Love Is A Killer

5 O amor é um assassino


Notas iniciais
Bem, primeiramente desculpem pela demora em postar esse Capitulo... ^^
Vegeta vai pra longe novamente e Bulma fica completamente perdida em casa.
Um personagem muito especial que aparecerá, será capaz de juntar nossos pombinhos novamente?
Bem, vamos ver neh? (capitulo ficou meio pequeno)
Boa leitura *-*
*sim eu editei o nome do capitulo... Enfim, "Broken" será o ultimo* ^^

Ele voou para longe daquela cidade, para muito longe.

Precisava descarregar toda aquela raiva que invadia a cada centímetro do seu corpo.

Sentia-se um estupido por ter ido atrás de Bulma, e tudo isso pra que? Pra ela dar as costas pra ele e dizer que não o quer de volta?

Não. Isso era inaceitável!

O que ela queria afinal?! Por que era difícil de entender o lado dele? E o que ela queria com tudo isso?

Ele pensava que ela iria querer ele de volta, ele estava certo disso já!

Mas não.

Não foi bem assim que aconteceu.

Ele apenas se humilhou indo até ela pra voltar pra casa.

Por isso queria gritar, destruir tudo o que visse pela sua frente.

Precisava descarregar toda aquela energia, aquela raiva que o consumia em alguma coisa. E essa coisa seria a primeira que aparecesse.

Ele seria capaz de matar alguém apenas pra aliviar toda aquela raiva.

E por isso estava indo pro mais longe que poderia.

Ela estava mal, sentia-se enjoada.

Arrependia-se de não ter aceitado Vegeta de volta.

Mas e aceitar ele de volta pra que? Pra que ele fazer a mesma coisa quando achasse que fosse necessário?

Não! Ela não poderia arriscar, ou ele voltava pedindo desculpas e mostrando estar realmente arrependido, ou então ela não o aceitaria de novo.

Deveria ser forte, mesmo sabendo que aquilo doeria fundo nela.

Suas mãos tremiam, e ela chorava por todos esses dias em que Vegeta havia ido embora e ela não tinha derramado nenhuma lagrima.

Era difícil, ela sabia.

Mas era o que devia ter sido feito.

Lá fora, o dia ia se pondo por trás das montanhas, dando espaço para as estrelas e a escuridão que invadia pouco a pouco, enquanto ela ficou ali, sentindo-se fraca, cansada.

Se ela ao menos tivesse alguém pra conversar, alguém ali ao seu lado pra dar apoio a ela.

Mas naquele momento estava sozinha.

E contar o que aconteceu para a sua família? Pra que?

Pra eles ficarem tagarelando na sua cabeça dizendo que ela fez errado não ter aceitado Vegeta de volta?

Que ele realmente estava arrependido e queria voltar?

Que ele a amava?

Ah, ok.

Isso não era nenhum apoio. Sua família era realmente maluca, e odiava quando eles pareciam defender Vegeta, dando mil e um motivos pro que ele fez.

Será que só ela ali via que não era tudo tão simples assim?

Por que sua família parecia não entender?

Ela sinceramente não entendia o que se passava na cabeça dos seus pais, e no fundo até, queria ser como eles e ver uma solução pra tudo, por mais difícil que fosse.

Queria sempre sorrir, mesmo nos momentos mais difíceis.

Mas isso, esse pequeno detalhe, ela não havia herdado deles. Por que naquele momento, sentia como se não fosse achar nenhuma solução.

E olha só. Era a primeira vez que passava por isso.

Ela sempre se separava de Yamcha, e não achava isso o fim do mundo. Era até uma rotina.

Por que com Vegeta tinha que ser diferente? Sendo que eles nem estavam juntos antes?

Sim, eles tinham um filho juntos, mas não eram um casal. E não eram por que os dois decidiram assim. Sabiam que seria muito mais fácil se não tivessem nenhum tipo de sentimento entre eles.

Mas ninguém manda no coração.

E pelo menos na parte dela, ela tinha que admitir. Existiam sentimentos, e era isso que estava a fazendo sofrer tanto com a ausência de Vegeta.

Ela se sentiu tão ruim com todos aqueles pensamentos que giravam e giravam em torno da sua cabeça, que teve que vomitar novamente, deixando ela cada vez mais fraca.

Vegeta chegou até uma clareira, quase do outro lado do mundo.

E foi ali que pousou, ou melhor, foi ali que decidiu que seria o lugar onde descarregaria toda a sua raiva.

E ele gritou, com todas as suas forças, se permitindo se transformar em Super saiyajin.

Foi um dos modos pra expressar o que sentia.

Era como se tivessem enfiado uma estaca no coração dele.

Sim, ele nunca havia se sentido assim.

Mas era dessa forma como estava se sentindo naquele momento. E tudo isso era muito estranho para o príncipe dos saiyajins que nunca tinha passado por nada parecido.

Nem nos seus piores momentos quando trabalhava pra Freeza ele havia sentido algo parecido com isso que estava sentindo agora.

Por quê?

O que era tudo isso?

Seja o que fosse ele queria arrancar isso de dentro dele. Talvez fosse mais simples e não passasse pelo o que estava passando.

Maldição. Maldição!

E foi sentindo-se cada vez com mais raiva, conforme pensava nas coisas que aconteceram.

Era como se, não tivesse mais chão.

Ele já não sabia mais o que fazer longe daquela casa. E não apenas por ter um teto, mas, no fundo tinha que admitir, mas sentia a falta de Bulma, de brigar com ela, de sentir o cheiro dela, dormir com ela... E até mesmo do pirralho.

