Love Me Do
22 Vinte
Notas iniciais
POV Rebeca
***
Estava calçando a ankle boot quando a campainha tocou e Jane foi atender. Ouvi a voz dele, e sorri. Jane colocou só a cabeça pra dentro do quarto avisando o que eu já sabia.
- Berréca, o Danny chegou. -
- Já to indo. -
Dei mais uma olhadinha no espelho, dei um jeitinho no cabelo, que estava solto, caindo em ondas até a cintura, e saí do quarto.
Jane e Danny estavam conversando, e quando Danny me viu, abriu um sorriso e me dei um selinho.
- Você tá linda. -
- Obrigada. – sorri.
Antes de sairmos Jane me chamou para avisar que quando eu chegasse, talvez ela não estaria em casa, e que eu sabia onde encontrar a chave.
***
(...)
Fomos jantar no Babylon at the Roof Gardens*, um restaurante super chique, e com uma decoração moderna. Era lindo. O restaurante ficava no topo de um prédio, e a vista era linda.
*gente, procurei restaurantes no Google, e adorei esse.
Terminamos e Danny chamou o garçom e lhe entregou o cartão, quando pegou seu celular do bolso, que estava no silencioso.
Olhou o visor e atendeu um pouco confuso.
- O que foi Jane? -
Perguntou ainda confuso.
- Vou passar pra ela. – disse e me estendeu o IPhone. – Ela quer falar com você. Tá bêbada. -
Peguei o aparelho colocando-o no ouvido.
- Fala Jane. -
- Beeerréécaa, to tão feliz. Você tá feliz? Diz que tá feliz. Você tá com o Danny, então tá feliz. Porque você não vem pra cá? Ah, eu quero que... – Jane falava tudo embolado.
- Jane. Presta atenção. Onde você tá? O que você bebeu? Tá sozinha? – interrompi.
O garçom voltou com o cartão do Danny e ele indicou para que eu seguisse na sua frente, indo para o elevador. Entramos no cubículo dourado, e Danny apertou o botão térreo.
- Ah, eu to... – soluçou – eu to... em uma... – soluço – boate. Com os meninos. Não quer vir pra cá não? Tá tão legal. O Dougie – soluço – tá com ciúmes porque – soluço – porque tem uns caras aqui – soluço – me secando, e... – o celular foi arrancado dela porque ouvi o seu grito, apesar do som alto ao fundo. – ‘hey, eu to falando com ela. Me devolve aqui Dougie’.
Danny estava me abraçando pela cintura, e quando o elevador se abriu, saímos em direção à porta. Danny entregou a chave para o mocinho que estava ali para buscar o carro.
- Desculpa Rebeca, mas é que a Jane quer que vocês venham aqui pra boate, ta aqui parecendo criança emburrada porque eu disse que você não ia vir. -
Eu ri disso. Uma louca mesmo.
- Tudo bem Dougie, eu e o Danny vamos aí. Vou passar pro Danny e você fala aonde vocês estão. -
- Ok. -
Passei o telefone pro Danny, que conversou brevemente com o Dougie, desligando em seguida e guardando o celular.
- Conheço a boate, é muito legal lá. -
Danny comentou já dentro do carro.
- Jane vai me deixar louca ainda. -
- Ela estava bem alterada. Deve estar dando trabalho pro Dougie. – deu uma risadinha baixa.
- Deve estar mesmo. Ela disse que ele tá com ciúmes porque tem uns caras secando ela. – ri.
Ele riu, e ficamos conversando amenidades até que chegamos na boate. Tom estava lá fora, e quando nos viu, pareceu suspirar de alívio.
- Até que enfim vocês chegaram. A Jane tá impossível. Nunca poderia imaginar como aquela garota ficava bêbada. -
Danny e eu rimos e entramos na boate.
Logo que passamos pela porta, vi Jane empurrando varias pessoas que dançavam pela pista. Ela estava cambaleando de tão bêbada, e sinto que isso não vai acabar bem.
- Oiimm Berréquinhaa. Hihihi. – disse enrolando nas palavras.
- Jane, definitivamente você não ta bem. O que você bebeu? Porque ninguém me respondeu. -
- Num xei, bibi um munti. –
Ai meu Deus!
Arrastei ela até o bar, ou melhor, tentei, mas ela me levou pra pista e começou a se balançar, dançando sem ritmo.
