Love In One Day
10 Epílogo
Notas iniciais
AHHH GENTE Ç_Ç
É o ultimo capitulo /chora
Eu agradeço de coração a tds que acompanharam a fic, leram, mandaram reviews lindas ;__;
Vcs fizeram a fic ficar ainda mais especial para mim! ;33
Espero q gostem o ultimo capitulo! Aproveitem os momentos finais da fanfic, ok? ;_; *emotiva*
Kissuuuuus~ E até a prox o/
Ruki POV
- Reita, nós vamos nos atrasar. — Chamei-o mais uma vez, checando o relógio da sala.
A mãe dele iria reclamar de novo.
E era engraçado como eu não ficava mais nervoso quando íamos à casa dos pais dele.
No começo, quando Reita me levou para conhecer seus pais, tanto ele quanto eu estávamos uma pilha de nervos.
Tinha medo deles não gostarem de mim, me rejeitarem, como meus antigos pais haviam feito.
Claro que foi um choque para a mãe de Akira quando ele contou tudo o que havia acontecido. Desde que me achara, cuidara de mim e decidira me adotar.
O pai dele não aceitou a situação.
Lembro das discussões, tanto frente a frente, quanto pelo telefone.
Sentia-me culpado, afinal Reita e o pai sempre foram muito próximos e eu estava os afastando.
Mas Akira sempre vinha até mim, carinhoso, dizendo que estava tudo bem e que tudo ficaria bem.
E ficou.
Depois de meses de luta, Reita conseguira convencer o pai de sua vontade. A mãe já havia aceitado. Na verdade, ela me tratava como um filho. Com muitos mimos e carinhos.
Às vezes causando até ciúmes em Reita.
Mas o pior ainda estava por vir.
Ele teria que enfrentar os meus pais.
Tentei fazer de tudo para ele não ir lá, não falar com eles, mas Reita insistia que era necessário.
Ele queria que eu fosse dele do modo certo, com tudo direitinho e para isso, precisaria falar com meus antigos pais.
Recordo-me daquele dia claramente.
Minha mãe chorava muito, pedindo que eu voltasse para casa. Enquanto meu padrasto discutia com Reita, ofendendo-o, chegando até a agredi-lo.
Porém ele não desistiu. Não saiu da casa até ter a autorização necessária para me adotar.
Coisa que o meu padrasto fez, quase que feliz, enquanto minha mãe continuava com seu teatro barato.
E depois daquele dia, mais nada me impedia de ficar com Reita.
Mesmo eu já sabendo que nada me afastaria dele, afinal eu já era dele.
Hoje faz cinco anos que estou com ele.
E eu não imaginava que minha vida poderia mudar tão drasticamente, após eu ter saído de casa.
Reita cuidou de mim, mesmo não me conhecendo.
E aos poucos, aquele jeito tão protetor e carinhoso foi me conquistando.
E agora, eu já entendia perfeitamente o que estava sentindo por ele.
- Gomen, pequeno! — Desculpou-se, aparecendo na sala, abotoando a camisa.
E a cada dia ele estava mais lindo.
- Sabe que sua mãe vai reclamar, né? — Ele assentiu, enquanto eu o ajudava a terminar a tarefa.
Fechei o último botão, encarando seu sorriso bobo e ao mesmo tempo tão sedutor.
Não resisti ao impulso de ficar na ponta dos pés e depositar um beijo em seus lábios.
Lábios que sempre me viciavam a cada beijo.
- Tem certeza que você quer ir para casa da minha mãe? — Perguntou, enlaçando minha cintura com seus braços. — Logo hoje? — E a pergunta era quase um lamento.
Não entendia porquê Reita achava que ir à casa da mãe era um fardo.
Talvez fosse porque sempre que a visitávamos ela o criticava por sua falta habilidade nos afazeres domésticos.
- Você prometeu a sua mãe que iríamos visitá-la, Reita! — Lembrei-o, envolvendo seu pescoço com meus braços, colando nossos corpos.
E eu precisava sentir seu corpo perto do meu sempre.
Só a presença de Reita no mesmo ambiente que eu já me dava sensação de segurança.
Mas o contato com seu corpo, seja num leve aperto de bochecha por parte dele, ou num beijo cheio de saudade que eu lhe dava depois de um dia todo sem nos vermos, me fazia sentir amado.
- Mas nós podemos remarcar com ela... — Abri a boca para argumentar, mas ele foi mais rápido. — Eu sei que ela vai reclamar, Ruki...Mas logo hoje que é um dia tão especial, eu não queria passá-lo ouvindo minha mãe falar que eu não sei lavar nem minhas meias. — Ri, enquanto ele bufava chateado.
Mas eu ficara feliz dele ter lembrado do dia de hoje.
Geralmente ele não dá muita atenção a datas, principalmente as que se referem a provas e entregas de trabalho.
Mas acho que ele abrira uma exceção para das datas referentes a mim, já que ele nunca esqueceu o dia do meu aniversário.
- Estava pensando em fazermos algo para comemorar... — Falou com uma falsa inocência na voz.
Ergui o rosto, vendo-o sorri de forma quase infantil.
Reita sabia ser criança quando queria, só porque sabia que eu achava isso adorável.
- E o que você tem em mente pra comemorar? — Perguntei docemente, massageando sua nuca, vendo-o suspirar.
Achava-me abusado, sempre tentando seduzi-lo, apesar de só ter quinze anos.
Reita sempre sorria gentilmente, afastando minhas mãos afoitas, murmurando docemente que ainda era cedo demais.
E por mais que eu soubesse que ainda era novo, queria que Reita parasse de me olhar como se eu ainda tivesse dez anos.
