Love In the Work
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Fiquei três dias internado no hospital já que tinha passado por uma cirurgia cuidadosa, mas estou me recuperando rápido. Elena fica o dia todo comigo, o que me deixa bastante feliz mas um tanto abatido pelo motivo de ela não ter descanso. Vinte e quatro horas me observando, sentada, ou na poltrona no canto da sala ou em uma cadeira do lado de minha cama.
Ficar com Elena ali, cuidando de mim, me dando atenção e amor, me preenche com uma sensação tão boa, tão reconfortante. É como se brotasse uma alegria sem tamanho no meu peito. Eu realmente amo Elena Gilbert.
Acabei de acordar e permaneci com meus olhos abertos, se acostumando com a luminosidade do sol que entra pela janela, Elena estava dormindo graciosamente na poltrona no canto da sala. Como é bom observa-la dormindo, andando, com raiva... Como é bom olha-la de qualquer modo, nua, vestida... Simplesmente é ótimo olha-la.
Seus olhos começaram a se abrir lentamente olhando diretamente para mim – em estado deplorável – e abrindo um grande sorriso, com os olhos brilhando caminhou até minha cama e depositou e demorado beijo em meus lábios. Eu sei, como eu to falando tá uma coisa muito gay para Damon Salvatore, — eu, o cara mais gostoso da face da terra – mas é exatamente como me sinto.
– Bom dia – disse e sorri abertamente
– Bom dia Dam. – sorriu com os olhos brilhando, sua voz era suave.
– Sabe, eu tava pensando aqui... Eu fiz você passar por uma e tanto, hein.
– Você não, meu amor. O Kol, aquele desgraçado.
– Você sabe que pode se abrir a mim. – não só daquele jeito, acrescentei mentalmente – O que aconteceu realmente na noite em que vocês se conheceram?
Ela fez uma pausa, depois começou.
– Estávamos em uma festa, e eu conheci Kol. Ele estava em um grupinho de garotos que se aproximou de onde estávamos. Então ele me embebedou e me levou pra cama.
Aquele desgraçado tinha feito mesmo isso com Lena? Porque se tiver vai se ver comigo.
– O que aquele viado mal comido fez com você, Elena?
– Ele... – fez uma pausa, seus olhos se encheram de lágrimas.
– Ele te estuprou, Elena? – praticamente gritei
Ela apenas assentiu envergonhada com a cabeça. As lágrimas escorriam pelo seu rosto, e aquilo estava me matando. Eu iria matar Kol, mas primeiro torturaria, lentamente, porque a melhor morte é a lenta e dolorosa. E eu mesmo faria isso. O torturaria até a morte se fosse preciso.
- Hey Lena, não chora amor... – limpei as lágrimas de seu rosto com o polegar – Eu nunca, nunca mesmo irei deixar que nada mais te faça mal. Eu te juro. – sorri e beijei-a
Dali á diante, aquela promessa está mais do que jurada e eu estou pronto para cumpri-la.
Depois de mais dois dias no hospital, Elena revezava os horários pra ficar comigo, de dia ela ia pra casa tomar um banho e dormir enquanto Klaus e Caroline ficavam conversando comigo. Alaric ia me visitar frequentemente, pra ver como eu estava, se eu estava bem para nossa próxima noite cheia de mulheres.
Mas não haveria ‘’próxima noite cheia de mulheres’’. Enquanto eu estiver com Elena não.
– Nossa, desde quando você ficou tão fiel assim, Damon? – perguntou Ric irônico.
– Hum, deixe-me ver... – apoiei a cabeça no punho fechado fingindo pensar – Desde o dia em que a Elena disse que me amava.
– O quê?! Como assim, quando ela disse isso?
– No dia em que eu vim parar aqui. – sorri falsamente
– Voltei Dam. – disse a tão conhecida e amada voz de Elena. – Oi Ric, tudo bem?
– Tudo sim, vim só visitar esse cara aí. – disse e sorriu – Vou indo, melhoras aí amigo.