I know you want me
I made it obvious that I want you too
So put it on me
Let's remove the space between me and you
Eu sei que você me quer
Eu deixei óbvio que eu quero você também
Então, coloque em mim
Vamos remover o espaço entre mim e você
- Now rock your body, dança Berréquinhaa… —
Fiquei olhando-a como a louca que era, e quando viu que eu não me mexia, pegou minhas mãos e começou a “dançar” comigo. Ela pirou, só pode.
Here's the situation
Been to every nation
Nobody's ever made me feel the way that you do
Aqui está a situação
Já estive em todas as nações
Ninguém nunca me fez sentir do jeito que você faz
- Jane, você pirou? – perguntei.
- Naum, to beuda. Só issuu. – disse rindo.
Desisti e me joguei na dança. Eu e Jane dançávamos sincronizadamente. Parecia que eu tava bêbada como ela, mas nem liguei. Só queria me divertir. Cada garçom que passava com os drinks, eu pegava um e engolia de uma vez.
As bebidas desciam queimando a garganta mas eu nem ligava.
A música acabou e começou a tocar outra. Nesse momento eu já não estava mais na minha razão.
On my waist, through my hair
Think about it when you touch me there
Close my eyes, here you are
All alone dancing in the dark
Da minha cintura até o meu cabelo
Penso nisso quando você me toca lá
Fecho meus olhos, aí está você
Sozinho, dançando no escuro
Eu e Jane começamos a cantar e dançar conforme a musica.
Tell me baby if it's wrong
To let my hands do what they want?
Late at night I pretend we are
Dance-dance-dan-dancing in the dark
Diga-me querido, se é errado
Deixar as minhas mãos fazerem o que querem?
Tarde da noite eu finjo que estamos
Dança, dança-dan-dançando no escuro
As pessoas à nossa volta, já não estavam mais dançando e sim nos olhando dançar já que sabíamos toda a coreografia.
Dancing in the dark
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dancing in the dark
Dançando no escuro
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dançando no escuro
Dois caras altos e fortes vieram na nossa direção dançando junto.
When you work on me
Open my body up and do some surgery
Now that you got me up, I wanna taste it
Taste it
And see those pocket aces
I wanna see who you are
I got a sex drive to push the start
I got a sex drive to push the start
Push, push, push push the start
Push, push, push push the start
I got a sex drive to push the start
Quando você trabalhar em mim
Abra o meu corpo e faça uma cirurgia
Agora que você me pegou, eu quero provar
Prove
E ver esses bolsos se destacarem
Eu quero ver quem você é
Eu tenho um desejo sexual de ir logo para o começo
Eu tenho um desejo sexual de ir logo para o começo
Desejo, desejo, desejo sexual de ir logo para o começo
Desejo, desejo, desejo sexual de ir logo para o começo
Eu tenho um desejo sexual de ir logo para o começo
Danny e Dougie estavam no bar, e não pareciam estar muito felizes. Olhavam para nós duas no meio da pista dançando com aqueles dois caras.
On my waist, through my hair
Think about it when you touch me there
Close my eyes, here you are
Dance-dance-dancing in the dark!
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dancing in the dark
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dancing in the dark
Da minha cintura até o meu cabelo
Penso nisso quando você me toca lá
Fecho meus olhos, aí está você
Dança, dança-dançando no escuro!
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dançando no escuro
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dançando no escuro
Continuamos dançando sem nos importar com aqueles dois. Aqueles caras que a gente nem conhecia dançavam com a gente mas não nos importávamos com eles.
I love to flirt to see
I'm only talking to you if you wanna surf my seas
Now that you got me boy
You know you better spice it, flavor it
Get it right; savor it
Wanna see who you are
I got a sex drive to push the start
I got a sex drive to push the start
Push, push, push push the start
Push, push, push push the start
I got a sex drive to push the start
On my waist, through my hair
Think about it when you touch me there
Close my eyes, here you are
All alone dancing in the dark
Eu adoro flertar para ver o que acontece
Só estou falando contigo, se você quiser navegar nos meus mares
Agora que você me pegou, garoto
É melhor "temperar e experimentar"
Faça direito, saboreie
Quero ver quem você é
Eu tenho um desejo sexual de ir logo para o começo
Eu tenho um desejo sexual de ir logo para o começo
Desejo, desejo, desejo sexual de ir logo para o começo
Desejo, desejo, desejo sexual de ir logo para o começo
Eu tenho um desejo sexual de ir logo para o começo
Da minha cintura até o meu cabelo
Penso nisso quando você me toca lá
Fecho meus olhos, aí está você
Sozinho, dançando no escuro
Quando olhei para o bar, Danny e Dougie tinham sumido, e o cara que dançava com Jane caiu no chão.