Mas eu me sentia inseguro, afinal, Reita era um homem bonito, gentil, carinhoso e mesmo não se achando, era extremamente sedutor nos menores gestos.
E todas essas qualidades atraiam olhares maliciosos e eu tinha medo de perdê-lo.
Ele sempre me chamava de bobo, dizendo que eu não precisava sentir ciúmes.
Mas como não me sentir frustrado, se eu não podia mostrar o quanto ele era meu?
Nos momentos que andávamos juntos na rua, o máximo que eu podia fazer era segurar sua mão.
Afinal, além de sermos homens, tem o fato de eu ser menor de idade.
Por isso, em casa, eu fazia de tudo para mostrar que ele era só meu, com meus beijos e meus toques mais abusados.
- Não sei... — Desviou o olhar, pensativo. — Cinema, sair para jantar...?
Suspirei chateado, dando-lhe um tapa na nuca e fazendo bico.
Droga.
Reita sabia como estragar um clima.
- Sabia que você fica ainda mais fofo com esse biquinho? — Seu tom brincalhão me fez corar e me afastei rapidamente. — Não pequeno, não se afaste de mim. — Pediu, me puxando de volta para seus braços, me apertando.
- Reita, assim eu não respiro. — Falei mal-humorado.
- Não tenho culpa se você fica tão adorável quando está bravinho. — Sussurrou no meu ouvido, causando-me arrepios.
Ele não gostava que eu provocasse, mas ele também sabia como me desarmar.
- Então diga, pequeno, o que quer fazer? — Perguntou sorrindo, acariciando meu rosto.
- Quero ser seu, Akira. — Fui direto, sem enrolar. — Quero que você me faça seu.
Era uma das minhas características: ir direto ao ponto.
E Reita sabia disso e sabia também que quando o chamava de Akira, era porque estava falando sério.
Ele me olhou meio assustado, ainda processando o que eu havia dito.
- R-Ruki... — Gaguejou, tentando encontrar as palavras certas. — Já conversamos sobre isso...você ainda é muito novo.
- Até quando, aos seus olhos, eu serei novo? — Indaguei magoado, desviando meus olhos dos seus.
Reita segurou meu rosto entre suas mãos, aproximando-o do seu, beijando-me com carinho.
E ele conseguia concertar tudo apenas com um beijo.
- Gomen, chibi. — Desculpou-se, encostando sua testa na minha. — Não queria te magoar. — Assenti, encarando seus olhos novamente.
Reita nunca me magoou.
Meu próprio jeito infantil me magoava.
Mas eu temia que ele não sentisse o mesmo por mim.
- Não pense que eu não quero. — Falou, como se tivesse lido meus pensamentos. — Você não faz idéia de como eu o quero, Ruki... — Respirou fundo, num gesto típico para se acalmar. -
Quando você me toca, me beija, a minha sanidade parece evaporar...
- Então Reita, não se controle mais... — Colei nossos corpos, acariciando seu rosto. — Eu não quero que você se controle. — Falei decidido.
- Você tem certeza, Ruki? — Perguntou inseguro.
Sorri, beijando-o sem aviso.
Abracei-o pelo pescoço, aprofundando o beijo, enquanto Reita, após o susto, começou a retribuí-lo na mesma intensidade.
E toda vez que nos beijávamos, era como se fosse a primeira.
Pois eu sentia os mesmos arrepios e frios na barriga, como quando ele havia me beijado pela primeira vez, cinco anos atrás.
Afastei meus lábios minimamente, sorrindo ao ver seus lindos olhos me olhando assustados.
- Isso foi um sim? — Perguntou meio zonzo, me fazendo rir.
- Foi mais para um: \"Está esperando o que?\" — Respondi inocente, vendo um sorriso malicioso se formar nos lábios dele.
E foi a vez dele me pegar de surpresa, beijando-me com fome.
Reita me pegou no colo, me fazendo afastar nossos lábios por instantes, por causa do susto.
Ele sorriu de um jeito lindo, que fez meu rosto esquentar e logo voltou a me beijar.
Já havíamos esquecido horários, da visita à mãe de Reita. Tudo. Agora só me importava nós dois e o que estava por vir.
E quando dei por mim, já estávamos no quarto, com Reita sobre mim, distribuindo beijos quentes por todo meu pescoço, me fazendo gemer seu nome.
RxR
E fora tudo...perfeito.
Ainda sentia Reita em mim, sussurrando palavras doces no meu ouvido, tentando aliviar meu desconforto.
Que logo foi substituído pelo prazer.
Reita fora carinhoso em todo momento, atento a qualquer reação minha.
A dor que eu senti, não podia ser comparada com a felicidade que estava dentro de mim.
Os toques carinhosos e cautelosos, os beijos gentis e quentes ao mesmo tempo.
Meu nome saindo daqueles lábios perfeitos entre gemidos.
E eu adorava o jeito que ele gemia rouco, mordendo os lábios, quando eu dizia seu nome a cada toque mais intenso.
- Chibi? — Chamou-me sussurrando, beijando minha testa. — Aconteceu alguma coisa? Você está distante...
- Só pensando no quão perfeito você foi. — Afundei meu rosto em seu pescoço, beijando-o sem malícia.
- Eu não fui o único, pequeno. — Sorri contra sua pele, sentindo seus dedos acariciando minhas costas de leve.
- Ruki...- Chamou-me mais uma vez e afastei meu rosto, encarando-o. — Aishiteru. — Murmurou, acariciando minha bochecha.
Sorri como um bobo, juntando nossos lábios num selinho carinhoso.
- Koishiteru, Rei-chan.
Fim.
Notas finais
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