Love In One Day
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Entao gente, to sumida por aqui neh @-@ Eu tava pra repostar essa fic há decadas, e resolvi fzr isso de uma vez xD Essa fic jah foi postada no Nyah, creio que algumas pessoas até já leram. Bom, ela foi postada pela Leoparda-fofa-do-meu-coração quando eu ainda nao tinha perfil no Nyah 3 Agora q eu tenho um, eu posso postar direitinho por minha conta x3 Espero que vcs aproveitem! Ela é meu orgulhinho e tenho mto carinho por essa fic E como ela está terminada, vcs noa terão q sofrer em me esperar terminar capitulos b Kissuuuus todos ;3 Divirtam-se!
Aquele era um daqueles dias que eu não devia ter saído da cama.
O décimo suspiro cansado escapara de meus lábios, enquanto o professor continuava a falar. Ou melhor, berrar.
Já estava lá fazia meia hora ouvindo-o reclamar e me dar sermão sobre o meu atraso. As pessoas que passavam no corredor abafavam seus risinhos com as mãos, de tão patética que era aquela cena.
Passei a mão entre meus fios loiros, arrepiando minha franja de leve e deixando o décimo primeiro suspiro escapar.
Aquilo estava começando a me frustrar. E muito.
Que culpa eu tinha se o elevador havia quebrado e tive de descer onze andares de escada? E ainda perdi o ônibus.
Mas o professor não ligou muito para minhas explicações. Na verdade, ele nem acreditava mais nelas.
Talvez porquê fosse algo cotidiano eu me atrasar.
Mas não era de propósito. Eu só não era bom em seguir horários.
Depois de mais algumas frases moralistas sobre responsabilidades dos alunos, fui liberado.
Desci apressado às escadas. Meu estômago estava quase colado nas costas de tanta fome.
Porém, alguma coisa tinha que me impedir de seguir o caminho de casa.
Havia um grupinho de alunos da faculdade fazendo uma rodinha e batendo em alguém. Típicos caras que não querem nada com a vida e só serviam para irritar as pessoas.
Eu simplesmente passaria direto, ignorando-os. Afinal odeio me meter em confusões.
Mas ao olhar o meio da roda e ver quem era a vítima, senti um aperto no peito.
Era apenas um garoto baixinho, loiro, de pele clara e coberta por arranhões e manchas roxas.
E o mais impressionante, era que mesmo apanhando, o garoto permanecia calado. Não gritava, não pedia para pararem e nem derramava uma lágrima sequer.
Apenas se matinha calado, com os olhos vazios mirando o nada. Como se aquelas pessoas não o estivessem machucando, insultando-o, humilhando-o.
Como se quisesse apenas que tudo terminasse logo.
Eu não podia deixar aquilo continuar.
Não por certo o correto a se fazer, mas...Porquê eu queria e sentia necessidade de protegê-lo.
Sem pensar duas vezes, empurrei os idiotas para longe do garoto, olhando feio para cada um. E mostrando um pouco de inteligência e amor a vida, eles sumiram da minha frente. Pois se continuassem ali, haveriam dentes espalhados pelo chão.
- Você está bem?! — Perguntei, ajoelhando-me na frente do menino.
Ele ergueu o rostinho, fitando-me com seus olhinhos tristes e opacos.
Senti uma grande vontade de abraçá-lo e fazê-lo se sentir seguro.
- Eles te machucaram muito? — Ele piscou, seu rosto confuso expressando certa curiosidade.
E achei aquilo extremamente fofo.
Sorri, ajudando-o a se levantar.
- Vamos, vou cuidar de você.
RxR
Ele estava sentado no sofá, olhando tudo com muita curiosidade. Seus olhinhos estavam mais brilhantes e aquilo me aliviou um pouco.
Mas o que faria agora?
Aproximei-me, sentando ao lado dele, atraindo sua atenção para mim. Seus olhinhos escuros pousaram em mim, curiosos, atentos a tudo em mim.
E o achei ainda mais adorável.
- Qual seu nome? — Ele abaixou o rostinho, escondendo a expressão triste.
Ótimo, comecei bem. Troquei três palavras com o menino e já o deixei triste.
- Er...bom...vamos cuidar dos seus machucados, certo? — Ele ergueu um pouco o rosto, fitando os braços arranhados e corou de leve.
Levantei-me de pressa, indo até a cozinha. Precisei me controlar para não morder aquelas bochechas adoravelmente fofas, mas a última coisa que eu queria era assustá-lo. Apanhei a caixa de primeiros socorros e voltei à sala.
