Love Is Just A Camouflage
2 2- Living life as without a care
Notas iniciais
Boa Leitura
Desculpem os erros
Quinta feira. A semana passou mais rápido do que eu realmente queria. Brian e eu já tínhamos terminado o trabalho de química, mas April como sempre, estava toda enrolada e Zacky não ajudava em nada.
- Me ajuda, por favor, Audrey! – ela pedia enquanto carregava alguns livros para a mesa da biblioteca de casa, onde Zacky estava sentado.
- Eu só ajudo se o Baker ajudar! – olhei brava para ele.
- Fecho então! – ele se ajeitou na cadeira
Passamos a tarde inteira na biblioteca, minha mãe tinha nos levado um lanche. Olhei no meu celular era 18h37min.
- Terminamos... – disse levantando da mesa, e guardando os livros. – eu vou tomar um banho... Zacky você fica pra jantar? – quando olhei para trás April estava no maior amasso com Zacky.
Revirei os olhos e sai da biblioteca, estava passando pelo corredor onde ficavam os quartos, foi quando a porta do quarto dos gêmeos foi aberta e eu fui puxada para dentro.
- Seus idiotas. – disse brava
- Ae, Audrey, mamãe foi viajar, sexta vai rola uma festinha aqui... – Roger disse
- E daí? – perguntei indiferente
- Tem como pedir pra sua mãe, não acabar com a festa antes de o sol raiar? – Doug completou, me olhando com cara de anjinho, tenho que confessar, esses gêmeos são lindos.
- É... Vou falar com ela... Mas só se vocês me prometerem que não vão ficar me jogando pra cima dos outros... – falei brava.
- Relaxa, a gente já sabe do seu lance com o Synyster. – Arregalei os olhos para o Roger
- Como?
- É, essa semana toda, vocês dois não paravam de andar juntos, e tá escrito na sua testa, que você estava louca por ele. – Doug falou e gargalhou.
- Ah, vão se fuder vão! – sai brava do quarto, eu não estava afim dele, ou, nem estava TANTO assim afim dele, ou será que estava?
Tomei um banho refrescante, e vesti um vestido soltinho, prendi meu cabelo em um coque preso com um lápis, sentei na cama, procurei meu óculos, que eu usava apenas para ler, e voltei a ler meu livro. Acho que adormeci.
-Filha... Filha... Audrey. – acordei com minha mãe me chamando — Vamos jantar...
Sai do meu quarto, passei pelos jardins da casa, e entrei na sala de jantar, April estava sentada, minha mãe se acomodou, os gêmeos chegaram e se acomodaram também. Me sentei ao lado de April. Os empregados serviram a comida.
- Cadê o Zacky? – sussurrei.
- Foi encontrar a namorada. – eu engasguei com a comida. April estava apenas remexendo as coisas no seu prato.
- April... querida... você tem que comer... é pro seu bem. – Minha mãe dizia olhando carinhosamente para ela.
- Não precisa não, ela já tá muito gorda. – Roger falou brincando.
- Olha, irmão, eu sempre concordo com as suas brincadeiras, mas nem eu acho que a April está gorda, ela tá mais magra que nós! – Doug disse preocupado.
- Parem de fingir que se importam comigo, por favor? – ela disse levantando da mesa. – PORQUE A MAMÃE FOI VIAJAR E NÃO ME DEU TCHAU? – ela estava com lágrimas nos olhos.
- April... – eu disse junto com minha mãe.
- Você sabe como ela é April. – Roger disse tentando acalmar a mesma.
- Sei... ela me odeia. – ela se virou, e subiu as escadas para o quarto.
- April... – minha mãe ia levantar da mesa.
- Mãe, termina de comer sossegada, eu converso com ela. – terminei de comer o mais rápido que pude, e sem esperar a sobremesa deixei a sala de jantar e fui para o quarto da April, estava tocando uma musica alta. Bati na porta, e ninguém respondeu, então entrei. Seu quarto estava uma bagunça, seu closet estava aberto, algumas gavetas estavam no chão, e o fundo falso que ela tinha no armário também.