- Caiu ingual batatinha. – Jane disse apontando para o cara no chão e rindo.
Tell me baby if it's wrong
To let my hands do what they want
Late at night I pretend we are
Dance-dance-dancing in the dark
Diga-me querido, se é errado
Deixar as minhas mãos fazerem o que querem?
Tarde da noite eu finjo que estamos
Dança, dança-dan-dançando no escuro
Virei para trás a tempo de ver Danny levantar o braço direito e meter um soco na cara do outro que dançava comigo.
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
(Ooh la la) Tell me baby if it's wrong (Ooh la la)
(Ooh la la) Dancing in the dark (Ooh la la)
(Ooh la la) To let my hands do what they want (Ooh la la)
(Ooh la la) Dancing in the dark!
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
(Ooh la la) Diga-me querido, se é errado (Ooh la la)
(Ooh la la) Dançando no escuro (Ooh la la)
(Ooh la la) Deixar as minhas mãos fazerem o que querem (Ooh la la)
(Ooh la la) Dançando no escuro!
Jane e eu riamos dos caras esticados no chão, até ouvirmos o pessoal que estava na boate gritar em coro “briga, briga”. Aí vimos que o negocio era sério.
(It's The Cataracs)
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dancing in the dark
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dancing in the dark
(São os Cataracs)
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dançando no escuro
Ooh la la
Ooh la la
Ooh la la
Dançando no escuro
- DANNY, PARA COM ESSA MERDA, CARAMBA! – gritei.
- DOUGIE, PARA DE VIADICE. SAI DE CIMA DELE, NOW! – Jane gritou.
Parecia que gritávamos para os copinhos de drinks porque aqueles dois lesados nem escutavam a gente.
Danny e Dougie socavam os caras, até que os anjos da vida apareceram.
Tom segurou os braços de Danny, porque era um soco atrás do outro, e Harry agarrou e puxou Dougie pela cintura, arrastando-os para fora da boate. Não sei como, mas Danny deu um jeito de me agarrar pelo braço, estourando minha pulseira e Dougie deu um jeito de puxar Jane pelo vestido. Tom e Harry voltaram pra dentro da boate logo que os dois malucos pegaram eu e Jane pelo braço.
- DANNY, SEU FILHO DA PUITA, ESTUROU MEU PULSEIRINHA. – gritei me agachando pra pegar as bolinhas da minha pulseira, ou tentando porque ficavam pulando e fugindo de mim.
Ele me ignorou e continuou me arrastando like uma mochila de carrinho.
Quando chegamos lá fora, Danny me soltou bruscamente e começou a gritar comigo.
- REBECA, PERDEU A NOÇÃO... A NOÇÃO DO JUIZO? –
Eu o olhava sem entender nada, vendo que um pouco atrás de Danny, Dougie gritava com Jane e comecei a prestar atenção neles, ignorando um Danny possesso na minha frente.
- SE TÁ MALUCA JANE? TEM MERDA NA CABEÇA É? EM? RESPONDE LOGO!
Jane olhava para Dougie parecendo não entender nada assim como eu.
Porque será que eles estavam bravos assim? E porque bateram naqueles caras lá dentro?
- HEY! VOCÊ TA ME OUVINDO REBECA? – gritou Danny, estalando os dedos na minha frente.
- Eu... eu to te ouvindo sim. -
- TÁ ME OUVINDO PORRA NENHUMA PORQUE VOCÊ TA BEBADA!
- Lindinho, porque o Dougie ta bravo com a Jane? – perguntei apontando para os dois que estavam atrás dele, mudando totalmente de assunto.
Danny olha para trás e depois para mim, desacreditando no que eu havia acabado de falar.
- EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TÁ ME PERGUNTANDO ISSO! VOCÊ NÃO FAZ A MINIMA IDÉIA PORQUE EU E DOUGIE ESTAMOS BRAVOS?
- Não – respondi inocente.
Danny suspirou e pareceu se dar por vencido.
- Vem amor, vamos. Vou te levar em casa – disse espalmando a mão direita em minhas costas e me guiando até o carro, porque eu estava caindo de bêbada, mas parei na metade do caminho para ouvir a “conversa” de Dougie com Jane.
