Love Its On This Way
7 I Love You
Notas iniciais
Enjoy!
*Mckinley High, ultimo horário, sexta-feira*
RACHEL’S POV:
Desde do dia do ensaio com o Noah, eu comecei a sentir que tinha mais um amigo para me apoiar. Os recentes sentimentos que estavam invadindo meu coração não me deixavam dormir, porque todo dia, eu pensava na Quinn.
É claro que antes de pensar em alguma coisa, eu tenho que conversar com o Finn sobre o nosso “namoro”. Não quero mais prolongar nada com ele, por isso que eu tenho que fazer algo o mais rápido possível.
QUINN’S POV:
A semana foi se passando, e o meu amor pela Rachel só crescia. Percebi que o Finn estava meio distante dela, mas mesmo de longe ele continuava me olhando com desconfiança.
–Hey Barbie! – Satã falou me dando um tapinha nas costas.
–Oi Santana, boa tarde pra você também, como você está? – Perguntei com o sorriso de deboche no rosto.
–Até parece que eu dou “Boa tarde” pra alguém ou pergunto como a pessoa está. Quer dizer, só em casos especiais como pra minha Britt-Britt, mas... Eu vim te perguntar como estão as coisas com a anã.
–Pela centésima vez, ela tem nome ta?! Rachel! E as coisas estão normais. Continuamos amigas!
–Amigas com beneficio?
–Não. Amigas normais.
Santana olhou para o lado e viu que de longe o Finn observava a nossa conversa, mas quando ele viu que ela tinha notado, começou a olhar pra cima com se o teto da escola fosse muito interessante.
–E o poste de rua? Continua no pé dela?
–Parece que sim, mais eles estão meio que brigados...
–E que diabos você ta esperando pra fazer alguma coisa? Porque você não vai até a anã e diz verdade pra ela?
–Porque não é tão simples! Você não entende. Não posso chegar com ela e dizer “Hey, Rach! Eu gosto de você!”
–Escuta o gorducho não vai ficar muito tempo longe dela. Se você quer fazer alguma coisa, é melhor não demorar. – Santana falou saindo para o lado de onde Finn estava, e ao passar por ele, lançou um olhar mortal de Snixx.
O ultimo sinal bateu e eu fui pra sala.
RACHEL’S POV:
Ultimo horário de aula. Não estava com cabeça pra prestar atenção no que a professora falava. Desde a hora que eu cheguei eu só pensava em falar com o Finn. Eu deveria ter falado com ele mais cedo, mas... Acabei desistindo. E resolvi falar com ele depois que as aulas acabassem assim teria mais tempo pra pensar. Perdida em meus pensamentos, sinto uma bolinha de papel bater na minha cabeça. Olho para o lado e vejo Kurt acenando pra mim, que lentamente arrastava a sua carteira para perto da minha.
–Rach, você ta bem? Parece distante. Ta prestando atenção no que a professora ta dizendo? – Ele perguntou com um tom de preocupação.
–Pra dizer a verdade... Eu não to muito bem. Kurt eu não gosto de esconder nada de você, é por isso que o que eu vou te contar, você não pode contar pra ninguém.
–Tudo bem, eu não conto. Você ta me deixando nervoso e curioso.
–Ok... Eu... GostodaQuinn.
Kurt me olhou com uma cara tipo: O Que?
–O Que?
Suspirei e resolvi contar de uma vez.
–Eu gosto da Quinn.
Kurt se levantou da cadeira em um movimento rápido e gritou:
–AI MEU DEUS! RACH, NÃO BRINCA COM UMA COISA DESSAS! NÃO ME DE FALSAS ESPERANÇAS! – Fiz um sinal pra ele se abaixar, e depois de alguns segundos, ele notou que toda a sala, inclusive a professora, estava olhando pra ele.
Ele foi se sentando devagar, e quando se encostou na cadeira, cruzou as pernas e teve a cara de pau de dizer pra professora:
–Pode continuar.
A professora olhou para Kurt e depois voltou a explicar o que estava falando. Quando ela voltou ao que estava fazendo, eu me virei para o Kurt e continuei a falar:
–Nota mental para mim mesma: NUNCA conte um segredo bombástico para o Kurt em uma sala de aula!
–Desculpa Rach, mas com uma noticia dessas é digno que a pessoa sofra um enfarto do coração.
–O que você quis dizer com “Não me de falsas esperanças?”
–Obvio, quero ser o padrinho da relação! – Ele disse com um sorriso no rosto.
–Que relação? Não existe nenhuma relação.
–Ainda. – Kurt me corrigiu.
–Escuta, a Quinn é hetero. Ela nunca vai ficar comigo.
–Pra uma garota que é cheia de esperança você é bem negativa heim?!
–Mas é verdade.
–Tá, talvez ela seja tão hetero quanto a Santana...
Eu ia responder a altura, mas sinal tocou me interrompendo. Sai da sala com o Kurt e ele me acompanhou até o armário.
–Espera. E o Finn? – Kurt Perguntou com um olhar meio confuso.
–Eu vou conversar com ele. – De longe eu vejo Finn caminhando em nossa direção. – E vai ser agora.
Kurt olhou pra trás e também viu que o garoto se aproximava.
