Love In Your Eyes
67 Cap. 67/2 – PREMIAÇÃO E HOMENAGEM
Notas iniciais
CAPÍTULO 67/2 – PREMIAÇÃO E HOMENAGEM
POV- EDWARD
A abertura do evento foi interessante, vários chefes de estado, ministros, e embaixadores da ONU, fizeram seus discursos e começaram as indicações.
Estava tudo indo bem, tirando os dois putos, que estavam com os dias contados e olhavam a todo instante na direção de Bella. Minha mente estava em uma batalha constante, me sentia como se tivesse com um diabinho e o anjinho cada um de um lado do ombro...
Um mandava, pegar Isabella como um saco de batatas, e mostrar pra todo o mundo a quem pertencia.
O Outro me chamava de idiota, e me lembrava da minha promessa!
Fodam-se os dois!!
Após mais ou menos uma hora de apresentações, o puto com cara de médico gostosão, anunciou o nome do outro puto galã, e esse pra me animar mais, começou sua apresentação, cheio de graça. Era todo sorrisos!
Futuro defunto do caralho! Vai ficar banguela seu puto!
-Estamos todos reunidos nesta maravilhosa noite, aqui no belíssimo Washington Square Park, em Nova York, para a nomeação do título “Embaixadora da Boa Vontade pelo Programa das Nações Unidas para o Combate a Pobreza e Fundo das Nações Unidas para a População”.
-A homenageada desta noite, foi indicada, por seus inúmeros trabalhos sociais, desde muito jovem, ao redor do mundo. Principalmente nos Países em Desenvolvimento, tão erroneamente chamados Países de Terceiro Mundo. Nossa homenageada, foi escolhida por unanimidade para esse cargo, e recebe o título das mãos do Presidente da Assembleía Geral da ONU, Sr. Jan Eliasson e terá como missão promover as seguintes ações;
- Alcançar as metas previstas nos “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, que tem como objetivo, cumprir o acordo em escala mundial que pretende reduzir a pobreza pela metade até o ano de 2020, por meio de iniciativas de combate à fome, a doenças, o analfabetismo e à discriminação da mulher, crianças e idosos.
- Queiram todos por favor receber com uma salva de palmas ISABELLA MARIE SWANN CULLEN.
A multidão ficou em pé para aplaudir. Ela foi abraçada por Charlie e Renee, que estavam emocionados, cumprimentou com acenos nossos familiares que estavam sentados mais distantes, e ria quando Emmett gritava – “Vai Bellinha” e Jasper que assoviava alto , mas foi pra mim, seu sorriso mais lindo.
- Eu te amo, amor, mais que tudo.. – falava emocionada
- Eu que te amo, estou muito orgulhoso de você, minha vida, agora vai lá receber sua indicação, não esqueçe que estou aqui te amando — falei olhando nos seus olhos, com seu rosto entre as palmas da minha mão.
- Nunca!! – sorriu e me beijou
A acompanhei até a escada de acesso ao palco, onde o morto-vivo esperava..
Só bastou um olhar “não toque nela”, que o recado foi compreendido.
Bella caminhou ao centro do palco, e recebeu a nomeação. Cumprimentou os líderes na ONU — esses tudo bem, um bando de velhotes - e dirigiu-se ao púlpito.
Ela estava linda. Eu jurava que via uma “halo” de luz ao redor do seu corpo.
- Boa Noite á todos, primeiro quero fazer uns agradecimentos.
- A ONU por essa maravilhosa e inesperada indicação. Aos meus pais por minha vida e minha educação. A minha família Cullen que está comigo, em todos os momentos da minha vida, Carlisle, Esme, Emmett e Jasper. Minhas amigas- irmãs Alice Brandon e Rosalie Hale, que me guiaram na minha vida profissional. Toda a equipe que me atura diariamente Mike, Sam, Ben e meu grande e fiel amigo Jacob Black. Minha equipe, Angela e Sue, Jéssica e aos profissionais maravilhosos da minha ONG. Mas principalmente ao meu marido Edward Cullen, que é a pessoa que me deu e continua dando forças para viver, que com seu amor e dedicação faz com que me torne sempre uma pessoa melhor, dando-me a vontade de seguir em frente e ajudar aos meus semelhantes, e assim realizar meu trabalho designado por Deus! Eu amo todos vocês!!
