Notas iniciais
Olá pessoal, bom, como eu já disse, essa fanfiction já foi postada uma vez aqui no Nyah! com esse mesmo nome porém pelo usuário OrionD que era minha antiga conta que perdi, eu não lembro até a onde postei essa fan fic. Porém essa versão que estarei postando possui muitas mudanças, então se alguém que já leu e lembrar dela ou tiver guardada, não estranhe. Bom vamos ao Capítulo.

Caminhos que se cruzam.

É o começo de uma manhã chuvosa e fria em Tóquio, o sol ainda escondido e ofuscado pelas nuvens deixa a cidade envolta pela penumbra da noite.

— Não entendo por que tive que levantar tão cedo... – reclamou o rapaz loiro em um dos cantos da mesa.

— Por que vocês já faltaram ontem... E conhecendo vocês como eu conheço é bem capaz de matarem aula hoje. Por isso eu vou levar vocês pessoalmente ao Instituto.

Logo o silencio voltou ao local, parecia haver certo desconforto entre os três homens que tomavam o café sem pressa alguma.

— Vocês sempre arrumam desculpas nessa época do ano. – Ele tocou no ponto que não queria falar. E percebeu que embora não ouve-se resposta, os dois garotos o encararam. – Sei que é uma época triste para vocês, mais não quero ver os dois enfiados em seus quartos o dia inteiro lamentando a vida.

Quem falava, o mais velho dos três, embora já demonstrasse sua idade, tinha uma aparência de certa forma jovem, o rosto bonito, de traços fortes, o cabelo porém, de um branco levemente prateado e comprido preso a um rabo de cavalo.

— Você sabe muito bem que eu preferia permanecer alegre como sempre... – O loiro usou um tom de certo deboche. – Mais não é bem assim.

Ele agora brincava com uma colher no seu copo de suco, um rapaz jovem, de rosto bonito, cabelos de um dourado vivo e claramente rebeldes, arrepiados e indiscutivelmente bagunçados, olhos de um azul profundo.

— Não use esse tom comigo rap –

— Será que vocês vão começar a agir como duas crianças novamente?

Pela a primeira vez o outro rapaz falava. De feição mais séria, rosto também bonito, cabelos de um negro intenso, razoavelmente arrumados na frente, mais terrivelmente rebeldes atrás. Em contraste com a cor de seus cabelos, seus olhos exibiam um preto intenso e um brilho de certo desdém diante da situação.

Mais parece que suas palavras acalmaram o ambiente quando ambos se calaram e emburraram a cara.

— Jiraya, às vezes eu duvido que você seja realmente o responsável nessa casa.

Ele lançou um olhar de provocação a Jiraya que lhe devolveu um olhar de certo orgulho misturado com uma imensa vontade de agarrar os cabelos do rapaz.

— Que seja Sasuke! É melhor vocês se apressarem e arrumarem suas coisas.

A escola em si, na palavra dos garotos, é um saco. Não por não gostarem de estudar, as notas de Sasuke e Naruto sempre foram altas, não por vontade própria é verdade, já que Jiraya sempre pegou bastante no pé de ambos, Uzumaki Naruto e Uchiha Sasuke moram com o padrinho desde os 7 anos de idade quando os pais de ambos faleceram. Jiraya assumiu o controle da herança dos garotos, incluindo duas empresas do ramo financeiro. Nas palavras de ambos os garotos, Jiraya se tornou uma espécie de avô para os dois, embora ele insista em dizer que é jovem demais para isso.

Mais a escola, ah a escola que tanto lhes desagrada é atualmente a melhor instituição de educação do Japão, conhecido como Instituto Konoha. A escola em si é apenas para quem pode pagar as altas mensalidades, os materiais caros e as excentricidades do lugar, e embora ambos gostem de certa maneira do local, não gostam muito das pessoas que o frequentam. Ambos foram criados como crianças normais, e não como riquinhos mimados nas palavras de Naruto. E a quantidade exorbitante de detenções que os mesmos possuem, deixa isso bem claro embora porém, ambos sejam um dos garotos mais populares do instituto.

— Hoje nós saímos cedo. – Disse Sasuke calmamente enquanto saia do carro ficando debaixo da pomposa marquise de mármore da portaria.

— Vão sair para algum lugar?

— Provavelmente. Nós te ligamos. – Completou Naruto.

