Love Game

2 O Melhor Blefe


“Porque ainda insiste em resistir?” – Seu sorriso sarcástico é irritante. Nesse momento eu sinto vontade de me bater, onde eu estava com a cabeça quando aceitei ir à festa na casa do moreno demoníaco? – “Eu noto como você me olha, você sente o mesmo eu sei.” Ando em sua direção e só paro quando nossos lábios estão em uma distancia perigosa.

“Você quer brincar não é? Por mim tudo bem. Lembre-se ainda vai se arrepender disso” – E a distancia entre nós some, sinto sua língua deslizando sobre meus lábios e em seguida invadindo minha boca. O beijo tem o gosto doce da luxuria, uma de suas mãos percorrem meu corpo fazendo com que meu sangue corra mais rápido dentro das veias e o ar torna-se indispensável no momento. Da mesma forma que iniciei o beijo eu cabo com ele, em seus olhos negros vejo um brilho de excitação e é impossível que meus lábios não se curvem de maneira sadia.Se o desejo dele é se afogar nesse jogo de sedução então eu iria ajudá-lo.

Olhando nos meus olhos ele me ergue, minhas pernas circulam seus quadris, nossas bocas se encontram e eu sinto minhas costas baterem com certa violência na parede. Eu agarro seus cabelos e puxo com uma violência gentil, exponho seu pescoço e nele dou leves mordidas.


Firme. Forte. Violenta. São palavras que descrevem nossos ‘carinhos’, quando nossas sanidades estão por um fio eu paro. O beijo de forma carinhosa, minhas mãos passam pelo seu rosto num carinho leve. — “Você pode me ter agora, mas só será uma noite, ou podemos ter algo a mais. O que você escolhe?” – Eu digo de forma desafiadora. Fecho os olhos esperando que ele continue de onde parou. Sinto ele soltando minhas pernas e me ajudando a ficar de pé. Ele me abraça de forma carinhosa enquanto tenta acalmar a respiração. Depois de alguns minutos ele segura minha mão e me leva em direção ao quarto. É impossível não sorrir, eu sento na cama enquanto ele tranca a porta.

Primeira alternativa, tão previsível. Ridículo.

O moreno se vira sorrindo de forma diferente, anda em direção ao guarda-roupa e remexe em alguma coisa, quando ele vem em minha direção noto um papel em uma de suas mãos, ele se aproxima e me entrega o papel. — “Eu te adoro, você não sabe o quanto”. A voz dele saiu firme e eu podia ver um brilho diferente naqueles olhos escuros, eu abro o papel.

Segunda alternativa.

Talvez não seja apenas mais um jogo.


Russian Roulette is not the same without a gun
And baby when it\'s love if it\'s not rough, it isn\'t fun

[Lady Gaga — Poker Face]

Continua...


Notas finais
Tenho a leve sensação de que esqueci de colocar um 'continua' no capítulo anterior, acho que é o vicio de escrever capítulo- único... Enfim...só haverá mais um!!

;*