Love In One Day
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Do cap anterior em diante, eu empre terei cenas favoritas nos capitulos
Sorry nao postar ontem, galere, o pc travou dramaticamente u-u'
Well...espero q gostem b Faltam só mais 3 caps e o epilogo ç-ç
Gosto tanto dela, nao queria q terminasse u-u -Q
Kissuuus x3~
Cap6
Os raios de Sol que entravam através da abertura da cortina me fizeram abrir os olhos, ainda sonolento.
Mas eu não queria acordar. Nem levantar. E muito menos sair daquela posição tão...confortável.
Com Ruki ainda em meus braços, a cabeça deitada sobre meu ombro, a respiração quente do pequeno contra o meu pescoço...
Deus, como eu precisava de um banho frio.
Levei a mão até seus cabelos, fazendo um carinho de leve, para não acordá-lo. Ele se moveu um pouquinho, aproximando ainda mais o rosto do meu pescoço.
Passei os olhos pelo relógio na cômoda, meio receoso de saber o horário.
E para meu azar eu já estava atrasado.
Mas não queria levantar. Estava tão bom ali.
- Pequeno... — Chamei gentilmente e ele se moveu milímetros, murmurando alguma coisa inaudível contra meu pescoço.
E senti borboletas dançando na minha barriga.
- Chibi...está na hora de acordar... — Falei meio rouco, afastando seu rosto do meu pescoço, antes que perdesse o controle de vez.
- Mais cinco minutos... — Pediu manhoso, ainda com os olhinhos fechados, escondendo o rosto no meu tórax.
Ele estava provocando.
Podia não saber disso, mas estava.
E muito.
- Eu adoraria, Ruki, mas já estou atrasado. — E na mesma hora ele abriu os olhos e sentou-se ainda mole de sono.
Coçou os olhos com as costas das mãos, espantando o sono e soltou um grande bocejo.
Sorri e levantei-me, espreguiçando meu corpo.
Que dessa vez não estava dolorido.
Fui até o armário pegar uma roupa para vestir, enquanto Ruki seguiu meus movimentos com os olhos sonolentos.
- Vou tomar banho, se quiser pode ficar aí cochilando um pouco mais. — Ofereci, e ele recusou calmamente com a cabeça, levantando-se.
Deixei-o se espreguiçando e fui tomar meu banho.
Saí do banheiro, a procura de Ruki e o encontrei, de novo, de pé num banquinho esquentando leite no fogão.
E eu me sentia mal por deixar ele cozinhar, afinal ele podia se machucar, se queimar, cortar, ou sei lá, mas o que poderia acontecer com ele.
Sem contar que era abuso se aproveitar tanto assim das habilidades domésticas de Ruki.
- Você não precisa cozinhar, Ruki. — Falei, parando ao lado dele.
- Eu gosto. — Falou simplesmente. — E...foi um jeito que eu encontrei de...agradecer por tudo que está fazendo por mim... — Disse baixinho, corando de leve.
E era o maior clichê do mundo, mas ele era incrivelmente adorável.
Sorri, afagando seus cabelos, chamando a atenção de seus olhinhos para mim.
- Não precisa agradecer, Ruki-chan. — Suas bochechas ficaram mais rosadas com o apelido. — Eu gosto de cuidar de você. — Sorri gentilmente.
Ele retribuiu com um sorriso tímido, voltando à atenção para o fogão.
Após o café, peguei minhas coisas e fui me despedir do pequeno.
- Vou indo Ruki-chan, devo me atrasar um pouco hoje... — E o rostinho dele se entristeceu discretamente.
E ao mesmo tempo em que senti um aperto no peito, senti uma felicidade me invadir.
Ele sentiria saudades.
- Não se preocupe. — Apoiei as mãos em seus ombros, fazendo-o me encarar. — Vou resolver algumas coisas da sua escola com Uruha e volto direto para cá, ok?
Assentiu, ainda tristonho e eu sorri.
Aproximei meus lábios de sua testa, depositando um beijo carinhoso e saí do apartamento, acenando para o pequeno parado e corado no meio da sala.
RxR
Uruha era realmente um bom amigo.
Além de conseguir uma escola para Ruki, ainda conseguiu um uniforme novinho e os livros que ele precisaria.
Pena que cheguei numa hora meio...imprópria...em que ele estava \"conversando\" com o Aoi-san.
Entrei no apartamento, deixando as sacolas no sofá, indo para cozinha, onde eu sabia que Ruki estava.
Só não acertava na loteria.
Ruki estava sentado na mesa, cortando maçãs, com uma concentração que podia sentir ao adentrar a cozinha.
Assim que me notou ali, largou a faca e a maçã no prato e me observou, esperando que eu falasse alguma coisa.
- Trouxe algo que quero que você vista.
Ergueu uma sobrancelha, desconfiado, mas me seguiu até a sala.
Entreguei o embrulho a ele e pedi para ele se trocar.
Ainda sem entender, pegou o pacote e foi para o banheiro se vestir.
Minutos depois, voltou à sala meio sem graça, vestido com o uniforme escolar do primário.
