Notas iniciais
It's a big, big world... (8' OLÁÁ PESSOAS VOLTEI. UM SÉCULO E MEIO DEPOIS, MAS VOLTEI. QUERO DEDICAR ANTECIPADAMENTE ESTE CAPÍTULO PARA A ONEMOREKLAINER QUE ME CONTOU QUE ENVIOU UMA RECOMENDAÇÃO DESSA FIC AQUI! OLHA QUE LINDONA! *---------* OBRIGADA ANTECIPADAMENTE MINHA NOIVA FICNESCA! ♥ ♥ Agora, boa leitura gente! ;)

Kurt sobrevoava toda Ohio à procura do endereço escrito com uma letra desleixada no pedaço de papel sujo e amassado em sua mão.
Atônito, ele observava cada número de cada residência, procurando o 216, onde estava seu eterno amor que havia sido retirado de si bruscamente.

Quando o castanho estava a ponto de desistir, achando que aquele endereço era apenas uma mentira que Barba Negra inventou para o seu divertimento próprio, Kurt enxergou o número que ele procurava e imediatamente mergulhou para espiar da janela mais alta da qual era o suposto quarto de Blaine.

Kurt, com cuidado, espiou por aquela janela cuja luz estava acesa e procurou o moreno pelo quarto.
Depois de algum tempo, apenas encontrou um homem de óculos recostado na cabeceira da cama lendo um livro qualquer com uma expressão entediada.

— Droga, eu sabia que o Barba estava me enganando…

Depois de sussurrar pra si mesmo, Kurt vacilou e acabou batendo o pé no vidro da janela fechada chamando a atenção do homem lendo que se levantou rapidamente da cama indo até onde ouviu o barulho.
Ele abriu a janela e colocou a cabeça para fora tentando encontrar alguém que possa ter jogado algo em seu vidro.
Kurt, que estava sobre a janela, quando viu aquela confusão de cachos adoráveis no topo da cabeça do homem, seus olhos se encheram d'água.

— Blaine…

— O que?! Quem disse isso?

— Blaine, sou eu, Peter…— Kurt voou e ficou de frente ao moreno que se assustou.

— Eu não conheço nenhum Peter! E como você está voando?! Droga, será que eu bebi alguma coisa e estou tendo alucinações?

— Blaine, sou eu, Kurt… O seu Kurt.— os olhos do castanho encheram d'água — Por favor, tenta se lembrar…

— Olha menino, você vai me desculpar, mas eu não me lembro de você. Aliás, eu acho que com certeza me lembraria de um garoto que voa…

Blaine riu e saiu andando de volta pro quarto e Kurt entrou pousando chão.

— Mas Blaine…

— Espera, como você sabe meu nome?

— Porque nós somos casados! Olha…— Kurt mostrou sua aliança feita de cipó para o moreno que ficou um pouco mais confuso — Essa é a nossa aliança.

— Garoto, eu não posso ser casado com um menino! Quantos anos você tem, aliás?

— Você precisa se lembrar…

Outra vez o castanho começou a chorar e Blaine por instinto o abraçou.

— Não chora Kurt, por favor…

O castanho retribuiu o abraço é o coração do moreno pareceu doer com o pranto daquele estranho garoto que chegou voando pela sua janela.
Anderson ainda estava muito confuso com tudo aquilo, parecia ser apenas um sonho ou uma alucinação.

— De onde você veio? Eu posso te levar pra casa…

— Não pode… Eu moro longe demais.

— Não tem problema, eu te levo até lá. Não quero te deixar sozinho, é perigoso para uma criança andar de noite por aí.

— Você ainda se preocupa comigo…— Kurt disse baixinho passando a mão pelos cachos de Blaine — Eu cheguei tarde demais, você cresceu, perdeu sua crença.

Pan deu um último carinho no rosto de Blaine que fechou os olhos aproveitando a paz que aquele gesto lhe dava. Quando o moreno tornou a abrir seus olhos, não encontrou mais ninguém, ele estava sozinho no quarto. Agora ele estava ainda mais confuso, seria aquilo um sonho ou realidade?
Blaine não soube distinguir, só sabia que de alguma forma aquele garoto fazia ser coração se alegrar e vê-lo triste daquela maneira, o fez se quebrar um pouco por dentro.

