Love Comes When You Least Expect It
10 Chapter Ten
Notas iniciais
Hey povo, como andam vocês ? ><' - tijoladas na cara
Enfim, espero que gostem do capítulo :3 Eu não gostei dele . Nunca gosto de nada que escrevo depois de ter uma crise de criatividade --'
Obrigada pelos reviews, queridos ASASHSAUHSAHUS Responderei todos amanhã, já que agora tenho que estudar o/
Tashigi piscou, ainda bastante sonolenta. Seus olhos encaravam o teto escuro de seu quarto, incerta se deveria ou não se levantar.
Pela janela que havia no outro lado do aposento, era possível observar a escuridão do céu noturno. Em alguns pontos uma poucas estrelas brilhavam, solitárias no vasto manto azul escuro, acompanhadas apenas por pequenas nuvens. Refletida nas águas calmas que circundavam o navio, estava a Lua Cheia, majestosa.
Tateando cegamente o lençol que a cobria, a marinheira tentava encontrar seu óculos. Frustrada, a garota obrigou-se a sentar, vasculhando com o olhar o colchão. O brilho tênue da Lua permitia que ela enxergasse ao menos um pouco os contornos da cama, mas mesmo aquilo não estava ajudando-a a encontrar o objeto.
Suspirando, Tashigi saiu de baixo do tecido quentinho, levantando-se. Imediatamente o ar frio noturno tratou de envolver seu corpo, obrigando a espadachin a pegar um casaco, depois de ligar a luz do cômodo.
Assim que se sentiu confortável, tratou de voltar a procurar seu óculos. Depois de alguma busca, a morena encontrou-o debaixo do travesseiro. Ela ficou momentaneamente confusa com o lugar onde o objeto estava, mas logo deixou aquilo para lá, agradecendo por ele não ter nenhum dano.
– POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORTGAS!
Tashigi ouviu o grito vindo do lado de fora de seu quarto. Curiosa, a garota abriu a porta esverdeada, espiando o corredor.
Aquela não era a voz de Smoker?
– PORTGAS, VOLTE AQUI AGORA MESMO! — o albino gritava, procurando pelo pirata que estava correndo por algum lugar de seu navio.
Rosnando furioso, o marinheiro marchou até o convés da embarcação, a tempo de ver Ace se esconder dele atrás do mastro.
– VOCÊ TEM TRÊS SEGUNDOS PARA ME DEVOLVER A DROGA DESSA FOLHA ANTES QUE EU JOGUE SEU TRASEIRO INÚTIL NO MAR, MOLEQUE! — o moreno ouviu a ameaça, sem se importar muito com ela.
Encostado contra a madeira que formava o mastro principal, o jovem lia atentamente um relatório que tinha roubado de Smoker. Normalmente ele nunca se interessaria pela papelada chata que o comodoro ficava horas e horas preenchendo, mas aquele papel lhe dizia respeito.
Ele falava sobre Luffy.
Os olhos curiosos do rapaz procuravam avidamente pelo nome do irmão, que ele tinha visto de relance quando tinha se aproximado do albino para ver o que ele fazia. Quando isso acontecera, ambos estavam no quarto do marinheiro. Ace já estava morrendo de tédio, tendo em visto que naquele cômodo não tinha nada para distraí-lo.
Nada além de Smoker, é claro. Mas o maior se sentara e ficara cuidando da burocracia desde que eles tinham adentrado no interior da embarcação.
O moreno achava aquilo tudo muito inútil de se fazer. Considerando as enormes pilhas de papéis que ocupavam a mesa do marinheiro e o chão ao lado dela, aquele trabalho demoraria no mínimo uns dois dias.
O jovem não entendia como alguém poderia ficar trancado a tarde toda apenas cuidando da papelada. Ele agradecia imensamente por piratas não serem obrigados a fazerem aquilo.
Bem, mesmo que fizessem, o moreno provavelmente apenas iria queimar acidentalmente todas as folhas que chegassem às suas mãos.
Na verdade, Ace tinha até pensado em ser bondoso com o comodoro e tacar fogo nas pilhas de burocracia, mas tinha a leve impressão de que seu anfitrião não ficaria muito contente com aquilo.
O fato era que o pirata de cabelos negros tinha cansado de ficar sem nada para fazer, então fora até a mesa do maior, apenas para ver se havia algo que chamasse sua atenção por lá.