- Não vou mentir pra você, vai arder um pouquinho, tá?! — Falei, enquanto molhava o algodão no medicamento.
Ele apenas assentiu de leve, estendendo o braço machucado para mim.
E no primeiro contato no remédio com a ferida, ele mordeu o lábio, soltando apenas um suspiro dolorido.
Aproximei o braço do meu rosto, assoprando de leve o machucado, tentando aliviar a dor do pequeno. Não queria ver aquela expressão de dor no rostinho dele.
Aos poucos ele foi se acalmando, me encarando num pedido mudo para continuar.
Depois de cuidar devidamente de seus ferimentos nos braços, ainda precisava cuidar dos cortes no rosto.
Com o algodão ainda em mãos, puxei seu rosto de leve, com medo de assustá-lo.
Mas ele não pareceu assustado ou com medo.
Encostei o algodão sobre um corte feio perto de seus lábios e ele voltou a suspirar de dor, mordendo o lábio inferior, cerrando os olhos com força.
Sem pensar, aproximei minha boca do corte, assoprando para que a dor parasse.
E a respiração quente e acelerada do garoto se chocando com meu rosto estava fazendo meu sangue ferver.
Afastei-me minimamente, encarando seus olhinhos escuros e tímidos e suas bochechas estavam vermelhas novamente, devido a minha proximidade.
Vermelhas como maçãs. Tão adoráveis e tão perto que a vontade de mordê-las era enorme.
Recuei balançando a cabeça freneticamente, espantando aqueles pensamentos da minha mente.
- V-você está com fome?! — Gaguejei, guardando as cosias atrapalhadamente de volta na caixa.
E novamente, ele não falou nada, apenas colocou as mãos sobre a barriga, que roncou baixinho.
Ele abaixou a cabeça, constrangido e sorri.
Voltei à cozinha e preparei algo rápido e prático para o menino comer.
Sanduíche.
- Desculpe não poder oferecer mais nada, mas não sou a melhor pessoa do mundo na cozinha. — Cocei a cabeça, envergonhado, enquanto o menino me encarava.
Ele olhou meio desconfiado para o prato à sua frente e meio hesitante pegou o sanduíche e deu uma mordida.
Quando percebi, o garoto já havia comido tudo e no prato só sobraram migalhas.
- Nossa, você estava mesmo com fome! — Sorri, voltando da cozinha e ele escondeu o rosto atrás da franja loira.
Sentei-me ao seu lado novamente, a fim de tentar conversar com ele.
Afinal, ele não falara nada desde que o havia encontrado.
- Então...quantos anos você têm?
Ele me encarou pelos cantos dos olhos, talvez pensando se deveria responder ou não.
E para minha sorte, ele levantou as duas mãozinhas fazendo dez com os dedos.
- Você é tão novinho...- Murmurei inconscientemente e ele piscou curioso. — Nada. — Sorri sem graça. — É que você é muito mais novo que eu.
Continuou a me olhar como se quisesse que eu continuasse a falar.
- Tenho 20. — Sorri com a expressão surpresa de seu rosto. — Sou muito velho, né?!
Começou a balançar a cabeça negativamente, junto com as mãos, como se pedisse desculpas.
O relógio da sala começou a apitar, marcando 18h.
Droga. Ainda precisava ir trabalhar.
Mas não podia deixá-lo sozinho...
- Escute...eu preciso sair para trabalhar. — Seus olhos me encararam automaticamente. — Eu volto logo, só vai ficar sozinho por algumas horas, está bem!?
Ele assentiu fracamente. Parecendo meio triste.
Terminei de me vestir e voltei à sala, onde ele ainda estava sentado no sofá, vendo televisão.
O menino me olhou de cima a abaixo, talvez estranhando o traje.
Eu também odiava aquela maldita roupa de garçom, mas aquele emprego me ajudava a pagar as contas, junto com a mesada que minha mãe me mandava.
- Você vai ficar bem sozinho? — Perguntei, me abaixando até ficar na altura de seu rosto.
Afirmou com a cabeça, me fazendo sorrir de leve.
- Então eu vou indo, eu volto às 22h, certo? — Assentiu. — Não atenda a porta e não se atreva a sair daqui, ok!? — Assentiu novamente. — Ótimo.
Sorri, indo para porta, enquanto ele me seguia com os olhos.
Já fora do apartamento, acenei, vendo-o imitar o jesto fracamente.
Aquilo me fez sorrir internamente e fez meu coração acelerar algumas batidas.
RxR
Cheguei no apartamento, ofegante, suado e descabelado.
Saí correndo do trabalho, querendo chegar logo em casa.
Atrapalhei-me com as chaves, mas consegui destrancar a porta e entrar.