Ele amava Trunks, seu filho, e descobriu isso quando o viu morrer. Mas e Bulma? O que sentia pela Terráquea?

Bem. A essa altura já não importava mais. Ela não queria mais ele naquela casa.

E ele continuou, destruindo tudo naquele lugar, e parecia que sua raiva não tinha mais fim.

Se ele tivesse uma nave naquele momento, ele iria para o espaço, e para outro planeta destruir e matar todos, como nos velhos tempos.

Sentia essa fome. Era a única coisa que poderia aliviar ele naquele momento de loucura.

Precisava matar, destruir.

Ele sentia o antigo Vegeta dentro dele, correr pelas suas veias.

Mas já estava ficando cansado, exausto de tanto descarregar suas energias destruindo as coisas que via pela frente.

E enquanto isso, de volta a corporação Capsula.

Bulma já não sabia mais o que fazer. Deitou-se na cama pra tentar se acalmar um pouco, mas rolou na cama até altas horas e não conseguia. Simplesmente não conseguia se acalmar.

Levantou-se e seguiu até a varanda do quarto, sentindo a leve brisa daquela noite atingir seu rosto cansado de tanto chorar.

Ficou olhando a cidade que estava iluminada pelas luzes.

Já não aguentava mais o peso do próprio corpo.

Não comia direito desde que Vegeta saiu daquela casa, e ainda pra pior, começou a vomitar o pouco que comera naquele dia.

Ela não sabia mais o que fazer.

O amor machucava, e muito.

E foi aí que chegou a conclusão...

Nunca amou Yamcha de verdade, por isso nunca sofreu em uma separação com ele. Sempre levava do melhor jeito.

Mas com Vegeta era diferente, e a diferença era esse pequeno detalhe. O amor que sentia por aquele saiyajin maldito que a abandonou, e ainda teve a cara de pau de tentar voltar.

Ela passou a mão no rosto, e sua mão tremia muito.

Vegeta tinha um olhar assassino enquanto destruía tudo.

E isso tirava um peso de cima dele.

Até que ele parou por um momento, colocando as mãos nos joelhos enquanto limpava o suor que escorria na sua testa.

E ele olhou pra cima, vendo a poeira abaixar.

Ele que viu um vulto no céu, e estreitou os olhos para tentar ver melhor, mas aquele vulto se aproximou cada vez mais dele, até revelar por completo quem era.

Vegeta se pôs de pé e passou a encarar a figura na sua frente que mantinha uma expressão seria e determinada.

_ O que está fazendo aqui? – ele perguntou em um tom arrogante.

_ Precisamos conversar, Vegeta.

Vegeta riu baixinho.

_ Conversar? O que eu teria pra conversar com um verme como você?! – ele perguntou, mas Piccolo não respondeu. – Vamos! Suma da minha frente! Não tem nada pra você aqui!!

_ É melhor manter a calma, Vegeta! – disse Piccolo firme.

_ Manter a calma?! Você está pedindo pra eu manter a calma?! Você fala isso por que não faz ideia do que está acontecendo comigo!

_ Eu sei. E é por isso que eu estou aqui.

Vegeta parou por um tempo e ficou encarando Piccolo com os braços cruzados.

_ Eu não pretendo repetir! Vá embora, Piccolo! Eu não quero ter que usar força física pra te mandar embora daqui!!

_ Pois use!

_ É melhor não me provocar... Eu não estou nos meus melhores dias! E eu não estou blefando!

_ Escute aqui, Vegeta! Você não tem o direito de ficar destruindo tudo o que vê pela frente como se fosse um louco, só por que sua mulher não te aceitou em casa!

Vegeta franziu a testa e Piccolo continuou sem esperar resposta, vendo que se desse uma brecha pra Vegeta falar seria pior.

_ Você está sendo um completo idiota e não vai ser destruindo esse planeta que vai resolver as coisas!!

_ Alguém aqui perguntou sua opinião, verme?! Eu não quero que fique se metendo na minha vida! Eu sei muito bem o que estou fazendo!!

_ Sabe tanto que está aí feito maluco descarregando sua raiva nesse lugar! – provocou Piccolo. – Admita pelo menos uma vez na sua vida que você não sabe o que está fazendo! Você perdeu completamente a cabeça por causa de uma burrada sua! Agora, deixe de ser egoísta e orgulhoso! Você quase se matou pra acabar com Cell quando ele matou Trunks pra que? Pra sair da sua casa dois dias depois e agora ficar aí sem saber o que fazer só por que Bulma não quis que voltasse?

Vegeta estava com sua paciência se esgotando, mas ouvia tudo o que Piccolo dizia.

_ Sua família precisa de você. Bulma precisa de você agora mais do que nunca. E você vai fazer o que? Deixar seu orgulho imperar no seu corpo como sempre?! Sendo egoísta? – Piccolo perguntou, e o silencio se fez presente por longos minutos, até que Piccolo virou as costas pra ir embora. – Volte pra sua casa e peça desculpa a Bulma, Vegeta. Conserte seu erro. – e falando isso, ele levantou voo e voltou para o templo de Kami Sama, deixando Vegeta ali, parado no mesmo lugar por minutos, talvez horas?

Notas finais
É *-*
Eu amo o Piccolo e por isso achei que ele seria o personagem ideal pra esse papel!
Bem, será que Vegeta volta? E se voltar, será que Bulma aceita dessa vez?
Bem, muito provavelmente o próximo é o ultimo já T.T
(odeio quando chega ao fim) Mas :D
De qualquer foma, espero que estejam gostando desse "draminha"