Love Me Like You Do

2 Bem-Vindo a Londres


Notas iniciais
boa leitura :)

Entei no avião, chequei meu cartão de embarque para me certificar em que acento eu iria me sentar. Era na primeira fileira, cadeira D, 1D. Um sorriso apareceu no meu rosto, eu amo a banda One Direction, e eu espero que eles estejam la quando eu chegar. Me sentei e Justin se sentou ao meu lado. Peguei meu livro, meu ipod e guardei a mala de mão no compartimento que fica em cima das cadeiras. Justin fez o mesmo, só que ele tambem pegou o computador dele, que ele disse que queria que eu assistisse um filme que ele estava levando.

— Atenção tripulação, preparar para a decolagem – o avião começou a correr e eu segurei na mão do Justin

— Ta com medo? – eu não respondi – Não precisa ficar com medo – ele sorriu e segurou forte na minha mão

— Não to com medo

— Então solta a mina mão

— Não. Ok, eu estou com medo – apertei a mão dele mais forte

— Você vai quebrar a minha mão assim, tem como dar uma soltadinha ai? – assim que o avião se estabilizou eu soltei a mão dele

Eu tenho muito medo de avião, muito mesmo. Ainda mais quando é voo internacional que nós temos que passar por cima do oceano. Toda vez que eu vou viajar, é um parto. Eu fico o voo inteiro com medo segurando na mão do meu pai e não consigo dormir sem tomar remedio. E quando eu tomo remedio, é outro parto para eu acordar.

— Você vai ver o filme?

— Vou – coloquei um dos fones enquanto ele fazia o mesmo com o outro fone – que filme que é?

— Ironias do Amor. É velho, mas eu assisti outro dia e achei que a mulher do filme é a sua cara.

Charlie é um cara muito pé no chão e Jordan é seu total oposto, uma mulher linda mas totalmente maluca. O amor é a primeira vista. Mas imagine um relacionamento que começa da forma mais bizarra possível e que passa pelas maiores catástrofes possíveis. Assim é o relacionamento dos dois, algo aparentemente sem o menor sentido e que tem tudo para dar errado naquele momento da vida deles. A grande ironia é que a única chance que lhes restam é dar o famoso tempo ao tempo.

O filme foi a coisa mais linda que eu ja vi na minha vida. Mas a menina que ele falou que era igual a mim, era louca, meio retardada, e se eu fosse medica, eu mandaria interna-la. Mas ela era do bem, e era linda tambem, o que podia ser um elogio.

— E você se indentifica com o cara do filme? – perguntei

— Ah, naquelas né – olhei para ele com um olhar de “seeei” – o que foi?

— Foi que o homem é apaixoado pela mulher – ele sorriu

— E a mulher é louca – eu ri

— Chato – ele riu e eu apoiei minha cabeça no ombro dele – eu to com sono, mas não consigo dormir

— Eu tenho um remedio aqui comigo – ele tirou do bolso – e nem é tão forte assim

Pedimos um copo de agua para a aeromoça, e tomamos o remedio. Ele tomou dois comprimidos e eu apenas um. Por mais fraco que possa ser, eu tenho um pouco de medo de não acordar a tempo de ter a incrivel sensação do avião tocando o chão. Eu dormi antes do Justin, e dormi como um anjo.

— Miley, hey Miley – ele me sacudiu de leve – acorda Shawty – eu abri os olhos de leve

— Ja chegamos? – falei sonolenta

— Acabamos de pousar amor – ele sorriu e eu sorri junto – ja guardei as suas coisas na sua mala de mão.

— Brigada Jus – sorri e peguei meu oculos de sol

Saimos do avião e uma brisa bateu na minha cara me dando boas vindas. Tirei meu casaco pois estava calor e o amarrei na cintura. O sol estava forte, mas a brisa que o acompanhava não deixava que ficasse tanto calor. Tirei uma foto com o Justin em frente ao avião, para marcar a primeira foto da nossa viagem. Eu sou viciada em fotos, tudo que eu vejo eu tiro uma foto, e todo lugar que eu vou, eu tambem tiro uma foto. Uma não, 408472572091438815691847934872143804380 fotos.

Fomos andando em direção ao local onde pegamos as malas e passar pela policia federal. Minhas duas malas foram umas das primeira a chegar, mas a unica mala que o Justin tinha levado foi uma das ultimas. “Pra que tanta roupa? Qualquer coisa você compra mais aqui!”ele repetiu quatrocentas vezes e eu só ignorei. Acho meio desperdicio de dinheiro deixar tudo para comprar aqui.

Saimos do aeroporto e tinha uma placa bem grande escrita “BEM-VINDO A LONDRES”, e é logico que eu tirei uma foto. Entramos em um taxi, e o Justin falou o endereço e o nome do hotel. “The May Fair” era o nome do nosso hotel. Eu ja tina visto esse hotel em varias revistas, e em alguns filme tambem, então eu tenho certeza que ele é bom. — Chegamos senhor – o taxista parou na frene do hotel — Boa tarde senhora, seja bem-vinda! – um homem alto e negro que vestia uma roupa formal e usava uma boina abriu a porta do quarto para mim — Obrigada – respondi e sai do carro enquanto Justin pagava o taxista — São só essas tres malas senhora? – o homem que abriu a porta para mim agora pegava as malas no porta-malas — São só essas sim... – li o nome dele no cracha – Rick! São só essas tres Rick – ele sorriu — Vamos? – Justin entrou no hotel me puxando pela mão equanto Rick nos seguia com as malas Fiquei observando todo o salão do hotel enquanto Justin fazia o check in. Ficava olhando os desenhos que tinham no teto, e os detalhes na fonte que tinha no meio do saguão. Estava tão interessada nas pinturas, que nem percebi que a mão de um homem tocou em meu ombro. — Lindo não? – o homem falou — Demais – tentei ser simpatica me virando para ele e sorrindo Era um homem de cabelos castanhos, encaracolados. Olhos azuis com um forte sutaque britanico. Era realmente bonito, e seus musculos marcavam a camisa polo que parecia estar apertada na manga, mas estava perfeita no abdomem. Parecia ser um pouco mais velha que o Justin, uns vinte ou vinte e dois anos. — Mas sabe – ele me virou de frente para ele – se você for la para o meu quarto, você ver coisas muito mais bonitas — Ér.. não, obrigada – tentei me afastar dele – mas do mesmo jeito, obrigada oelo convite — Vamos vai – ele tentou me beijar mais eu desviei – qual é a tua novinha? – ele tentou novamente – você vai la pro meu quarto sim, entendeu?! – ele apertou o meu braço — Ou ou ou ou, larga dela cara – Justin empurrou ele pra longe — É o teu namoradinho? – ele deu uma risadinha – relaxa novinha, qualquer dia a gente se ve denovo – ele arrumou a gola da camisa e saiu andando — Qual a desse cara Miley? – ele estava bravo – Por que tu puxou papo com esse muleque? — Calma ai Jus. Ele que veio conversar comigo na amizade – ele levantou as sombranselhas – e obrigada por empurrar ele — Ve se fica esperta viu — Ah, mas até que ele era bonitinho, não ia ser muito ruim ir para o quarto dele não viu – eu brinquei — Cala a boca vai Miley – ele me empurrou de leve – vem, vamos pro quarto!