Uma salva de palmas da platéia, quebrou o silêncio.
- Se esqueci de mencionar alguém por favor me perdoe, é muita emoção estar aqui – terminou, fazendo todos rirem.
Nesse ponto, eu já chorava como criança, mas não me importava, era minha mulher que estava ali, a filha de Charlie e Renee, a afilhada dos meus pais, a quase irmã dos meus irmãos, a melhor amiga de suas futuras esposas, a pessoa que alimentava bocas famintas, dava esperança a mulheres maltratadas e carinho a velhinhos abandonados.
Minha mulher!... eu era um sortudo filho.da.mãe. Fechei meus olhos e numa oração silenciosa na hora mais imprópria, agradeci ao Senhor. Eu não acho que merecia tanto.
Muito emocionada, e depois que todos se sentaram ela começou seu discurso... que era transmitido ao vivo, a toda a população, e alguns países.
-“Quero especialmente nesse meu discursso me dirigir aos jovens, que são o futuro dessa Nação. Acredito que com meus vinte anos, não possua ainda a experiência para um cargo tão importante, mas acredito ter maturidade.
-Estamos em contagem decrescente... a dois terços do tempo que separa a assinatura dos compromissos que substanciam os “Objetivos de Desenvolvimento do Milénio” feita no ano 2000 e o prazo dado para o seu cumprimento, o ano 2020.
— Não tenho, no terreno, os mesmos anos de idade que os senhores da Organização das Nações Unidas e por isso entendo bem porque é preciso estabelecer ou impor prazos para que as coisas chocantes tenham um fim, ou uma redução à vista.
-Gostaria muito de poder contar tudo, o que tenho visto, ouvido e sentido ao longo destes quatro anos que tenho trabalhado com a população menos privilegiada. Mas não consigo, porque há realidades que calam as palavras. Preciso no entanto que entendam o quão importantes são, cada um de vocês, nesta Aldeia Global em que vivemos, uns mais privilegiados que outros, mas todos fundamentais para ajudar a contrariar o bater desigual e injusto do Mundo.
— Vou lhes contar uma pequena história....
Nesse momento Bella parou de ler.. estava séria, como jamais a tinha visto.. seu olhar se encontrou com o meu por breves instantes, e nesses poucos segundos, entendi, que, o que ela iria contar me afetaria, era sobre nossa fase separados, e seu olhar antes de tudo queria me trazer conforto. Era como se me disse-se: Amor fique tranquilo, isso é passado!... Estamos juntos agora!.
- Ao visitar, por diversas vezes, e passar também algumas temporadas, na minha adolescência com meu pai Charlie Swann e minha mãe Renee Swann, nas cidades de Moçambique, Guiné-Bissau, Timor Leste, Indonésia, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e outras cidades com meu trabalho, tenho conhecido tantos e tão especiais jovens, com a nossa idade que não têm mesmo nada. Muitos, apenas sentem fome e uma vontade indescritível de não deixar morrer as suas pessoas, e os seus países. Não sei de onde lhes chega a força, mas penso que tem de chegar obrigatoriamente de nós. Nós podemos ajudar a que compromissos se assinem e se ponham em prática.
— Podemos falar tão alto que a voz se transforme num ultimato para que a humanidade proteja aqueles que são sempre os mais discriminados: as mulheres, crianças e idosos. Melhorar a saúde materna, reduzindo a mortalidade materna e neonatal em 75% e promover o acesso a cuidados de saúde reprodutiva.
- Essas viagens mudaram minha concepção do mundo.
