Love Comes When You Least Expect It
7 Chapter Seven
Notas iniciais
Ultimamente ando sendo movida pelo clima ... E na última semana estava tão frio que eu não conseguia me concentrar para escrever '-'
Bem, aqui está um novo capítulo, Espero que gostem !
E obrigada pelos comentários *-*
– E então, desistiu de me prender?
Aquela pergunta estava perturbando muito Smoker. Desistir de prender um pirata era algo que nenhum marinheiro em sã consciência faria.
Ace era alguém que não deveria estar solto. Por mais que ele tivesse ao menos um pouco de consciência e não usasse frequentemente seu poder para destruir cidades, ele ainda era um criminoso.
O albino sempre tivera o mesmo pensamento: Um pirata é um pirata. Era inútil esperar que eles mudassem. Um pirata sempre causaria problemas, não importa se ele estava aposentado ou não.
Smoker encarou atentamente o rapaz à sua frente. Este último aparentemente tinha notado que o marinheiro estava bastante pensativo, então agora mantinha um ar sério em seu rosto.
Ace tinha olhos num tom castanho escuro, quase negro. O cabelo cor de ébano caía desajeitadamente por seu pescoço. Suas feições davam um ar mais jovem ao seu rosto, acentuadas pelas sardas infantis que haviam em suas bochechas. O corpo era alto, esbelto e musculoso, sua pele clara.
O chapéu no alto de sua cabeça possuía sim uma cor bastante chamativa, mas ela acabava combinando com o rapaz. Claro, laranja, a cor do fogo. Nada melhor podia representá-lo.
As palavras de um certo vice-almirante voltaram à sua mente.
“Ele teria dado um bom marinheiro. Os dois teriam. Era tudo o que eu queria para eles.”
Smoker tinha que concordar com Garp. Ace poderia ter sido um bom marinheiro. Um tanto rebelde e desobediente, mas seria um bom oficial.
No entanto tinha escolhido um caminho diferente.
Engraçado era que o garoto tinha aptidão para ser um aliado do Governo Mundial, mas definitivamente possuía a personalidade de um pirata.
“Mas ele escolheu seguir seu próprio caminho” o comodoro obrigou-se a parar de divagar “nada vai mudar isso.”
Ace era um pirata. E tinha pedido-lhe para parar de persegui-lo. Aquilo era um grande absurdo, mas mesmo assim... Até agora ele não tinha feito nada de mal naquela ilha... Nada que obrigasse Smoker a prendê-lo de imediato.
Além disso, o marinheiro não tinha como capturá-lo. Ele com certeza não conseguiria lutar com o rapaz e mantê-lo preso por tempo suficiente para que um de seus subordinados trouxesse uma Algema Kairouseki.
Não havia muita escolha, então.
– Por ora, não vou tentar prendê-lo – o albino suspirou, derrotado.
Um sorriso enorme iluminou o rosto do moreno, mas Smoker não prestou muita atenção. Estava ocupado com seus pensamentos.
“Por mais que eu não vá prendê-lo, eu ainda tenho que ficar alerta. Um pirata é um pirata, por isso eu não devo baixar minha gua–”
– Arigatooooou, Smokeeeey! – Ace exclamou alegremente, pulando para cima do comodoro.
O maior sentiu dois braços fortes agarrando-o. Chocado, tentou dar um passo para trás, mas só conseguiu tropeçar, caindo de bunda no chão com um pirata sentado em seu colo abraçando-o fortemente.
O moreno não podia estar mais feliz. Por vários minutos ele tinha pensado que Smoker iria simplesmente mandá-lo para o inferno e tentar expulsá-lo do quarto. Com certeza aquela desistência temporária era um bom começo.
Somente quando o albino saiu do choque e conseguiu raciocinar de novo que ele notou a situação em que se encontrava: estava sentado no chão com seu inimigo abraçando-o como se ele fosse um urso de pelúcia.
O marinheiro sentiu seu rosto ficando quente de raiva. Imediatamente ele transformou seu corpo em fumaça e só voltou a ficar sólido quando estava a uma distância segura de seu invasor, perto da cama.
– NÃO ABUSE DA SORTE, MOLEQUE – o maior gritou, furioso.
Ace sentiu quando o corpo abaixo de si se dissolveu, fazendo-o cair no chão, confuso.
Virando-se, o rapaz pôde encontrar o comodoro de pé, olhando-o com um semblante de pura ira. Mas a coisa mais interessante não era sua expressão, e sim seu rosto. Mais precisamente a cor dele.
As bochechas de Smoker e também parte de seu nariz estavam vermelhas. Realmente avermelhadas. O pirata quase poderia achar aquilo fofo, mas o resto das feições furiosas do marinheiro não o permitia.
– Não seja tão malvado, Smokey – o pirata pediu, levantando-se – A propósito, sente-se melhor?
Boa parte da expressão de raiva se abrandou, lentamente.
– Por que está me perguntando isso?
– Bem. É que você estava um pouco cansado noite passada.
– Eu não estava cansado – Smoker retrucou, teimosamente, enquanto cruzava os braços.
Ace não conseguiu controlar o riso.