Ambos se despediram e logo o carro de Jiraya saiu de suas vistas. Frente a eles estava a portaria, onde seis roletas eletrônicas os aguardava, trajavam uniformes de calça social preta, blusa social branca e o casaco de inverno da mesma cor da calça com um grande K dourado bordado na altura do peito. Sasuke se adiantou em meio ao tumulto de pessoas que atrapalhavam a entrada e tirou um pequeno cartão magnético do bolso, o passou na roleta e entrou. Logo após Naruto fez o mesmo.

— Cara, eles podiam colocar uns aquecedores a mais nesse lugar, tá certo que no calor é bem fresco, mais no frio isso aqui é insuportável.

Sasuke permaneceu calado enquanto ambos se dirigiam agora pelos corredores do local, tudo de um branco impecável e sempre com diversos detalhes em dourado, e logo a sala com uma pequena placa sobre a porta escrito 3 – F ficou aparente e ambos entraram na mesma. A sala estaria praticamente vazia se não fosse por dois garotos que aparentemente dormiam, um de cabelos negros compridos amarrados a um rabo de cavalo e o outro de cabelos vermelhos tão rebeldes como os de Naruto.

— Acorda bando de preguiçosos! – Gritou Naruto jogando sua mochila na em sua carteira.

— Ah, pra que essa barulheira agora cedo Naruto?

— Para de preguiça Shikamaru, você sempre dorme nas aulas mesmo.

— Não é apenas eu. Gaara faz a mesma coisa. – Disse Shikamaru apontando para frente.

— Novidade... – E ele se largou sem sua cadeira enquanto Sasuke já estava sentado olhando para o teto.

— Falta pouco pra acabar o ano. Nós já passamos em todas as matérias, por que temos que continuar vindo? – Pela a primeira vez Gaara dizia alguma coisa.

— Para vocês não repetirem é lógico! – Disse uma voz feminina entrando na sala.

— Ah! Chegou a sabe tudo. – Disse Sasuke em tom desinteressado. E logo após levou um sonoro tapa na cabeça. – Tá louca?

— Já disse para me chamar pelo meu nome!

— Tanto faz Sakura. Tá bom agora?

Ela entrou e se sentou atrás de Sasuke, bonita, de olhos de um verde claro e chamativo e cabelos compridos de uma cor rosada. Junto com Sakura mais uma garota entrou. Uma de beleza semelhante, olhos azuis e cabelos loiros presos a um rabo de cavalo.

Aos poucos a sala foi enchendo e o barulho de conversa logo preencheu a sala. Até que o professor chegou dando certo silencio a sala. E a medida que as horas corriam o intervalo do almoço finalmente chegou, e enquanto alguns alunos saiam da sala, outros arrumavam suas coisas para irem embora.

— Vocês vão mesmo embora? – Perguntou Sakura surpresa.

— É claro! Já passamos, podemos ir embora se esqueceu?

— Mais ainda temos provas!

— E dai? Já temos nota! – Replicou Naruto.

— Será que vocês não pensam em outra coisa a não ser ficar a toa?

— Não! – Responderam Naruto, Sasuke, Shikamaru e Gaara ao mesmo tempo.

— Fracamente... – Continuou Sakura. – Ei! Espera ai, pra onde você vai Ino!?

— Embora também é claro!

— Mais o que?

— Ah Sakura, nós já temos nota, e caso você não tenha percebido, todo mundo que tem nota vai embora mais cedo. Afinal, ainda bem esse é um ótimo privilégio! – Terminou Ino com certo brilho nos olhos. – Então anda! Levanta e vamos embora!

Mesmo que contrariada ela levantou, guardou suas coisas, colocou seu casaco e seguiu no encalço de Ino e dos rapazes. Mais do lado de fora uma situação rotineira acontecia. Confusão no corredor. Todos que saiam da sala 3 – F viram o ocorrido quando uma garota de vestes mais surradas e claro desconforto por estar ali escorregou no chão molhado do pátio e esbarrou em vários rapazes, ela de imediato pediu desculpas, mais na mesma hora sentiu um deles a empurrar com demasiada força a fazendo ir de encontro com a parede mais próxima e com o chão molhado. Na mesma hora ela deu um pequeno gemido de dor levando a mão ao ombro e ao tornozelo.

— Ei quem é? – Perguntou um Gaara ainda sonolento.

Mais antes que as meninas já nervosas pela situação se pronunciassem, todos viram Naruto jogar a mochila no colo de Sasuke e correr em direção ao grupo.

— Já te falei para não encostar em mim! – Gritava o garoto que empurrou a menina. – Sua es – E antes que completasse a fala sentiu uma dor aguda em seu rosto, sentiu seus lábios rasgarem prensados contra seus dentes e perdeu o equilíbrio com a força do soco.