O moreno então deu mais uma olhada para a rua procurando pelo castanho, mas nada encontrou, por isso resolveu voltar para a cama e ficou encarando a janela aberta até adormecer.

(…)

Kurt chegou tristonho em casa e logo foi abordado por todos que o esperavam ansiosos.

— Pai, você achou nosso papai B…?— Finn perguntou baixinho se aproximando do castanho agora sentado no chão.

— Eu encontrei…

— E porque está tão triste? Cadê ele?

— Porque ele está crescido, cheguei tarde demais…— Kurt fungou — Ele não se lembra mais de nada.

Kurt desabou de chorar sendo acolhido e consolado por Pam, que mesmo destruída por ter perdido seu caçula, precisou ser forte para aqueles meninos.

(…)

— Porque está tão triste, meu amor?

Perguntou Marina na margem do rio fazendo um carinho gostoso nos cabelos de Cooper que estava deitado olhando para o céu azul.

— Meu irmão… Barba Negra levou ele para Ohio, e agora ele cresceu e não se lembra de mais nada e nem acredita em mais nada disso aqui.

— Eu sinto muito, Coop.

— Eu só queria um jeito de trazer ele de volta, trazer o meu irmãozinho de volta. Eu sinto tanta falta daqueles cachinhos e olhinhos brilhantes dele quando estava animado com algo. Ele estava sempre tão feliz…

Cooper fechou os olhos e permitiu que suas lágrimas caíssem sendo secadas pelos dedos frios de sua noiva sereia, que abraçava sua cabeça tentando não tirar muito da sua parte peixe de dentro d'água.
Eles ficaram assim um tempo até que Cooper se levantou um pouco mais calmo dando um selinho em Marina.

— Obrigado por me acalentar e estar aqui comigo…

— Eu te amo, não faria nada menos que isso…

— Eu também te amo…

Cooper e Marina ficaram corados e ficou alguns instantes se encarando até serem interrompidos por um pontinho brilhante jogando pó mágico sobre eles.

— Sininho?! O que aconteceu?

Cooper perguntou preocupado com a agitação da fada que voou até perto do ouvido dele e começou a falar.
A cada palavra de Sininho o rosto de Cooper parecia se iluminar e Marina estava mais que confusa encarando o rosto do noivo.

— E então, posso saber o que a fadinha sussurrou tanto no ouvido do meu noivo pra ele ficar assim tão radiante?

Cooper sorriu e pediu pra Sininho convocar a todos para o lago rapidamente.

(…)

— Espero que seja mesmo importante, Cooper… Eu realmente não estou com clima para nada.

— Eu sei Peter, mas Sininho me contou uma coisa que pode melhor o teu humor, assim como fez comigo.— Cooper trocou um sorriso animado com Sininho que estava sentada em seu ombro — Afinal, eu não seria tão louco de estar feliz se eu não soubesse que há um jeito de recuperar meu irmão…

— HÁ O QUE?— Pam praticamente gritou.

— Isso mesmo, mãe… Sininho disse que há um jeito de rejuvenescer Blaine e trazê-lo de volta para gente!

— E como vamos fazer isso?! Sininho porque você não me disse isso antes?

Kurt perguntou agitado e a fada apenas rolou os olhos.

— Ela disse que tentou te contar, mas você não quis ouvi-la.

— Me desculpe, Sininho…

A fada assentiu e abriu um sorriso feliz. Logo Cooper prosseguiu.

— Então, Sininho me disse que para fazer esse encantamento vamos precisar da magia das fadas e das sereias, alguns ingredientes específicos e claro, da crença de Blaine.

— E quais seriam esses ingredientes específicos…?

— Além da crença de Blaine que é um dos ingredientes em si, precisaremos de um objeto que o remeta a sua infância e uma mecha de cabelo do James Gancho.

— O que?! Porque logo do Gancho?

— Gancho também possui uma certa magia…

— Mas ele está na barriga do Kraken!

— Porém com a ajuda dos piratas vamos poder encontrar o Kraken e tira-lo de lá.

— Isso quer dizer que vamos precisar negociar com Barba Negra…

— Infelizmente…

Kurt dá um suspiro e se levanta destemido da pedra onde estava sentado.

— Por Blaine, farei o que for preciso!

Notas finais
Nowhere but up... (8' Gostaram??? Me conteem! Beeijos e até a próxima! ;)