Love In the Work
38 Capítulo 35
Notas iniciais
– Elena? — perguntou Damon entrando na sala de Elena.
– Diga. — sorriu Elena ao ver aquele homem ali na sua porta.
– Quero avisar que hoje daremos um jantar especial pra família, ok?
– Certo... — falou Elena estranhando aquilo. — É aniversário de alguém ou coisa do tipo? — perguntou curiosa. Damon não costumava fazer algo desse tipo.
– Aniversário de casamento dos meus pais, eles perguntaram se poderiam fazer lá em casa.
– Ah, claro! Enfim, é só pra família ou eu posso chamar algum amigo pra eu não ficar sobrando lá? — perguntou irônica, sabia que jamais iria ficar sobrando no meio daquela família.
– Você sabe muito bem que não vai ficar sobrando. — disse Damon revirando os olhos — Mas pode sim chamar Caroline, afinal eu chamei Alaric e Klaus. — sorriu e Elena concordou.
O primeiro expediente tinha passado um tanto rápido para Elena, e logo pôde sair para almoçar junto com Damon. Almoçaram em um restaurante italiano que havia lá perto e logo depois voltaram para o trabalho.
Elena sentia que estavam cada vez mais próximos. Não era só mais sexo, só paixão. Era amor. Ela amava Damon, com todas as suas forças. Provou á ele tantas vezes que faria tudo para seu bem... Já se separara dele para deixá-lo intacto de todo mal que Kol pudesse fazer contra Damon. Já cuidara dele por tanto tempo quando Kol o machucara, mas pra ela, aquele tempo fora um tempo maravilhoso. Ela se sentia cada vez mais próxima, mais colada nele. Ela sabia que quando seus corpos se chocavam, quando tinham uma noite de amor suas conclusões só se confirmavam. Elena era capaz de dar a vida dela por Damon.
A noite chegou e Caroline estava na casa de Elena. Damon estava em sua casa arrumando a casa para o jantar. Elena pedira para o ajudar, mas ele recusou sua ajuda, dizendo que poderia deixar tudo com ele que ele mostraria que era capaz de fazer um jantar decente. Elena rira muito daquilo, mais para debochar de sua cara, pois sabia que Damon se saía muito bem na cozinha e arrumando a casa. Ela o considerava uma raridade: bonito, romântico, carinhoso, atencioso, ótimo cozinheiro e perfeito dono de casa.
– Então Lena, porquê mesmo o Damon resolveu fazer esse jantar de família? — perguntou curiosa.
– Hoje é o aniversário de casamento dos pais dele, então eles ligaram pra ele perguntando se poderiam comemorar o aniversário aqui.
– Mas vir pra tão longe? Qual o problema desses caras? — perguntou Caroline surpresa. Pra ela não valia a pena vir pra tão longe só pra comemorar o aniversário de casamento.
– Meus pais tinham essa coisa de viajar pra longe ou fazer um super jantar pra comemorar o aniversário de casamento. Por mim normal. — disse dando de ombros. — Mas você vai levar meu sobrinho lindo, não vai? — disse Elena fazendo uma voz infantil, enquanto falava com o bebê que estava no carrinho ao lado de Caroline.
– Vou sim dinda! — disse Caroline respondendo com a mesma vozinha.
– Meu Deus, eu vou amar ser a madrinha dessa coisinha tão linda. — disse Elena com os olhos marejados. Ela adorava aquela criança, seu instinto maternal aumentava muito mais quando via crianças com seus pais. Cada vez aumentava a vontade de ter um neném junto com Damon.
– Ele também vai te adorar ter como madrinha. — riu Caroline baixinho. — Mas então Lens, qual roupa você vai usar hoje? Pra Damon estar arrumando tudo com tanta perfeição deve ser uma coisa bem chique, não? — Elena sabia que de uma certa forma Caroline tinha razão. Damon não passaria esse tempo todo arrumando a casa e o evento não ser sofisticado.
– Tem razão. Pode me ajudar á escolher alguma roupa?
– Claro! Vamos subir pra escolher titia! Você vai ficar linda com a produção que a mamãe vai fazer em você. — disse Caroline pegando Joseph nos braços e imitando a vozinha de bebê, fazendo Elena rir com a cena.
Subiram até o quarto e Elena ficou segurando Joseph enquanto Caroline procurava algo pra vestir naquele jantar. Logo, Caroline achou um vestido um pouco acima do joelho, com detalhes brilhantes na parte debaixo. O vestido era preto, chique, mas porém discreto. Caroline escolheu sua roupa também, e logo, as duas começaram á se maquiar, e em duas horas já estavam prontas.
