Love Of Friends
35 Capítulo XXXV
Notas iniciais
Chegamos na casa do Nico, e não, nós NÃO transamos no quintal. Bando de mentes doentias.
Falou a mina selvagem do Frigobar.
Eu e Nico subimos silenciosamente as escadas, levando em conta que toda a família di Angelo estava na casa (o que é viver sem aventuras, não?) e trancamos a porta do quarto dele.
–Oba, uma Grace só pra mim! –Ele me olhou sorrindo malicioso, me encostando na parede.
–Cala a boca e me come. –Eu ordenei. Seus olhos negros se estreitaram para mim, como se dissessem “Vou fazer você se arrepender”.
O que é completamente impossível.
Ele agilmente me prensou na parede e tomou meus lábios em um beijo arrogante. Se beijos fossem pessoas, o de Nico seria o próprio Nico, porque é muito gostoso. Caralho!
Suas mãos passeavam por minhas curvas com ternura, carinho e putaria ao mesmo tempo, e, me entenda, isso é excitante pra caralho. Ele parou o beijo por segundos para morder a minha boca, e eu me esfreguei contra sua cintura. Um gemido rouco encheu o quarto.
–Você quer me matar? –Ele sussurrou no meu ouvido, me arrepiando por completo e enviando mensagens claras para o meu cérebro: “NECESSIDADE DE FODER NÍVEL 1000!”
Em resposta apenas repeti o gesto, olhando diretamente para os olhos dele, que ficavam mais escuros a cada momento. Ele apertou com força minhas coxas, mas com força mesmo, e eu mordi meus próprios lábios para não gemer de dor. Uma dor quente e deliciosa.
Novamente o silêncio preencheu o quarto, com Nico chupando violentamente meu pescoço para deixar marcas. Entrelacei minhas pernas em sua cintura, e, pois é, apertei a bunda dele. Senti seu sorriso contra meu pescoço e sorri também. Eu estava ficando molhada com as mãos dele passeando por dentro da minha blusa freneticamente, e o calor do meu corpo só aumentava, mais e mais.
O empurrei levemente, para arrancar minha própria blusa. Seus lábios se curvaram em um sorriso irrigador de calcinhas e ele tirou sua blusa também. Voltamos a nos beijar intensamente, com Nico passando suas mãos safadas por todo –todo– meu corpo, e eu despenteando seu cabelo de um jeito selvagem, tipo vou-arrancar-sua-cabeça. Paramos o beijo por falta de ar, e Nico me arrastou até a cama.
Ele era tão perfeito. Mal havíamos começado e seu rosto branco já estava todo coradinho, sexy, fofo e intimidador.
Quanta viadagem, puta que pariu.
Desnecessáura (entendedores entenderão. Uma dica? “Oi cuieo”). Simplesmente.
Enquanto Nico beijava meu pescoço, eu arranhava as costas dele, porque ele estava pressionando todo seu amiguinho contra mim, e era demais para minha sanidade. Ele agarrou minha bunda e inverteu as posições, me deixando por cima. Meu corpo estava queimando, e eu sentia necessidade do seu toque.
–Nico...
Ele gemeu rouco contra a minha pele quente, e começou a desabotoar minha calça. Ou short. Não sei, naquele momento, isso virou um detalhe. Eu o ajudei a tirar a peça idiota, e com isso fiquei só de lingerie. Eu deveria estar sexy e linda, com uma lingerie preta que me deixasse gostosa, mas não, eu saí despreparada e estava com um sutiã cinza e uma calcinha malditamente infantil. Ela era toda a branca, mas na minha bunda estava estampado um smile feliz. PQP, não tem como ser mais sexy.
Realmente, não.
Aah, consciência, por favor, estou prestes a transar, não venha discutir.
Nico mordeu os lábios para não rir.
–Cala a boca, di Angelo.
–Bela calcinha, Grace. –Ele riu pelo nariz. Eu fiquei vermelha. Só tinha um jeito de resolver a situação.
–Já que ela te incomoda tanto... –Tirei minha calcinha e a joguei pra cima. Nico parou de rir gradativamente, seus olhos varrendo meu corpo, seu semblante se tornando cheio de luxúria.
–Você sabe como me ter, né? –Ele voltou a me beijar violentamente, minhas coxas roçando contra seu jeans, minhas mãos passando por suas costas fortes.