– Pode deixar – respondi
Elena se sentou na beirada da minha cama, inclinando-se um pouco sobre mim, logo depois me beijando.
– O médico disse que amanhã mesmo você pode ir pra casa.
– Que alívio. Vou finalmente poder beber meu uísque que eu tinha comprado pra beber com você. – sorri
Sim, eu tinha comprado um uísque pra beber com Elena, um dos meus preferidos.
– Por mais que eu morra de vontade de fazer isso com você não podemos. Você tem que se recuperar por inteiro, á não ser que queira morrer de vez. – disse dando vários selinhos em mim.
Eu iria ficar mal acostumado com aquilo, mas puta que pariu, só estar perto dela é tão bom... ainda mais ela me beijando. Aí sim eu posso ter um troço, e não bebendo.
– Tá bom senhora enfermeira. – disse e fiz um de meus melhores bicos que logo foi desmanchado por um beijo de Elena.
– Não sei se vou poder ficar com você na sua casa, á não ser que você queira.
Que história é essa? Lógico que eu quero.
– Mas por que? Lógico que eu quero que fique, oras.
– Preciso dar depoimento na polícia, temos que prender Kol, afinal, isso foi uma tentativa de homicídio, ele pode ficar vários anos na cadeia.
– Ou aqueles tiras safados podem soltar ele antes de seis meses de prisão.
– De qualquer forma eu preciso ir. – disse e me beijou pela última vez antes de sair da sala.
POV ELENA
Cheguei na delegacia e fui direto falar com o policial responsável por prestar os depoimentos.
– Em que posso ajudá-la? – perguntou o homem gordo
– Vim prestar depoimento sobre uma tentativa de homicídio.
– A Srta. é a Elena Gilbert? – disse olhando uma ficha
– Eu mesma.
– Ok, pode começar á falar.
Á medida que eu falava o homem ia escrevendo tudo o que eu dizia. Contei tudo, desde o estupro até a tentativa e o ferimento de Damon. O policial escutava atentamente cada palavra.
Ao chegar em casa entrei e tomei um banho bem demorado, estava muito cansada. Ainda teria que voltar para o hospital, passaria a noite novamente com Damon, já que ele seria liberado na manhã seguinte.
Ao terminar o banho peguei um vestido frouxo florido. Aquele vestido me trazia boas lembranças. Me lembra meus pais. Minha mãe havia me dado aquele vestido quanto eu tinha 15 anos, e desde lá só usei duas vezes.
Verão de 2006
– Ah Jer, assim não vale! – gritei para Jeremy que estava do outro lado do campo de futebol – Vem aqui já, Jer! – gritei enquanto ria
– Não vou, Lena, você perdeu, aceite os fatos amorzinho!
– Venham, o almoço está pronto! – gritou mamãe na porta da cozinha.
Estávamos no nosso velho sítio na Austrália, um lugar bem reservado de tudo e de todos.
– Isobel, o cheiro está ótimo! – disse papai sentando-se á mesa junto á nós.
– Hoje eu fiz lasanha. O prato preferido de vocês! Fiz bolo de carne também, pra vocês, gulosos.
Gritamos em coro, aquilo era bom demais. Nossos pratos preferidos, a família reunida.
– Sabe mamãe, eu andei pensando... Que tal nos mudarmos para Nova York? Lá é tão lindo e...
- Nem pensar. Não iremos para Nova York de jeito nenhum.
– Mas por quê?
– Por causa da família Mikaelson. – respondeu mamãe um pouco assustada
Hoje em dia
A campainha tocou, me tirando de dentro dos meus pensamentos um tanto bons. Abri a porta e era o carteiro. O
que era de se estranhar, porque as correspondências só chegam de manhã, e todas já haviam chegado.
Uma carta.
No envelope estava escrito: Para minha formosa Leninha.
Logo descobri quem havia me mandado a carta. No lado oposto, havia escrito com a caligrafia de homem. Kol Mikaelson.
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