— Lá vai ele de novo! – Dizia Sasuke já nervoso entregando a mochila dele e de Naruto para Sakura enquanto Gaara e Shikamaru faziam o mesmo com Ino.

— Vai! Seu merda! Continua a frase! – Gritava um Naruto nervoso olhando para o garoto no chão com o rosto ensanguentado.

Ele sentiu um soco vindo na direção do seu rosto, mais desviou com certa facilidade, puxou o braço do seu atacante o desequilibrando e acertando uma joelhada em seu estomago, mais antes que pudesse continuar, sentiu Sasuke o segurar e os outros tomarem a frente a fim de impedir maiores problemas. Vendo que as coisas iam ficar difíceis o grupo correu. Sasuke virou para Naruto, pegou a mochila dele com Sakura e a jogou para Naruto.

— Corre! Se você pegar mais uma detenção Jiraya arranca o nosso fígado! Sai daqui antes que algum inspetor chegue!

O loiro o fez e logo desapareceu correndo pelos corredores. Sasuke por sua vez olhou para trás onde Sakura e Ino ajudavam a garota se levantar e sentar em um banco comprido que tinha no corredor. Ela tinha cabelos compridos, de um liso bonito, de um preto azulado, como um azul marinho. De pele bem branca, de quem raramente pega sol, e de olhos de uma íris intrigantemente branca.

— Hinata, você tá bem? – Perguntava Sakura com o rosto próximo ao da menina. Ela por sua vez apenas sacudiu a cabeça fazendo um sim. – Seu tornozelo?

— N-Não...

— Vocês levam ela na enfermaria?

— Sim.

— Não precisa! – Ela se levantou na mesma hora e sentindo o tornozelo latejar cambaleou e encostou na parede. – Obrigado Haruno-san, mais não precisa.

Ela logo desapareceu cambaleando pelos corredores.

— Francamente! – Disse Sakura bufando. – Ela pode ter quebrado o pé, ou pode piorar a lesão!

— Falou a futura médica... – Falou Sasuke com desinteresse.

— Para de implicar Sasuke! Não me deixe mais irritada! Odeio esses garotos que ficam implicando com a Hinata.

— Oi, oi... Aquela não é a bolsista? – Perguntou um Gaara com uma voz cansada mais com certa curiosidade.

— Sim. Hyuuga Hinata.

— Por que implicam com ela? Ela deve ser bastante inteligente. Afinal é a única bolsista da escola...

— Eles implicam com ela por ela SER bolsista, a família não tem condições de arcar com a escola, mesmo os uniformes dela são de segunda mão. Como ela é sempre hostilizada aqui na escola pela maioria dos alunos, ela é um tanto relutante em aceitar ajuda.

— De que sala ela é? – Perguntou Gaara novamente.

— Da nossa sua ameba ruiva! – Se estressou Ino.

Do lado de fora da escola, ainda embaixo da marquise se protegendo da chuva, um Naruto furioso esperava pelos outros, até que seus olhos pareciam o trair. A mesma garota estava ali fora agora, mancando, na chuva e apertando o ombro dolorido. Ele por sua vez pegou o guarda chuva em sua mão, o abriu e correu até a garota, que se assustou ao ver a sombra do guarda chuva e logo depois Naruto ao seu lado, desprevenida e assustada ela olhou para Naruto e sustentou o olhar por vários segundos.

Para ele, uma bela garota, rosto bonito, delicado, olhos raros e belíssimos, de cabelo de beleza igual, mais não há brilho nela, não há sinal de felicidade ou mesmo um rastro de alegria que seja, tem apenas dor e tristeza nos olhos marejados.

Para ela, um rapaz belo, de corpo atlético, rosto bem desenhado, olhos de azul claro com detalhes mais escuros, um cabelo de um dourado vivo e forte e de rebeldia irremediável, e mais do que tudo, um brilho inabalável, por trás daquele olhar ela pode sentir tudo dele, a felicidade, a alegria, o modo como seu humor é inquebrável, mais também pode sentir que assim como ela, ele tem uma mancha, uma mancha negra de pura tristeza.

Por algum tempo eles mantem essa troca de olhares inesperada e de difícil resistência, mais quando por fim ela é quebrada, ele percebe que não teria o assunto imaginado.

— Não precisa me ajudar Uzumaki-san. – Ela disse seca, com a voz tremida e com ligeira timidez que começava a transparecer no rosto pálido que agora tinha as bochechas coradas.

— Não é o que os meus olhos dizem. Você está machucada, por que não foi a enfermaria?