E ele ficava tão fofo com aquela blusinha marinheiro preta e aquela bermudinha preta, que controlei minha vontade de apertá-lo, apenas sorrindo.
- Serviu direitinho! — Comentei, enquanto ele analisava a roupa. — Ainda bem, não precisaremos ajustar.
Fitou-me, interrogativo, talvez querendo saber onde havia arrumado a roupa.
- Foi Uruha quem conseguiu. — Soltou um expressivo \"Ah\", virando a cabeça, tentando ver a parte de trás. — Ficou bem em você, Ruki-chan. — Disse sorrindo e ele me olhou envergonhado.
- A-arigatou... — Murmurou, juntando as pontas dos dedos, abaixando o rosto.
Rapidamente, ele levantou a cabeça, como se tivesse se lembrado de algo e correu para a cozinha, deixando-me confuso.
Segundos depois, voltou com uma bandeja na mão, colocando-a na mesinha à minha frente.
Na bandeja, dois potes com uma bela salada de frutas, com direito a creme de leite.
- Gomen...não havia muitas frutas na casa..então eu fiz com o que tinha... — Falou sem graça, como se pedisse desculpas.
Mas não era culpa dele e sim minha, que quase não comprava frutas para casa.
Peguei um dos potes, levando uma colherada cheia do doce à boca.
Deus...estava divino!
Como ele conseguia ser tão bom cozinheiro tendo apenas dez anos?
- Ruki, isso está delicioso! — Falei levando mais uma colherada à boca. — Como você sabe cozinhar tão bem?
Ele sorriu, mas era um sorriso triste.
- Meu...pai me ensinou a cozinhar antes de morrer... — Seu tom era baixo, e pude perceber sua voz trêmula, quase chorosa.
Deixei o pote na mesa, encarando o pequeno que quase chorava na minha frente.
Senti-me extremamente idiota por fazer perguntar que o fazem ficar daquele jeito.
- Gomen, chibi...Eu não sabia... – Desculpei-me, passando a mãos pelos cabelos, frustrado com minha própria burrice.
- Está tudo bem, Reita... — Ele fingiu um sorriso.
E doía ver o meu pequeno naquele estado.
- Vem cá... — Murmurei, puxando-o até mim, abraçando-o com força.
Logo os sons de seus soluços chegaram aos meus ouvidos e suas mãos agarraram minha camisa com força.
Acariciei suas costas, tentando acalmá-lo, enquanto sentia suas lágrimas molharem minha roupa.
Toda vez que ele chorava, eu próprio tinha vontade de chorar junto com ele.
Não faço idéia das coisas que ele passou, mas só de ver seu rostinho lindo se enchendo de tristeza e chorando, meu coração dá um nó.
E é como se eu sentisse toda a dor que ele sentia.
Quando ele se acalmou, afastei-o um pouco, só para conseguir encarar seu rostinho manchado pelas lágrimas.
Enxuguei algumas que teimavam em cair, beijando de leve suas bochechas avermelhadas.
E ato que aconteceria a seguir, não pôde me deixar mais surpreso.
Ruki segurou meu rosto em suas mãos, aproximando seus lábios dos meus, iniciando um beijo tímido.
Minha primeira reação foi arregalar os olhos, não acreditando no que estava acontecendo,
O pequeno estava me beijando? Era isso?
Senti suas mãos escorregando até meus ombros, tentando procurar apoio, enquanto ele pressionava mais seus lábios contra os meus.
E isso foi demais para mim.
Toquei sua cintura meio hesitante, levando a outra mão até a nuca dele, pressionando um pouco mais nossos lábios.
E como os dele eram macios. Doces e macios.
Num momento de razão, afastei nossos lábios minimamente, fitando seus olhos escuros.
- Ruki...o que...? — Murmurei, meio perdido com o que havia acontecido.
Ele piscou, corado, desviando o olhar.
- Gomen, Reita... — Murmurou baixo, apertando meus ombros, de leve. — Você...ficou zangado?
Zangado?
Ele só podia estar brincando!
Foi uma das melhores coisas que já me aconteceu.
- Claro que não, chibi. — Acariciei sua nuca com carinho e ele suspirou baixinho. — Nada do que você faça me deixa zangado, pelo contrário...
Resolvi me calar, ou falaria coisa que não devia.
Percebendo o desconforto dele, afastei-me, mesmo contra minha vontade.
Peguei o pote sobre a mesa, enchendo a colher com o doce e levando à boca dele.
Ruki me olhou confuso, piscando, sem entender o que eu queria.
- Diga \"Ahh\" — Falei brincalhão, vendo suas bochechas corarem.
Timidamente, ele abriu a boca, pegando o doce da colher.
Depois dele ter comido tudo e de toda a tristeza sumir de seus olhos, Ruki foi tomar banho.
Só depois que prometi e o conveci de que lavaria a louça.
Já no quarto, com ele deitado, fui, gentilmente, convidado a ficar novamente.
E novamente, dormi tranqüilo, com aquele pequeno anjo em meus braços.
Continua...
Notas finais
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