O baixinho ainda estava sentado no sofá, vendo algum filme na Tv, com uma grande caneca de leite nas mãos.
Uma cena fofa.
- Tadaima. — Falei me aproximando.
Ele tomou um susto, dando um pequeno pulo no sofá, quase derrubando a caneca.
Levantou-se do sofá, deixando a caneca na mesinha de centro, olhando nervosamente da caneca para mim.
- Não precisa se preocupar. — Falei sorrindo, curvando-me sobre ele. — Você pode pegar o que quiser se tiver fome.
Juntou as mãos nervosamente, entrelaçando os dedos, fazendo uma suave reverência em agradecimento.
Como ele podia ser tão...fofo?
Suspirei, tentando colocar meus pensamentos em ordem e ele me olhou confuso.
- Está tudo bem. — Sorri e ele assentiu. — Que tal você tomar um banho e trocar de roupa? — seus orbes escuros se arregalaram levemente. — Eu lhe empresto alguma roupa. — Sorri, tentando acalmá-lo. — Vai ficar grande, mas pra dormir serve.
Ele aceitou meio hesitante ir para o banho.
E eu não o culpava de ficar desconfiado. Afinal, ele só tinha dez anos e estava na casa de um homem bem mais velho.
O que fazia de mim um possível pervertido, ainda mais com pensamentos como os de mais cedo.
- Seu banho está pronto. — Informei-lhe, enquanto ele esperava na porta. — A roupa e a toalha já estão lá dentro. Qualquer coisa me chame, ok? — Ele assentiu
e entrou no banheiro.
Fechei a porta para deixá-lo em paz e fui preparar algo para eu comer.
Enquanto eu lavava a louça, ouvi passos atrás de mim e virei-me, já sabendo que era o baixinho.
E meu coração falhou uma batida com a cena.
O loirinho, com uma camisa branca minha que lhe batia nos joelhos, os cabelos úmidos pingando e caindo graciosamente sobre o rostinho levemente rosado dele.
Tão adorável que dava vontade de morder.
Opa!
Pensamentos pervertidos de novo! Controle-se, homem! Ele só tem dez anos!
Ele abriu os braços, mostrando o quão grande a camisa havia ficado em si. Tanto que as mangas cobriam suas mãos.
- Ficou bem grande, né? — Abaixei-me, ficando da altura dele, dobrando as mangas da blusa. — Prontinho, melhor assim.
O menino afirmou envergonhado.
- Sabe, me lembrei de uma coisa. — Ele piscou, curioso. — Não me apresentei. — Sua cabeça tombou de leve para o lado, não entendendo. — Meu nome é Suzuki Akira, mas pode me chamar de Reita. — Disse sorrindo.
O garoto ficou me olhando ainda por algum tempo, processando a informação nova e concordou com a cabeça, dando um miúdo sorriso.
E aquilo me deixou tão feliz, que me senti bobo por ficar tão alegre só com um sorriso.
O relógio marcava quase onze horas. O que significava que crianças já deviam estar na cama.
Puxei-o pela mão até meu quarto, mas ele parou na porta.
- O que foi? — Olhou de mim para cama e da cama para mim, meio assustado. — Não!Não! Não! — Balancei as mãos negativamente na mesma hora. — Não é nada disso, pequeno! — Olhou-me intrigado pelo apelido. — Não é nada disse que você pensou! Você vai dormir aqui e eu vou dormir no sofá, ta?
Ainda desconfiado, ele me olhou e afirmou com a cabeça.
Suspirei aliviado e o levei até a cama, onde ele se deitou meio desconfortável.
- Fique tranqüilo. — Falei calmamente. — Você pode trancar o quarto, se isso te deixar mais seguro.
Negou com a cabeça, já no travesseiro, apertando com força o lençol sobre si.
- Então eu estou indo dormir. — Andei até a porta. — Qualquer coisa, pode me chamar, se quiser água ou ir ao banheiro, ou se estiver com medo, pode me chamar, certo?
- Assentiu, já sonolento — Boa noite e bons sonhos.
Já estava fechando a porta, quando ele sentou-se na cama, me fitando.
- Sim? — Perguntei.
- Ru...Ruki. — Murmurou baixinho.
- C-como? — Indaguei, sem entender muito bem.
- Meu nome...é Ruki... — Pronunciou envergonhado.
Esbocei um sorriso.
Finalmente ele havia falado comigo.
- Então Boa noite, Ruki. — Disse sorrindo.
- B-boa noite...Reita... — Murmurou, voltando a deitar e cobrindo-se rapidamente.
Continua....
Notas finais
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