Love In the Work
22 Capítulo 21
Notas iniciais
Acordei com a cabeça apoiada no peito de Damon, ele ainda dormia. Ah Damon, matou o Kol! Realmente, tempos difíceis. Mas vamos combinar, era o Kol, tá de boa.
Damon dormia feito um anjinho, tão serenamente relaxado, seu peito subia e descia devagar, sua respiração era lenta e calma. O observei por um longo tempo. Aquilo me confortava, me deixava mais leve, confortável.
- Me observando dormir, Srta. Gilbert? — perguntou Damon abrindo um olho me encarando.
- Sim, problemas, Sr. Salvatore? — perguntei dando um leve selinho em seus lábios.
- Nenhum. — sorriu e me beijou.
- Sabe, eu ainda não acredito que você matou o Kol.
- Por quê? Não era pra matar ele? Se não era já é tarde demais. — disse irônico.
- Já vai tarde. — eu disse com frieza.
- Hey, sem estresse, sem raiva, sem angústia hoje. Hoje nó iremos ficar em casa, aproveitando que é sábado. Sabe que dia é hoje? — perguntou e sorriu
- Sábado? — perguntei
- Também, mas hoje faz cinco anos que nos conhecemos.
- Porra, faz muito tempo assim? Tenho a impressão que nos conhecemos ontem.
- Olha os modos, menininha. — riu — É, parece que faz pouco tempo mesmo.
- Então, vamos aproveitar muito, todos os nossos minutos livre de qualquer preocupação. — disse e o beijei. — Não vamos deixar que nada nos atrapalhe. — disse e sorri com malícia pra ele.
- Já tá querendo á essa hora da manhã, Gilbert? — riu alto — É, porque não?
- Tá, mas depois que eu comer, dormir um pouco e ver televisão. — disse debochando.
- Comer eu deixo, mas dormir e ver televisão garanto que você não vai conseguir. — sorriu malicioso e me beijou.
- É assim que eu gosto. — pisquei o olho e me levantei em direção ao banheiro.
Me olhei no espelho e sabe, estou até com uma boa aparência!
O que um Damon Salvatore não faz... — pensei comigo mesma e ri.
- Tá rindo de quê? — perguntou Damon na porta do banheiro apenas com uma boxer preta.
- Nada não, só lembrei de uma piada. — disse e sorri entrando no box do chuveiro.
- Posso entrar aí também, madame? — perguntou Damon
- Pode não, espere aí até que eu termine. — ri
- Por favorzinho... — disse fazendo um biquinho e a cara do gato do Shrek.
- Tá bom, tá bom. — abri a porta do box e ele tirou sua cueca entrando dentro do pequeno compartimento. — Sem maldades.
- Mas por quê sem maldades? Só presta com maldades.
É, fazia lógica. Fazia lógica para os tarados.
- Não quero te cansar pra mais tarde. — pisquei.
- Opa que então hoje tem. — riu de um jeito estranho me fazendo cair na gargalhada junto com ele. — Tá, sem maldades.
Damon e eu lavamos nossos cabelos enquanto conversávamos.
- Então Dam, como você conseguiu essa fassanha de encontrar o Kol e matá-lo, assim, tão facilmente? Foi de uma vez? Sem dor? Que bosta.
- Calma. — riu — Alaric foi policial por um tempo e ainda tem todos os equipamentos de busca que ele usava na época, basta colocar o nome e sobrenome da pessoa e o celular dela é rastreado.
- Uau. — disse surpresa
- O achamos em uma pousada velha no subúrbio de NY, ele estava hospedado lá á algum tempo. Acho que ele ligava de lá te ameaçando, pode ter suposto que se saísse de lá seria pego, já que ele responde á vários crimes e nunca foi preso. — serrou os punhos. — Eu e Ric chegamos lá e o paralisamos, pra que não se mexesse. Quando entramos no carro de Ric, amarrei uma corda em suas mãos pra que não tentasse algo contra nós. Levamo-nos para a casa de Ric, já sabíamos o que fazer: iríamos torturá-lo. — Damon falou e eu vibrei um pouco.
- Continua! — disse empolgada.
- Tem certeza que quer saber o que fizemos com ele?
- Se não quisesse não teria perguntado. — respondi e ele logo continuou.
- Fomos para a sala dos Jogos Mortais do Ric.
- Jogos Mortais? — perguntei confusa.
- Depois eu te explico isso. — disse e continuou. — Ric colocou as mãos dele em cima de uma mesa em minha direção, logo depois, eu me sentei á sua frente. Peguei agulhas e fui enfiando em cada uma de suas unhas. — disse e riu.
— Ai, que horrível! — disse abismada. — Mas ele mereceu. — ri e Damon me acompanhou. Saímos do box e fomos para o quarto.
- Logo depois, o amarramos em uma corda, o deixamos em pé e abrimos a camisa dele. Peguei uma lâmina de barbear e fiz ele me pedir desculpas. — disse
- Daí ele não pediu e você o matou? — perguntei.
- Ele pediu. Mas foi tarde demais, eu só fui lá e passei a lâmina no pescoço dele. Morto.
- Como você tem certeza que ele tá morto? Ele pode sei lá, estar vivo por aí.
- Não é possível. Um ser humano tem cinco litros de sangue. Ele perdeu uns quatro litros só quando estávamos lá, o ferimento foi muito fundo, ainda mais em uma veia comprometedora.
- Ah, sim. O que fizeram com o corpo?
- Ric se livrou. — sorriu
- Que bom. Agora vamos comer que eu estou com fome. Logo depois, tenho uma surpresa pra você. — sorri maliciosa.
- Mal posso esperar.
Comemos em silêncio, Damon apenas falava algumas besteiras me fazendo cair no riso, mas nada demais. Acabamos de comer e Damon perguntou:
- Então qual minha surpresa?
- Vou fazer um strip tease pra você, Damon Salvatore.
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