E havia, mas não estava em cima do móvel, e sim nas mãos do albino. O último tinha começado a ler um relatório, aquele que continha o nome do irmão de Ace.
Aquilo era algo que definitivamente interessava ao hóspede.
Segundos depois, o jovem já tinha arrancado a folha das mãos do marinheiro, começando a lê-la.
Mas Smoker não aceitou bem a ação.
Tentando impedir que o comodoro pegasse o papel de volta, o pirata tinha iniciado uma fuga de emergência pelo navio. Obviamente o maior tinha perseguido-o.
E agora ali estava ele, escondido num lugar bastante óbvio, procurando pelo trecho que citara Luffy. A sombra que o mastro projetava dificultava sua leitura, retardando seu progresso.
Andando em meio a uma nuvem de fumaça, o maior se dirigia até o esconderijo de seu hóspede. A fumaça que saía continuamente de seus charutos subia para o céu, em grandes quantidades.
Ele estava zangado. Zangado era pouco, na verdade.
Ser obrigado a fazer a papelada o irritava. Ter um pirata em seu navio resmungando de tédio o irritava. Ser roubado na cara dura o irritava. Tudo naquele fim de dia estava irritando-o. E o albino culpava Ace por toda aquela irritação que sentia.
Smoker agradecia por nenhum outro marinheiro ter acordado ainda, do contrário esse homem estaria com sérios problemas. O comodoro não estava de bom humor, e com certeza não tinha paciência nenhuma para tentar explicar o porquê de ter um criminoso procurado em sua embarcação.
Bem, se dependesse do maior, não iria haver mais nenhum depois daquela noite. Sim, a ideia de jogar aquele moleque ladrão na água salgada do mar era muito convidativa.
Ace ouviu os passos pesados de seu anfitrião se aproximando. Com um grunhido, o jovem transformou a parte inferior de seu corpo em chamas, começando a escalar o enorme mastro atrás de si.
– PORTGAS! — o marinheiro rosnou, pulando para alcançar o garoto. Utilizando sua Akuma no Mi, o albino não teve problemas em conseguir derrubar o pirata, fazendo o menor bater com a nuca no chão de madeira do convés.
– Ugh — o moreno gemeu de dor e desconforto.
Dor por bater sua cabeça com tanta força, e desconforto por sentir o metal frio do jutte prendendo-o pelo pescoço. Com uma careta, o rapaz perguntou-se porquê Smoker parecia gostar tanto de prender seus inimigos contra uma superfície sólida e pressionar a arma contra suas gargantas. Era algo detestável.
Forçando um pouco seu pescoço, o moreno conseguiu levantar parcialmente sua cabeça, podendo fitar o albino. Este último mantinha-se agachado ao seu lado, a cabeça voltada para o chão com uma expressão indecifrável no rosto.
– Você tem que parar de fazer isso, Smokey. Não tem ideia do quanto é chato — o jovem reclamou, observando os olhos do comodoro lentamente dirigirem-se ao seu rosto.
– Me dê o relatório — o mais velho exigiu, sem dar a mínima para a fala anterior do garoto.
Ace voltou a acomodar sua cabeça contra o chão, levando a mão até sua nuca e começando a arranhá-la, sem jeito.
– Estou falando com você, moleque. Onde está a droga do relatório? — Smoker rosnou, impaciente.
O moreno suspirou, em sua mente estava gravada a expressão raivosa do maior. Ela definitivamente não combinava com a tranquilidade que a brisa trazia, agitando levemente o cabelo acinzentado do anfitrião.
– Sobre isso… — o pirata murmurou, fechando os olhos. Ele não queria ver a fúria que suas próximas palavras iriam desencadear no comodoro — Eu… Eu meio que…
– Desembucha.
– Eu meio que queimei a folha enquanto tentava escapar de você — o jovem soltou, baixinho, começando a sentir um enorme arrependimento.
Não era sua intenção queimá-la. Ele apenas tinha se distraído e deixado que o papel tocasse nas chamas de sua cintura enquanto tentava subir até as velas do navio.
– Você fez o quê? — Smoker indagou, pressionando mais sua arma contra a pele do menor.
Ace engasgou, tossindo.
