Love Chronicle
20 Indo ali fritar ovos com a minha vergonha, porque né
Notas iniciais
“— Aqueles que têm o poder de viajar entre dois mundos diferentes... Estão aqui. Mas aquela coisa que foi enterrada embaixo do país Clow supera o poder deles. O poder que pode mudar o mundo está crescendo constantemente. Eu gastei tanto tempo tentando obter aquele poder. – Ele olhou para o telão, onde estava se passando a imagem de uma garota baixa e de cabelos castanhos, outra alta, uma de cabelos curtos e dourados, um loiro que era uma isca, um Preto que perdeu tudo. E por fim, o que se conectava com a Dourada, o de profundos olhos âmbares. Ele pousou a mãos por cima do telão. – Definitivamente o terei.
Uma garota com os cabelos cacheados e negros, assim como suas roupas e seu salto, chegou à sala em que se projetava a vida de alguns companheiros com poderes de atravessarem os mundos.
— Mas quem são as duas Magas?
— Eu não sei. Elas não estão no planejamento. E o estranho é que eu não consigo ver o passado delas. Elas têm um poder estranho, que bloqueia as minhas interferências. Mas está tudo bem.
— Como poderia estar tudo bem, Senhor? Elas irão acabar com o nosso plano, isso se já não souberem. – O Homem se virou para dar um tapa nela, que permanecia impassível, mas começou a dar uma risada maligna.
— Quem sabe, se mexermos um pouco no presente deles, elas não sejam mais úteis...
— Senhor? – ele respondeu com a continuidade da risada. A garota de cabelos cacheados olhou na direção do Tubo que Atravessava os Tempos, para o garoto que estava selado ali dentro. Ela andou até ele, o Homem alheio há tudo dentro de seus pensamentos diabólicos. Parando em frente ao garoto, ela sussurrou:
— Ainda não está na hora de você aparecer. Mas, eu queria saber se eu acordaria por sua causa.”
Yana: Ai meu Deus! Que cheiro de sovaco de goblin! Hey será que tem alguma casa de banhos por aqui? Sinceramente, como vocês aguentam ficar esse tempo todo sem se limpar? E essa semana que eu passei em coma! Eu sou a encarnação do Deus da Porqueira! Credo! Se vocês não me derem algum lugar pra tomar banho eu vou me despir na frente de todo mundo e jogar a água que vocês usam para fazer chá no meu corpitcho sexy! – eu gritava enquanto passava pelas ruas da cidade com a Aira, o Fay, o Kurogane, o Mokona, a Sakura, o Syaoran e a Yang. O Kuro-pin deu um sorrisinho.
Kurogane: Se for para nos ameaçar assim Yana, eu nem me dou ao trabalho de procurar um lugar para nos lavarmos. – Levantei uma sobrancelha. Em resposta ele levantou a dele. – O que foi? Apesar de você ser uma magricela anã ainda é uma garota. E temos três homens... quer dizer, dois homens e um garoto, certo Syaoran? – ele olhou envergonhado pro chão.
Yana: Não o zoe desse jeito! Ele é mais macho que todos vocês seus bichas loucas que ficam indo nas esquinas pra esperando pra ver homens loiros e lindos! – O Fay fez uma careta maliciosa, e aí eu me lembro de que ele é loiro. – Louros e musculosos Fay, tu é um magrela. A única coisa que as garotas devem achar interessante em você são os seus olhos azuis como o céu sem nuvens. – Todos me olharam de um jeito intrigado (inclusive a Sakura), e a Aira e o Fay, maliciosos. Inflei minhas bochechas e virei meu rosto na direção oposta dos dois. – Nem vem gente. Eu já tenho vários garotos aos meus pés para me preocupar com o Fay. – E aí todos caíram na gargalhada. Menos a Sakura. Hey querida quer trocar de lugar com a Aira e virar minha melhor amiga? A Sakura suspirou.
