Love Love Chiquititas
50 Capítulo 50
Notas iniciais
Capítulo 50:
Pov. Matias
Eu estava tão feliz, pois a Vivi estava me fazendo tão bem. Eu sei que não se esquece duma pessoa assim do nada, mas eu não estou sentindo mais nem a metade do que eu sentia pela Bia antes. Depois que vi ela e o Duda se beijando meu chão desmoronou, e a cada dia eles estão mais próximos o que dá a entender que eles estão juntos, mas a amizade da Vivi está me ajudando a cada dia superar isso. Ela é uma menina tão especial que as vezes me pergunto como não pude perceber isso antes. Já estava quase na hora do almoço e eu resolvi ir ao banheiro, depois que saí passei pelo quarto das meninas e vi que Vivi estava deitada em sua cama sozinha, resolvi entrar.
Matias- Ta tudo bem Vivi?
Vivi- Ah, oi Matias! –Disse ela sentando na cama -Ta tudo bem sim. Eu só resolvi deitar um pouco pra descansar.
Matias- Descansar do que? Lavou muita louça hoje?
Vivi- Bobo! –Ela disse dando risada — Eu só to com sono mesmo.
Matias- Eu tava aqui pensando... Acho que eu preciso te agradecer.
Vivi- Pelo oque?
Matias- Você tem sido uma amigona pra mim. Se não fosse por você eu estaria depressivo comendo sorvete em baixo das cobertas.
Vivi- Como se a Ernestina fosse deixar! –Disse ela dando risada e eu também. –Mas você tem me ajudado muito também, pra ser bem sincera eu nem penso mais no Mosca.
Matias- Agora eu to de boa em relação á Bia também.
A gente ficou um tempo em silêncio e trocando alguns olhares de vez em quando. Naquele momento a minha vontade era de beija-la, mas não sei se era a hora certa, e se ela não quisesse? Além do mais uma atitude precipitada poderia estragar a nossa amizade. Ainda bem (ou não) que o Chico nos chamou para o almoço, assim não teria que ficar com as minhas dúvidas e poderia pensar melhor no que fazer.
Matias- Acho melhor a gente descer.
Vivi- Concordo.
Eu levantei e dei a minha mão para ela se levantar também. Nós fomos até a cozinha enganchados e dando muita risada, o que causou algumas piadinha dos demais.
Pov. Paçoca
Eu estava tão feliz, pois já tinha um pouco da confiança do pessoal. Ter entrado nesse orfanato foi a melhor decisão da minha vida, não consigo nem imaginar como eu estaria se não tivesse repensado nas minhas atitudes um tempo atrás. Eu estava almoçando na mesma mesa que Mosca e Rafa (quem diria) e aproveitei para fazer um pequeno “interrogatório” para Mosca.
Paçoca- Mosca, você tem muitos ciúmes da Pata?
Mosca- Depende, ela sabe se cuidar, mas eu me sinto responsável por ela. Porque? –Ele me perguntou com um olhar desconfiado.
Paçoca- Não, nada não... –Eu disse tentando esconder meu interesse por ela. –Ela já se envolveu com alguém antes?
Mosca- Não que eu saiba... Cara, você tem alguma coisa pra me falar?
Paçoca- Eu? E porque teria?
Rafa- Na boa, eu to achando que você ta interessado nela.
Mosca- É isso mesmo Paçoca?
Eu fiquei sem saber oque falar, não tinha certeza que contar toda a verdade seria o melhor a se fazer.
Paçoca- Ta bom, eu admito. –Eu disse sem pensar.
Mosca- Olha você realmente parece ter mudado, mas eu ainda não tenho total confiança.
Paçoca- Eu sei disso, mas eu juro que eu nunca faria nem um mal pra ela. –Eu disse e refleti – O que eu to falando? Não adianta de nada eu estar a fim dela, a Pata nunca me olharia com esses olhos.
Rafa- É... Quem sabe?
Mosca- Eu vou dar um voto de confiança pra você.
