Notas iniciais

Não sei se está certo, mas acho que o capítulo 3 deu 1000 palavras, que tenso x3

O grande dia, meu aniversário, meu momento, em alguns minutos iriam me apresentar e eu iria passar pelas portas e tocaria a música que ensaiei por tanto tempo. Não estava animada, os aniversários aqui no castelo são muito formais, acho que é o único dia em que vejo meus pais parando tudo apenas para me ver, deveria ser a única coisa boa. Sentia-me incomodada. A angústia machuca...

“...a querida aniversariante de hoje, Princesa Aika!”, e veio as palmas. Fechei minha mão ao arco, meus olhos e atravessei a porta e as luzes se direcionavam apenas a mim. Quando abri meus olhos não conseguia ver as pessoas por causa da luz, isso me acalmou um pouco, e lentamente comecei a tocar.

“Parabéns Princesa” ou “Muito sucesso para você, Alteza”, era o que eu ouvia. Fiquei meio envergonhada, respondendo apenas “Obrigada” pra cá e “Obrigada” para lá. No meio da multidão eu vi um pontinho azul, era o Cavaleiro. Primeiro fiquei assustada, mas me recompus e fui atrás dele. Ele notou que havia encontrado no meio da multidão e começou a passar por todos, e eu fui atrás, querendo saber o motivo do desgraçado de estar ali num momento importante. Ele passou pelo arco que dava ao corredor com muita rapidez e me apressei, mas assim que virei ali, bati de algo em algo.

— Hitomi-san! Deixe-me passar ! – ele estava me segurando assustado.

— O que foi ?!

— Uma pessoa !

— Aonde ?

Olhei o corredor e não havia ninguém, apenas eu e Hitomi-san no longo corredor.

— Acho que... tive uma ilusão apenas... – deveria estar começando a ficar louca mesmo.

“Uma corrente enferrujada quebrou.”, foi o que ouvi... Fiquei parada no corredor ouvindo meu coração bater mais rápido, começou a doer um pouco e desmaiei nos braços de Hitomi-san.

— Ela só está um pouco cansada, não tem dormido direito.
Ouvia umas vozes ao fundo, deveria ser meus pais e alguns convidados falando. Apenas me lembro de estar na minha cama e o Cavaleiro Negro acariciando meus cabelos.

— Eu não deixarei rastros... talvez sejam invisíveis.

Eu ri em minha mente, quase sempre, não entendia o que ele falava. E assim, me virei e dormi.