Love, Cameras And Action.

7 Capítulo 7 - What this bitch is doing here?


Notas iniciais
Sim, as músicas foram compostas pelos personagens, caprichem na imaginação. :p

Sam’s POV


Eu estava preocupado e confuso, não sei o que me levou a aquele quase beijo com Anne. Eu sei que meu relacionamento com a Lindsay estava indo por água abaixo, mas eu nunca fui de fazer isso, eu sempre fui homem de uma mulher só.

Corri os olhos pro balcão, ainda havia sangue nele, e meu celular estava jogado de qualquer jeito. Sentei em um dos bancos e deu uma olhada nele, havia quase 50 ligações de Lindsay, eu não sentia vontade de retornar, mas tinha que resolver essa situação. Disquei o numero dela e deixei chamar.

– Alô Sam — Atendeu com a voz chorosa

– Oi Lindsay — Respondi sem saber o que falar

– Olha, me perdoa, eu sei que errei, mas me perdoa vai — Chorava ela do outro lado da linha

– Lindsay, você é egoista, ranzinza, nunca se importou com os outros... Depois de tudo aquilo quer que eu acredite no que você diz?

– Eu falei sem pensar meu amor.

– Não me chama de amor, tá tudo acabado entre nós — Disse desligando o telefone em seguida antes que ela pudesse dizer algo que me fizesse mudar de idéia.

Respirei fundo e olhei pros cacos no chão, me levantei para catá-los, quando terminei meus pensamentos correram para Anne, seus cabelos louro acobreado respingado de sangue, seus pedidos de desculpa por ter sujado a bancada, ri sozinho ao me lembrar da cena. Depois de catar os cacos, limpar o balcão, guardar os papeis que valiam a pena e estavam espalhados pela casa, jogar fora todas as garrafas de cerveja que estavam espalhadas pelo chão, meu pensamento ainda estava em Anne, decidi então ligar pra ela, tinha a desculpa de gravar os vocais.

Ela estava no parque, que eram a duas quadras daqui, então ela disse que viria sozinha, depois de cinco minutos a campainha tocou, logo atendi.

– Oh uau, que casa diferente sem tantas garrafas pelo chão — Disse ela rindo

– É tinha sangue pela minha casa inteira, tive que limpar — Revidei rindo

– Ah, desculpa por isso Sam — Falou com um tom de culpa

– Eu estou brincando sua louca, você não é culpada, alias, como tá o dedo?

– Tá melhor, ainda dói, mas... — Disse corando

– Então — Comecei sem jeito — Quer comer alguma coisa antes de gravar?

– Eu acabei de tomar sorvete, não estou com fome, mas se quiser comer algo tudo bem.

Ela era completamente o oposto de Lindsay, ela era doce, gentil, altruísta, nunca pensava só nela, sempre se importando com o bem estar dos outros. Eu mal a conhecia, apesar de a conhecer por quase dois meses, eu conversava com ela mais por telefone, e na maioria das vezes sobre as músicas do filme, mas eu sabia que ela era diferente.

Decidimos gravar todas as músicas, eu gravara as que eu cantava sozinho na noite anterior, após chegar do hospital, precisava de algo pra fazer, distrair, nada como cantar. Então deixei que ela gravasse as dela, ela cantava maravilhosamente bem, não sei se eram meus ouvidos suspeitos para dizer.

Uma hora depois tinhamos gravado todos os vocais e back’s das duas canções, iamos gravar juntos agora, organizei os menus da mesa de som para gravarem da maneira certa, peguei o controle remoto e entrei na sala de gravação, coloquei meu fone e dei o play nos playblacks, e começamos a gravar.

A música era animada, se chamava “Don’t you want me baby” era realmente perfeita pra personagem do filme, cantamos animadamente, dançando em frente ao microfone que dividiamos, não sei como aconteceram, mas assim que a música acabou paramos de frente um pro outro, meus instintos já não pertenciam a mim, quando dei por mim, eu havia beijado ela.