— Eu já disse que NÃO PRECISO de ajuda! – Ela frisou as palavras com certa irritação, lançando um olhar hesitante ao garoto, ele por sua vez, pareceu inabalável. E permaneceu calado.

Por vários minutos ele apenas a seguiu, segurando o guarda chuva. Até que seu celular emitiu um leve tremor em seu bolso, ele o pegou e com o toque de seu dedo em uma pequena área preta sobre a tela a mesma se acendeu e mostrou uma mensagem de Sasuke.

“Onde você está?” Era o conteúdo, e com certa agilidade ele respondeu. “Andando. Te encontro em casa mais tarde.”

— Você vai ficar me seguindo?- Perguntou ela indiferente.

— Hã? – Completou ele distraído com seu celular. – Há, logico que não, que eu saiba a rua é pública. Só estou andando...

Ela parou, com os olhos já derramando lágrimas.

— Eu não quero sua companhia! Não quero sua ajuda! Não quero NADA de pessoas como você!

Ele permaneceu inabalável, mesmo com a recente explosão da garota.

— Ora, e que tipo de pessoa eu seria? – Perguntou ele com certo divertimento.

— Rico, prepotente, mimado, do tipo que humilha os outros e se acha no direito de humilhar os que não tem a mesma vida! Só por que o papai ou a mamãe vão estar ali para encobrir suas burradas! Do tipo que desfila com carros caros só para o prazer de se mostrar! Do tipo que humilha e machuca gente como eu!

Ela terminou a frase já mergulhada em lágrimas, com a voz levemente pastosa e tremida. Ele por sua vez permaneceu na postura anterior.

— Oh, interessante...

— É! Muito! Aposto que você é como eles! Como aqueles idiotas que gostam de me ver machucada, que sentem prazer em me fazer chorar! Aposto que você só sabe que eu sou a bolsista! Não sabe meu nome, minha turma, ou nada sobre mim!

— Você? Hyuuga Hinata, 17 anos, Terceiro ano Turma F, tipo sanguíneo A... E eu sou rico é verdade. Mais não sou mimado, nunca fui. Não ganho mesada, meu avô diz que para conseguir as coisas tenho que trabalhar por elas, e é isso que eu faço, o ajudo na empresa, resolvendo coisas complicadas que me rendem certas metas malucas que o velho faz. Não me sinto no direito de humilhar ninguém para depois me esconder atrás dos meus pais. Eles estão mortos. Faz 10 anos. E não tenho a mínima intenção de sujar a memória deles sendo um filhinho de papai. – Ela o olhou sem graça.

Ele continuou a caminhar até que parou ao perceber que ela também o fez.

— Por favor Uzumaki–san, pare de me seguir. Eu agradeço sua ajuda mais por favor me deixe em paz.

— Sabe. Eu odeio essa escola, odeio aqueles idiotas. Mais meu avô insiste em colocar eu e meu irmão lá.

— Irmão? Quem? – Ela deixou escapar com tom de extrema curiosidade.

Ele riu, apontou uma pequena lanchonete que estavam na frente e entraram ela se sentou e esticou a perna demonstrando certo alivio. A garçonete logo chegou, ele pediu dos cafés e encarou um olhar fulminante de Hinata.

— É só um café! Não vai te matar eu pagar uma bebida de 100 Yenes! Mais, voltando ao assunto, estou falando do Sasuke.

— Hã? Mais ele... – Ele a interrompeu.

— Uchiha eu sei. Digo irmão por parte de criação. Nos conhecemos desde que conseguimos lembrar. Sempre estivemos na mesma escola e por várias vezes na mesma turma.

Durante vários minutos ele não falou mais sobre nada. Apenas encarava a bebida fumegante a sua frente e hora sim hora não dava pequenas goladas enquanto ela permanecia olhando para a xicara envergonhada.

— Juro que a derrubo em você se não beber. – Ele disse sério mais com um tom brincalhão enquanto debruçava na mesa com sua xicara já vazia.

Ela por sua vez pareceu desconcertada, mais bebeu aos poucos o café. Até que os dois saíram do lugar de volta a gelada chuva.

— Como você pretende ir para casa? – Ele disse em um tom preocupado.

— Metrô.

— Com essa perna assim? Será demais se você chegar até a esquina...

Ela por sua vez pareceu desconcertada, mais bebeu aos poucos o café. Até que os dois saíram do lugar de volta a gelada chuva.

— Acho que vou indo. – Disse ela apressada. Mais antes que pudesse perceber Naruto estava parado na beira da rua a trazendo para perto de um táxi que agora de porta aberta e convidava a entrar. – Mas o que?