— O que presenciei não faz sentido nenhum: meninas, crianças, com idades menos que a nossa já casadas há muito tempo com homens de mais de 60 anos só porque tinha que ser assim. Meninas da nossa idade já com duas gravidezes, umas forçadas, outras porque nunca ninguém lhes explicou nada... são crianças, não têm esse direito, o direito a saber, a estar informadas, a decidir; meninas, crianças, mães que perdem automaticamente a oportunidade de irem à escola assim que engravidam e dão de cara com um portão de grades a fechar-se à frente do seu futuro; crianças, meninas e mulheres violentadas para sempre depois de serem sujeitas a uma mutilação genital feminina só porque a tradição assim o impõe, sendo que a tradição e os valores culturais podem salvar vidas se forem bem orientados; mulheres que se habituaram, numa dor silenciosa, a apanhar de seus companheiros, a contar o número de filhos mortos e por isso continuam a engravidar em condições miseráveis sem acesso à contracepção ou ao planejamento familiar cuja existência desconhecem; mulheres mães a quem nunca ninguém fez uma consulta de saúde sexual e reprodutiva e que por isso, contaminadas pelo vírus da Aids, tantas vezes trazido pelos maridos, transmitem aos seus bebês, quando poderia ser tão facilmente evitável através dos testes e de medicamentos; meninas e mulheres que morrem ao dar à luz todos os dias quando, num país como o meu e como o seu, isso é hoje impensável e faria abertura de telejornal para além de um inquérito parlamentar.
— São aos milhares e eu vi muitas fecharem os olhos ao pé diante de mim ou porque não havia uma ambulância, ou porque não havia eletricidade ou porque chegaram tarde ao hospital já que a maior parte das vezes é o marido ou a família quem decide.
— Vi, e não esqueço a menina de 12 anos, com corpo de oito, que às costas trazia o irmão de meses e enquanto o embalava tentando calar o seu choro, escondia as lágrimas pesadas por ver ao fundo, numa espécie de enfermaria, numa espécie de cama com colchões rotos e muito sujos, a irmã mais nova de cinco anos a morrer, devagarinho, nos braços de um pai impotente e de uma mãe descontrolada de uma dor insuportável. A menina morreu com paludismo porque chegou tarde ao hospital. Era evitável.
— Vi e não esqueço também a Mia, uma jovem Indonésia que me levou ao buraco onde antes era uma casa de família . A sua, com os seus. Hoje começa tudo de novo, casando com um outro jovem a quem também o tsunami roubou tudo e todos. Agarrados à vida que têm nas fotografias que resistiram, arregaçam a força da juventude e reconstroem uma casa, um país.
— Shavi é um moçambicano que conheci a trabalho, com um sorriso rasgado, dezoito anos que parecem trinta, tanta é a sabedoria das ruas, que me disse para confiar que ele e os seus amigos da ONG feita de, e , para os jovens, que iriam salvar o seu país do implacável vírus da Aids. Ele só precisava de uns computadores e de umas impressoras para se ligar ao mundo e o resto era com eles. Pediu minha ajuda. Isso foi há 03 anos. Voltei a falar com o Shavi que não salvou o seu país mas que tem feito um trabalho insubstituível de prevenção, informação, e motivação dos jovens. Um orgulho.
— E lá em São Tome é Princípe a enfermeira Laura trava uma batalha diária com as suas limitações físicas, a guerra roubou-lhe um pé, com uma muleta improvisada, há anos que as pedras das ruas de Tete não são para ela um problema. As milhares de crianças e jovens órfãs que lhe aparecem à porta, os idosos que encontra à beira do rio, ou encostados a lixeiras, é que lhe tiram o sono, mas não a capacidade de as salvar com o pouco que tem. Há poucos meses confidenciou-me, inchada de vaidade, que já conta pelos dedos das duas mãos os bebês resgatados que tem nova família, os idosos com um novo lar e os adolescentes retirados das drogas e que hoje se transformaram em jovens doutores. São os tais jovens que se empoleiram pela vida acima por saberem bem o valor que ela tem. E tudo isso se conta com os dedos das mãos.
— Nestes outros países de que vos falo, mulheres, homens, rapazes, adolescentes, crianças e bebês morrem porque lá o tempo e uma coisa a urgência é outra...faltam tantas coisas simples e essenciais que aqui nem sequer damos por elas. E nos países em que existem conflitos armados, falta o diálogo para logo depois passar a faltar tudo. Cresce um mundo absolutamente cruel principalmente para os mais jovens. Elas são violadas, mutiladas, ficam soropositivas, com fistula obstétrica, banidas da escola e das famílias. E todos vêm todos os que amam fechar os olhos à sua frente. Ficam sem chão, sem teto, ficam sem ar.