Era um beijo doce, sem pressa ou sensualidade, mas mesmo assim me fazia querer continuar nele por muito tempo. Minhas mãos correram até seu rosto, comecei uma caricia delicada, senti suas mãos tremulas em minha nuca, ela estava nervosa, mas não rejeitara meu beijo, isso era bom. Pedi passagem para minha língua, ela cedeu, explorei cada canto de sua boca, sem parar com as caricias em seu rosto. Seus dedos enroscaram-se em meu cabelo, com o tempo o beijo ficou mais intenso, era um beijo de tirar o folego agora, minha outra mão correu para suas costas a puxando pra mais perto de mim. Nossos corpos estavam colocados, sua outra mão corria lentamente pelas minhas costas acariciando-a delicadamente, ao contrário do nosso beijo que arrancava de mim todas minhas energias para mantê-lo.

Não sei quanto tempo ficamos naquele beijo, mas parecia pouco, comparada a vontade que tinha de continuar. Fui deixando ele mais lento, coloquei ambas as mãos em seu rosto, o segurando com carinho, ela deixou as dela na minha nuca e outra no meu peito, terminei o beijo com um selinho demorado, então abri os olhos que ficaram fechados durante o beijo e encontrei seu olhar azul profundo.

Terminamos de gravar os backs em clima de romance, ela me fazia sentir vontade de ficar abraçado o dia inteiro. Quando terminamos formos comer algo, decidimos fazer algo pra comer na varanda, fizemos sanduíche de geleia de morango, ela me contara que gostava enquanto buscavamos algo na geladeira. Fizemos também um suco de laranja pra acompanhar, ela não tinha problema comigo bebendo, mas não queria fazer feio com ela, sentia que ela era diferente de qualquer menina que eu havia ficado até hoje.

Sentamos na varanda e começamos a conversar bobeiras e fazer brincadeiras bestas, trocando selinhos de vez em quando. Quando terminamos de comer sentamos no balanço que tinha na varanda, ela se sentou recostando-se em meu peito, fechei os olhos e fiquei acariciando seus cabelos enquanto conversavamos.

– O que essa biscate tá fazendo no seu colo — Escutei a voz de Lindsay berrar me fazendo abrir os olhos assustado

– O que você tá fazendo aqui? — Perguntei irritado, me levantei e vi a expressão desentendida de Anne, sabia que se eu partisse seu coração eu me sentiria mal, e pelo estado que Lindsay estava eu faria isso sem querer.

– O que essa biscate tá fazendo aqui, Samuel Peter Larsen Acosta? — Perguntou ela novamente aos berros.

– Biscate o caralho, quem você pensa que é? — Disse Anne, baixando a Suzzie por um momento, sorri abobado.

– Se não é biscate é vadia — Continuou Lindsay

– Vadia só se for você, e além de biscate é uma doida do caralho, fica dando escandalo

– É normal dar escandalo quando encontra uma putinha no colo do seu namorado — Falou Lindsay com desdém, Anne perdeu a reação e ficou pálida de vez, ela me olhou com aqueles olhos azuis arregalados de uma maneira que me fez me sentir um monstro que merecia ser abatido.

– Não, não, e-eu posso explicar — Mas ela já virara as costas e andava em direção a rua — Anne, Anne, volta aqui, Anne — Chamei mas foi em vão, ela seguiu a rua até sumir de vista, se eu fosse atrás dela não adiantaria muita coisa, Lindsay fez o favor de estragar tudo, mais uma vez. — Lindsay, faz um favor?

– Sim meu amor, qualquer coisa — Falou ela melosa

– Some da minha vida, sua doida — Falei entrando e batendo a porta atrás de mim.

Mais uma vez tinha dado tudo errado e eu não tinha cabeça pra pensar em como consertar minha idiotice.