Sakura: Queria tanto passar mais tempo com você, Yang! — Todos olhamos pro chão, sentindo de novo a sensação de abandonar amizades importantes em mundos que não sabemos o caminho de volta. A Yang tentou dar um sorrisinho, o que só fez com que lágrimas surgissem no canto dos seus olhos. Chegamos há um lugar mais vazio da cidade, perto da ponte onde tinha começado a nossa missão naquele mundo. O Mokona começou a fazer o ritual para irmos para o outro mundo, começando a nos fazer flutuar (I BELIEVE I CAN FLY!) e eu a Aira e a Sakura agarramos o braço da Yang, tentando nos manter mais um pouco naquele mundo. Eu sorri pra ela, enquanto as outras choravam.
Yana: Muito obrigada Yang-chan! – ela riu, pois já tinha acostumado com o apelido que eu dera pra ela, mas ainda assim achava engraçado – Sem você eu estaria morta agora. Sem você toda a cidade estaria perdida. – Apertei mais forte o braço dela, sentindo-me ser cada vez mais sendo puxada para a abertura dimensional.
Yang: Mas foi você que conseguiu derrotar o filho do Riyanban...
Yana: Sem você nada aqui seria possível. Tudo o que aconteceu, o que eu fiz, eu não teria conseguido sem você. – Os olhos dela se encheram de lágrimas, e ela se dirigiu para nós todos.
Yang: Por causa de vocês, eu fui mudada, consegui me despedir do espírito da minha mãe, virei uma grande feiticeira e... arranjei amigos! – ela começou a chorar. – Eu amo vocês pessoal! Eu... – mas aí fomos totalmente sugados pra dentro da abertura mágica, nossas mãos deslizando pela pele dela até que não sobrou nada.
Tenna Wakede!
Yana: Que frio, que frio, que frio, que frio!!!! – eu disse gritando e correndo em círculos, tentando me esquentar. Eles riram da minha cara, mas a Sakura concordou. Repetindo: Sakura, vem ser minha melhor amiga?
Sakura: Mas está muito frio mesmo... – ela passou as mãos pelos braços em um gesto de tentar ficar mais quentinha, enquanto tiritava. O Syaoran olhou preocupado pra ela, que tentou dar um sorriso. Ele ia falar alguma coisa quando a Aira o interrompeu.
Aira: Quem dera que aqui fosse um lugar gostoso igual ao último mundo, Lycerábiti. – todos assentimos com a cabeça, menos o Fay, que disse que o seu mundo era bem frio também. – Bem, mas a minha mala está aqui pra isso!
Mokona e Yana: Uwai, uwai! A Aira é demais! Uwai, uwai! A Aira é demais! – fizemos uma rodinha, demos as mãos e começamos a dançar. A Aira deu uma risadinha meio maléfica (suspeito, muito suspeito) e colocou a enorme bolsa no chão.
Fay: Uwa Aira-chan, eu sempre pensei que você levava um corpo aí! – ela se virou, com o rosto meio iluminado por um lampião (chegar em outra dimensão a noite é outro nível), com um sorriso que os seus dentes pareciam afiados. O Fay deu um pulo pra trás, com o rosto apavorado, logo depois se protegendo atrás do Syaoran, olhando pra Aira com olhinhos fofos e azuis.
Fay: Syaoran-kun me proteja! – o Syaoran fez uma carinha muito fofa de confusão e medo.
Syaoran: E-eu, eu não, Fay-san... – dei um suspiro, vendo o ar pressurizado que saiu da minha boca ir se dissolvendo em contato com o frio. Tremi, percebendo que estávamos em uma terra sem população, frio e com neve.
Yana: Será que não dá pra ir mais rápido em procurar as roupas de frio não, Aira? – ela bufou.
Aira: Desculpe-me se eu não sou rápida e perfeita!
Yana: Não te desculpo, eu sou a Mestre, você deveria me servir rapidamente! – ela deu uma pequena risada.
