — Um sorriso maléfico apareceu no rosto de Pietro.
- Você sabe com quem está falando, ele está na minha mão. Quando for a hora certa, depois que acabarmos a lista, lhe darei a notícia e você pode vir até aqui fazer sua parte pessoalmente. — Julieta estava seca, indiferente, olhava Pietro com nojo.
- Ótimo, por isso que te amo, minha petite. Por isso que não arranquei os seus poderes e os poderes dos seus pais, porque sabia que você seria meu Az, minha arma secreta... — Ele dizia com orgulho, Julieta estava tonta com tudo aquilo.
- Você me prometeu que depois disso, vai nos deixar em paz. — Julieta o olhou ferozmente.
- E vou cumprir minha promessa, beau. Me dê os poderes dos Russo e seus pais não irão morrer... — Ele sorria, vitorioso. Julieta ficou com lágrimas nos olhos.
- Não faça nada com eles! — Ela aumentou o tom de voz.
- Hm... Calminha, bela flor. — Ele ria — Eu vou indo agora, tenho coisas a fazer, poderes para roubar. Ah! Antes que eu esqueça, seus pais mandaram um \"Olá\" para você enquanto estavam fazendo seus afazeres de escravos.
Pietro sumiu do espelho, rindo.
- MONSTRO! — Julieta caiu no chão e voltou a chorar. Tinha o chamado de monstro, mas ela mesma se sentia como um. Estava cansada de bancar o anjo, a perfeita, para conseguir coisas ruins. Queria poder ser ela mesma, queria poder falar o que pensava e não pensar no que falar.
Se sentia horrível por estar fazendo algo tão cruel com uma família tão boa.
Não conseguiu mais dormir, apenas ficou olhando pela janela de seu quarto, pensando. Até que deu 6 horas e ela achou que deveria se trocar, dar um jeito na cara de choro e então, ir para a escola com sua melhor amiga enfeitiçada e seu futuro ex-namorado.
Se maquiou de um jeito que nem parecia que tinha chorado, colocou um short jeans com um cinto preto, uma bota, uma regata branca e um colete preto. Fez babyliss na ponta dos cabelos para mudar um pouco e colocou seu lado atriz para funcionar. Afinal, hora de sorrir para a câmera.
Desceu as escadas e não tinha ninguém ainda, então resolveu cozinhar, se ocupando e não pensando no que tinha que fazer, mas uma coisa não saia de sua cabeça: Provavelmente o resto da gangue de Pietro já estava mechendo os pauzinhos. Isso a fazia querer gritar de raiva, mas ela não podia.
Julie fez sucos, ovos, bacon, panquecas e colocou frutas no balcão para eles comerem, deixando tudo muito lindo e arrumado, ficou feliz com o resultado, pelo menos estava fazendo alguma coisa boa para eles, comparado ao resto.
Ela estava fritando os ultimos bacons para Jerry e cantarolando que nem percebeu quando Justin a abraçou por trás, lhe dando um beijo no pescoço e encostando a cabeça no ombro dela.
- Acordou cedo namorada. — Ele dizia isso com orgulho, o que a fez engolir seco, mas logo sorrir, desligar o fogo e se virar para ele. Ele continuava a abraçando. Estava sem camisa e com a calça do pijama azul marinho. — E está cozinhando! Hm... E muito bem por sinal, esse cheiro abriu meu apetite!
Julieta piscou e teve que se concentrar para não ficar encarando o físico de seu suposto namorado, ela riu de leve e brincou com ele, inocentemente.
- O café da manhã é a refeição mais importante do dia! — Ela disse, orgulhosa de sua refeição.
- É mesmo. — Ele sorria, feliz, seus olhos brilhavam ao olhar ela.
Julieta via o jeito que ele a olhava, um jeito que nenhum outro garoto tinha olhado para ela antes. Era sincero, era apaixonado de verdade, fascinado. Justin enchergava sua alma, pelo menos o lado bom dela, e a amava. Olhava para ela notando cada detalhe de seu rosto e sempre a achando cada vez mais linda. Julieta se sentia segura em seus braços, se sentia amada e sentia que poderia ser feliz sendo ela mesma com ele. Se iludiu por alguns segundos com aquilo.
- É melhor você ir tomar um banho e se trocar antes que seus pais nos vejam aqui e você assim no meio da cozinha! — Ela ria, feliz.
- Opa, é verdade. — Ele olhou o estado que estava, nem tinha percebido, riu com ela. — Eu vou sim, mas antes. Bom dia meu anjo. — Justin a beijou, ela retribuiu. Mas logo ela parou o beijo, incomodada por ele a ter chamado de anjo.
- Vai logo! — ela riu, empurrando ele de leve. Ele foi, ela ficou o admirando enquanto o mesmo subia, mordeu o lábio e voltou a terminar os bacons.
Alguns minutos mais tade, Teresa desceu, impressionada com o café da manhã que a estava esperando, correu e chamou Jerry e o resto da família, Julieta sorria orgulhosa. Justin chegou por ultimo, fingindo não ter visto nada antes.
- Caramba! A cada dia eu gosto mais dessa menina! — Max disse, enquanto comia um bacon.
- Obrigada! — Julieta agradeceu, sorrindo.
O telefone tocou.
- Eu atendo! — Alex foi correndo pegar o telefone, animada. — Aaaalô?
Julieta ficou apreensiva, tentou disfarçar.
- O que? C-como assim? É impossível! Vocês tem certeza de que é ele? Ta... Ta bom... — Alex estava desesperada, gritou.- PAI! PAI VEM AQUI! SEQUESTRARAM E ROUBARAM OS PODERES DO TIO KELBO!
Ela começou a chorar. Jerry saiu correndo para o telefone e Teresa abraçou o filho Max e a filha Alex. Julieta foi até o lado do namorado e o abraçou. Ele retribuiu o abraço com força, sentindo medo de saber o que estava acontecendo.
- O que aconteceu Justin? — Julie perguntava, como se não soubesse.
- Eu não sei amor, eu não sei. Mas coisa boa não é.
Jerry falava ao telefone longe deles, para que não ouvissem a conversa. Logo ele desligou o telefone, voltou até a família, pálido e sem acreditar.
- Sequestraram o Kelbo, roubaram seus poderes e apagaram sua memória. Deixaram ele jogado em uma ilha, acharam ele hoje, depois de dias... — A voz de Jerry saiu fraca, ele estava muito triste.
Julieta olhou o sofrimento da família, tentou não chorar, mas abraçou Justin ainda mais forte.
E pensou:
Me perdoem... Por favor.
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