Love Of Friends
13 Capítulo XIII
Notas iniciais
–OOOOOOOOO! –Comemorei estilo Mordecai e Rigby. Nico riu e me acompanhou. –Não acredito que zeramos “The Big Death”, Niquitoooo!
–Nem eu, Lia. Cara, que jogo forçado. Parece The Voice Brasil. –Ele reclamou. Eu gargalhei com essa.
Qual a melhor reconciliação que se pode ter com seu namorado melhor amigo? Logicamente, jogar vídeo game na casa dele berrando palavrões até dar 22:00h. Eu, pelo menos, tenho certeza disso.
–Bom, acho melhor eu ir... –Levantei, contragosto. Nico me puxou para o chão novamente.
–Ei, dorme aqui. –Ele sorriu. E eu não tive como negar.
Nico, vou te processar por manipulação estética. Aaaah!
–Tá bom. Mas eu estou sem roupa. –Disse, e ele sorriu malicioso.
MEU DEUS, THALIA! Que garota, em sã consciência, diz “Eu estou sem roupa” para o melhor amigo? Uma prostituta, talvez.
–Bom, se você quiser, eu posso te emprestar uma minha... Mas se preferir “dormir sem roupa”, tudo bem. –Ele riu, zoando com aminha cara.
Olha o complexo de avestruz outra vez.
Eu lhe dei de língua e abri seu guarda roupa, pegando a maior blusa que eu achei. Depois fui até o banheiro e me troquei bem rapidinho. Joguei minhas roupas em qualquer canto e me olhei no espelho.
–Droga! –Praguejei. Só naquela hora que eu fui reparar que estava com aquela ridícula meia de caveirinhas que Jason me dera no “amigo da onça”.
Thalia, querida, vou pegar a motosserra pra PASSAR NO SE PESCOÇO.
Sai do banheiro totalmente corada. Nico arregalou os olhos quando me viu.
–Ai, meu Deus... –Ele murmurou estático. O encarei com raiva.
–Não ria de mim, di Angelo!
Ele deu aquele sorrisinho idiota, parecendo se recompor. –Eu não ia rir, você está... sexy.
–Ah, eu s... ESPERA, O QUE?!
–Nada. –Ele correu pro banheiro, me deixando desnorteada. Eu, sexy? Para o Nico? Meu Deus, eu até pularia de empolgação se essa blusa não estivesse tão curtinha.
Nico saiu alguns minutos depois, com uma blusa cinza e uma calça de moletom preta. Ah, eu queria que ele viesse sem roupa.
O que você bebeu hoje, Thalia? Para com isso, ninfo!
Ele se sentou na cama, do meu lado, em silêncio, e me fitou. Quer dizer, fitou minhas pernas. Que di Angelo mais abusado.
–Nico, para de me secar, por favor. –Eu reprovei, me sentido totalmente gostosa. Ele riu.
–Eu estava vendo como essa meia é ridícula.
Meu mundo caiu.
–Ah. –Eu sou muito inteligente. –Mas você disse que eu estava sexy.
–Claro. Eu sou sexy o tempo todo, e você só pegou um pouco da minha sexydade pra você.
Não faz sentido, cara. Ele tá achando que me engana.
–Vou fingir que é verdade e não ao contrário... Ei, você não me disse se acha a Calipso linda, legal e simpática ainda.
–Eu acho.
O encarei malignamente. –E se quer saber, eu já fiquei como Luke. — Menti.
–Legal. –Comentou com uma cara muito fofa de “isso não é legal”. – E o menino que gostava de você, no segundo ano, se quer saber, era E...
–VOCÊ?! –Eu gritei, quase tendo um surto de Ai-o-di-angelo-lindo-já-gostou-de-mim.
–Não. Era o EUdmundo. –Ele sorriu debochado. FDP desgraçado.
Eu pulei em cima dele e comecei a distribuir tapinhas em todo o seu tronco, rindo. Talvez só para ele não perceber minha ENORME FRUSTRAÇÃO. Talvez não, com certeza.
Nico pegou o controle da situação sentando mais ereto, depois segurou minha cintura e me imobilizou junto ao seu corpo, onde eu fiquei sentada em seu colo com uma blusa minúscula e uma meia quase transparente.
Nossa, que calor agora.
Silêncio. Fala alguma coisa, Thalia, fala alguma coisa...
–Ei, que tal me pagar o selinho?
