Notas iniciais
NOVA FANFIC, conjuntamente com a minha siamese Ana, é uma fic TVD, esperemos muito que gostem! http://fanfiction.com.br/historia/272254/Breath_Of_Life/
XOXO, e boa leitura !!

Capítulo 8 – O Beijo


–Desculpa, mas era a única forma de não ficar sozinha aqui – falei e aproximei-me dele. – Desculpa, não te queria preocupar tanto.

–Pensei que percebias o meu ponto de vista – disse ele.

–OMG, a sério, desculpa, desculpa, desculpa – falei com lágrimas a virem-me aos olhos. – Desculpa, desculpa, desculpa…

Colocou um dedo sobre os meus lábios, calando-me.

–Pronto, está tudo bem. Estás perdoada.

Instintivamente e sem pensar, abracei-o com força.

–A sério, não te queria preocupar tanto.

–Eu sei, eu sei. Foi só uma brincadeira, e estás bem, isso é que interessa – falou ele, e apertou-me contra ele.

Ficámos assim durante cerca de cinco segundos, até que eu decidi que aquilo já era demais. Porém, ele só me deixou recuar um pouco, tão pouco que os nossos rostos ficaram muito próximos, os nossos narizes chegavam quase a tocar-se e eu sentia a sua respiração na minha pele.

Fechei os olhos, apreciando o momento. Há muito tempo que não me sentia assim: sentia o medo de algo acontecer entre eu e ele, o medo de o perder, a alegria se o meu desejo se realizasse, o medo de ele recusar, o meu estômago a contrair-se e as borboletas a voarem dentro dele, na esperança de se poderem soltar. Esqueci-me de como era respirar, mas sentia que o meu coração queria explodir. O meu raciocínio perdeu-se e foi como se estivesse numa crescente vertigem e náusea, e o cérebro parasse de funcionar.

Os nossos lábios encontraram-se e foi a melhor sensação do mundo. Pediu passagem com a sua língua e eu concedi-lha. O beijo começou a tornar-se cada vez mais intenso, cada vez que as nossas línguas se cruzavam numa dança sincronizada sem ensaio era como se o mundo adquirisse todas as cores possíveis.

Separámos o beijo por falta de ar, mas continuámos abraçados. Ficámos ali por minutos, que pareceram ser meros segundos, sem falar, simplesmente a apreciar o momento de estarmos ali os dois sozinhos, naquela cascata linda, com a água gelada a lembrarmo-nos que estávamos no mundo real, que o mundo real existia.

–Estás a tremer – disse ele. – É melhor sairmos.

Acenei com a cabeça, não confiando na minha voz e nadámos até á margem. Peguei no meu vestido e ele entregou-me o casaco dele.

–E vais com a camisola molhada até casa? (N.B: Eu não queria que ele ficasse doente)

–Nós não temos frio – falou ele e eu lembrei-me por momentos que ele não era humano, mas sim uma abominação da natureza. Uma abominação que sabia beijar. (N.B: E muito bem !)

Aceitei o casaco dele e calcei os sapatos. Caminhámos calmamente até ao carro dele e assim que entrámos, Elijah ligou o aquecimento para mim.

–Felizmente tenho uma irmã que gosta de comprar – brincou ele e eu ri-me. – Ela empresta-te umas roupas, tenho a certeza.

Chegámos a casa dele e subimos as escadas. Antes de irmos ao quarto dele, Elijah bateu à porta do quarto de Rebekah.

–O que foi, Elijah? – perguntou ela, mas aparecendo por trás de nós. – Oh, trazes uma visita.

–Podes emprestar-lhe algumas roupas? Caímos numa cascata.

Ela olhou para nós com os olhos semicerrados, como tentando ler os nossos pensamentos.

–Cair. Pois sim. Entra.

–Ela pode mudar-se no meu quarto – contrapôs Elijah.

–Mas também se pode mudar no meu. Relaxa, não a vou matar. Ainda não me deu motivos para isso.

–Na verdade, até dei – disse repentinamente, mas arrependi-me logo, Agora era tarde demais para voltar atrás. – Ontem à noite Damon brigou com Elijah por minha causa.

–Na verdade, foi por causa da tua querida priminha que colocou coisas na cabeça de Damon – disse ela, com rudeza na voz e percebi que ela e Caroline tinham algum atrito. – Entra. Já ta devolvo.

