Love Is Just A Camouflage
10 10 - Se não posso com ele, irei me juntar a ele.
Notas iniciais
ISAHDUIASHDUISAHDUSIAHD
desculpem
sem mais delongas.
Boa leitura
Abri meus olhos com dificuldade, eu estava em um quarto mal iluminado, sombras dançavam pela parede, um cheiro de cera sendo queimada lentamente impregnava o quarto, meu corpo estava despido, coberto apenas por algumas coisas frias, sentei-me e minha cabeça girou, peguei as “coisas” que estavam em cima de mim, eram pétalas de rosas vermelhas, olhei para onde estava sentada. Era uma cama coberta com um lençol de seda branco. Observei melhor o quarto, quando uma voz fez meu coração saltar.
– Está feliz de voltar para casa, meu amor? – Disse Roger, entrando no quarto com duas taças na mão, meu instinto foi me cobrir com o lençol. – Não, não, não, não, não. – disse ele, deixando as taças no criado mudo, e tirando o lençol de minhas mãos – eu quero ver tudo. – ele roçou seus lábios nos meus, suas mãos começaram a passear pelo meu corpo.
– Diga que me ama Audrey! – Roger disse puxando meus cabelos para trás.
– Não... – ele puxou com mais força.
– Como é?
– Te amo. – disse com nojo.
– Bem melhor. – ele me beijou com força.
(POV April)
– AAAAAAUDREEEEEEEY – entrei quase correndo em casa, e vi um pote de sorvete derretido em cima da mesinha de centro. – Audrey? – comecei a procurá-la pela casa, mas ela não estava. Liguei no celular dela, que começou a tocar no meu quarto. Muito legal, ela sumiu.
A porta da sala foi aberta e Doug entrou carregando muitos papeis, fui ajuda-lo.
– Cadê a Audrey? – ele perguntou enquanto colocávamos os papeis em seu escritório.
– Sumiu, eu sai para encontrar o Matt, e quando cheguei ela simplesmente não estava aqui, o celular dela está no meu quarto. Você acha que o Roger...
– Talvez, devemos avisar a policia.
– Mas é o nosso irmão. Não acha melhor ligar para ele?
– Ele até pode ser nosso irmão, mas se ele seqüestrou a Audrey ele tem que arcar com as conseqüências.
– Por favor, Doug vamos tentar falar com ele pelo menos. – falei com os olhos cheios de lagrimas.
– Tudo bem – ele me abraçou.
(POV Roger)
Estava deitado na cama, trajando apenas minha cueca quando meu celular começa a tocar. Audrey que estava coberta com o lençol me olhou.
– Eu atendo, e você, fique quietinha.
– Alo. – atendi sem olhar no visor.
– Roger. – era a voz de April.
– Boa noite April. – disse com um sorrisinho no rosto, olhando para Audrey, que sentou bruscamente na cama me encarando, coloquei o celular no viva-voz.
– Roger... A Audrey sumiu, você por acaso sabe onde ela está? – sua voz era chorosa, e eu vi Audrey apertar o lençol em seu peito.
– O que? Ela sumiu? – falei com um falso desespero na voz. – Vocês já falaram com a policia? Meus Deus, temos que encontra-la!
– Eu sei... Mas preferi te ligar antes de falar com a policia... Bom, vou começar a procura-la junto com o Doug. Tchau Roger. – Desliguei o telefone e comecei a rir. Levantei e fui sair do quarto.
– Aonde você vai? – ela segurou meu braço.
– Eu? – sorri puxando meu braço. – Vou ajudar a te procurar. – Sai do quarto trancando a porta.
(POV Audrey)
– ROGER! ROGER! – eu socava a porta e gritava seu nome. – volta aqui Roger!
Ouvi a porta sendo destrancada dei um passo para trás.
– Eu não quero ouvir som algum Audrey! – rosnou enquanto adentrava o quarto.
– De-desculpe. – falei sentado na cama. O que estava acontecendo, eu não poderia estar com medo dele, eu nunca tive medo de homem algum. Roger já estava saindo do quarto.
– Roger... é... amor porque você não deixa a porta aberta? – falei forçando um sorriso simpático. Ele sorriu e por um momento achei que ele fosse realmente fazer isso, mas ele negou com a cabeça. – Por que? Você não confia em mim, amor? – disse a ultima palavra relutante. Roger começou a rir.