- April... – fui até o som e o abaixei. Entrei no closet, vi mais saquinhos vermelhos e azuis, mas tinha um novo, um saquinho preto. Merda! Fui até o banheiro, não sei por que não fiz isso antes. Abri a porta, e April estava dentro da banheira vazia, uma seringa ao seu lado. E um pacotinho preto também. Seus olhos vagavam pelo teto, e tinha um sorriso bobo no rosto. Meu coração apertou. Odiava vê-la daquele jeito.
- April... – sussurrei, com algumas lágrimas nos olhos. Ela focou seus olhos em mim, e vi algo prateado em sua mão direita, e logo depois ela começou a passar pelo braço esquerdo. Eu gritei quando vi o que ela estava fazendo, ela estava se cortando. Corri até ela e arranquei aquilo da sua mão. Ela dava gargalhadas, enquanto seu sangue escorria, e eu chorava.
- PARA COM ISSO APRIL, PARE JÁ COM ISSO! – eu gritei desesperada, minhas mãos estavam sujas com seu sangue. Abri o chuveiro e o deixei no frio, a água escorria por ela, e levava embora seu sangue, até que April começou a chorar. Eu entrei na banheira com ela, e a abracei, nos choramos juntas. Dei um banho nela e a vesti para dormir, a deitei na cama, e fiz uns curativos em seu braço, os cortes não precisariam de pontos.
- April, porque você ainda faz isso? – eu disse acariciando seus cabelos. Ela estava com os olhos fechados, mas sabia que ainda estava acordada. Eu arrumei seu quarto, tinha jogado as drogas que tinha encontrado no vaso sanitário, e dei descarga, mas sabia que ela devia ter mais algumas em outros lugares.
- Não conte isso para ninguém. – ela disse séria, e quando abriu os olhos, me encarou duramente.
- Não... não vou contar. – não sei por que ainda escondia isso! Ela precisava de ajuda – me acorde para a escola, não posso faltar amanha.
- Você não deveria ir amanha. – eu disse sentando na beirada da sua cama.
- Tem o trabalho, não posso faltar... – e ela então adormeceu. Minha mãe entrou no quarto, e eu ainda estava sentada olhando para April que parecia uma criança dormindo.
- Como ela está? Eu ouvi gritos, mas não quis subir, sei que ela prefere você... – minha mãe disse dando um beijo na testa dela.
- Nós só discutimos, porque ela queria ir embora de casa... – menti, não olhando nos olhos da minha mãe.
- Entendo... mas ela vai ficar, né? – mamãe parecia tensa.
- Sim... vai. – disse me levantando.
- Filha, sabe quem me ligou? – minha mãe dizia com um sorriso bobo no rosto.
- Quem mamãe? – tentei fingir interesse. Mas eu estava acabada por dentro.
- O Eric. – ela disse sonhadora.
- O mentor daquela faculdade?
- Sim... ele me convidou para passar esse final de semana na chácara dele, mas eu não posso ir, pois Lauren foi viajar, e vocês todos estão sob minha responsabilidade.
- Mãe! Ligue para ele já! Eu posso cuidar de nós, alias, temos os outros empregados, eles podem me ajudar!
- Não sei não filha, April com essas crises, acho que deveria ficar.
- Quer ajuda para arrumar as malas? – perguntei forçando um sorriso.
- Não... – ela sorriu. – tudo bem, vou ligar para Lauren, amanha quando vocês voltarem da escola, não estarei mais aqui. – ela foi para seu quarto, e eu fui para o meu. Estava sentada na poltrona, olhando pela janela, eram nove e pouco da noite. Meu celular vibrou.
“Oi, Audrey, tudo bom?”
Era do Brian.
“Não muito. E você?”
Não sei por que, mas achei melhor não mentir sobre eu estar bem ou não. Menos de dois minutos ele respondeu
“O que houve? Eu estou bem”
“Problemas com a April”
Ele não me respondeu, ao invés disso me ligou.
- Oi... – disse sem animo nenhum na voz.
- Oi. – seu tom era preocupado. Mas não tocou no assunto da April – Está tudo certo para o trabalho amanha?
- Sim... – respondi com um nó na garganta.
- Audrey... se você quiser desabafar... – eu não aguentei e comecei a chorar.