Paçoca- Como assim?
Mosca- Se ela realmente gostar de você, eu não vou impedir nada. Mas se alguma coisa acontecer com ela você vai se ver comigo.
Paçoca- Valeu cara –Eu disse dando um sorriso – Mas duvido que ela queira.
Depois do almoço cada um foi para o seu canto, eu fui para o jardim, pois gostada de sentir o vento batendo no meu rosto, acho que me dava uma sensação de liberdade. Peguei meu celular e coloquei algumas músicas para eu ouvir pelo fone de ouvido. Alguns minutos depois Pata chegou e como eu não a esperava levei um susto e logo tirei os fones de ouvido.
Pata- Foi mal, eu não sabia que você tava aqui.
Paçoca- Não tem problema, senta aí! –Eu disse com um sorriso bobo na cara. (Dizem que é assim que as pessoas ficam quando gostam muito de alguém, será que a coisa está ficando séria para o meu lado?)
Pata- Ta. –Ela disse se sentando em um dos bancos que tem aqui no jardim.
Paçoca- Posso te fazer uma pergunta?
Pata- Faça.
Paçoca- Você não se sente mal perto de mim?
Pata- E porque eu me sentiria?
Paçoca- Por tudo que eu fiz com vocês no passado.
Pata- Exatamente... Você fez isso no passado, oque importa agora é o presente.
Paçoca- Então você acredita em mim de verdade?
Pata- Já se passou um tempo e você não deu nenhum motivo pra duvidarmos de você. Eu acho que mudou sim.
Paçoca- Que bom que você acha, porque foi isso que aconteceu.
Pata- Assim eu espero! –Ela disse dando um sorriso, e que sorriso.
Paçoca- Você é uma das garotas mais legais daqui, sabia?
Pata- Valeu! Que música você tava ouvindo?
Eu sentei no lado dela e coloquei o fone no seu ouvido para ela escutar a música.
Pata- Legal, eu adoro essa banda! Até que você tem bom gosto. –Disse ela dando uma pequena risada.
Nós ficamos um tempo conversando sobre músicas e outros assuntos, até que em um momento eu não aguentei e acabei a beijando. Foi um beijo tão bom, mas ela logo se afastou. Quando isso aconteceu eu caí em mim.
Paçoca- Ai meu Deus, me desculpa Pata, eu juro que não queria, quer dizer... Eu até queria, mas não assim, me perdoa por favor! –Eu disse sem jeito e sem saber oque dizer ao meu favor.
Pata- Eu não sei, só preciso de um tempo. –Ela disse e logo após saiu correndo.
O que eu fiz? Agora ela deve estar me odiando. Você é um idiota Paçoca, nunca consegue fazer as coisas direito!
Pov. Duda
Eu estava super feliz, pois estava com a garota que eu amo. Nós não estávamos namorando oficialmente, mas quase. Além do mais eu não pretendia ficar assim por muito tempo. Estava a caminho do orfanato e passei por uma loja de flores, resolvi pedir para o motorista parar e fui comprar uma rosa vermelha (dizem que é a cor da paixão). Eu se que eu devo estar brega de tão romântico, mas não estou nem aí, eu só quero ser feliz! Cheguei no orfanato e bati na porta, por coincidência quem atendeu foi a própria Bia. Quando viu que era eu abriu um sorriso.
Bia- Duda!
Duda- Oi Bia! –Eu disse e logo depois coloquei a rosa na sua frente. –Uma flor, para outra flor!
Bia- Sério? –Ela disse com uma cara de sarcasmo.
Duda- Puts esqueci que eu to com a menina menos romântica daqui, foi mal! –Eu disse a fazendo rir.
Bia- Não tem problema, eu gostei do mesmo jeito.
Duda- Que bom então! Mas eu não vou poder entrar? –Disse olhando para dentro do orfanato.
Bia- Ah, que cabeça a minha! –Disse com uma pequena risada — Entra!