– Confiar em você? Que motivo eu teria para cofiar em você? – ele foi fechar a porta, mas eu o chamei novamente.
– Pelo menos me dê algo para vestir. – disse olhando para minhas mãos. Roger me jogou sua própria camiseta e se retirou trancando o quarto.
(POV Brian)
– Como assim ela sumiu? – Johnny falava no telefone. Eu estava sentado em seu sofá, tomando minha cerveja estupidamente gelada.
– Hei, aproveita e coloca essa cerveja nessa coisa roxa que você chama de testa. – Jimmy falou rindo, Matt o acompanhou. Zacky voltava da cozinha com duas cervejas na mão, e entregou uma para o anão que tinha acabado de desligar o telefone.
– Audrey sumiu. – eu me engasguei com a cerveja, e os meninos o olharam sério. Como assim ela havia sumido?
– Precisamos encontra-la – falei pulando do sofá. – a onde ela estava quando sumiu, precisamos procurar provas... – fui acertado no estomago por uma almofada.
– Calma ai o Sherlock Holmes, a única coisa que podemos fazer agora é ficar calmos e ir para a casa do Doug. – Matt disse calmamente.
(...)
Eu não tinha engolido aquela historia do Roger, ele estava muito bonzinho para meu gosto. Eu realmente estava preocupado, eu precisava saber onde Audrey estava. Todos esses anos esse sentimento ficou adormecido dentro do meu peito, e acho que com aquela tacada na testa, eles despertaram, eu não iria conseguir ficar longe dela, e agora o destino a esconde de mim.
Peguei a chave do meu carro, e fui em direção a casa do Johnny. Desci e toquei sua campainha.
– O que você está fazendo aqui essa hora? – Johnny estava parado na porta de sua casa, vestindo seu pijama.
– Desculpe, mas eu não engoli aquilo que o Roger disse. – Entrei na casa assim que Johnny me deu passagem.
– Eu também não, mas agora é com a policia. – ele sentou no sofá e eu fiquei de pé, andando de um lado para o outro. Alguma coisa estava errada, a se estava.
– A policia jamais iria desconfiar dele, ainda mais com ele “ajudando” com as buscas – disse fazendo aspas no ar. – Eu preciso fazer alguma coisa Johnny. – ele me olhava sem dizer nada. – E você vai me ajudar.
– Eu? – ele praticamente pulou do sofá.
– Sim, você.
– Ta, eu sei exatamente quem pode nos ajudar, uma amiga minha.
– Ótimo, então ligue para ela. – disse sentando na poltrona.
– A essa hora? – ele falou indignado.
– Se não quiser ligar, me da o numero que eu ligo. – falei sem paciência.
– Estúpido. – Johnny reclamava enquanto digitava, alguns segundos depois, foi possível ouvir uma voz do outro lado da linha.
(POV Johnny)
– Mellany? – perguntei receoso.
– Jonathan? Aconteceu alguma coisa? – sua voz era de sono.
– Não... quer dizer, sim. Desculpe te acordar essa hora, mas preciso da sua ajuda, tem como você vir aqui em casa? – falei rapidamente, encarando Brian.
– Ta... tudo bem, só vou me trocar. – desliguei o telefone.
Após vinte minutos, meu celular vibrou com uma sms da Mellany dizendo que havia chegado. Abri a porta e dei de cara com uma mulher, mais baixa que eu, com seus cabelos escuros compridos que continham mechas azuis, Mellany trajava uma regata preta, calça jeans, e uma blusa preta que cobria seus braços que eram perfeitamente cobertos por tatuagens, seus olhos negros, que sempre foram um enigma pra mim, mostravam cansaço.
– Mellany. – a cumprimentei.
– Jonathan. – ela sorriu para mim.
– Entre, por favor. – dei espaço para ela entrar. – Esse é Brian. Precisamos de sua ajuda.
Brian explicou tudo o que estava acontecendo, e suas hipóteses malucas de que Roger tinha mesmo seqüestrado Audrey, Mellany ouvia com atenção, eu fui até a cozinha e preparei um café forte para nós três.
– Aqui está. – disse entregando o café para eles.
– Bom, pelo o que vocês me disseram, esse Roger não é de confiança, certo? – confirmei com a cabeça. – Bom o que podemos fazer é...