Klaus passou na casa de Elena e pegara Joseph no colo, levando Caroline junto. Elena chegou junto com eles, já que a casa de Damon era a casa vizinha. A casa estava perfeitamente arrumada. Talheres de todos os tipos em cima da mesa, pratos brancos de porcelana e delicadas rosas ao redor da enorme mesa de mármore branco.
Elena chegou e logo avistou Damon deitado no sofá. O cumprimentou com um beijo, e logo, Damon e Klaus começaram á conversar. Depois de uma hora e meia, as pessoas começaram á chegar. Stefan de braços dados com Tracy, Rose com um cara alto e muito bonito, fazendo Elena olhar maliciosamente pra ela. Os pais de Damon chegaram junto com eles, fazendo a festa se iniciar.
Depois que todos já tinham acabado de jantar e ainda estavam sentados na mesa conversando e comendo a sobremesa, ouviram apenas um tilintar de faca numa taça. Damon pedia sua vez de falar, e logo, todos começaram o observar falar. Damon estava ao lado de Elena, que estava meio que sabendo que ele iria parabenizar seus pais, mas apenas deixou que ele falasse á vontade.
– Primeiro de tudo... — pigarreou Damon — Quero muito parabenizar vocês. Trinta e sete anos é muito tempo, vocês são uns guerreiros de se aguentar por tantos anos! — disse e todos da mesa inclusive seus pais começaram á rir. — Segundo, quero agradecer muito a presença de vocês. — sorriu sinceramente. — Terceiro... — disse e pegou Elena pela mão e a levantou, a deixando um tanto confusa.
Todos já olhavam, com um brilho no olhar.
– Elena, a gente se conhece á tanto tempo, já vivemos tantas coisas juntos, já brigamos tanto... Mas com todas as brigas eu entendi que só você consegue me entender, que por mais que eu faça todo tipo de burrada com você, você tem o poder de perdoar. — Elena já estava com os olhos marejados e com um sorriso terno no rosto — Naquele dia em que eu te levei até a casa dos meus pais e você ficou tão insegura achando que eles não iriam gostar de você... Você é uma ótima pessoa, quem não gosta de você? — perguntou como se fosse óbvio. — Já vi tantas mulheres, tantas pessoas, já fiquei com tanta gente... Mas nunca ninguém conseguiu me deixar mais feliz do que você. Você é meu chão, meu alicerce, sem você eu não seria nada. Você foi que me levantou quando eu estava caído, você foi quem cuidou de mim quando eu estava incapaz de me cuidar, você que enfrentou todos os meus problemas junto comigo, me dando forças... Eu não sei o que eu seria sem você. — Damon dizia tudo isso e Elena já não conseguia mais controlar o choro.
Tracy, com sua barriga de oito meses já chorava, Caroline também acompanhava Elena chorando, enquanto Klaus a abraçava e a beijava ternamente.
– Você fez tudo que estava no seu alcance por mim... Você já me provou que daria a sua vida pela minha, você já se separou de mim pra manter minha saúde, minha vida. E é por isso, que eu estou com você, te ajudando no que eu posso. E é por isso que eu quero te fazer minha mulher.
Elena chorava descontroladamente, não conseguia parar. Mas aquilo era um choro de alegria, de felicidade, por estar vivendo aquele momento. Damon se ajoelhou em sua frente e falou:
– Elena Gilbert, quer se casar comigo?
Elena não conseguiu respondê-lo, apenas o beijou. Palmas, gritos e assovios altos eram somente o que dava pra escutar na casa. Tracy e Caroline ainda choravam, e então, resolveram continuar conversando. Depois que todos foram pra casa, Elena permaneceu no apartamento de Damon.
Damon começou á beijá-la, e logo, foram para o quarto. Ali começou uma noite de amor intensa. As estocadas de Damon eram cada vez mais fortes fazendo Elena delirar. Elena não sabia que era capaz de sentir tamanha alegria em sua vida. Depois que seus pais morreram, ela não via mais sentido não vida, não achava que pudesse se sentir tão bem outra vez.
Chegaram no orgasmo juntos, e Elena ficou ali, com a cabeça deitada no peito de Damon, que subia e descia rapidamente, ofegante.
– Você não tem ideia do quanto eu te amo. — disse Elena, sentindo os olhos marejados.
– Acredite, eu te amo muito, muito, Elena. Nunca pensei que pudesse amar alguém assim.
Então Elena pegou a mão de Damon e entrelaçou seus dedos, avaliando a linda aliança de ouro que Damon a dera. A aliança de Damon era exatamente igual a dela. Naquele momento ela sentia que seu amor por ele estava selado. Selado por duas alianças, selado pela paixão, por tudo que sentiam um pelo o outro.
Elena só sabia de uma coisa: Damon era o homem que ela queria viver o resto da vida.
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