–Boa sorte. Qualquer coisa você me liga, ta?
Assenti com a cabeça e respirei fundo. Finn se aproximou e foi logo falando.
–Rachel, olha eu não quero mais brigar com você por motivos tão idiotas como a Quinn e...
–A Quinn não é idiota. – o cortei.
–Você pode brigar comigo o quanto você quiser! Mas no final você vai ver que eu to certo! Ela ta brincando com você e você não...
–Você não acabou de falar que não queria brigar?
–E não quero! Mais desde do dia que você começou a sair com a Quinn, essas coisas vem acontecendo!
–Não é culpa dela. Era só uma questão de tempo Finn! E você tem razão em uma coisa, eu também não quero mais brigar.
–Ótimo. Então vamos esquecer tudo isso – Finn se inclinou em minha direção para tentar me beijar, mas eu virei o rosto para o outro lado.
Ele se afastou confuso.
–Eu também não quero mais brigar...
–Eu entendi. – Ele respondeu.
–...é por isso que eu to terminando com você.
Finn me olhou como se não acreditasse que eu tinha acabado de falar aquilo.
–Você ta terminando comigo?
Por favor, não me faça pegar uma folha de papel em brando e desenhar pra você.
–É Finn, não dá mais certo. Se é que um dia deu.
–VOCÊ TA TERMINANDO COMIGO POR CAUSA DA IDIOTA DA QUINN FABRAY? SERIO?! – ele gritou visivelmente exaltado.
–ELA NÃO É IDIOTA! – respondi no mesmo tom de voz.
–Quer saber? Dane-se! Você vai vim correndo pra mim quando a sua preciosa amiguinha te pisotear e te humilhar na frente de todo mundo! Se a Fabray acha que ganhou essa, ela ta muito enganada! Você vai voltar pra mim Rachel, eu juro que vai!
–Então porque você não vai embora e continua sonhando?!
Finn saiu chutando tudo o que via pela frente. Batendo em todos os armários.
Quando ele saiu da minha vista, fechei a porta do meu armário e fui em direção a saída do colégio.
Passei pelo estacionamento e percebi que tinha alguns carros por lá, inclusive o de Quinn.
–Rach?
–Ah... Oi Quinn. — Respondi com um sorriso.
–Você... Ta legal? – ela perguntou visivelmente preocupada.
–Sim, Eu acho que eu só preciso de uma coisa...
– o que?
–uma carona. – respondi sorrindo novamente.
Ela correspondeu ao sorriso e puxou a minha mão até o seu carro. Abriu a porta pra mim e se dirigiu até o banco do motorista.
Não estávamos muito longe da minha casa, mas desde o momento que saímos da escola o silencio preenchia o carro. Até que eu resolvi contar:
–Terminei com o Finn.
Quinn me olhou com uma expressão confusa.
–P-Por quê?
–Porque ele é um idiota.
Quinn ficou em silencio por alguns segundos.
–Estaria mentindo se falasse que não é verdade.
Não pude evitar em soltar um riso. Eu realmente não entendo como eu não tinha notado o que o Finn é de verdade antes: Um garoto assustado e egoísta.
Chegamos à frente da minha casa rindo das piadas uma da outra. Até que eu me perdi olhando para os olhos esverdeados de Quinn. Ela foi parando de rir devagar e começou a me olhar nos olhos também. Até que nos duas começamos a falar ao mesmo tempo:
–Preciso contar uma coisa. Você primeiro. Não, Você! Ta legal, Eu gosto de você!
Depois dessa a gente ficou alguns segundos se olhando. Até a ficha cair.
–Você... Gosta de mim? – Falei meio que em estado de choque. Kurt tinha razão, uma noticia bombástica pode mesmo fazer a gente ter um enfarto.
QUINN’S POV:
–Eu só não gosto como amo você Rach. Eu não podia mas guardar isso. Eu preciso de você na minha vida, e depois de anos camuflando os meus sentimentos através de slushies e desenhos, o meu coração não agüenta mais. Eu não tenho mais forças pra fingir que eu me contento sendo só a sua amiga, eu amo você, e sempre vou te amar e...
Meu monologo foi interrompido pelos lábios de Rachel se juntando aos meus, que divagar foi começando um beijo lento e calmo. No silencio daquela rua, você poderia ouvir facilmente o meu coração batendo em um ritmo acelerado. Rachel rodeou seus braços atrás do meu pescoço enquanto eu rodeava sua cintura com as minhas mãos, sem quebrar o beijo. Alguns segundos depois o beijo foi parando, afinal de contas eu não poderia mata-lá asfixiada.
Rachel continuou com os braços atrás do meu pescoço. E continuamos nos olhando por alguns minutos com um sorriso bobo no rosto.
–Rach?
–Hum?
–Eu tenho que ir pra casa. Minha mãe ta me esperando.
–Ahhh. – ela falou com um tom meio triste. Fazendo cara de gatinho do Shrek. Que pra mim pareceu muito mais fofo do que o original.
–Não faz essa cara! Se não eu não saio daqui!
–Essa é a intenção. – ela falou me dando um selinho.
–Eu te amo ta?
Rachel sorriu e respondeu:
–Eu também te amo.
Notas finais
Mereço reviews???
Até o proximo!
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