(POV Audrey)
“Se ele não tem mais confiança em mim, tenho que fazer com que ele volte a confiar em mim”
Cheguei nessa conclusão no primeiro dia trancada nesse quarto, e meu plano vem dando certo, pelo menos enquanto Roger está em casa posso andar por ela, mas sempre que ele vai sair, ele me tranca no quarto novamente.
– Amor... eu preciso de roupas novas. – disse mostrando as roupas dele que eu estava usando pelo quarto dia consecutivo. – e preciso tomar um solzinho também.
– Ah, querida, querida, querida, eu adoraria poder te levar pra dar uma volta, mas eu ainda tenho medo de você fugir de mim. – eu engoli meu orgulho e cheguei mais perto dele, depositei minhas mãos em seu rosto belo, mas que guardava um monstro dentro dele.
– Querido, eu já te falei, te amo, eu não fugiria mais de você.
– Nem por aquele idiota do Brian? – ele perguntou, meu coração apertou ao pensar nele.
– Não... nem por ele. – disse selando nossos lábios. – Vou pegar as champanhes , e você, meu amor me espera ali – disse apontando para a cama, com um sorriso malicioso nos lábios. Ele se limitou a sorrir. Fui para a cozinha, abri a caixinha de remédios peguei alguns calmantes e amassei, coloquei na taça que daria ao Roger enchi de champanhe e voltei para o quarto, entreguei para ele, e nós começamos a beber. Começamos a trocar caricias, logo senti seu membro enrijecido, dei algumas mordidas em seu pescoço. Roger caindo em um sono profundo, em cima de mim, eu o empurrei para o lado.
Acho que duas cartelas de calmante poderiam fazer mal a ele, mas eu não estava nem ai.
Eu peguei a chave de casa no cofre que ele sempre guardava, Roger nunca soube segurar a língua quando estava bêbado. Sai de casa dando graças a Deus, senti aquela brisa da noite atingir minhas pernas nuas, esqueci completamente da minha roupa, agora teria que me virar com uma cueca boxer e uma camiseta masculina, jamais entraria naquela casa novamente.
Sai correndo para atravessar a rua, olhei para trás, observando o que tinha sido meu cativeiro nos últimos dias, quando senti um baque forte e fui ao chão.
(POV Brian)
Três da manha, quarto dia que eu rondava o bairro de Roger e nada de descobrir se Audrey estava na casa dele ou não. O sono estava me açoitando, os faróis do meu carro estavam apagados, eu andava devagar pela rua de sua casa quando senti batendo em alguma coisa.
– Porra! – disse freando bruscamente, acendi o farol e vi uma mulher sentada no chão. – Você está bem? – disse saindo do carro.
– Caramba, não sabe que tem que andar com o farol aceso a noite? – quando reconheci a voz quase tive um ataque.
– Audrey?
– Brian? Puta merda, podia ser o Papai Noel a me atropelar hoje, mas tinha que ser logo você? – ela deu uma risada fofa. – Obrigada destino. – ela disse irônica olhando para o céu – Agora, me leva embora daqui. – ela disse entrando no carro. – Vamos Brian!
Entrei no carro ainda aturdido, Audrey me contou tudo do Roger e de como escapou, e eu tinha que me concentrar no que ela estava falando e nas ruas vazias, e fazia uma força enorme para não ficar olhando para suas pernas.
– Vou te levar para a casa do Doug e April!
– Não! Eu não posso ir pra lá, Roger sabe que eu iria para lá se precisasse. Eu preciso ficar escondida, você tem que prometer que não vai contar para ninguém que eu estou livre, e nem que foi Roger que me raptou!
– Mas Audrey, estão todos preocupados com você... – ela me interrompeu.
– Melhor ficar preocupados comigo, do que correr risco de vida. Por favor Brian... – ela me olhou nos olhos, e de repente aquela adolescente que ela era, estava sentada no banco de carona do meu carro, sorrindo, alegre. Pisquei algumas vezes, e a mesma Audrey estava lá, só muito escondida pelo cansaço.
– Tudo bem, você pode ficar na minha casa. – falei acelerando o carro.
Notas finais
Obg :3
até o proximo que sai BEM mais rapido que esse.
Juro juradinho.
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