Aira: Você? Uma Mestra? Poupe-me humana. — senti meu semblante se fechar ao me lembrar de que ela era uma maga. Levantei o queixo, tentando me impor.
Yana: Calada plebeia, você está falando com a Feiticeira do Oceano Sagrado, que desceu da terra dos anjos por um amor, sendo expulsa de lá por seus feitos não serem puros o bastante. Tornei-me uma feiticeira, algo de porte muito maior do que uma simples maga, que é um ser da Luz. Roubei a posse do Oceano De Águas Sagradas da sua laia, me tornando uma Feiticeira de nível 8. – Todos estavam perplexos em meio à neve que ainda caía, se perguntando sobre o que diabos eu estava falando. Quer dizer, menos a Aira. Ela me olhava com raiva. Metendo a mão dentro de um bolso maior e pendente da bolsa, ela pegou um pente fofo, roxo e bem grande, de onde saía uma corda elástica.
Aira: Ah é? – ela começou a girar o pente pela corda. – Então cadê a sua arma, Feiticeira das Trevas? – olhei pro lado, envergonhada.
Yana: Ela ficou perdida durante uma luta em outro tempo-espaço. – ela deu uma risada.
Aira: Então você está sem nenhuma arma? – encarei-a com raiva.
Yana: Not anymore! – porque falar em inglês é outro nível. Peguei o guarda-chuva preto dela e me preparei. Ela estava estupefata.
Aira: Você pegou a minha Max Inter-Liga 2! – dei uma risada.
Yana: Então esta é uma das famosas armas que se esticam e têm preferência para Seres das Trevas, mas estão presas e limitadas aos da Luz? Interessante!
Aira: Você não tem honra! Você só sabe roubar! – sorri. – Argh! – Para esta batalha nós temos de ficar em um espaço paralelo! – meu sorriso se foi. Ela vai quer ir para a terra de Luzes? Foi à vez dela de sorrir. – Sim, Ser das Trevas, eu vou te derrotar no meu território!
Yana: Não se eu te mandar para um mundo diferente antes! – ela arregalou os olhos e começou a falar o feitiço desesperadamente.
Aira: Good Behavi... – lenta!
Yana: Banishment! This World! – tudo virou de cabeça para baixo, e fomos para em mundo de cabeça para baixo. Ela grunhiu.
Aira: Demorei de mais... – ri diante da derrota inicial dela. Ela me olhou com raiva. – Mas isso não me impede de ganhar agora! – Ela levantou a mão, invocando a sua roda mágica branca, e tirando dali um grande pedaço de Pedra Sagrada roxa, com vários espinhos brancos por toda a extensão. Dele saia uma corda de aço celestial.
Yana: A sua Arma é muito boa, Iluminada. – Levantei minha mão, invocando a minha roda mágica preta, e tirando dali a minha rosa negra de vários pedaços de Pedras Malignas coladas umas nas outras com lava. Ela podia aumentar de tamanho quanto eu quisesse, e ela ia para os lugares como um Boomerang. Sorrimos uma pra outra, sabendo que a luta a seguir seria boa. Saímos correndo uma em direção á outra, e ela rodou o seu Rixes 200 em minha direção, e eu impedi o ataque com o meu novo Max Inter-Liga 2.
O que realmente está acontecendo, pelo meu ponto de vista: Elas estão correndo uma em direção da outra o tempo todo, batendo os seus pentes e guardas-chuva uns nos outros. Bom, mas vamos deixas elas serem felizes né. Voltando:
Nós estávamos empatadas em poder mágico, pois ambas éramos de nível 8, até que ela fez uma pergunta que me distraiu.
Aira: E quem era esse homem pelo qual você se apaixonou e foi banida da Terra dos Anjos? – Senti meu coração das um loop, tendo uma tontura. Parei.
Yana: Fo-foi o Syaoran... – Ela veio até mim e tacou o Rixes 200, me derrubando. Voltamos para o mundo normal.