Não demora muito para que Nico se livre do meu sutiã também. Ele sorri malicioso para meus seios, e quase posso ver seus pensamentos de perversão voando pelo quarto (?). Gemi quando ele tomou um deles na boca. Aquilo era delicioso! Como se não bastasse isso, Nico deslizou dois de seus dedos para minha intimidade, se empenhando em brincar ali também.
Eu quase fui à loucura.
–Nico. –Meus lábios pronunciaram entre ofegos, suspiros e gemidos. Senti seu sorriso contra mim, satisfeito. Ele me penetrou com seus dedos e agarrei a colcha entre as unhas com força, rebolando. Caralho, fiquei puta. Em todos os sentidos. Olha o que esse di Angelo faz comigo.
Ele trocou de seio e me deixou nessa tortura por vários minutos. Quando eu estava quase chegando ao ápice, ele parava e diminuía, me deixando irritada e clamando por mais. Decidi que aquilo já era demais.
–Já chega, di Angelo. –o empurrei, ficando por cima. Claro que ele tinha que me provocar, e sugou seus dedos melados na minha frente. Eu só fiquei mais melada. –Você está sendo um mau garoto. –Me debrucei sobre ele e mordi seu lábio inferior. –Agora é minha vez.
Tirei sua calça, revelando uma preta com um volume relevante. Molhei os lábios, fazendo Nico gemer só de olhar pra mim. Aliás, ele não parava de olhar para mim. Tirei sua cueca ainda com seu olhar me acompanhando, e me deparei com Nico Jr. Ah, Nico Jr., que saúde você tem.
Deslizei o indicador por todo seu membro. Senti Nico tenso e ri. Toma, desgraçado, agora você vai sofrer o que eu sofri. Repeti o gesto, mas dessa vez, com a mão fechada. Di Angelo gemeu profundamente.
–Grace, se você está pensando em me masturbar... –Começou ameaçador.
–Shh, Nico. –O cortei. Meu moreno sorriu seu lindo sorriso malicioso. – Fica sussa.
Sussa era o que com certeza não ficaria. Resolvi que Nico merecia mais que uma masturbação, ele merecia um oral. Porque boquete é de puta, oral é de garota culta como eu, entendam.
Lambi todo o seu membro lentamente. Nico grunhiu de prazer, suas mãos agarram o lençol. Melhor do que o meu cabelo, porque da última vez, quase que ele arranca minha cabeça. Repeti o movimento, e depois engoli todo o seu membro. Era maravilhoso ver Nico gemendo e se contorcendo de prazer que eu lhe proporcionava. Tão bonitinho, mds.
Quando senti que ele estava chegando ao seu ponto máximo, eu parei. Ele me puxou pelo braço pra cima de si e me beijou profundamente. Rebolei contra seu membro e ele entendeu a mensagem. Estávamos quentes, suados e ofegantes. Nico estava lindo. Suas bochechas estavam rosadas, seus lábios vermelhos e seus olhos escuros com ébano (nem-sei-o-quê-é-isso). Ele se deitou sobre mim na cama, e me penetrou.
PUTA QUE PARIU. SOMENTE ISSO EM RELAÇÃO AO QUE EU SENTIA. Porra, ele era muito grande! Preenchia cada espaço dentro de mim, me fazendo delirar. Nico começou a estocar com força, indo e voltando fundo, enquanto ouvíamos nossos próprios gemidos abafados.
Era como cavalgar em um pônei, só que bem mais gostoso. Eu sentia meus músculos ficando tensos, agarrei os ombros de Nico e os arranhei com força. Ele mantinha o ritmo rápido e forte, e eu cheguei ao meu máximo. Mais algumas estocadas e Nico caiu ao meu lado, ofegando.
–Porra. –Ele gemeu.
–Porra. –Concordei.
Nico me abraçou.
–Vou deixar passa essa viadagem, mas só essa. –Reclamei. Ele riu contra meu pescoço.
–Eu te amo, Grace.
–Eu te amo, di Angelo. –Fiquei de frente para ele, e o beijei suavemente.
Ficamos em silêncio por um minuto, fitando o rosto um do outro. Ele era tão lindo. Eu não o merecia.
(MENTIRA EU MERECIA SIM PORQUE EU SOU SUPREMA)
–Thals, você quer... Hã... Namorar comigo? –Ele disse, ficando vermelho.
MEU. DEUS.
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