- OLHA PRA VOCÊ, TÁ DESPREZIVEL, CAINDO DE BEBADA! – Dougie gritava gesticulando nervosamente com as mãos.
- Neném, olha... um pardal – falou Jane apontando para cima da cabeça de Dougie.
Ri com isso. Onde ela enxergou um pardal? Olhei na direção em que ela apontava e vi uma coruja voando em minha direção. Sai correndo, tropeçando e gritando por socorro. Quase que ela me pega, mas cheguei a tempo ao carro me jogando no banco traseiro.
Danny entrou no carro rindo e olhou para trás checando minha situação. Eu estava de ponta cabeça, com o vestido quase na garganta, com as pernas de fora, e Danny como bom homem que era, nem piscava.
- Becky? Você ta bem? – perguntou ainda sem piscar.
Me sentei rapidamente no banco, arrumando o vestido e cruzando as mãos no colo, olhando para o seu rosto.
- To bem sim. MAIS VOCÊ VIU O TAMANHO DAQUELE BICHO? PARECIA UM JACARÉ AO INVES DE UMA... UMA... o que era aquilo mesmo?
- Era uma...
- CORUJA! – gritei fazendo Danny pular. – ISSO, UMA CORUJA. JÁ PENSOU SE ELA ME PEGA? NÃO SEI O QUE SERIA DE MIM. VIU O TAMANHO DAQUELAS... DAQUELAS... o que ela tem mesmo? Garras? – perguntei e Danny assentiu com o rosto todo vermelho. – VIU O TAMANHO DAQUELAS GARRAS? EU ESTARIA MORTINHA AGORA SE... – Danny explodiu em gargalhadas, e eu o olhei sem entender. O que tinha de engraçado ali?
Ele segurava sua barriga e debruçava-se no volante, enquanto eu continuava sem entender nada. Dougie e Jane ainda estavam discutindo lá fora, quer dizer, só o Dougie porque a Jane tava péssima.
- Danny, lindinho, amor da minha vida, — chamei. – porque você ta rindo tanto? – questionei colocando a mão direita em seu ombro.
Ele foi tentando controlar a respiração e quando finalmente conseguiu, depois de alguns minutos, respondeu ofegante.
- Eu... eu quase... – riu mais um pouco. – não consigo... parar... de rir. Foi muito engra... engraçado. -
- O que foi engraçado? -
Perguntei já me sentindo um pouco melhor da bebedeira. Minha cabeça começava a doer, mas não me incomodei.
- O seu drama por causa de uma coruja. – respondeu sorrindo, com o rosto ainda um pouco vermelho.
- Não é drama tá legal. Eu poderia ter morrido ali. Se isso tivesse acontecido o que você ia fazer? Rir também? – perguntei irritada, cruzando os braços, e me inclinando levemente na direção do Danny.
Ele ficou sério, olhando para o meu rosto, e em nenhum momento desviei o olhar.
- Eu nunca deixaria isso acontecer com você. – respondeu.
- Quem garante? -
- Eu garanto. – frisou, e vi em suas orbes azuis a sinceridade e um sentimento a mais, mas que eu não soube identificar.
Estávamos perigosamente perto, e meus olhos não se desviavam de seus lábios. Queria sentir o gosto de sua boca novamente. A sensação de ter sua boca colada a minha mais uma vez, e Danny acabou com a distancia mínima colando seus lábios aos meus.
Estava desconfortável, porque eu no banco de trás e Danny no banco da frente, então Danny partiu o beijo, e pulou para o banco de trás ficando por cima de mim. Eu amava o beijo dele, o gosto dele, tudo dele.
Danny estava com uma mão na minha cintura, e dava leves apertos na região, me fazendo estremecer, enquanto sentia que ele sorria durante o beijo. Eu agarrava seus cabelos da nuca bagunçando-o, mas nem me importava. Ele foi descendo a mão que estava na minha cintura para a minha coxa, apertando-a, e foi subindo o vestido.
- Adoro as suas pernas sabia? -
Me arrepiei inteira quando ouvi sua voz rouca sussurrar no meu ouvido, me fazendo morder o lábio inferior e segurar um gemido.
Danny distribuía beijos pelo meu pescoço e busto, descendo para os seios. Sua mão não largava a minha coxa, apertando-a. Mas como tudo que é bom dura pouco, levamos um susto quando bateram na janela.
- Será que dá pra vocês dois procurarem um quarto pelo amor da suas vidas? – Dougie disse.