— Vamos.

— Não! Não precisa! Posso ir de metro! – Ela disse apressada, com a face vermelha e com um nítido desconforto. – Por favor Uzumaki-san, não precisa!

— Primeiro, é Naruto! E segundo, entra logo que eu tô congelando, e você também tá! – Ele a pegou pelo braço, não com força, mais com certa pressa e a empurrava para dentro do táxi. E finalmente ela entrou.

— Para onde? – Perguntou o taxista olhando para Naruto, mais ele encarou Hinata até que ela dissesse o endereço e o carro começasse a andar.

— Não tenho como pagar a você!

— Não pedi nada de você.

O resto da viagem se passou silenciosa, e pouco mais de meia hora depois, ambos estavam frente a um pequeno prédio notavelmente velho, tinha 3 andares e uma pintura branca descascada, ele abriu a carteira, tirou algumas notas a mais do que custava a viagem.

— O senhor pode esperar por alguns minutos? – Perguntou ele.

— Sim. – Respondeu o velho senhor.

— Vamos?

Ele abriu a porta, logo após seu guarda chuva, mais assim que Hinata saiu pela mesma porta ela quase caiu ao apoiar o pé machucado no chão, Naruto porém foi mais rápido ao segurá-la pelo braço e fechar a porta do táxi com a perna.

— Está bem?

— Muita dor...

Para o total desespero de Hinata, Naruto passou o braço da jovem em seu pescoço e segurou a cintura da mesma com firmeza a fazendo corar mais que o possível e gaguejar a ponto de não conseguir falar. Ele a ajudou a subir as escadas da portaria.

— Onde é?

— Corredor a esquerda.

Ele seguiu, e se sentiu um tanto surpreso por haver poucas portas no local indicando que os apartamentos eram maiores do que ele pensou.

— Qual porta?

— Aquela lá. – Ela apontou para a terceira porta a direita. Ele seguiu com ela e apoiando o guarda chuva no chão ele apertou a campainha, segundos depois dois cliques e a porta abriu, um senhor que devia regular a idade de Jiraya, cabelos grisalhos e curtos um tanto que bagunçados, de aspecto cansado, com os mesmo olhos que Hinata.

— Hã?! Hinata! – Ele disse nervoso ao ver a filha corada ao extremo com um rapaz do porte de Naruto a amparando. – O que houve filha! – Antes de qualquer outra pergunta porém, ele apontou o sofá e Naruto a levou até lá. A Deixando no mesmo, ele passou um olho discreto pela casa, arrumada, cheirosa e aconchegante. De móveis simples, mais definitivamente, aconchegante. – Hinata! Você se machucou? – Ela não respondeu.

— Ela escorregou no corredor na escola e acabou por torcer o pé senhor. Como estava chovendo muito, a acompanhei até aqui.

Mais o senhor não parecia muito contente. Era a primeira vez que via um garoto de Konoha em sua casa, não... Era a primeira vez que via alguém da escola em sua casa! A não ser Hinata, aqueles uniformes jamais entraram ali. Ele analisou Naruto dos pés a cabeça. Os sapatos bem polidos e brilhosos, de aspecto caro. A calça social impecável, apenas com respingos de chuva, o casaco também impecável, com o K em um dourado vivo, o rosto, o cabelo, os olhos, por vários segundos ele analisou Naruto.

— E o jovem rapaz? Quem é? – Ele disse com o tom mais educado que encontrou.

— Uzumaki Naruto senhor, desculpe pela invasão.

Ele levou a mão a nuca bagunçando de leve os cabelos já mais do que bagunçados e deu um sorriso descontraído.

— Bom, eu preciso ir se não perco meu táxi. – Ele disse calmamente.

— Táxi? – Perguntou o senhor desesperado agora olhando para Hinata. – Você veio de Tóquio para cá de táxi!? – Ele estava mais do aflito, parecia desesperado. – Como pagaremos isso?

— É... Hyuuga-san, desculpe mais, não quero nada, eu insisti em trazer sua filha em casa por ela estar machucada. Agora eu preciso mesmo ir embora, se meu avô chegar em casa e eu não estiver lá com meu irmão, vou com certeza, conhecer o necrotério mais próximo de minha casa!

Ele deu um aceno para o senhor que o encarava incrédulo e sorriu para Hinata que corou novamente. E então ele desapareceu fechando a porta as suas costas.

Notas finais
Está ai! Postarei o segundo capítulo durante a noite.