Love In the Work
19 Capítulo 18 - Bônus
Notas iniciais
Acordei e fui em direção á cozinha pra preparar nosso café da manhã. Damon ainda dormia serenamente, com mexas do cabelo escuro todo bagunçado pelo seu rosto de deus grego. Meu celular começou a tocar e eu já sabia quem era. Tinha que atender.
- Alô viado.
- Pra quê isso, minha filha? Bom dia né.
- O que você quer , seu imprestável?
- Só ligando pra dizer que estou com saudades. Ah, é bom que você não diga sobre a carta pra ninguém, porque eu soube que aquela sua amiguinha está grávida, não é mesmo? Como é o nome dela, ah, é Caroline Forbes. Seria uma pena se alguém soubesse e por algum motivo ela perdesse o bebê, não?
- Fica longe dela, Kol. Se for pra fazer algo ruim faça comigo, mas não faça com as pessoas que eu amo.
- É muito simples, é só você não contar pra ninguém sobre isso tudo, Leninha.
- Eu não vou, fique longe deles. — disse e desliguei.
As lágrimas rolavam pelo meu rosto de uma maneira incessável, quase espontâneo. Como alguém pode ser tão ruim como Kol? Como?
- Elena? — perguntou Damon — O que aconteceu? — perguntou ao me ver chorando
- Nada, Dam, só tô preparando nosso café da manhã. — dei um sorriso e limpei minhas lágrimas.
- O que está acontecendo, Elena? Me diz.
- Não tem nada acontecendo, tá bom? Nada. Só é uma época difícil, só isso.
- Elena, você sabe muito bem que pode contar comigo pra tudo, compartilhar e dizer tudo, desde coisas ruins á boas, entendeu? Eu só irei ficar bem se você ficar, se você me disser tudo o que está acontecendo, tudo o que você tá passando. Você tem ideia de como você é importante pra mim?
- Eu tô bem, Dam, acredita em mim. Mulheres, saem chorando por aí. Sou como qualquer uma.
- Não, você não qualquer mulher, você é a mulher. Você não é fraca pra ficar chorando pelos cantos, por isso que eu tô estranhando isso. Sabe, se quiser falar qualquer coisa, qualquer hora do dia ou da noite é só me falar. Eu vou te entender. Eu juro. — disse e me beijou
Deixar Damon se torna cada vez mais difícil. Por que Kol tinha que aparecer logo agora? Por que?
- Certo. — disse após o beijo. — O café tá pronto, vai comer agora?
- Vou sim. Senta aqui e come comigo- disse e fez beicinho, que logo eu beijei desmanchando.
Sentei no colo de Dam e começamos a comer. Aquilo tinha seu lado bom e o lado ruim. O lado bom é poder estar ali com ele, o lado ruim é saber que logo isso tudo vai acabar.
- O que acha de irmos ao parque hoje á tarde? Poderíamos ver o pôr do sol de lá. O que acha?
- Uma ótima ideia. — sorri
A tarde logo chegou e fomos para o parque. Sentamos em um banco e observamos o pôr do sol. Aquilo era lindo.
- Isso é lindo. E se torna ainda mais porque você está aqui comigo. — disse Damon e beijou o alto da minha cabeça.
- Eu te amo, Dam.
- Eu também te amo, Lena.
* * * * *
Os dias se passaram rápido e logo Damon já estava curado. Para minha alegria e para minha tristeza. Hoje, infelizmente seria o dia em que eu teria que deixar Damon e ir para o lado de Kol.
Estava deitada em meu sofá quando a campainha toca. Abro a porta e me deparo com a coisa mais linda do mundo: Damon segurando um buquê de rosas vermelhas.
- Dam. — sorri
- Oi meu amor. — disse e foi me dar um beijo mas eu virei a cara
É tão ruim não poder corresponder aos toques de Damon, aos beijos e aos abaços... Pior ainda é saber como ele iria sofrer com tamanha dor e sofrimento.
- Pra você. — disse e estendeu as flores.
- Obrigada. Entre. — disse olhando pro chão. — Damon, eu preciso te falar uma coisa.
- Pode falar. — disse me incentivando
- Sabe aqueles dias que você tinha acabado de sair do hospital e eu chorava pelos cantos todos os dias? — perguntei e ele assentiu. — O meu choro era por ter que tomar essa decisão.
- O que você tá tentando dizer? — perguntou ele
- Não dá mais, Damon. Eu te amo muito, como jamais amei alguém mas é pro seu bem. Nós dois... não dá mais. — disse e comecei á chorar.
- Como assim Elena, a gente tava tão bem e...
- Damon, eu tenho meus motivos, e eu posso morrer de chorar, e eu com certeza vou, mas é preciso. Para sua segurança e de todos que eu amo. Por favor, me perdoa, mas não dá mais.
- Olha Elena, — disse ele se levantando do sofá.- Você realmente tem certeza disso? — perguntou com os olhos marejados e eu assenti chorando — Pois bem. Só quero que saiba, que se eu sair por aquela porta eu não vou voltar atrás. Nunca mais. — disse e uma lágrima caiu de seu olho esquerdo. — Mas saiba, que eu sempre vou te amar, sempre. Nós iríamos ter uma família, um casal e um cachorro, uma casa só nossa, com tudo que nossos filhos quisessem. Iríamos viajar mundo afora, eu iria te pedir em casamento.
Meu choro se tornou incontrolável, banhando todo o meu rosto.
- Você sempre vai ser a mulher da minha vida. Mas eu não vou voltar atrás. Nunca. — disse e saiu batendo a porta com muita força.
Meus joelhos cederam e eu caí no chão, banhada por lágrimas, o desespero tomando conta de mim. Meu mundo acabado. Em apenas alguns segundos. Por culpa de apenas uma pessoa: Kol.
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