- Que bicho mordeu ele hoje hein? – perguntei olhando pela janela, e vendo um Dougie possesso com cara de poucos amigos.
- E você ainda pergunta. Nem vou me dar ao trabalho de responder, apesar de estar puto com a interrupção, acho melhor você arrumar esse vestido porque eu não quero que ninguém te veja assim, — apontou para onde meu vestido estava. Na cintura, abaixo dos seios, e quando percebi como estava, corei. – porque tudo isso aqui, — apertou minhas coxas novamente e foi subindo as mãos pelas laterais do meu corpo até chegar ao meus seios. – é meu. – roubou um selinho.
Eu estava morrendo de vergonha. Ajeitei o vestido e me sentei adequadamente, vendo Dougie entrar no banco do passageiro e Jane no banco de trás.
- Anda logo com essa porra de carro Daniel. -
Danny não rebateu Dougie, e saiu com o carro do estacionamento da boate. O caminho pra casa foi quieto. O silencio no carro era de matar, mas ninguém tinha coragem de falar alguma coisa.
Desci do carro, e Danny me ajudou a tirar Jane, que já tava dormindo. Ele pegou-a no colo e subiu comigo até o apartamento, depositando-a em sua cama. Saímos do quarto, e Danny me abraçou pela cintura colocando sua cabeça em meu ombro.
- Queria ficar aqui com você. – disse tristemente.
- E porque não fica? – perguntei.
- O Dougie tá lá embaixo. Preciso levar ele pra casa. – suspirou.
- Vai e volta. – me virei para olhar em suas íris azuis e sorri, colocando os braços em seus ombros entrelaçando as mãos na sua nuca.
- Eu não sei. Dougie precisa se acalmar e tenho medo que ele faça alguma besteira. Sabe como é, ele tá possesso com a Jane. -
- É, mas ele não vai fazer. Ele pode ser meio lerdo, mas idiota ele não é. Se fizer, eu mesma acabo com ele. – sorri.
Danny ficou olhando para o meu rosto e encostou nossas testas, fechando os olhos.
- Eu volto então. -
Ele me deu um beijinho e saiu para levar Dougie pra casa.
Suspirei e tirei o salto. Aquilo estava me matando. Fui para o meu quarto, jogando as sandálias em um canto qualquer do closet, e fui pro banheiro, deixando a porta aberta. Sairia antes que Danny chegasse, então, sem problemas.
Entrei embaixo da água quentinha e relaxei. Eu adorava sentir a água batendo nos meus ombros, e sempre me esquecia de tudo. Peguei a esponja colocando um pouco de sabonete liquido e comecei a passar pelo meu corpo.
Terminei de me ensaboar e entrei embaixo do chuveiro pra tirar o sabão. Sai do box, e peguei a toalha ao lado pra poder me enxugar, passei a toalha pelos meus braços quando ouvi alguém no meu quarto. Olhei pra frente só pra ver Danny de boca aberta bem na minha direção.
- Meu Deus! -
Foi a única coisa que ele falou. Minha boca abriu, eu estava nua, e Danny me olhava com cobiça em seus olhos. Eu não conseguia me mexer. A toalha havia caído das minhas mãos, e eu não sabia o que fazia. Eu pensava em pegar a toalha no chão e me cobrir, mas cadê que meu corpo obedecia?
Danny começou a andar vagarosamente na minha direção, e seus olhos não se desgrudavam dos meus. Vários sentimentos passavam pelos seus olhos, mas o que chamava mais atenção, era o desejo que eu via em seus olhos.
Seu corpo estava perigosamente perto do meu paralisado. Ficou me olhando e depois de alguns segundos, ele se abaixou, pegou a toalha, e passou pelo meu corpo roçando seus braços nos meus seios. Meu corpo se arrepiou, e eu arfei.
Danny postou suas mãos na minha cintura, me colando a ele, e se abaixou para sussurrar no meu ouvido.
- Ainda não é a hora de eu te possuir. -
Disse e mordeu o lóbulo de minha orelha, e me arrepiando inteirinha. Danny colocou uma mão em minha nuca puxando meus cabelos e fazendo com que erguesse meu rosto, e me beijou. Um beijo calmo, e delicado.
Link das musicas:
Tonight (I'm loving you) — Enrique Iglesias
In The Dark — Dev
http://www.vagalume.com.br/dev/in-the-dark-traducao.html
Continua...
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