Love Is The Drug

2 Capítulo 1 - Macarrão instantâneo? Acho que não


Notas iniciais
Ni haoo~~ ^-^
Estou escrevendo pelo celular, então Gomen se tiver muitos erros @-@
Enfim, espero que gostem. ^-^
Quando vejo aqueles olhos verdes, aqueles cabelos loiros, mas dessa vez soltos, quando vejo aquele corpo de curvas delicadas, eu a reconheço. Maka Albarn. Uma grande amiga da época do colegial. E também, minha primeira paixão.

Me sinto um pouco nervoso quando ela entra. Por que me sinto assim? Isso já aconteceu há anos. Não tenho que me preocupar com o passado.

Ela se senta na cadeira a minha frente. O consultório no qual estamos é o de Blair. Me sinto mal devido ao ambiente e pressiono meu corpo contra a cadeira que estou sentado.

— Olá, Soul Eater. — ela sorri gentilmente — Os enfermeiros próximos a Blair me falaram sobre você.

— F.. Falaram? — pergunto. Ela está agindo como se não me conhecesse.

— Sim. Falaram que, segundo ela, você parecia detestar as terapias e sempre parecia desanimado ou irritado com tudo.

— Ah... Bem, é verdade, mas ela não falou tudo..

— Tem algo que você queira adicionar a isso?

— Sim. Blair era uma mulher casada que dava em cima de mim. E isso irritaria qualquer um. — digo com indiferença. Tentando não olhar nos olhos de minha terapeuta.

— Soul...

— Sim?

— Sente vontade de seguir vivendo? — eu ia responder mas fui interrompido — Seja sincero comigo. Olhe nos meus olhos.

Não tenho escolha. Olho em seus olhos verdes e me sinto hipnotizado. Seus olhos são lindos, mas tento não prestar atenção nisso e me concentrar na resposta que darei a seguir. Hesito um pouco e respondo.

— Não.

Posso ver seu rosto se contraindo em uma expressão triste. Mas logo ela assume a postura de antes e dá um discurso inútil sobre como não posso perder as esperanças da vida.

— Não pode viver assim para sempre.. — ela diz — Procure estabelecer objetivos.

— Vou tentar — minto.

— ... É mentira.

Olho assustado para ela. Como ela soube?

— Quero que formule um agora para mim. Para eu saber que diz a verdade.

Penso um pouco.

— Zerar os jogos que me restam.

— Soul! — ela me reprova — Tem que se esforçar para se tornar um cara legal!

Olho para ela assustado de novo. Ela lembra! Quando éramos crianças eu a dizia que queria ser um cara legal quando crescesse. E olhe só o que me tornei. Rio irônico e respondo de uma vez.

— Vou procurar um emprego.

— Isso é ótimo... — ela sorri aliviada — E um bom começo.

Sorrio de volta e o tempo da terapia termina. Parece que tudo isso passou voando. Mas foi por causa da demora dos enfermeiros me dando as notícias e o atraso de Maka.

Me levanto e me dirijo até a porta, mas quando estou com a mão na maçaneta, Maka me segura pelo braço.

— Soul. Preciso falar com você. — ela diz séria.

— T.. Tudo bem...

— É que.. Eu andei muito tempo fora da cidade.. Você sabe.. E eu precisava de um lugar para ficar..

— S.. Sei — já imagino o que ela dirá em seguida.

— Será que... Eu poderia voltar a morar com você?

— C.. Claro..

— Se não for muito incômodo...

— N... Não! Não, não. Não é incômodo. Você... Nunca vai se tornar um incômodo.

Quando me dou conta do que disse, enrubesço e desvio o olhar. Ela respira aliviada.

— Então tudo bem. Obrigada Soul. Mas tarde eu irei na sua casa, ainda tenho coisas para resolver. Mas, Ah! Ainda é no mesmo lugar?

— Sim, não mudou nada.

— Então mas tarde eu irei lá. Adeus, Soul.

— Adeus... Maka. — digo e abro a porta.