– Eu queimei a folha — repetiu, a voz fraca por ter algo apertando sua garganta — mas foi sem querer, eu juro! — acrescentou rapidamente, temendo que o marinheiro pudesse ter alguma péssima reação diante da informação.
– Você queimou o relatório que roubou de mim — o marinheiro murmurou, um semblante sombrio no rosto.
O moreno notou a aura negra que o corpo ao seu lado emanava.
– Você queimou a merda do relatório que roubou de mim — seu anfitrião voltou a repetir, a voz começando a falhar devido a sua ira.
Ace começou a se debater, segurando fortemente o jutte, tentando escapar. Ele com certeza não queria estar perto quando o maior se descontrolasse.
Smoker tragava constantemente seus charutos, tentando fazer com que a nicotina o acalmasse o suficiente para não acabar com o garoto aprisionado.
Aquela maldita folha falava sobre Jaya. Sobre algo aparentemente importante que Monkey D. Luffy tinha feito na ilha. Aquela folha, a que seu hóspede tinha queimado.
O comodoro fitou o rosto do jovem, pronto para começar a esbravejar, quando algo lhe chamou a atenção.
Ace tinha parado de se debater. O rosto estava sereno, a cabeça pendendo para o lado. Suas mãos tinham se soltado da arma que o prendia, e repousavam sobre seu tórax, inofensivas.
Smoker não entendeu o que tinha acontecido até ouvir um som profundo vindo do pirata. Roncos.
– Narcolepsia…. — o albino lembrou que Garp tinha citado isso em algum momento — Mas que merda.
O comodoro começou a praguejar. Sim, ele tinha visto um dos ataque de sono que o garoto tivera em Alabasta, mas por favor. Justo naquele momento o moreno tinha que dormir? Era inacreditável.
O marinheiro olhou para o jovem, amaldiçoando a sorte que este último tivera.
Claro, o albino não iria fazer nada com seu hóspede enquanto ele estivesse adormecido. Não, Smoker jamais se rebaixaria tanto a ponto de atacar alguém indefeso desse jeito. Pelo menos, não quando essa pessoa não representava um perigo imediato.
Infeliz, o maior removeu seu jutte, guardando-o nas costas de seu casaco. Desconfiadamente, o comodoro levou a mão ao rosto de Ace, tentando descobrir se ele estava mesmo dormindo ou não. Sempre havia a possibilidade de aquele moleque estar apenas fingindo, esperando uma oportunidade para fugir.
Mas o jovem não teve nenhuma reação perante ao toque.
Lentamente, Smoker acariciou a bochecha do pirata, surpreendendo-se com a maciez de sua pele clara. Os dedos deslizaram sobre as sardas infantis de seu rosto, seguindo até o bagunçado cabelo escuro.
O olhar do maior seguia os movimentos de sua mão, seu rosto assumindo uma expressão mais calma ao afagar as mechas negras do cabelo do moreno. O albino suavemente retirou alguns fios teimosos que insistiam em cobrir os olhos do garoto adormecido.
Arregalando um pouco os olhos, Smoker recolheu seu braço. O que diabos ele estava fazendo?
Ah, claro. Vendo se Ace estava mesmo dormindo ou não. Apenas isso.
Franzindo o cenho, o marinheiro olhou ao seu arredor. Ele ficou feliz por só a Lua ter sido testemunha de seu estranho ato. O resto do navio estava silencioso e deserto, sem indícios de estar tripulado.
Bufando, o albino virou-se novamente para seu hóspede. Infelizmente ele não podia deixar que um pirata permanecesse desacordado em seu convés. E não havia nenhum lugar mais seguro em seu navio para deixá-lo do que em seu quarto, uma vez que nenhum de seus subordinados iriam entrar lá sem permissão.
Revoltado, o anfitrião levantou o corpo do jovem, colocando-o em cima de seu ombro, segurando-o pelas pernas. Ele podia sentir os movimentos que a barriga do pirata fazia, conforme este respirava.
Bastante a contragosto, o maior começou a caminhar para seu quarto, ostentando uma enorme carranca.
Maldita hora em que aquele moleque teve um ataque de narcolepsia.
Notas finais
Pra mim é tão estranho fazer um capítulo tendo que retroceder vários fatos que ocorreram ... Desculpem se ficou confuso, realmente não costumo fazer isso, então estou aprendendo, ainda ><'
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