–Eu também vou mudar de roupa. Sabes onde o meu quarto é – falou Elijah e eu entrei no quarto de Rebekah.

–Ora bem, então tu és o par de Elijah – disse ela, abrindo um enorme roupeiro com roupa de última tendência. (N.B: Lá vinha a famosa avaliação –revirei os olhos-)

–Sim – assenti, sabendo que ela se estava a referir à noite passada.

–E hoje caíram numa cascata e o casaco de Elijah está seco por fora. Que cascata especial que não molha os casacos.

Corei e ela sorriu para mim.

–Não precisas de corar. Eu conheço o meu irmão e pelo que vi ontem na festa, para além dos elogios exagerados de Kol, foste simpática com todos com quem falaste, ao contrário da tua prima.

–Eu e a Caroline… somos diferentes. Ela é a minha única prima e eu adoro-a, mas sei que ela tem algumas coisas que são difíceis de lidar – falei, pegando nas calças de cabedal. – Nem sabes as saudades que eu tenho de umas calças destas!

–Então porque não as compras?

–É… complicado – disse, sentindo terrivelmente mal por causa de Elijah.

–Se não quiseres falar, não falas, mas tenho que concordar: calças de cabedal dão muitas saudades de vestir! (N.B: Bem só por isso já gostava dela!)

Rimo-nos as duas e ela entregou-me um top verde e uns botins de salto.

–Podes usar a casa de banho se quiseres também. E na última gaveta também tens roupa íntima, mas isso eu não vou escolher por ti.

Dirigiu-se para a porta do quarto e eu disse:

–Obrigada, Rebekah.

Ela virou-se e sorriu.

–De nada.

Tomei um banho quente para não apanhar nenhum resfriado, apesar de saber que já era tarde para me preocupar com a minha saúde. Sequei o cabelo e escolhi a roupa íntima. Vesti o que Rebekah me tinha dado e dobrei as minhas roupas. Saí do quarto, deixando tudo impecavelmente arrumado, como antes estava, e fui até ao quarto de Elijah. Bati á porta e abri-a devagar.

–Elijah?

–Aqui mesmo – falou ele, aparecendo no meu campo de visão enquanto colocava a gravata.

Coloquei a casaco dele ao lado das minhas coisas em cima do baú e fui até ele.

–Deixa-me ajudar-te – disse e fiz o nó da gravata. – Está apertada?

–Está no ponto – falou ele, pegando nas minhas mãos. – Obrigado.

–De nada. A minha mãe ensinou-me a fazer um nó de gravata quando eu tinha sete anos. No início não sabia muito bem, e quando um dia fomos a um casamento fiz questão de fazer o nó de gravata ao meu pai, e eu achava que estava perfeita, mas quando entrámos na igreja ele tinha um nó completamente diferente, do nó certo e eu achei que existia a fada das gravatas.

Ele riu-se e eu acompanhei-o.

–Mas felizmente consegui aperfeiçoar isso. Quando o meu pai ia para as Missões, eu tirava uma gravata e fazia um nó nos meus peluches. Quando ele chegava a casa, mostrava-lhe o meu passatempo. Coisas de criança.

–Lindas coisas de criança inocente – corrigiu ele e beijou-me a testa.

–Então isto entre nós… é real? É a sério? (N.B: Perguntei a medo)

–É a sério se tu quiseres – falou ele. – Eu quero, mas tu também tens algo a dizer.

Acenei com a cabeça.

–Também quero, Elijah.

Ele sorriu triunfante e selou os nossos beijos como tinha feito na cascata.

©AnaTheresaC


Notas finais
Oi! Milhões de coisas para vos dizer, por isso vou colocar por tópicos:
Nº1 - Tenho 11 leitores! Muito obrigada, é muito importante para mim (e Elijah)!
Nº2 - Nova fanfic com Klaus, chama-se A arma de Esther: https://fanfiction.com.br/historia/258312/A_Arma_De_Esther/
Nº3 - Visitem o meu blog, fiz uma renovação nele e ele agora passa a ser um blog onde divulgo spoilers sobre as fanfics, ou seja, amanhã ou terça irei postar um ou dois spoilers sobre esta fanfic. http://www.asminhasfanfics.blogspot.pt/
Nº4 - Gostaram deste capítulo? Digam o que acharam, please? A minha beta adorou, mas eu também quero saber a vossa opinião!
XOXO, até domingo e não se esqueçam de visitar o meu blog