Pronto, ninfomaníaca completa agora. IDIOTA!
Nico sorriu e me prensou mais contra ele. Todo meu corpo se arrepiou quando suas mãos apertarem minha cintura contra a dele.
Não geme, vai ser vergonhoso demais e você vai ter que fugir para a Patagônia viver com os pinguins texanos.
Consciência, se eles são texanos, o que raios estão fazendo na Patagônia?
Foda-se! Aproveite esse pecado de homem na sua frente e para de fantasiar.
Tem razão. Poker face agora.
–Com emoção ou sem? –Nico perguntou, para noooooossa alegriaaaa!
–Com. –Respondi convicta. –Emoção dupla. –Mordi o lábio inferior e encarei os olhos negros dele. Eu não conseguia mais distinguir a pupila das lindas orbes.
Tão sexy... E fofo!
Nico encostou seu nariz no meu. Eu tinha certeza absoluta que, em menos de um segundo, alguém ia abrir a porta e nos pegar no flagra. Com a sorte que eu andava tendo, seria Hades di Angelo.
Daí a Thalia se fode! Êêêêê!
–Só um minuto. –Pedi, me desenroscando de seus e braços e caminhando até a porta. Podia sentir o olhar dele me seguindo curioso.
Ou seria seguindo minha bunda?
Quieto, lado convencido e iludido.
Voltei caminhando tranquilamente, mesmo que minhas pernas estivessem tremendo igual massageador de spa. Sentei no colo de Nico novamente, com uma perna de cada lado de seu corpo, e minhas mãos na sua nuca.
–Espertinha. –Ele aprovou.
–Tá, tá. Voltando ao que estávamos fazendo... –Pedi ansiosa, mas Nico me calou com seus lábios.
Não surta. Não surta. NÃO SURTAAAA!
Dessa vez eu chutei a bunda da Thalia envergonhada e a tarada veio correndo. Minhas mãos ganharam vida sobre a cabeça de Nico, mexendo e brincando com seus cabelos lisos e macios. Eu sei, eu SEI. Deveria ser só um selinho, mas eu não me aguentei.
Minha língua adentrou na boca dele como um foguete, a dele veio depois, mais prazerosa que qualquer coisa na face da Terra, deslizando suavemente.
Isso até eu provoca-lo, mesmo sem querer, dando uma leve rebolada.
Sem querer... Vou fingir que eu acredito.
Cala a boca. Enfim, voltando ao meu conto de fadas...
O beijo se tornou selvagem e eu fiquei sem reação. Quer dizer, se minhas mãos tinham ganhado vida aquela hora, às de Nico estavam hiperativas por todo o meu corpo. Até toparem com minhas coxas e ficarem por ali mesmo. Eu nem reparei a blusa subindo, foda-se aquela porra.
Dei leve arranhadinhas nos ombros dele, mesmo por cima da blusa, até resolver que aquilo não estava me satisfazendo. Deslizei sorrateiramente minhas mãos até a barra de sua blusa, onde elas adentraram revigoradas, se deparando com um abdomên sarado e muito excitante.
De repente, alguém nos colocou no forno, né?
Shiu. Para esclarecer só uma coisinha, eu estava na seca à... Sei lá, seis meses? É, drástico, eu sei.
A droga do ar faltou e Nico desceu seus beijos para o meu pescoço, me dando prazer infinito com alguns chupões que ficariam ali por várias semanas.
Como se você se importasse.
Logo sai de seu colo e o empurrei na cama, tirando apressadamente sua camiseta. Não me culpe, eu simplesmente estava cheia de fogo, like a piriguete.
Me processem por eu estar abusando do Nico de vocês.
Mentira ele é meu.
Bem isso, consciência.
Ótimo, sabe o tanquinho Caio Castro?O do Nico é melhor, eu garanto. Nada exageradamente malhado, mas já da pra ser modelo da Kalvin Klein.
Lambi os lábios com esse pensamento, observando uma coisa que nunca havia notado. Havia metade da cabeça de um dragão aparecendo perto de sua virilha. A outra metade estava coberta pela calça, o que me deixou frustrada. Eu veria aquela tatuagem um dia...
Um dia...
Passei a mão suavemente por ela, ouvindo um muxoxo positivo de Nico. Aquele muxoxo me enlouqueceu de vez.