— É urgente dar urgência ao discurso dos jovens de hoje. Dos jovens que sofrem muito e dos que não querem ver os outros sofrer mais. A comunicação intergeracional é inteligente, logo eficaz. O vosso potencial de Desenvolvimento, Saúde e Paz não tem limites e pode inverter o ciclo da desigualdade e do conflito. Acreditar é preciso! E vocês são muitos, são a maioria! Nunca o mundo teve uma tão grande geração de jovens... aproveitem a oportunidade, façam hoje a mudança porque não se podem adiar mais os Direitos Humanos.
— Quando eu era adolescente sempre ouvi o meu pai, contar-me histórias humanas que vinham agarradas aos pedaços de artesanato que ele me trazia destes países. Quando me contava que eram crianças trabalhadoras, crianças que sobreviviam fingindo serem crescidos, oprimindo vontades e sonhos, eu pensava " e se fosse eu a ter nascido neste país?".
— Este é um dos exercícios mais difíceis de se fazer. Custa muito colocar-mo-nos nos lugares dos que nada têm. Normalmente não nos damos ao trabalho, se calhar até ao dia em que esbarramos com a dor dos outros e ficamos contaminados pela urgência de fazer qualquer coisa que ajude a mudar a realidade desumana, uma realidade que lhes preenche os dias. Eu sinto-me contaminada por este vírus bom que me empurrou para estes países; que me fez em em uma viagem a Portugal a trabalho, ir a duas escolas e uma universidade voluntariamente falar com jovens como vocês para os contagiar; que me obriga a falar em voz muito alta para que a imprensa e o público que assiste ao meu trabalho de modelo, fique tocado com as mensagens importantes; que puxa pela minha imaginação de forma a que invente campanhas de donativos e campanhas informativas e de advocacy mobilizando a sociedade civil, mas também os governos e os parlamentos; que me oferece uma força extra que me permite ter capacidade para estudar os relatórios que me pedem, reunir com governantes, com parlamentares. É muito simplesmente dizer o que vejo e o que penso daquilo que vejo.
— A indignação pode fazer a mudança e tenho certeza que vocês, alguma vez na vida já se sentiram indignados...usem essa indignação, sejam construtores da mudança de hoje que terá efeito amanhã, no futuro, em nossas crianças.
— A primeira vez que me lembro de sentir esse desconforto que traz alguma raiva dentro de mim, foi quando eu tinha 13 anos e o meu pai tinha ido fazer uma audiência na Nicarágua onde acabou por quase sofrer um atentado bombista. Ficou com o braço todo queimado. Ao seu lado morreram alguns jornalistas e advogados. Fiquei sem ele durante longos e difíceis dias e estava zangada porque ninguém me explicava a razão de, no Mundo, se andarem a mandar bombas para cima um dos outros desvalorizando a vida. Falei com a minha professora de espanhol e escrevi cartas a esse país para tentar colmatar a minha indignação. Percebi logo aí que existem valores, conceitos, crenças ou causas que fazem tanto sentido para uns e tão pouco para outros.
— E para mim até hoje passou a fazer sentido, na medida das minhas possibilidades, promover a paz, ter uma intervenção útil enquanto profissional, mulher e filha que ajude a pôr fim à guerra, à violência, à discriminação mas também apaziguar a dor sonora e a dor silenciosa e clamar pelos Direitos Fundamentais.
— Assim, naquela altura enquanto adolescente não foi preciso dizerem-me que eu era poderosa. Foi preciso sentir que era de fato poderosa. Mas eu estava num país que me dava oportunidades de estudar, ter saúde e exercer os meus direitos. Comecei a trabalhar com outros jovens em associações de estudantes e a olhar para lá do nosso gigante umbigo. Imediatamente senti o retorno da entrega: uma maior segurança para encarar o mundo porque me obrigou a conhecê-lo melhor; uma maior capacidade para aceitar os outros e um espírito inquieto de sentido de cidadania. Até hoje.
— Hoje com mais responsabilidades, claro, porque vou ser a voz de um gigante número de pessoas que trabalha incansavelmente, porque cada pessoa conta. O Fundo das Nações Unidas para o Combate a Pobreza e o Fundo para a População, vai permitir-me estudar dossiers que chocam pelos números gritantes com muitos algarismos: as crianças e jovens que morrem a cada segundo que passam com fome, as mulheres que morrem a cada minuto que passam com complicações derivadas da gravidez, parto, ou morta por seus companheiros. Os idosos maltratados e abandonados por suas famílias, no momento mais doce de suas vidas... as vidas e as economias que a prevenção poderia salvar.