– Certo, está bem. E não se preocupe, não precisa me agradecer por te pôr para dormir – comentou, sorrindo.
A carranca do maior se acentuou.
– Eu não ia, Portgas – resmungou, virando-se para a cama e começando a arrumar as roupas espalhadas pelo colchão.
– Aah, não seja tão formal, Smokey! Me chame de Ace – o moreno sugeriu, caminhando até estar do lado do comodoro.
– Por que diabos eu deveria te chamar assim? – o albino questionou, descrente.
– Porque eu gosto de quando você me chama de Ace – o pirata respondeu, dando de ombros.
– Mais um motivo para eu não chamar você assim – Smoker retrucou, franzindo a testa.
Ace sorriu, contente por estar tendo uma conversa quase normal com o marinheiro.
Sua atenção momentaneamente se voltou para um dos casacos que estavam em cima da cama e o rapaz o pegou, curioso.
Ele era praticamente igual ao que Smoker estava usando naquele momento, a única coisa que o diferenciava é que não tinha charuto algum pendurado em seu tecido.
Uma ideia divertida surgiu na mente do pirata e ele rapidamente a executou, passando primeiro o braço direto por uma das mangas do casaco, e depois o esquerdo.
O rapaz terminou de vesti-lo, ajeitando um pouco o tecido enquanto avaliava seu visual.
– Nada mau – murmurou, sorrindo, enquanto virava seu tronco para ver como o casaco tinha ficado em sua parte traseira.
– Portgas, você quer parar de-
Smoker olhou incrédulo para o moreno.
– Ei, Smokey! Gostou? – Ace perguntou, rindo.
O casaco tinha ficado muito grande em seu corpo. Suas mãos não podiam ser vistas, uma vez que as mangas da roupa eram maiores que seus braços.
O tecido, que no comodoro terminava em sua cintura, cobria o corpo do pirata até seus joelhos. Se Ace fechasse aquele casaco iria parecer que ele estava usando uma camisola.
– É quentinho – o rapaz ronronou, esfregando suavemente a bochecha contra a gola da roupa.
– Portgas! É o meu casaco, tire ele agora mesmo! – Smoker exclamou, bufando.
– Mas eu gostei dele! É macio — o pirata protestou, tentando arrumar as mangas da roupa.
– Devolva, Portgas! E se alguém te vir assim?
– Não seja egoísta, Smokey! Você tem muitos outros casacos iguais a esse — o moreno argumentou, cruzando os braços.
– Egoísta? — o albino repetiu, sem acreditar.
– Sim, você é muito egoísta. Isso é algo muito feio, sabia?
– Pare de falar besteiras, moleque. Devolva o meu casaco!
O comodoro tentou alcançar o mais novo, mas Ace foi mais rápido, pulando para cima da cama, começando a rir.
– PORTGAS! DEVOLVA A DROGA DO MEU CASACO!
Tashigi caminhou apressadamente pelo corredor, voltando para o quarto de seu superior. A garota já estava procurando-o há vários minutos, e, felizmente, soubera que ele tinha voltado para seus aposentos.
Ela precisava muito avisá-lo sobre a chegada do novo Capitão. Tinha recebido uma ligação pelo Den Den Mushi que informava que o ele desembarcaria na ilha em pouco menos de uma hora.
Aliás, agora pensando bem, Smoker com certeza precisava levar um Den Den Mushi consigo. Ter que ficar procurando-o era algo muito exaustivo.
A espadachin parou à frente da porta do quarto, ajeitando o óculos que estava em cima de sua cabeça enquanto tentava regularizar sua respiração.
– Smoker-san? – chamou, batendo algumas vezes na porta.
Tashigi esperou alguns segundos, mas não obteve resposta.
– Smoker-san, você está aí? É importante – pediu, voltando a bater.
A garota teve a impressão de ouvir murmúrios abafados vindos de dentro do quarto, mas não conseguiu ter certeza se eram ou não reais.
– Smoker-san?
– Já vou, Tashigi – a voz conhecida do comodoro chegou até a morena, acalmando-a.
Depois de mais alguns segundos, a porta foi aberta. Smoker encarou a marinheira, esperando que ela se pronunciasse.
– Senhor, fui informada de que o Capitão chegará mais cedo na ilha. Ele vai desembarcar em menos de uma hora – comunicou, séria.
– Estamos com tudo pronto?
– Estamos apenas carregando um pouco mais de suprimentos, Smoker-san, mas até a chegada do Capitão estaremos prontos pra partir.
– Certo, Tashigi. Pode ir pra o porto, eu irei daqui a pouco.
A espadachin bateu continência, e já ia se virar, quando um movimento no quarto chamou sua atenção.
Ele parecia ter vindo do banheiro, e por um momento a garota pensou ter visto um chapéu laranja.
Tashigi piscou algumas vezes, mas apenas deu meia volta, sem dizer nada.
Em sua mente a imagem de um chapéu laranja estava bem clara. Ela tinha visto-o há mais de um mês, numa noite fria, em cima da cabeça de um pirata.
Um pirata que pertencia à tripulação do Barba Branca.
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