Pulei selvagemente em cima dele, arranhando todo o seu peito e me sentando sobre sua parte íntima. Nico me agarrou e trouxe novamente seu lábios contra os meus. Eu me deitei por cima dele e o deixei inverter as posições. Deixa eu aproveitar um pouco também.
Sua língua me deixou vendo estrelas por segundos, quando percebi que não era só a blusa dele que estava no chão. Corei imediatamente, olhando para baixo e tendo vislumbres do meu sutiã. Nico me observava como se ele fosse um leão e eu... Bem, eu fosse a pobre gazela na sua mira.
Ele passou a mão por todo o meu corpo, provocando arrepios em partes bem... íntimas.
Arrespios, não, meu bem. Verdadeiros tremores.
Apertou minhas coxas com uma vontade surpreendente, e eu gemi feito uma de cadelinha no cio. Deslizou o indicador no interior das minhas coxas e eu estremeci, vendo-o sorrir maliciosamente, encarando os meus seios. Se era esse seu próximo alvo, alguém me traz uma fita isolante pra colocar na boca.
Mordi o lábio inferior quando o vi se colocar por cima de mim e abaixar a cabeça. Não, ele não va... É, ele lambeu a parte exposta dos meus seios.
–N-nico... –Eu ofeguei baixinho. Senti ele sorrir contra minha pele. Eu não vou deixa isso assim.
O empurrei de novo. Ele caiu de barriga pra cima na cama, e eu me pus de quatro em cima dele. Ótimo, agora ele fica encarando minha calcinha que está mais escura que o normal. Lambi o seu pescoço pornograficamente e ele suspirou. Perfeito! Subi com mordidinhas por todo o seu maxilar, e Nico apertou minha bunda. Safado.
Voltei minha atenção para sua boca e mordi seu inferior. Ele apertou mais forte. Cara, o di Angelo me tortura assim! Eu aqui, tentando faze-lo gemer, e o desgraçado fica apertando a minha bunda como se fosse pelúcia. Não que eu esteja reclamando...
Ele se aproveitou do meu momento de fraqueza e de meus lábios entreabertos para adentrar minha boca com a língua e me recolocar sentada em seu colo. Explorou por todos os cantos, e eu tive que arranhar suas costas com força para descontar o prazer. Ele resmungou aprovando contra minha boca, então eu continuei, e o senti volta à apertar minha bunda.
Senhor, eu estou queimando!
Muito pervertidamente, o Di Angelo passou a linda mãozinha por cima da minha calcinha, me fazendo ter uma overdose de Nico e voltar rapidamente para o mundo. Não, eu não vou ver o resto daquela tatuagem um dia. Eu vou ver hoje. E nada nem ninguém vai me impedir.
–NICO, ABRE ESSA PORTA. –Ou, talvez, Hades possa me impedir.
Nos soltamos rapidamente, ambos ofegando e queimando em todas as partes do corpo. Nico me encarou como se pedisse desculpa, com o rosto todo vermelho, e eu corei ainda mais, lembrando que ele era o meu melhor amigo que eu nunca mais conseguira encarar.
–Pra baixo... da cama. –Ele disse, tentando normalizar a respiração. Eu assenti e me meti lá dentro, pegando as duas blusas jogadas no chão antes.
Ouvi a porta sendo aberta e a hiperventilação baixinha de Nico.
–Nico, O QUE RAIOS VOCÊ ESTAVA FAZENDO? –Hades gritou, e eu estremeci.
–N-nada, pai.
–Nico, eu não sei que garota ainda está aqui, mas vocês não são nada silenciosos. Meu filho, peça para ela ir embora. Amanhã você tem aula.
–Tá bom.
–Ah, e quando for fazer isso de novo, lembre-se de lamber os... –Hades começou com uma voz maliciosa.
–TÁ, PAI! Tá ,pode deixar. –Nico cortou. – Eu me lembro.
A porta se fechou e Nico suspirou. -Lia? Já pode sair.
Eu sai de lá sem encara-lo, totalmente vermelha. Deus, eu quase fizera sexo selvagem com Nico. Quase!
–Eu vou tomar um banho. –Eu disse. Na verdade, o certo seria “Eu vou tentar apagar o incêndio dentro de mim com água gelada, mas acho que vou ter bater punheta mesmo sendo menina”.
–Tá bom. –Ele respondeu, e eu caminhei com os olhos baixos até o banheiro. – Ei, Lia. –Eu o encarei. – V-vamos esquecer isso, tá?
Ele não sabe o quanto essa palavras doeram.
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