Love Of Friends

19 Capítulo IXX


Notas iniciais
ATÉ ONDE VAI O AZAR DE UMA PESSOA? O meu passou dos limites, eu garanto. Eu quase morri duas vezes essa semana, a energia da minha casa caiu o dia inteiro, comi um iogurte vencido, pisei em Ácido Muriático e to com o dedinho esfolado, enfim, uma merda essa semana. Além disso torci a mão e tá doendo pra caralho digitar. Mas eu sou foda e tô postando u.u Eu tinha UM MILHÃO de coisas pra falar, mas parece que somo tudo agora. Bem, é, as notas vão ficar curtinhas. NÃO ME MATEM POR ENROLAR A grande hora DE NOVO. Ah, eu cortei o capítulo, tava ficando gigante de novo. LEIAM AS NOTAS FINAAAAIS.

Sábado. Sábado. SÁBADO. Sábado. S Á B A D O. Sábado.

Okay, hoje é sábado, entendemos.

NÃO, NÃO ENTENDERAM. PORRA, HOJE É SÁBADO! TESTE DA ANNABETH, VESTIÁRIO MASCULINO, NICO DI ANGELO.

Pronto, agora entenderam.

Sábado.

Eu acordei seis e cinquenta e quatro, exatamente. O teste da loirinha seria às sete meia. Eu não me desesperei, respirei fundo umas três vezes e gritei mentalmente para não acordar os Gracentrometidos.

Me arrumei normalmente. Uma camiseta larga do filme Sobrenatural, um short folgado e uma sapatilha. Tudo normal.

É só impressão minha ou tudo é fácil de tirar?

Quer o que? Que eu faça o que eu quero fazer no vestiário masculino de roupa? Qual é! Não enche as paciências hoje, consciência. Você é dedo-duro, matraca, diminui a auto estima e me humilha. Eu cansei de você. Hoje eu sou mais eu.

Magoada. Tá se achando só porque vai ser comid...

CALA A BOCA.

Depois de pronta, eu recebi várias interrogações sobre a minha roupa. Eu só respondi para a minha família que eu estava com calor e iria daquele jeito mesmo (mesmo estando um frio do caralho, 13 graus).

Ninguém caiu.

–Thalia, tá parecendo uma lésbica. –Jason fez uma careta. Eu fiquei com uma puta vontade de tirar a minha roupa e mostrar a minha lingerie que me fazia parecer cinco vezes mais gostosa pra todo mundo. E calar a boquinha do Jason.

Mas eu tenho um restinho de juízo.

–Não é da sua conta, Jasonsina. Cuida da sua vida e do seu visual de bicha cor-de-rosa purpurinada no arco-íris. –Zeus cuspiu o leite que bebia pra rir.- Não ri não, Zeusa. Eu vi você calçando os sapatos da Vaca Hera.

Ok, nem tanto juízo assim.

–Thalia, eu não sei pra onde você vai, mas vá logo. –Zeus disse, todo sério, limpando o leite que pingava do seu queixo com um guardanapo personalizado com a cara de Hera.

–Tá me expulsando, Zeusa? Que foi, Zeusa? Vai chorar vai? Ficou ofendidinha? Awwn. VEM BRIGAR, VEM. TO EXALTADA, ZEUSA. VAI ENCARA, QUERIDINHA?! –Eu fiz teatrinho. Hera me olhou como se eu fosse um ET pintado com bolinhas azuis. Jason esqueceu que fora zoado e caiu na gargalhada.

–THALIA GRACE! –Zeus berrou para todo o quarteirão, parecendo possesso por minha ridícula encenação.

Minha deixa pra sair correndo.

Assim que cheguei na esquina, lá estava Nico. Mas ele não estava de carro, estava de moto, encostado na lataria dela, mexendo no celular.

–Hey, Niquito. –Eu disse, agindo normalmente, mas a simples visão dele fizeram meus hormônios queimarem e gritarem “Nico, Nico, NICOOO! NOS POSSUAAAA!”.

Hormônios, fiquem quietos, por favor. Já bastava a consciência.

–Hey, Grace. Uma carona? –Ele cumprimentou, guardando o celular no bolso e me encarando com aqueles lindos olhos, agora castanhos café.

Eu sorri ao ver a roupa dele. A camiseta que eu dera de aniversário para ele, preta com o símbolo do Nirvana. Ele tinha umas três daquelas. A calça jeans azul desbotada, sem rasgos hoje, o casaco aviador e os coturnos. E um gorro preto sexy nos cabelos.