— Quando vou para minha ONG, vejo a realidade deste país e tudo se torna mais claro e mais duro. As estatísticas são afinal casos humanos com nome, idade e sexo. E logo faz toda a diferença. Passam a fazer parte da minha vida. Passo a ter a saudável obrigação de denunciar por um lado e de angariar não só mais financiamentos mas sobretudo mais parceiros cúmplices nesta caminhada. São estas redes ilimitadas que podem ser essenciais. E confiem em mim, as nossas vozes podem ser invencíveis e não falo de internet e redes sociais!
— A nossa dedicação, a nossa capacidade de entrega e de indignação pode mesmo fazer a diferença. Como eu vi fazer nestes locais onde nunca quero deixar de voltar, através da iniciativa e do envolvimento de homens, mulheres e crianças que não irei nunca esquecer.
— O que nos comove, tanto pode ser uma dor forte como uma grande conquista: conquistem e reclamem o vosso direito a um mundo mais justo, solidário, responsável e com promessas cumpridas.
— Muito Obrigado! “
A platéia foi ao delírio após seu magnífico discurso, todos os chefes de estado, presidentes, jornalistas, fotógrafos, redes de televisão, que transmitiam ao vivo, e todos nós sua família a aplaudimos de pé.
Isabella foi ovacionada e comprimentada por todos sem excesão.
Eu chorava de novo, orgulhoso de mais, porque mesmo sofrendo por eu a ter abandonado injustamente, ela viveu, como ela mesma havia me contado, foi se tornar uma pessoa melhor, pra mim e por mim- ela nunca poderia estar mais enganada — é ela que a cada dia, me transforma em uma pessoa melhor, a minha linda, inteligente e amada mulher incrível!
- Por favor queiram se sentar todos – solicitava o agora “nem-me-importa-mais”, médico gostosão – Isabella nós temos duas surpresas pra você, com a palavra o juiz da Suprema Corte de Nova York Dr. Michael Obus.
- Hey! Conheço esse cara, é meu ex- chefe – disse empolagado Charlie – o que será que ele faz aqui?
- Não tenho a mínima ideia Charlie, Bella não me comentou nada..- respondi curioso.
- Isabella Swann, você não vai se recordar de mim, mas te conheço desde garotinha, seu pai Charlie Swann e eu somos amigos de longa data. Conheço sua trajetória de luta e perseverança, conheço histórias engraçadas contadas por seu pai babão, e me recordo ainda de como você o quase deixou careca quando entrou no mundo da moda – ele e Bella riam
- Babaca! devia ter enfiado o martelo da audiência em sua bunda, quando tive oportunidade — resmungava Charlie do meu lado fazendo todos rirem pelo head
- Isabella, a conceção que vamos lhe proporcionar hoje, nada tem a ver, com minha amizade com seu pai, mas sim por sua extrema competência, garra e generosidade. Poucas pessoas possuem o dom de cuidar de outrem, sem necessitar do mérito do reconhecimento, poucas pessoas nesse mundo, abdicam de louveres, e usam do próprio investimento, para cuidar de outro ser humano incapacitado. Nós a muito tempo temos conhecimento do seu trabalho e de um longo desejo seu. E por esse motivo a suprema corte, através desse documento consede á sua ONG Direito de Viver, todos os aspectos jurídicos, para que torne realidade seu maior sonho, a “ Fundação – Direito de Viver Nova Família”, que poderá cuidar de crianças, até que estas sejam adotadas e encontrem um novo lar.
- OMG!! – o grito de Bella podia ser escutado a metros de distância – Muito, Muito Obrigado, nem sei o que dizer... – ela chorava ... e o abraçava.
- Não precisda nos agradecer Isabella, na verdade existem possoinhas que querem fazer isso por nós – e acabando de dizer isso, várias crianças, de sua ONG, desciam pelos corredores lateirais vestidas de anjo, Seth encabeçava a fila, com uma plaquinha que dizia “ Obrigado Tia Bella, nos amamos você!”.