Não tinha ninguém na sala, além de nós é claro, e achei que era a hora perfeita para finalmente fazer oque eu queria há algum tempo atrás.
Duda- Bia, você gosta de mim?
Bia- Que pergunta você sabe que sim.
Duda- E você namoraria comigo?
Bia- E não é isso que a gente ta fazendo?
Duda- É... Mas oficialmente, sebe?
Bia- Você ta me pedindo em namoro? –Ela disse com um sorrisinho.
Duda- Sim. Você aceita?
Bia- Claro que sim, seu idiota! –Ela disse com um tom de brincadeira, e depois me deu um beijo.
Agora a minha felicidade estava completa, namorar com a Bia era tudo que eu mais queria. Depois disso Matias e Vivi estavam descendo as escadas e eu gelei, eu e ele não nos dávamos bem.
Matias- Eaí. –Ele disse para mim.
Duda- Eaí. –Respondi.
Matias- Cara, eu preciso falar com você. É rápido.
Duda- Comigo? –Eu disse surpreso e ele confirmou – Vamo ali então. –Eu disse apontando para o pátio.
Nós fomos para o pátio sem dizer uma palavra, quando chegamos lá nos encaramos e ele começou a falar.
Matias- Eu só queria dizer que não precisa ficar esse clima tenso entre a gente por conta do que aconteceu.
Duda- Não?
Matias- Não, até porque eu já to em outra.
Duda- Você ta pegando a Vivi?
Matias- Não. –Ele disse dando uma pequena risada – Ainda não pelo menos. Eu não sei se ela quer.
Duda- Boa sorte aí.
Matias- Valeu. Bom, agora que já ta tudo resolvido eu vou indo. Falou!
Duda- Falou!
Pov. Vivi
Eu estava na sala com Bia esperando o Matias voltar. Confesso que o Matias tem mexido comigo nesses dias, mas tenho medo que ele não sinta o mesmo por mim. Só espero que tudo dê certo, até porque ele é lindo. Eles estavam voltando como se nada tivesse acontecido uns dias atrás, acho que se resolveram. Nós continuamos conversando e fomos até o pátio.
Matias- Vivi, eu tenho uma coisa pra falar pra você.
Vivi- Fala.
Matias- Mas eu to com medo, vergonha... Sei lá oque é.
Vivi- Não precisa disso né Matias?! Fala logo!
Matias- Ta bom, mas as coisas vão continuar como estão se você não concordar com que eu vou falar né?
Vivi- Como assim?
Matias- Eu só quero que prometa que vai continuar sendo minha amiga, independente da resposta que você me der.
Vivi- Ta bom, eu prometo. Mas você ta me deixando preocupada. –Eu disse com uma cara de preocupação.
Matias- É que nesse tempo que a gente se aproximou eu... Eu comecei a sentir alguma coisa por você!
Vivi- Alguma coisa tipo oque? –Eu disse sem acreditar no que estava ouvindo.
Matias- Eu to gostando de você Vivi, é isso! Mas eu sei que você não deve gostar de mim da mesma forma, por isso não fique incomodada, eu vou entender... –Eu o interrompi colocando meu dedo na sua boca em sinal de silêncio.
Vivi- Quem disse que não?
Matias- Quer dizer que você também gosta de mim?
Vivi- Sim, mas eu fiquei com medo que você não gostasse, por isso não disse nada.
Nós abrimos um sorriso e fomos chegando cada vez mais perto, até nossas bocas se encostarem e nós nos beijarmos. Eu nunca beijei alguém daquela forma, foi um beijo cheio de sentimentos, acho que finalmente encontrei o meu príncipe. Nós nos afastamos.
Matias- Eu sei que pode ser rápido de mais pra isso, mas eu não quero perder mais tempo. Você aceita namorar comigo Vivi?
Vivi- Eu acho até que a gente demorou de mais pra isso! –Eu disse dando risada.
Minha resposta foi tipo um sim, e depois disso nós voltamos a nos beijar. Era um dos dias mais felizes da minha vida.
Continua...
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