Aira: Bem, dessa vez eu ganhei! Você é uma ótima oponente, Criatura das Trevas. – Ela riu e me ajudou a levantar, falando no meu ouvido depois: olha, eu vou dar roupas de frio para todos, menos pra você, assim ou o Syaoran ou o Kurogane vão ter de... te a-que-cer! – Ela me deu uma piscadela enquanto eu dava um tapa em seu braço. Ela foi rindo até a bolsa, achando alguns suéteres quentinhos e dando para todos. A Sakura continuava com frio, por isso o Syaoran a chamou para ficar junto dele dentro da sua capa, fazendo com que eu ficasse emburrada, além de frio eu vou ter de ficar vendo essa cena. O Fay deu o casaco dele pra Aira, que se pronunciou.
Aira: Bem, como a Yana perdeu em sua batalha para mim, ela não ganhará nenhum casaco. – O Kurogane fez cara de que ia contestar, mas ele parecia entender de honra de batalhas. Mas isso não o impediu de fazer o que ele fez em seguida.
Kurogane: Quer... vir pra dentro do meu casaco, Yana? – eu dei uma risadinha e assenti, com o meu coração batendo um pouco mais forte de ansiedade. Ele abriu o casaco e eu me aconcheguei ali, ficando vermelha ao sentir todos os músculos definidos dele tocando em mim por cima do vestido. Olhei pro rosto dele, que também estava vermelho, só que não mais que eu depois que ele fechou os botões e passou o braço pelos meus ombros. Continuamos andando em silêncio, até que encontramos uma cidade e entramos em um bar, pedindo bebidas quentes, com todo mundo nos olhando estranho por causa das nossas roupas que eram anormais para eles. O Syaoran ficou todo sem graça e apreensivo. Cheguei no balcão, ainda grudada no Kurogane, e pedi dois chocolates quentes médios, pra mim e pra ele.
Atendente Velho E Barrigudo Do Bar: Vocês querem uma xícara gigante para tomarem juntos ou querem ou duas médias separadas? – eu já ia falar que queria separado quando o Kurogane se pronunciou.
Kurogane: Porque nós iríamos querer uma grande só? – o Barrigudo sorriu.
Barrigudo: Ora, namorados apaixonados gostam de compartilhar tudo, certo? – ficamos vermelhos e começamos a soltar fumaça. – E nem adiantem falar que não são namorados, porque algum dia vão ser! – Eu olhei pro chão, sem conseguir mais olhar na cara do Kuro-pin. Nós parecíamos tanto um casal assim? O Barrigudo riu da minha vergonha e nos entregou uma xícara gigante, mesmo diante dos protestos do Kurogane. Bem, mas pelo menos o Barrigudo era amigável conosco, diferente dos clientes do lugar. Sentamo-nos em uma mesa qualquer e começamos a conversar. Depois que saímos dali, estava começando a amanhecer, e eu estava quase caindo de sono, com o Kurogane me segurando pelo braço pra me evitar cair desmaiada no meio da rua. Encontramos uma casa gigante, que parecia uma biblioteca e um homem com um rabinho de cavalo baixo e um óculos abriu a porta. Contamos que éramos viajantes de outras terras, e o Syaoran inventou que ele era escritor, o Fay completando a mentira dizendo que a Aira era esposa dele (e mesmo com sono eu percebi que ela ficou um pouco rosa), o Syaoran e a Sakura eram irmãos dela, e que eu era a ajudante do escritor (Syaoran) de histórias que realmente aconteceram pelo longo do mundo, sendo que o Kurogane era o nosso servo. O Kurogane quase bateu nele, mas quando ele me soltou eu quase caí de cara no chão, o que fez com que ele me pegasse no colo, e eu quase pegasse fogo de tanta vergonha. Ele nos deu um quarto, e eu nem prestei atenção aonde eu me deitei, mas sabia que acabaria me arrependendo no dia seguinte.
Eu estava certa, porque quando eu acordei...
Fale com o autor