Saio da sala, me dirijo a saída da clínica. Maka vai dormir em casa hoje. Penso e enrubesço novamente. Maka está a mesma daquele tempo. Apenas cresceu. E de tornou madura.

Ao sair da clínica, me dirijo ao ponto de ônibus que há ali perto. Espero, em média, quarenta minutos até que meu ônibus chegue. Quando chega, eu entro e mostro a passagem para o motorista, depois entro e me sento perto da janela, como sempre. Não consigo tirar Maka da cabeça.

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Chegando em casa eu percebo a bagunça que ela sempre foi desde que Maka foi embora. Então é melhor eu começar a arrumar, pois ela provavelmente me dará uma bronca se vir.

Começo a tirar as coisas que estão jogadas pelo chão e colocá-las em seus devidos lugares. Só com esse primeiro serviço já se foi metade do trabalho.

Pego um espanador e tiro a poeira de certos cantos. Depois, levo a roupa suja para a lavanderia que fica perto da porta. Em uma estante perto da mesma. Mas quando faço isso, a cesta onde estavam as roupas, cai em cima de mim e acabo caindo no chão.

Quando me recupero da queda, tento levantar, mas sou impedido pela porta que abre e bate em meu rosto.

— Ouch! — exclamo. Olho para o responsável por abrir a porta e coro em seguida.

— Ah, desculpe, Soul — ela se desespera e cora, se abaixando para me ajudar a levantar. — me perdoe, eu não sabia que você estava... Jogado atrás da porta...

Ela olha para aquelas roupas jogadas no chão.

— O que estava fazendo?

— Anh... Você sabe... Lavando roupas. Hoje é meu dia de lavar roupas!

— E desde quando você estabelece dias para fazer as tarefas domésticas?

— Desde.. Sempre, ué.

— Soul. Não adianta mentir para mim. Eu já morei com você e eu sei que você não gosta de cuidar de tarefas domésticas.

— Ah, mas..

— Enfim! — ela me interrompe. — Minhas coisas estão no meu carro. — a loira aponta na direção da porta — Ele está lá fora.

— Você tem um carro? — me surpreendo.

— Sim, você não tem?

Coro e nego com a cabeça. Sou um fracassado. Enquanto Maka tem dinheiro para comprar um carro, eu estou aqui, levando uma vida de merda e jogando o videogame o dia todo.

Ela me entrega a chave do carro. Abro a porta e me dirijo ao carro. É apertadinho e simples, mesmo assim, me surpreendo. Era esperado dela que tivesse um bom futuro.

Abro o porta malas do carro com a chave que a dona me dera, lá dentro há uma mala verde e uma frasqueira. Pego as duas e as levo para dentro de casa, depois volto e fecho o porta malas.

Ao entrar, vejo Maka parada me esperando.

— O que foi? — pergunto.

— Ah, em que quarto irei ficar?

Não havia pensado nisso, mas sei onde ela pode ficar.

— Tem o seu antigo quarto. Quer ficar nele?

— Claro!

Sorrio e a levo até o cômodo. Está tudo impecável lá dentro, pois eu sempre cuido dele.

— Uau! — ela exclama — Até que está em boas condições não é? Até tem outros móveis.

Coro. Sim, tem móveis novos. Justamente porque eu tinha esperanças de que Maka voltasse.

— Então... — falo enquanto ela se joga na cama — Eu vou preparar o jantar.

— Oh, e o que teremos para a refeição?

— Provavelmente, macarrão instantâneo — rimos juntos.

— Quer que eu ajude?

— Claro.

Sorrimos e saímos do quarto. Finalmente irei provar a comida de Maka novamente. Eu sentia falta dela.

Ah, vou ser sincero comigo mesmo. Eu ainda a amo. Nunca deixei de amar.

Notas finais
Gomen se ficou muito curto Y-Y
E o Soul n ficou de viadagem q nem aqueles que escrevem: "mas o que é isso que estou sentindo?" Mah Fuck!
Soul é homem U-U ele n tem frescuras