–Caramba, di Angelo. Eu quase pelada aqui e você cheio de roupas. –Eu ri. Cinco segundos depois eu notei que a frase tinha saído com duplo sentido. Ah, meu Deus. –Hm... Pra que o gorro?

–Resolvi usar. Gostou? –Ele pegou um capacete no guidão na moto e o jogou pra mim. Era todo azul, mas escuro, com uma figurinha da bola 8 da sinuca em chamas.

–Gostei. –Dei de ombros e coloquei o item sobre a cabeça. Nico colocou o dele, preto com a face do motoqueiro fantasma. –Nossa, motoqueiro fantasma? Estamos pra filmes hoje. –Apontei minha camiseta e Nico riu. Eu juro que ouvi ele dizer algo como “O único filme hoje vai ser pornô”, ou “O meu tio avô fez cocô”.

Estranho... Hmm... Acho que eu prefiro a primeira. É, isso mesmo. Nico safadeenho, vai abusar de mim.

Ou ao contrário, eu vou estuprar ele.

Ele subiu na mota e indicou que eu subisse também. Eu o fiz, mas não segurei nele para deixa-lo decepcionado. Segurei nas hastes ao meu lado.

–Ei, o que deu o negócio da Calipso? –Ele perguntou, antes de dar partida e encher a rua com o motor da moto.

–Nada, ela não foi em casa ainda. –Eu sussurrei em seu ouvido. Sua nuca se arrepiou. Sorri maliciosamente. Ora, ora, di Angelo. Te peguei.

Deslizei minhas mãos para sua cintura, e de sua cintura pra seus ombros, bem devagar.

–O que foi, Nico? Está tenso. –Sussurrei novamente, mais inebriante dessa vez.

–Não provoca, Grace. –Ele disse, em tom normal, como se dissesse “Vou na padaria”. Eu ri.

–Não estou provocando ninguém. –Lambi seu pescoço bem devagar, subindo até seu maxilar. Depois não consegui mais alcançar (que porra).

–Grace. –Ele advertiu. Eu adentrei com minhas mãos dentro da camiseta dele. Aliás, o dragão é lindo. Eu o amei quase tanto quanto o grande Niquito que tinha embaixo daquela box.

...

Senti falta da consciência agora, pra me zoar. Mas nada demais.

Arranhei toda a extensão do seu peito, arrancando gemidos abafados dele. Depois desci mais as mãos, e as enfiei discretamente na calça dele. Uuh, isso vai ser tão divertido!

Eu não dizer em detalhes o que eu fiz lá dentro. Ahãm.

–Gra-Grace. –Nico gemeu e rosnou ao mesmo tempo.

–Tá bom, eu paro. –Eu disse. Tirei minhas mãos de dentro da sua cueca (hehehe) e me sentei como uma boa cidadã que vai na Igreja e que não masturba o melhor amigo em via pública.

Foi difícil.

Nico me surpreendeu quando encostou a moto no acostamento. Ele desceu e me olhou nos olhos. O castanho café havia virado café torrado, quase negro.

–Sabe dirigir moto, não sabe, Grace? –Ele perguntou, e eu entendi tudo.

ELE VAI ABUSAR DE MIM!

E eu vou deixar, óbvio.

–Claro.

–Então desce, vamos trocar de lugares. –O fizemos. Eu me acomodei com a mãos no guidão e tentei me concentrar em ligar a moto, mas era muito difícil com Nico atrás de mim, me passando todo aquele calor que ele exala.

E não era só o calor que estava atrapalhando, tinha algo bem mais... Sólido... Ganhando vida ali.

–Pega leve Nico, sabe que eu sou escandalosa. –Eu disse pra ele, alinhando a moto.

–Vamos acordar NY então. –Eu pude sentir ele sorrir maliciosamente nas minhas costas.

Na primeira rua mais vazia que entramos, eu senti suas mãos rodearam minha barriga, me passando calafrios. Eu não achei nada bom quando elas subiram mais, e chegaram em meus meninos. Com informalidade, seios. Nico era muito bom com seios. Aaah, muito, muito bom. Ótimo. Profissional. Com doutorado em seios.

–N-Nico. –Eu gemi de uma forma bem vulgar (que nem uma puta) quando ele começou o trabalho. –Nicoo...

–Shh, Grace. –Ele sussurrou no meu ouvido, me dando o troco.

Gostoso filho de uma Maria di Angelo.

Eu mordi o lábio inferior, contendo os gemidos de uma forma quase eficaz. Me preocupei mais quando abaixou as mãos até meu short.

Detalhe: O short era largo, lembra? Caberiam duas mãos livremente.

Por sorte, ou azar, eu estacionei na frente do colégio.

–Que injusto. –Nico reclamou, descendo da moto. Eu ri.