- Brian... desculpa... não deveria ficar preocupando você com essas coisas, alem do mais, nós só somos colegas de trabalho. – eu solucei.
- Lógico que não! Nós somos amigos, não somos? – ele perguntou, e eu esbocei um pequeno sorriso.
- Se você está dizendo. – solucei.
- Vou passar ai na sua casa agora, e vamos tomar um sorvete, não quero ver você triste amanha!
- Mas amanha tem aula, e sair a essa hora? – eu perguntei parando de chorar.
- É só até uma sorveteria, não vamos voltar depois das onze! Em quinze minutos estou ai! – ele desligou, e eu olhei para a janela de novo. Tinha que deixar os gêmeos sobre aviso, e terem cuidado com April. Me olhei no espelho, meu vestido ainda estava um pouco úmido, troquei de roupa, e coloquei um short e uma regata branca. Avisei minha mãe, que deixou eu sair, sem mesmo perguntar com quem eu iria sair.
- Doug, Roger! – bati na porta deles, e Doug a abriu, estava apenas de bermuda, e Roger estava no notebook.
- Audrey, entra! – ele me deu espaço e eu entrei.
- O que realmente aconteceu lá no quarto da April? – Roger perguntou me olhando sério. Contei tudo para eles. Eles ficaram espantados, e Doug deixou algumas lagrimas escorrerem.
- Eu vou sair agora, por favor, fiquem de olho nela, mas não contem a ela que falei pra vocês das drogas, nem dos ferimentos que ela se fez.
- Tudo bem... Mas com quem você vai sair. – Roger perguntou.
- Brian. – disse saindo do quarto, e vi os dois sorrirem traiçoeiros.
Fiquei na porta de entrada da casa grande, quando o carro do Brian apareceu, eu entrei, e o cumprimentei.
- Audrey... – ele olhou para mim. – como está April?
- Nada bem... – e comecei a chorar novamente, e ele me abraçou com dificuldade dentro do carro.
Enquanto ele dirigia, eu contei tudo para ele, e ele falava nas horas apropriadas.
- Acho que você deveria levar ela para se tratar...
-Mas ela não quer. – disse desesperada. Fomos a uma sorveteria, tomamos uns sorvetes, e acabamos mudando de assunto, na verdade ele fez de tudo para me fazer sorrir. Até guerrinha de sorvete. Olhei no meu relógio de pulso, e eram 23h27minutos. Eu estava sentada no capô do seu carro, e ele estava na minha frente.
- Caramba, quase onze e meia. Vamos? – eu disse sorrindo.
- Não... Acho que vou te raptar. – eu o olhei assustada. — Para você ser minha.
Eu arregalei os olhos. E ele sorriu, e sentou ao meu lado no capô, pegou em minha mão, e olhou para o céu.
- Você é uma garota maravilhosa, e muito forte para aguentar isso tudo sozinha! – eu sorri sem graça para ele – e acho que você tem momentos que sente sozinha, dá para ver nos seus olhos. E eu quero que você saiba que eu adoraria estar ao seu lado para tudo o que você precisar.
Eu olhei para ele, e ele estava sorrindo, nossos olhares se encontram. Depois foi a vez dos nossos lábios, os deles eram tão macios e quentes, enquanto o meu estava gelado, por causa da ansiedade. Sua língua fazia carinho na minha. Até que meu celular tocou. Era o Doug. Olhei assustada para Brian, que ficou sério.
- Alô.
- Vai para casa menina, e para de ficar agarrando os outros na rua. – ele dava risada.
- Quem disse que estou agarrando alguém? – falei segurando o riso, e Brian soltou uma gargalhada.
- Comprovado! Agora vem. Sua mãe que pediu para te ligar, porque ela saiu hoje com o mentor da faculdade, e minha mãe já está sabendo. – ele disse isso.
- Estou indo. – desliguei o telefone. Eu e Brian nos beijamos mais uma vez, até ele me levar para casa.
Fui direto para meu quarto, vesti meu pijama, mandei uma mensagem para os gêmeos, dizendo que estava na minha casa, uma para minha mãe, uma para April, embora eu duvide que ela vá ver, e uma para Brian. Adormeci feliz pelo acontecimento com Brian, ele retirou a dor que senti quando vi April se machucando.
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