Nem preciso dizer que Isabella caiu aos prantos, assim como todos nós, pelo head eu escutava soluços, misturados com os meus próprios, era a cena mais linda da minha vida, queria poder subir no palco, e abraça-la, oferecer meu ombro para seu conforto, mas esse momento era dela.
- OH! Deus – ela chorava, se agaixando, para abraçar Seth e as crianças, muito emocionada.
- Tia Bella – dizia Seth, com o microfone na mão, o pequeno tremia e falava pausadamente, devido sua dificuldade de leitura.
- Todas. As. Crianças. Da. Fundação. Queriemos – epa! confundi as letras – o publico sorriu – Queremos – isso Queremos . Que. Você . saiba. Que. É. O. nosso. Anjo. Na. Terra. E. nós. Te Amamos. Muito.
– Foi a tia Gianna que escreveu – disse inocente fazendo a pletia rir novamente.
- Eu também amo muito vocês Seth!, todos vocês – sorria ainda os abraçando e agaixada na altura deles.
- Humm, tia Gi, pediu pra mim não falar isso, mas já que hoje é dia de festa, você vai cantar pra gente? – pediu fazendo carinha de cahorro pidão.
Quando Bella sorriu rendida ele procurou meus olhos na multidão e piscou
Pirralhinho malando – gargalhei
- Canta Isabella, não poderá negar um pedido de uma carinha dessas não é?
Jogou charme esse Brad do caralho... vai mané, vai cantando minha mulher..
- Hummm Ok.. – Bella concordou, indo até os músicos que estavam no fundo do palco. O mané, pediu que as crianças se sentam-se na lateral, e os demais caminharam para seus assentos, era somente Isabella no palco agora, Renee tampou a boca com a mão, como minha mãe, pelo sistema eu ouvia Alice e Rose gritarem, e juro que podia sentir elas pulando na cadeira, pelo tremor que sentia no no chão aos meus pés.
Elas estavam empolgadas, assim como eu.
- É a primeira vez que ela canta em público, sempre morreu de vergonha – disse Charlie emocionado.
- Bella vai mandar bem — confiou Emmett pelo head
- Não tenho nenhuma dúvida – concluiu Jacob.
- Bem ..isso é meio estranho pra mim, eu nunca cantei pra ninguém, a não ser pra essas pessoinhas aqui – apontou rindo e piscando pra elas – o nome da música é The Greatest Love Of All (Maior amor de todos), e foi escrita numa fase muito feliz da minha vida. Foi quando a ONG Direito de viver tronou-se real. E eu dedico a eles, todos os internos queridos. Eu amo vocês!
- Crianças levantem-se e fiquem aqui ao meu lado — pediu sorrindo, e prontamente eles ficaram ao seu lado, Seth de mão dadas com ela.
Anjinhos, ao redor de um Anjo.
E fazendo o que achávamos impossível, que era nos emocionar novamente, Bella mostrou o contrário, com sua linda e doce voz.
♫♫♫
Maior Amor De Todos
Acredito que as crianças sejam nosso futuro.
Ensine-as e deixe-as seguirem seus caminhos.
Mostre-lhes a beleza interior que possuem.
Dê-lhes o sentimento de orgulho...facilitar é fácil.
Deixe que o sorriso das crianças
nos lembre de como éramos.
Todos procuram por um herói.
As pessoas precisam espelhar-se em alguém
Não tive quem preenchesse minhas necessidades...
E aprendi a ser independente
Decidi há muito tempo, não caminhar à sombra de alguém.
Se eu fracassar ou obtiver sucesso
Terei vivido acreditando em mim
Não importa o que abstraim de mim
A minha dignidade não conseguirão...
Pois o maior amor de todos me aconteceu
E o encontrei dentro de mim mesmo
O maior amor é fácil alcançar:
Aprenda amar a si mesmo, este é o maior amor
E se por acaso aquele lugar especial...
que você sonhou
te levar à solidão...
Encontre a sua força no amor
♫♫♫
Impossível não existir uma palavra mais forte que Amor!
Se sim, é isso que eu sentia por ela..
Minha mulher Incrível!
Fale com o autor