–Você vai acertar nossas contas depois, Niquito. –Dei um selinho nele.

A escola estava vazia. MAS EU ESTOU FELIZ! QUANTO MAIS VAZIA, MELHOR PRA FAZER AQUILO!

Ou nem tão vazia assim, já que a quadra estava cheia. Até o Gordon, o nerd feinho, estava lá. E o Luke. Eca.

–Thali! Você veio! –Annabeth me esmagou em um abraço.

–Sim, eu vim!

–Estou tão feliz!

–Eu também!

Tudo mundo à nossa volta parou pra escutar a conversa. Ah, que foi, eu não posso ficar feliz?

–Sério?! –Annabeth me olhou pasma.

–QUE FOI? NÃO POSSO FICAR FELIZ?!

–Okay, calma! –Annabeth me puxou e nos sentamos. Eu peguei um pastel de carne moída e dei tchauzinho e piscadinha pro Nico, que estava do outro lado da quadra. –A gente precisava conversar.

–Fala. –Eu disse, concentrada em morder a borda do pastel.

–Eu dei pro Percy. –Ela disse, parecendo bem feliz.

–Deu o que? Um presente? –Perguntei, ainda bem concentrada no pastel. No começo eu até pensei besteira, mas não, Annabeth não seria capaz de...

–Não, eu dei de dar mesmo, Thalia. Tipo, sexo. –Ela disse inocentemente.

Eu cuspi todo meu pastel na cabeça do Gordon.

–O QUE?! VOCÊ DEU PRO PERCY?! –Gritei, e todo o ginásio olhou pra mim. Percy, do outro lado, cobriu a cara com as mãos, morrendo de vergonha alheia.

–Meu Deus, Thalia, cala a boca. –Annabeth sussurrou, vermelha. Eu assenti.

–Tá, foi mal. Mas foi só isso?

–Não, a gente fez oral, anal, 69, espanhola...

–O QUE?! VOCÊS FIZERAM ORAL, ANAL, 69 E ESPANHOLA?! –Eu berrei. De novo, todo mundo olhando pra mim e dando risadinhas. Annabeth esta pra cavar um buraco e enfiar a cara dentro.

–Thalia!

–Desculpa, desculpa. Vai, conta detalhes. –Eu pedi, só pra fingir interesse. Tipo, Annabeth, a santinha, e Percy, o lesado? Devem ter dormido depois da primeira vez! Que milagre!

–Ai, ele foi supercuidadoso quando eu disse que era minha primeira vez... –Annabeth começou sonhadora, mas eu a cortei.

–VOCÊ ERA VIRGEM?!

A quadra explodiu em gargalhadas e Annabeth me olhou tipo “Sua desgraça”.

–THALIA GRACEEE!

–Foi mal! Juro, não falo mais nada! Caaaalma! Vai, continua. –Tampei minha boca com as mãos.

–Então, ele é tãããão grande! E oral dele é ótimo. E nem te conto, a Rachel apareceu bem na hora e...

–PARA TUDO! VOCÊS FIZERAM UM MÉNAGE?! MEU DEUS!

Novamente a quadra acabou-se em risada. O Sr.D apareceu no meio da quadra com um microfone.

–Por favor, alunos, queiram controlar suas conversas pessoais. –Ele disse, olhando diretamente pra mim e pra loira. Eu revirei os olhos.

–Aff, que saco. E então, Annie, o que aconteceu depois do ménage? –Perguntei. Eu só queria por fim na conversa, porque estava me irritando. Até a Annabeth transou e eu não posso.

...

Saudades da consciência de novo.

–Não teve ménage, Thalia! A gente parou e fingiu que nada tinha acontecido. –Ela disse, furiosa.

–Aaaah. Chato. Que música você vai cantar aqui?

–Try, da P!nk.

Nesse momento eu vi Nico fazer um sinal para o banheiro. Minhas pernas tremeram.

–Hm, tá. Legal. Eu vou ali no banheiro, volto logo, ok? –Eu disse, e nem ouvi o que ela respondeu. Só sai praticamente correndo desesperada, pisando no pé de todo mundo e empurrando os cabaços.

É agora.

Notas finais
HEUHEUEHEUE. Beeeeem, eu tenho uma enquete: Eu a Dudinha Valdez tamo pensando em fazer uma fic juntas. Mas eu quero saber: PERCABETH, THALICO... OUTRO SHIPP? SCRR NOS AJUDEM PLEASE. Okay, só isso. Ah, não, tem outro: Quem gosta de as Crônicas dos Kane? Leia minha fic com a Jaque, tá engraçadinha e.e Bjk